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02 maio 2013

Uma rede de sabedoria (5)


Mídias sociais para a glória de Deus

Dando prosseguimento…



7. Esteja ciente de seu tempo e sua atenção

  • Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. (Pv 10.26)
  • Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria. (Pv 14.23)
  • Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador. (Pv 18.9)
  • A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome. (Pv 19.15)
  • Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas. (Pv 22.13)
  • Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas. Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução. Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. (Pv 24.30-34)
  • O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza. (Pv 28.19)
  • Essa pode ser uma questão que remete primordialmente a Deus para alguns mas que, quase com certeza, terá efeito sob outros, incluindo membros de famílias e empregadores (reais e potenciais, que estão agora, quase certamente – entre outras coisas – checando o seu perfil online). Você sabe quanto tempo está gastando nessas coisas? Existem ferramentas disponíveis para ajudá-lo a marcar o tempo que você gasta online. Paulo nos chama a andar “não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Efésios 5.15-16).


Uma das grandes distrações atuais são as mídias sociais, uma demonstração de que não é tempo o que nos falta, mas a habilidade de nos aplicarmos no tempo que possuímos. Qualquer nível de escravidão para com as mídias sociais provavelmente gerará um efeito negativo dramático em nossa diligência e produtividade. Isso pode se tornar uma desculpa para não progredir ou conquistar algo no que nós pitorescamente chamamos de “vida real” e essa vida real vai muito em breve demonstrar as marcas dessa distração e dissipação. A atividade nas mídias sociais pode dar a impressão de termos feito algo enquanto negligenciamos o que precisa ser feito. “Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza”: eu não estou falando que não há espaço para descanso e alegria, para uma vasta variedade de humor apropriado, para uma quantidade sadia de bate-papo,  como há entre amigos face a face, mas nós podemos dizer que nossa interação online é mais do que conversa ociosa? Ou estão nossas vidas governadas pela tagarelice vazia que é característica de tantas mídias sociais?

8. Cuidado com a imundície e frivolidade

  • … para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus, seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos; para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para o reino das sombras da morte; todos os que se dirigem a essa mulher não voltarão e não atinarão com as veredas da vida. Assim, andarás pelo caminho dos homens de bem e guardarás as veredas dos justos. Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados. (Pv 2.12-22)
  • Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração. Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente; para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras. Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu, vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo, que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa, à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas. Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração. É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa; ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos. Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz: Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos. Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei. Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores, já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe. Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa. Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida. Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca; não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas; porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos. A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte (Pv 7.1-27)
  • A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma. Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira, para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho. Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno. (Pv 9.13-18)
  • O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. (Pv 12.11)
  • Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza. (Pv 14.13)
  • O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia. (Pv 15.14)
  • Cova profunda é a boca da mulher estranha; aquele contra quem o SENHOR se irar cairá nela. (Pv 22.14)
  • Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos. Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia. Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis. (Pv 23.26-28)
  • Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. (Pv 26.18-19).

Novamente, antes que alguém me acuse de pietismo mal-humorado, permita-me deixar claro que nós estamos livres para nos engajarmos naquele regozijo saudável e legítimo que é bom para a alma (mas tenha em mente que banal e oco não é o mesmo que saudável e legítimo – quão engraçado é um gato que se parece com o Elvis depois de você olhá-lo por dezessete vezes?). Mas lembre-se do modus operandi, do modo de operação, do maligno: ele joga a partir da “concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 João 2.16) e as mídias sociais podem ser um poço dessas coisas apesar de todo o perfume que elas espalham.

Lembretes incidentais e intencionais para a imoralidade (imagens e palavras) estão em todos os lugares e os homens, em particular, são propensos a serem estimulados e treinados por esse imaginário; e o mundo está aprendendo a atrair mulheres para essa mesma rede mais efetivamente. Um notório jornal britânico é muito conhecido por sua ‘coluna lateral da vergonha’, ostentando um número fenomenal de cliques com uma base um tanto quanto óbvia especializada em mulheres nuas e fofocas lascivas.

Os anúncios que aparecem na maior parte dos sites não são diferentes – solteiras atraentes na sua área, alguém? E nós podemos ser tão bons em esconder isso: se alguém fosse calcular, por exemplo, as fotos dos seus amigos que você viu no facebook, qual seria a proporção daquelas que eram as mais atraentes fisicamente? Não seria essa uma tentação? Satanás pode usar isso para nos treinar a cumprir as suas ordens, especialmente quando nós podemos simplesmente continuar clicando, uma reação em cadeia pavloviana, cada clique do dedo provendo uma recompensa esperada – antes de irmos longe demais, nós passamos pelos níveis de algumas das piores obscenidades conhecidas ao homem.

Junto a isso, embora talvez menos perigoso de imediato, uma falsa e rasa brandura também pode prevalecer, uma espécie de superficialidade forçada, satisfazendo a frivolidade e vaidade. Um homem de Deus suplicou  uma vez, “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101.3), e a maioria do que não é explicitamente indecente é, na melhor das hipóteses, dolorosamente vazio.

A sexta e última parte vem a seguir…

por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com 

30 abril 2013

Servo ou Religioso?


Nos dias de hoje há muita confusão entre o religioso e o cristão, o discípulo. Precisamos aclarar isto cada vez mais.

I. Introdução

Você já reparou que acostumar-se com algo não exige muito esforço? Repare no fato de alguém entrar em um recinto com um perfume muito doce e forte. Todos irão reparar. Alguns não gostarão, outros até se sentirão mal. Agora se você não pode sair deste local você naturalmente acaba se acostumando com este odor. Seja ele bom ou ruim.

Há um ditado interessante que diz: "o pecado é como o perfume, você acaba se acostumando com ele". Isto é real. Todo o perfume que passamos, tempos depois já estamos de tal forma acostumados com ele que nem notamos a sua presença em nós. Nós nos acostumamos tão facilmente com algo que elas se tornam corriqueiras para nós. Todavia não podemos ter o Senhor com corriqueiro para nós.

O que fez Jesus com os vendilhões do templo? Não estavam os homens daquela época acostumados com eles? Não estavam adaptados àquela situação? Vejamos qual é a posição do Senhor…

II. Jr 2.13; Ap 2.4-5

O que é uma cisterna? É um local para armazenar água. A religiosidade é como uma cisterna rota: começamos bem, mas no decorrer do tempo deixamos ao Senhor e ficamos com o passado, com as experiências do passado. Nossa comunhão e nossa vida com Deus tem que ser diária, permanente, tal qual o maná no deserto que era sempre para um determinado dia.

Com freqüência ficamos com a história do passado ou, o que é pior, com a história dos outros. Temos que ter a nossa própria história com o Senhor. Temos que estar diariamente buscando da fonte e não cavando cisternas rotas.

Nos dias de hoje há muita confusão entre o religioso e o cristão, o discípulo. Precisamos aclarar isto cada vez mais. Devemos que entender que o morno, ao qual está a ponto de ser vomitado, também está dentro da igreja. Não é do mundo que ele será vomitado, mas é para o mundo que será expulso.

Cada dia que passa aumenta a polarização que o Senhor nos falou em Ml 3.12-18. A cada momento, a cada tempo está se distanciando o justo do ímpio, o que serve a Deus daquele que não serve a Deus.

Para facilitar isto, faremos um paralelo entre o religioso e o discípulo. Não temos o intuito de julgar ninguém, porém não podemos deixar nenhum homem em confusão. Todos devem saber como Deus o vê.

III.Religioso ou Discípulo (servo)?

O Religioso:

- Tem a bíblia centralizada no homem. Enxerga tudo o que Deus tem para ele: graça e salvação.
- Interpreta a palavra mecanicamente, age como se ela fosse um tabuleiro de xadrez 2Co 3.6.
- Ouve verdades de Deus 2Tm 3.7.
- Obedece algumas regrinhas que as considera sumamente importante Mt 23.23.
- Aprende a saber muita coisa 1Co 8.1b
- Tem o eu no comando.
- Se esforça por imitar a Cristo, na carne
- Canta muitos cânticos
- Estuda sobre o Espírito Santo.
- Faz orações. Fala, fala e não ouve.
- Confia sua vida a uma instituição religiosa.
- Sua vida é uma eterna luta contra o mal. "Mente vazia oficina do diabo. Membros ociosos oficina do diabo".
- Vive com sede Jr 2.13.
- Faz prosélitos Mt 23.15.
- Não coloca sua vida na luz Jo 3.19-21.
- Não reconhece as autoridades como vindas de Deus.
- Seus olhos brilham para as coisas do mundo.

O Discípulo (servo):

- Tem a bíblia centralizada em Deus. O que importa é o propósito eterno de Deus.
- Tem revelação de Deus. Compara coisa espiritual com coisa espiritual 1Co 2.12-14
- Ouve a Deus Hb 3.7-8. Ninguém pode ouvir a Deus e não mudar.
- Ama a vontade de Deus e obedece a Cristo em tudo Jo 14.23.
- Aprende a guardar o que Cristo ensinou Mt 28.20.
- Tem a Cristo no centro de sua vida – é alguém que se esqueceu de si mesmo.
- Cristo vive nele Gl 2.20.
- Louva ao Senhor.
- Vive cheio do Espírito Santo Rm 8.5-9.
- Fala com Deus, dialoga com seu Pai.
- Confia sua vida a igreja que é o corpo de Cristo.
- Não tem tempo para praticar o mal, seus membros estão ocupados com a justiça Rm 6.13.
- Bebe muita água da vida.
- Dá fruto (faz discípulos) Jo 15.1-6,8,16.
- Anda na luz 1Jo 1.5-10.
- Acata todas as autoridades delegadas Rm 13.1.
- Seu atrativo é o Senhor, ama a simplicidade de Deus.

 O coração do religioso não se sacia, não se satisfaz com as coisas simples de Deus. O religioso tende matar sua sede no mundo, nos atrativos do mundo ou do poder, que pode ser intelectual.

IV.Conclusão :

O que o Senhor quer de nós?

O que o Senhor espera de você?

O que você tem feito?

Que tipo de homem você é?

O nosso Deus e Pai não é um Deus de desordem, Ele deseja que todo aquele que se aproxima d’Ele realmente viva como Ele quer e deseja, sem mesclas ou confusão.

Daniel Souza

26 abril 2013

Adoradores ou "artistas gospel"?


"Sede, pois, imitadores(iguais) de Deus..." - Ef.5:1-17.

Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas, onde as pessoas pensam que estamos passando por um grande avivamento. Na verdade, muitos confundem avivamento com "movimento", ou seja, pensam que por termos igrejas com muitos membros significa um grande e poderoso avivamento! Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias... de pessoas vazias! Muitos tem trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, "saíram do mundo" mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, onde muitos dos chamados músicos "cristãos" tem trazido a realidade do mundo para dentro das nossas igrejas, é a música, o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc... 
O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós, músicos, um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! (Jr.33:3).

"Artistas"... Modelo do mundo

Como já disse, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo, querem ser conhecidos como artistas e pop stars! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram estrelas e querem "brilhar"! Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "Eis que sois menos do que nada..." - Is.41:24. Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém." - Ap.7:12.

"Adoradores"... Modelo de Deus

O Pai está a procura de verdadeiros adoradores! (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é "estrela" e nem "pop star", e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de glória, mas é um salmista, ministro do altar, é conhecido como um verdadeiro servo e homem de Deus! (II Cr.29:11). É aquele músico que além de executar a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi (I Sm.16:14-23) que era aprovado por Deus e pelos homens.

Jesus... Modelo de adorador

1- Jesus não buscava, reconhecimento, glória, honra, e não buscava interesses e benefícios pessoais (Mt.4:8-10).
2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp.2:8).
3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt.9:35-36).

Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo! 

Ronaldo Bezerra 
Líder do Ministério de Música da Comunidade da Graça

25 abril 2013

Continue a semear, continue a semear


Isso… é… tão… frustrante!

Você gasta horas e horas com um amigo, ajudando-o com os mesmos problemas de novo e de novo, ajudando-o a carregar sua enorme bagagem emocional. Você diz ao seu filho para não furar o irmão pela zilionésima (1 seguido de, tipo,  infinitos zeros) vez. Você ora desesperadamente pela salvação de seus pais durante cinco, dez, até 20 anos. Você rala muito servindo uma pessoa difícil na igreja.

E, no entanto, apesar de todos os seus esforços, você não vê nenhum fruto. Parece que seu amigo continua carregando a mesma bagagem. Seu filho continua socando o irmão. Seus pais parecem ser ainda menos receptivos ao evangelho do que em anos anteriores. E essa pessoa difícil na igreja continua sendo… vamos ver, como podemos dizer isso? … Difícil. Você está fazendo o seu trabalho, você não é um preguiçoso! (Ver Nosso Querido Bob). Mas não está vendo nenhum resultado.

Qual é o sentido de tudo isso? Por que você deve continuar investindo em uma pessoa quando não vê frutos? Por que deve continuar se dedicando a um relacionamento que simplesmente parece não estar dando certo?

1 Coríntios 15.58 diz:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor“

Paulo sabe que seremos tentados a pensar que nosso trabalho é em vão. Um desperdício. Absolutamente inútil. Assim, Paulo nos lembra da verdade. Nosso trabalho para Deus nunca é em vão. Nosso trabalho para Deus nunca é um desperdício. Deus promete que vai usar nosso trabalho, suor e lágrimas para seus propósitos, para trazer-lhe glória. Mesmo que não vejamos resultados, podemos ter a certeza de que Deus está trabalhando. Na maioria das vezes não temos ideia de como Deus está usando nossos esforços. Como Charles Bridges diz:

"Aparência não deve ser a medida do verdadeiro resultado… Pode haver um sólido trabalho avançando secretamente, sem qualquer agitação sensível; como observamos a semente que produz o grão mais pesado repousa por mais tempo na terra. Nem sempre somos os melhores juízes dos resultados de nosso Ministério. (The Christian Ministry, 73)"

Em outras palavras, a nossa percepção do que Deus está fazendo em uma pessoa é muito diferente do que Deus está realmente fazendo nessa pessoa. Pode parecer que nada está acontecendo nela, quando na realidade, Deus está trabalhando em tudo. Não temos ideia do que Deus está fazendo em silêncio, nos bastidores. Não temos ideia de como ele está pressionando, convencendo e moldando a pessoa. Não temos ideia de como Deus está usando nossos esforços para atrair alguém para si mesmo. Nós geralmente não somos os melhores juízes dos resultados de nosso ministério.

Portanto, temos de ser firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra que Deus nos chamou a fazer. Seja firme em criar, instruir e treinar seus filhos, mesmo quando parece que você está em um ciclo de lavagem, enxágue e repetição do ciclo. Seja fiel em ajudar o seu amigo que precisa carregar a bagagem, mesmo que pareça que a bagagem está acumulando! Seja abundante na obra de servir os outros, mesmo quando não há agradecimentos em troca.

Por quê? Porque O VOSSO TRABALHO NÃO É EM VÃO! Deus irá usá-lo. Ele será fiel. Não deposite toda sua fé em resultados visíveis. Não sabemos o que Deus está fazendo. Nós sabemos que nosso trabalho nunca é desperdiçado.

por Stephen Altrogge
Traduzido por Josie Lima | iPródigo.com |

19 abril 2013

O que é amar a Deus?


Na resposta que Jesus deu aos seus argüidores sobre qual o maior mandamento ele disse, "Amai a Deus..." (....). 

Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento. 

Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseu Romano, também por amor a Deus muitos irmãos preferiram viver em monastérios, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a seu deus (alá), provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias. 

Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou. 

Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e aplicada. 

O apostolo Paulo diz que no final o que fica é a fé a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder criá-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo. 

Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus: 

1. Perceber o amor (Colossenses 1:16) Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois ele deu ao homem tudo para que o homem fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem. 

2. Experimentar o amor de Deus As pessoas podem de uma forma ou outra experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa. 

3. Vivenciar o Amor de Deus Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida. 

Quando os homens tentam expressar o amor de Deus, sem tê-lo vivenciado, ai acontece as catástrofes religiosas. Quando alguém fica apenas na percepção, essa pessoa fica como que do lado de fora de um aquário tentando entender como é respirar debaixo d água. Quando alguém fica apenas com a experiência isso pode levar essa pessoa a ter outras experiências e ai a revelação fica misturada pelo empirismo moderno. Mas quando alguém ousa em vivenciar, ou ainda melhor, misturar sua vida com a essência de Deus, que é o Amor, ai sim, teremos alguém que vai conhecer a Deus e amá-lo mais do que as religiões, mais do que as suas ambições, mais do que as possibilidades de realização em nome de Deus. 

Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito. Tal vivencia não pode se dar no âmbito do saber. Vou dar mais um exemplo; quando alguém come uma maça, essa pessoal não precisa necessariamente saber como se da todo o processo de digestão para ter certeza que está vivenciando o fato. Da mesma forma, muitos precisam apenas vivenciar o amor de Deus sem querer entender totalmente como se dá tal acontecimento. Muitos ficam como que em crise se perguntando; "Deus, eu não mereço", "Deus quero entender tal coisa", "Deus, se o Senhor não me revelar tal coisa eu não poderei continuar". Essa postura vem apenas mostrar que a vivencia do Amor de Deus vai alem do nosso entendimento. Isso deveria gerar gratidão na vida de um adorador. Gratidão por tão grande amor, que vai além do entendimento humano. 

Se algum dia alguém te perguntar, "O que é o Amor de Deus?", será que você teria a coragem de dizer "O Amor de Deus é a minha vida". um Irmão em Cristo chamado Richard Wummburd, ficou preso por treze anos por causa do seu amor a Deus, certa vez um dos seus companheiros de cela perguntou-lhe, "Como é Jesus?", ele respondeu, "Jesus...Jesus é assim, igual a mim". 

Que o Senhor possa nos dar a graça de vivenciar todo seu amor. Oro para que você não ame a religião evangélica mais do que a Deus. Um abraço. 


Até a próxima

Gerson Freire

16 abril 2013

Como identificar um pregador confiável


Há duas semanas mencionei em meu sermão que Deus faz os cristãos crescerem ao alimentá-los com sua Palavra. Uma forma de ele fazer isso é provendo sua igreja com mestres e pregadores. Isso significa que, se vamos crescer, precisamos nos assentar aos pés de portadores confiáveis da verdade de Deus. Isso, entretanto, levanta a questão: como podemos identificar um portador autêntico da verdade de Deus? A Bíblia deixa claro que existem muitos portadores desonestos de uma suposta verdade. Satanás se disfarça de anjo de luz procurando enganar. Portanto, precisamos de muito discernimento bíblico aqui. Só porque um mestre ou pregador vem em nome de Jesus com a Bíblia debaixo de seu braço não significa automaticamente que ele é confiável.

Felizmente, tanto a Bíblia quanto a história da igreja nos dão alguma direção aqui. Portanto, quero te munir com uma lista breve de cinco questões (baseadas nos cinco solas da Reforma) que podem te ajudar a discernir a autenticidade de um pregador ou mestre em particular.

Questão 1 (Sola Scriptura): O pregador baseia tudo o que ele diz na Bíblia? Em outras palavras, ele parte da autoridade e suficiência da Escritura? Um portador confiável da verdade de Deus procura se deleitar, meditar profundamente e expor, a partir da Bíblia. Ele parte da Bíblia. Tudo que ele diz flui do que uma passagem particular da Bíblia diz. Eles não usa a Bíblia simplesmente para sustentar o que ele quer dizer. Isto é, ele se submete ao que a Bíblia diz, não procura submeter a Bíblia ao que ele diz. Ele se preocupa tanto com o Antigo quanto com o Novo Testamento. Ele se recusa a tirar os versos do contexto. Ele reconhece a unidade da Bíblia. Ele reconhece que tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento contam uma história e apontam para uma pessoa, a saber: Deus salva os pecadores através da obra consumada de seu filho Jesus Cristo.

Questão 2 (Sola Gratia): O pregador enfatiza livremente que, devido ao pecado, uma relação correta com Deus só pode ser estabelecida pela graça de Deus somente? Cuidado com qualquer doutrina que enfatiza a capacidade do homem acima da capacidade de Deus; a liberdade do homem acima da liberdade de Deus; o poder do homem acima do poder de Deus; a iniciativa do homem acima da iniciativa de Deus. Cuidado com qualquer doutrina que sutilmente ensina que um relacionamento correto com Deus depende, no fim de tudo, da resposta humana acima da soberania divina.

Questão 3 (Sola Fide): O pregador enfatiza que a salvação não é alcançada pelo que fazemos, mas que é recebida pela fé no que Cristo já fez? Têm-se afirmado corretamente que existem na verdade apenas duas religiões: a religião da ação humana e a religião da ação divina. O pregador enfatiza a primeira ou a última? Um portador confiável da verdade de Deus sempre destaca o fato de que Deus salva os pecadores; pecadores não salvam a si mesmos.

Questão 4 (Sola Christus): O pregador ressalta que Cristo é o mediador exclusivo entre Deus e o homem? Ele afirma e proclama que Jesus é “o caminho, a verdade e a vida”, e que ninguém vem ao Pai senão por Cristo? Ele fala sobre o pecado e a necessidade de Cristo? Os pregadores devem aprender a desvendar e apresentar a verdade do Evangelho a partir de todo texto bíblico que eles pregam, de uma forma que resulte na exposição dos ídolos da nossa cultura e dos ídolos do coração. A exposição fiel de nosso verdadeiro Salvador a partir de cada passagem da Bíblia dolorosamente revela todos os pseudossalvadores em quem confiamos, pessoal e culturalmente. Todo sermão deveria revelar as maneiras sutis em que, como indivíduos e como cultura, dependemos de coisas menores que Jesus para nos dar segurança, aceitação, proteção, afeição, significado e satisfação que apenas Cristo pode suprir. Desta forma, bons pregadores devem constantemente mostrar o quão relevante e necessário Jesus é; eles devem trabalhar duro para mostra que somos grandes pecadores, mas Cristo é um grande Salvador.

Questão 5 (Soli Deo Gloria): O pregador exalta a Deus acima de tudo? Um pregador confiável te levará a maravilhar-se com Deus. Um portador verdadeiro da verdade de Deus sempre te levará a encontrar a glória de Deus. Um mestre teocêntrico é apenas isso: teocêntrico. Ele pregará e ensinará de maneira que você se encontrará faminto e sedento de Deus. Você escutará sermão após sermão e sairá com grandes impressões da personalidade divina, não grandes impressões da personalidade humana.

Esse é só um começo, mas eu espero que sirva como um recurso para que você determine a autenticidade de certo mestre ou pregador.


por Tullian Tchividjian
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo |

11 abril 2013

Uma rede de sabedoria (3)


Mídias sociais para a glória de Deus

Até agora, tivemos a introdução e os dois primeiros princípios. Hoje, veremos o mais desenvolvido dos princípios, que diz respeito ao poder das palavras. Enquanto as aplicações são específicas para as mídias sociais, eu espero que os princípios sejam transferidos para quaisquer formas de comunicação.

3. Lembre-se do poder das palavras

  • A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência. (Pv 10.11)
  • Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina. (Pv 12.28)
  • A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia. (Pv 15.1-2)
  • A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito. (Pv 15.4)
  • O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é! (Pv 15.23)
  • Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas. (Pv 16.13)
  • O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua. (Pv 16.24)
  • Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. (Pv 25.11)
  • Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto. (Pv 25.25)
  • Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados. (Pv 31.8-9)
  • A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. (Pv 18.21)
  • O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado. (Pv 25.23)

As palavras são as ferramentas mais poderosas que você tem à sua disposição para a construção ou destruição na vida dos homens. Elas podem ser usadas para grande bem ou empregadas para grande mal, um canal de bênçãos ou uma arma de crueldade. Você deve conhecer a velha cantiga: “Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras nunca irão me machucar.”¹ Isso é completamente sem sentido. Quando você foi ferido da forma mais profunda, não foram as palavras que foram empregadas para causar o dano, dano que perdura? Palavras perversas quebram o espírito e esmagam a alma. Negligência para com as palavras é a marca do tolo. Seja nas atualizações de status ou comentários do Facebook, tweets, posts de blog e seus comentários, conversas de salas de bate-papo, mensagens instantâneas ou de texto, discursos ou canções, o homem piedoso tem por objetivo usar as palavras para o bem, de forma saudável.

a. Note a conexão com o coração

  • A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim. (Pv 15.7)
  • O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios. (Pv 16.23)
  • Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas. (Pv 23.15-16)
  • Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno. (Pv 26.23)


Mateus 12.34 diz que: “a boca fala do que está cheio o coração” e, nós devemos adicionar, os dedos digitam e teclam ou a caneta escreve. Outras pessoas podem e vão obter uma leitura acurada do nosso caráter a partir de nossas interações online.  As fotos ou posts que você comenta e os comentários que você faz servirão como uma janela da sua alma. Elas irão ver suas prioridades, seus apetites e suas inclinações postas a nu. É por esse motivo que, talvez, não somente empregadores precisam checar os perfis online dos empregados em potencial, mas os pastores deveriam considerar os perfis dos membros potenciais. Esse é um caminho – não um caminho infalível – de avaliar o espírito que há em um homem, levando em consideração que os lábios amorosos podem esconder um coração maligno.

b. Contribua com moderação, lenta e discretamente

  • Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento. (Pv 5.1-2)
  • No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente. (Pv 10.19)
  • O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre. (Pv 11.13)
  • Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Pv 11.22)
  • A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta. (Pv 12.16)
  • O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia. (Pv 12.23)
  • O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína. (Pv 13.3)
  • O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos. (Pv 14.15)
  • O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura. (Pv 14.29)
  • O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.(Pv 15.28)
  • Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade. (Pv 16.32)
  • Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. (Pv 17.27)
  • O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior. (Pv 18.2)
  • Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha. (Pv 18.13)
  • A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.(Pv 19.11)
  • O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias. (Pv 21.23)
  • Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele. Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos. (Pv 26.4-5)
  • Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato. (Pv 26.8)
  • O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime. (Pv 29.11)
  • visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele. (Pv 29.20)

Mídias sociais demandam e, geralmente, recebem espontaneidade e imediatismo, especialmente em suas formas mais breves, instigando várias e rápidas contribuições. O ambiente nos chama a comunicarmos sem uma reflexão genuína. Novamente, a forma como a tela distancia nossa audiência pode nos trair: você anunciaria para uma platéia de dezenas, centenas ou milhares algumas das coisas que você publica online?
Nós não nos atentamos a isso enquanto estamos curvados sobre nossos smartphones ou despencados em frente às nossas telas. Provérbios nos lembra que devemos ser conscientemente cuidadosos acerca do número, velocidade e efeito pretendido das nossas palavras. Talvez nós gostemos da ideia de sermos os primeiros a responder, rápidos na cena do último acidente, despejando ideias acerca de situações que ninguém mais sequer percebeu que aconteceram. Se diminuir o ritmo significa que nosso nome não será proeminente, então que seja. Considere também como até mesmo o funcionamento dos comentários pode nos impulsionar para uma certa direção: pequenos teclados e expressões compactadas nos impedem de perceber as nuances e o desenvolvimento na discussão e interação.

Quantas vezes não revelamos nossa ignorância ao comentarmos sobre algo que nós não conhecemos simplesmente porque nos foram dadas a oportunidade e motivação para fazer isso? Bloggers e comentaristas, frequentemente, falam sobre assuntos sobre os quais eles não possuem destreza ou competência. As mídias sociais podem se tornar uma diarréia verbal involuntária. Esteja consciente de duas audiências: Deus e aqueles que vão ou podem vir a ler as suas palavras. Elas honram a Deus? O que elas pareceriam se você as dissesse para a face de alguém? Para a humanidade, exclua tudo o que a tonalidade vocal e a linguagem corporal podem comunicar e considere o que suas palavras comunicam. Dispor de tempo, considerar nossas reações, pesar nossas expressões, estarmos conscientes da nossa ignorância, falar o que é necessário, guardar o que não precisa ser revelado sobre nós mesmos ou os outros, será o caminho mais sábio e, provavelmente, irá angariar uma reputação mais valorosa no longo prazo.

c. Fale sincera e honestamente

  • Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo. (Pv 3.27)
  • Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19)
  • O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude. Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina. O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento. Há fraude no coração dos que maquinam mal, mas alegria têm os que aconselham a paz. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio. Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu prazer. (Pv 12.17-22)
  • O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal. (Pv 17.20).
  • A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa. Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes. (Pv 19.5, 9)
  • Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano; quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração. Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente. (Pv 26.24-26)
  • O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua. (Pv 28.23)
  • O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos. (Pv 29.5)
  • Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro. (Pv 29.25)

Fale sinceramente sobre o que é bom assim como sobre o que é mal. A maioria das pessoas reage mais vigorosamente ao que elas não gostam, comentando e se envolvendo quando estão aborrecidas e, talvez, tendo por base nada de saudável e vantajoso. Considere encorajar o que é bom e proveitoso onde é apropriado. Ao mesmo tempo, tenha em mente que fraude e bajulação são abundantes nas mídias sociais, em parte, porque você pode facilmente colocar uma brecha entre o que você realmente é e como você quer ser percebido. Até o seu perfil pode ser mais ou menos como um exercício consciente de retoque de perfil, apresentando a pessoa que você gostaria de ser ou gostaria de aparentar ser ao invés do que você realmente é.

Nós devemos colocar esse princípio no contexto: algo pode ser verdadeiro, mas não precisa ser dito. Se você pode ou deve falar, então, fale a verdade, mesmo se para repreender pecado ou insensatez. (Por favor, tenha em mente que o espaço cibernético não é, quase certamente, o melhor local para se realizar esse lamentável mas necessário encargo.) O Senhor odeia a mentira e condena a adulação. Elogios insensatos não servem para ninguém. Por exemplo, a aparente inabilidade de alguns de ver uma foto de seu amigo sem despejar uma enxurrada de congratulações vãs acerca da suposta beleza ou compostura desse amigo deve ser controlada. Isso vai além de encorajamento, especialmente se a foto foi postada tendo em vista a extração desse tipo de resposta. Palavras evasivas e silêncio também podem ser desonestos.

d. Evite envolvimento vazio ou amargo

  • Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19)
  • O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta. (Pv 15.18)
  • Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas. (Pv 17.14)
  • O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda. (Pv 17.19)
  • Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca. (Pv 18.6)
  • Honroso é para o homem o desviar-se de contendas, mas todo insensato se mete em rixas. (Pv 20.3)
  • Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará. (Pv 20.22)
  • Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. (Pv 23.9)
  • Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio. (Pv 25.28)
  • Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa. (Pv 26.17)
  • Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. (Pv 26.21)
  • Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra. Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja? Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. (Pv 27.3-5)
  • O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará. (Pv 28.25)
  • Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira. (Pv 29.8)
  • O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões. (Pv 29.22)

Seja um pacificador onde quer que você esteja. Se você deve se envolver, faça isso bondosamente e sinceramente, como você gostaria que os outros se envolvessem com você. Não procure e participe de brigas: como ao segurar um cachorro pelas orelhas, uma vez que você agarra, não pode mais soltar. Alguns amam incitar conflitos, se deleitando ao colocar combustível no fogo. Algumas abordagens online se parecem com um tiroteio verbal em movimento.

Especialmente no mundo dos blogs, há certos ministérios que parecem envolver a ideia de que todos os demais estão completamente errados, que eles possuem todas as coisas corretas e são os (normalmente autodenominados) guardiões da ortodoxia ou da ortopraxia. Parece haver muitas pessoas com a reputação de críticos mais ou menos incisivos a manter, muitos indivíduos buscando por certo tipo de discussão para se envolver, muitos tolos participando das disputas de outros homens, muitos concorrentes procurando por uma briga ou atiçando problemas.

Há tanta disposição para discussões: há alguns ambientes onde não é preciso mais de três passos para alguém começar uma briga: alguém elogia uma pessoa (ou a desafia), a pessoa questiona o elogio (ou desafio), a primeira pessoa (ou uma outra) defende a declaração inicial e, então, todos se lançam para um lado ou para o outro. É enfadonho, não menos quando se dá entre pessoas que deveriam saber mais. Antagonismo pode surgir a partir dos assuntos mais inócuos.

e. Afaste-se da difamação e da fofoca
  • O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. (Pv 10.12)
  • O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato. (Pv 10.18)
  • O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente. O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos. (Pv 16.27-28)
  • O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios. (Pv 20.19)
  • Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda. (Pv 26.20)
  • As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre. (Pv 26.22)

Até os sites mais inocentes podem ser usados para destruir o caráter de alguém ou estragar reputações. Levantar e propagar histórias – até mesmo as verdadeiras, onde e quando você não tem o direito de se intrometer ­– não trará honra para o Senhor. Deus abomina tais coisas. Pense na quantidade de “notícias” em alguns sites que são nada além de fofoca; algumas vezes, simples difamação, tanto no mundo quanto na igreja: quem disse o que sobre quem, quem está se ligando a quem, qual é o boato acerca do que está acontecendo atrás de tais cenários em tal e tal lugar.

Novamente, leve em consideração o que precisa ser conhecido e o que precisa ser dito. Considere não falar ou esperar para falar quando você não tiver certeza. Se o assunto está pendendo na balança, pergunte-se com honestidade se você sabe exatamente ou não e se você é responsável por falar antes de você abrir a boca ou pressionar o botão apropriado. Se você puder, deixe o fogo se apagar.

# 4 a seguir….

por Jeremy Walker

¹ N. Do T.: Cantiga infantil inglesa utilizada para indicar que um insulto foi percebido mas ignorado. Do original: “Sticks and stones may break my bones, but words can never harm me.”

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com |

09 abril 2013

Se Deus não precisa de nada, então por que Ele nos manda servi-lo?


Deus não precisa de nosso trabalho.  

Ele não precisa de nosso dinheiro, também. Deus pode fazer tudo sem uma campanha celeste. Ele não pediu qualquer ajuda quando criou as galáxias. Ele pode ficar muito bem sem a nossa contribuição para o universo.

Ele não precisa de nossa adoração também. Ele não precisa de nossos louvores para reforçar sua auto-estima.

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; Atos 17:24-25


Deus não faz nada. Ele não precisa de nossa adoração, nosso trabalho ou nosso dinheiro. Então, por que Deus nos manda adorar, servir e dar nosso dinheiro para ele?

Primeiro de tudo, para a sua glória.  Espere um segundo. Se ele não precisa de nosso trabalho ou de culto, como é glorificá-lo? Ela certamente não acrescentar nada à sua glória. No entanto, ele faz exibir a sua glória. Quando cantamos louvores juntos, apresentamos um ao outro a grandeza de Deus, gentileza e amor. Quando eu ouço você dá graças a Deus, eu sou lembrado de novo de sua bondade. Você exibe a glória de Deus para mim. E constrói a minha fé e ajuda-me a amar e confiar-lhe mais. Quando fazemos obras de amor, mostramos o caráter de Cristo, Deus está formando em nós.

Outra razão pela qual Deus nos ordena a adorar, servir, dar e obedecer é a nossa alegria.

Quando Deus nos diz para cantar e levantar as mãos para ele, não é porque ele precisa do nosso louvor a sentir-se bem consigo mesmo. É para o nosso prazer nele. Quando expressamos nossa gratidão a Deus que aumenta o prazer dele. Como quando Agradecer uma grande pintura, ou um bife grande. Ela reforça e completa a nossa alegria dele. Quando Deus nos ordena a dar não é porque ele precisa do dinheiro. Ele é dono do gado sobre milhares de montanhas. É para nosso benefício e bom. Quando damos, Deus derrama bênçãos costas para nós. Quando semeamos, colhemos. Todos os comandos de Deus são para o nosso benefício e alegria. É por isso que deve servir-lhe alegremente:

Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto. Salmos 100:2


Ele não glorifica a Deus para servi-lo tristemente. Não é o suficiente para servir ao Senhor, devemos servi-lo com alegria.  pais, sempre pergunte ao seu filho para fazer algo por você e ele responde com entusiasmo, tanto quanto se você pediu a ele que tem um tratamento de canal? Como isso faz você se sentir? Ele pode fazer a tarefa, mas se ele faz isso com resmungos ou ingratidão que não lhe agrada. Você sente quase como dizer 'não incomodar'.  

Deus ama ao que dá com alegria. Você acha que glorifica a Deus quando a contragosto dizer 'Tudo bem, aqui é o meu dinheirinho? Ele ama a quem dá com alegria, porque feliz dando exibe o valor de Cristo. Que ele é mais valioso do que todo o nosso dinheiro. Isso mostra que acreditam que ele é generoso e bom, e vai abençoar e fornecer para nós.

Deus não precisa de nosso trabalho ou nossos louvores ou o nosso dinheiro. Ele lhes dá a nós como presentes para mostrar sua glória e aumentar o prazer dele. Então, vamos servir ao Senhor com alegria hoje.


por MARK ALTROGGE

05 abril 2013

Uma rede de sabedoria (2)


Mídias sociais para a glória de Deus

Dando prosseguimento à parte um, na qual eu sugeri que, assim como em muitos outros casos, nós devemos fazer a pergunta “Como eu devo usar as mídias sociais para a glória de Deus?”, aqui vão os primeiros dois princípios:

1. Conheça, vigie e guarde o seu coração, cultivando o temor do Senhor

  • O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino (Pv 1.7)
  • Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.  (Pv 4.23)
  • Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. (Pv 15.3)
  • O inferno e a perdição estão perante o SENHOR; quanto mais os corações dos filhos dos homens? (Pv 15.11)
  • Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. (Pv 16.2)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 16.23)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 21.2)
  • Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas. (Pv 23.15-16)
  • Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno. (Pv 26.23)
  • Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem. (Pv 27.19)
  • O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo. (Pv 28.26)

Toda religião verdadeira é uma religião do coração. Assim como em muitas outras coisas, essa é uma questão de fixar corretamente o coração e conhecê-lo. Você está, primordialmente, buscando a glória de Deus? O que você vê e o que você diz, seus desejos e apetites, o que você almeja e o que você evita, devem ser governados pelo temor do Senhor. Esse justo temor – semeado por toda nossa Bíblia, tão parte da nossa espiritualidade debaixo da nova aliança quanto o foi na antiga, talvez ainda mais – envolve um reconhecimento da existência de Deus, a consideração de que ele conhece os nossos caminhos, o reconhecimento de sua justiça, a consciência do seu olhar sobre nós e o amor ardente que surge de um desejo do profundo dos nossos corações de agradá-lo em todas as coisas, apesar da opinião dos homens.
Isso é vital porque um dos truques das mídias sociais é distanciar a audiência nos fazendo esquecer que o dizemos e o que fazemos está sendo transmitido, algumas vezes, para qualquer um que queira sintonizar. Esse espírito nos faz conscientes de que há sempre um olhar santo e puro sobre nós.  Com um coração sintonizado com os desejos e deleites de Deus, nós devemos começar a estar equipados para avaliar nosso envolvimento e modelá-lo de uma forma que o honre. Se o nosso coração está sintonizado para longe de Deus, se o centro da nossa existência não está condicionado pelo temor do Senhor, então toda a vida – não apenas a nossa vida online ­­– estará fatalmente comprometida.


 2. Busque sabedoria

  •   Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará; para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus, seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos; para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus (Pv 2.1-17)

  • Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos. (Pv 3.5-8)
  • Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz? No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca; junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando: A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas. Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade. São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento. Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela. Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza. Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra. Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham. Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida. Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo, para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros. O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos. Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis. Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte. (Pv 8.1-36)


O temor do Senhor é a parte principal, o elemento base, o que controla o âmago da sabedoria. Você não é sábio se você não está temendo a Deus. A definição mais simples de sabedoria que eu conheço diz que ela é a “capacidade de viver retamente”.  Então, levando isso em consideração, nós devemos pedir e cultivar a sabedoria divina: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tg 1.5) Deus não nos abandonou nessa ou em qualquer outra esfera da vida sem uma luz celestial.  Se nós não sabemos se nós podemos ou não, ou como devemos, glorificar a Deus nesse ambiente, que nós peçamos a Deus que nos mostre, que nós possamos “temer ao Senhor e apartarmos do mal”. A sabedoria é encontrada nas Escrituras iluminada pelo Espírito Santo:

De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. (Sl 119.101-105)

Você não pode caminhar retamente nessa questão ou em qualquer outra sem a sabedoria celestial, que é dada por Deus e, também, cultivada pelo homem. Tudo de que nós precisamos nos está disponível.

Mais princípios a seguir…….


por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com |

04 abril 2013

Não se sente qualificado para o seu chamado?


Pelos primeiros quarenta anos de sua vida, Moisés viveu em um lugar de força. Sendo um membro da casa do Faraó, ele tinha prestígio social, riqueza (Hebreus 11.26) e a força da juventude. Quando percebeu e perturbou-se pela opressão que seu povo estava enfrentando, ele usou sua força para fazer justiça com as próprias mãos contra um Egito opressor. Esse não era o plano de Deus para a libertação. Ele teve que fugir para continuar vivo e acabou cuidando de gado nos quietos campos de Midiã pelo seu segundo período de quarenta anos.

Assim, ele passou sua juventude em um palácio de poder e seus anos de meia-idade em pastos de serena obscuridade. Então um dia ele deu de cara com uma sarça ardente, o que acabou sendo um chamado surpreendente de Deus para seu terceiro período de quarenta anos.

“Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas” (Êxodo 3.9-10).

Esse chamado deixou Moisés com medo, fora de si. Tanto que ele discutiu face a face com Deus.

Objeção 1: Eu não sou ninguém, Deus.

“Moisés, porém, respondeu a Deus: ‘Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito’?” (Êxodo 3.11). Qualquer fama ou credibilidade social que eu já tive acabaram. Na verdade, eu sou um pastor e “todo pastor de ovelhas é abominação aos egípcios” (Gênesis 46.34).

Objeção superada: “Eu estarei com você” (Êxodo 3.12). Esse chamado não é baseado na sua credibilidade, mas na minha. Eu não quero o Egito ou Israel impressionados com você. Eu quero que eles se impressionem comigo.

Objeção 2: Eles não vão acreditar em mim, Deus.

“E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O Senhor não lhe apareceu’?” (Êxodo 4.1). Eles vão pensar que eu sou um tolo. Eu posso crer em você porque você está se revelando a mim. Mas nós estamos aqui em cima em uma montanha onde ninguém pode nos ver. Eu ainda não sou ninguém e ninguém vai escutar as palavras de um ninguém, especialmente quando ele afirmar estar falando em nome de Deus!

Objeção superada: Eu estarei com você. O mesmo poder que eu demonstrei para você em secreto eu demonstrarei “para que eles acreditem que o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, apareceu a você” (Êxodo 4.5). Meu objetivo é impressioná-los comigo, não com você. Acredite em mim, eu vou me mostrar!

Objeção 3: Eu não tenho dons para fazer isso, Deus.

“Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem” (Êxodo 4.10). Conheço as expectativas retóricas da corte do Faraó. Digo, eu nem mesmo me qualificaria para o Programa de Talentos de Midiã! Você não leu os livros sobre as capacidades humanas, Deus? Eu não posso fazer isso!

Objeção superada: Moisés, “quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor? Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êxodo 4.11-12). Você ainda não entendeu. Quero o Egito e Israel impressionados comigo, não com você. Não tenha medo. Eu estarei com você e com sua boca inexpressiva.

Objeção 4: Não me faça fazer isso, Deus.

“Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa” (Êxodo 4.13). Deus, sério, tem que ter um candidato melhor para essa tarefa! Eu ainda devo estar sendo procurado no Egito por assassinato. Se não, eu sou apenas um ninguém. Pior, eu sou um pastor! E como se não bastasse ser uma obscura abominação assassina, eu me atrapalho todo quando falo em público! Eu não quero esse chamado.

Objeção superada: Chega! Eu tenho razões para escolher você para esse chamado. Você ainda não sabe todos os propósitos que tenho, então pare de se apoiar em seu próprio entendimento e confie em mim (Provérbios 3.5-6)! Mas como você tem tão pouca fé para isso, te enviarei seu irmão mais eloquente, Arão, contigo e “eu estarei com vocês quando falarem, e lhes direi o que fazer” (Êxodo 4.15). Agora mexa-se!

Você se sente desqualificado para aquilo que Deus está lhe chamando para fazer? Junte-se ao time. Trabalho do Reino é um trabalho sobrenatural, não importa qual seja o seu chamado. Se ele não requer fé real, uma desesperada dependência de que Deus esteja com você para ter sucesso, então ou não é um chamado de Deus ou você ainda não o entendeu.

Você tem discutido com Deus sobre suas qualificações para o chamado? Se sim, lembre-se de Moisés. E lembre-se de que o chamado de Deus para você não é sobre você. É sobre Ele. E a pergunta é: Você está desejando que Deus use suas fraquezas para mostrar quão impressionante Ele é?

Não use suas fraquezas como uma desculpa para a incredulidade. Prossiga pela fé. Deus estará com você, lhe guiará, lhe dará a ajuda que você precisar. Porque o modo de operação padrão de Deus é escolher…
“as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Coríntios 1.26-29).


por Jon Bloom
Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | 

02 abril 2013

Uma rede de sabedoria (1)


Mídias sociais para a glória de Deus

Mídia social é possivelmente a expressão mais comum ou popular do que é por vezes chamado de Web 2.0. A Web 1.0, para aqueles que possam estar se perguntando, era constituída basicamente de páginas estáticas contendo dados pré-fixados. A Web 2.0 é a mais dinâmica e interativa expressão da rede que todos nós agora apreciamos ou ao menos utilizamos. A Web 3.0, para aqueles atormentados com tamanhas perspectivas futuras, deve envolver uma aproximação cada vez mais estreita em tempo real dos interesses apreendidos dos usuários baseados nos dados coletados a partir de suas atividades anteriores. (Curiosamente, o fato disso já estar sendo feito tem aterrorizado e enfurecido a minha estimada mãe – Google, tome cuidado!)

Mídias sociais são essas plataformas e aplicativos em que, e pelas quais, pessoas criam, compartilham, trocam e comentam informações. A maioria das definições e catálogos incluem uma vasta gama de wikis, blogs, Facebook, Twitter, YouTube, Pinterest, Tumblr, Instagram, Snapchat, salas de bate-papo, mensagens instantâneas e fóruns de discussão, MySpace, Bebo, Flickr, Vine e um monte de outros.

Entretanto, se somos seguidores professos de Jesus Cristo, deveríamos nos envolver, e – caso sim – como e para que fins? Podemos usar as mídias sociais para a glória de Deus? Essa pergunta leva às respostas do que se pode e o que se deve fazer quanto ao engajamento nas mídias sociais. Eu acredito que, se estivesse disponível para dar uma opinião, o apóstolo Paulo sugeriria, em essência, que nós podemos usar as mídias sociais e que – se nós as usarmos – que devemos usá-las para a glória de Deus.

Minha resposta é baseada em 1 Coríntios 10.31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Aqui Paulo está respondendo, pela segunda vez na carta, à linguagem que pode ter sido ou se tornado um slogan corintío, possivelmente uma versão distorcida de uma verdade que estava sendo abusada por uma interpretação e aplicação errôneas: “Tudo me é lícito”. Mesmo que Paulo ou outro mestre tivesse usado essa linguagem de alguma forma, não era com a intenção de prover proteção à rudes males. No capítulo 10, Paulo responde à declaração de que “todas as coisas são lícitas” com os avisos de que nem tudo é útil ou edificante. Sua discussão subsequente, abordando a questão da comida oferecida a ídolos, termina no princípio geral de que quer você coma ou beba, ou faça qualquer coisa, você o faz para a glória de Deus.

Certamente, Paulo quer que nós nos asseguremos de que nossas atividades mais mundanas sejam realizadas com o foco em glorificar a Deus. Mas esse beber e comer não é, no contexto, uma atividade mundana e sem significado. É uma atividade que pode envolver uma ligação com idolatria, se não aos nossos olhos, então potencialmente aos olhos dos outros. O ponto no princípio de Paulo, então, é que nossa maior preocupação não deve ser com nossos próprios direitos, desejos e liberdades, mas com o impacto potencial e implicações do nosso comportamento na honra e glória do Senhor. A glória de Deus e a reputação da igreja serão comprometidas por nossa conta se o que fizermos levar os outros a julgarem desfavoravelmente a fé que nós professamos e o Deus a quem nós servimos.

Nossa grande preocupação é que todas as coisas devem ser a glória de Deus, a honra de seu grande nome. Todo o resto deve estar subordinado a isso. Nas palavras de Charles Hodge, comentando essa passagem, “Que o eu seja esquecido. Que seu olhar esteja fixo em Deus. Que a promoção de Sua glória seja o objetivo de tudo que você faz.  Empenhe-se em tudo para agir de uma forma que os homens possam louvar o Deus que você professa servir”. Note a natureza proativa disso: com firmeza busque esses fins, seja pelo que você almeja e a forma como você busca isso, seja pelo que você se abstém de almejar. Matthew Henry também nos fornece esclarecimentos proveitosos:

" O apóstolo aproveita o ensejo desse discurso para definir uma regra para a conduta cristã, e a aplica nesse caso particular (v. 31, 32), a saber, que no comer e no beber, e em tudo que nós fazemos, devemos mirar a glória de Deus, o agradando e honrando. Esse é o princípio fundamental da piedade prática. O fim maior de toda religião prática tem que nos direcionar para onde regras específicas e expressas estão deficientes. Nada deve ser feito contra a glória de Deus, e o bem do nosso próximo, conectado a isso. Não, a tendência do nosso comportamento ao bem comum e a reputação da nossa santa religião devem dar direcionamento a isso. E, portanto, nada deve ser feito por nós para ofender alguém, quer seja judeu, ou gentio, ou a igreja, v. 32. Os judeus não devem ser desnecessariamente lamentosos nem preconceituosos, tendo tamanha repulsa para com ídolos, considerando tudo o que é oferecido a eles como, assim, contaminado, e que isso irá poluir e tornar culpável todos os que tomam parte nisso; nem devem os pagãos serem tolerados na sua idolatria por qualquer comportamento nosso, o que eles podem interpretar como uma homenagem ou honra feita aos seus ídolos; nem novos convertidos do gentilismo devem ser encorajados pela nossa conduta para assim manter qualquer veneração aos seu deuses pagãos e adoração, a qual eles renunciaram; nem nós devemos fazer nada que possa ser um meio que perverta qualquer membro da igreja de sua profissão ou prática cristãs. Nosso próprio humor e apetite não podem determinar nossa prática, e sim, a honra de Deus e o bem e edificação da igreja. Nós não devemos consultar nosso próprio prazer e interesse quanto ao avanço do reino de Deus entre os homens. Note, um cristão deve ser um homem devotado a Deus, e de um espírito público."

Então, nessa enxurrada de dados em que somos chamados a surfar, com suas demandas infinitas e vastas oportunidades, nós não podemos nos permitir uma dedicação impensada e descuidada. Como comida oferecida a ídolos, nosso uso das mídias sociais reflete na nossa profissão de seguir ao Senhor e portanto, por fim, reflete no próprio Senhor Deus.

Dessa forma, é absolutamente correto perguntar, primeiramente, “Eu posso, eu devo, me envolver?” A resposta para essa questão envolverá uma avaliação franca e honesta de nosso próprio caráter com suas inclinações e desejos. Levando isso em conta, devemos considerar a forma, intenções e efeitos usuais de toda aplicação e plataforma das mídias sociais: Qual é o tom e natureza disso? O que ele é designado para fazer por, para e com os seus usuários? Quais as orientações e tendências daqueles que empregam isso como ferramentas ou brinquedos? Perguntas assim geralmente levarão a respostas imediata e obviamente negativas. Sites criados para insultar ou expor (literalmente) ex-namorados e namoradas não tem espaço no histórico de navegação de um cristão. Também pode haver, entretanto, sites que alguns considerarão inofensivos que um cristão, ou alguns cristãos em particular, devem evitar ou ignorar porque não precisam deles ou não seriam capazes de usá-los de forma segura e aproveitável. Lembre-se, são raros, para muitos de nós, imperativos de “Você deve!” para a questão do envolvimento nas mídias sociais.

Isso nos leva à segunda questão: “Se eu posso me envolver, como devo fazer isso?” Como posso fazer isso para a glória de Deus? Para poder começar a responder a essa pergunta, eu desejo oferecer uma rede, uma web, de sabedoria, uma trama retirada do Livro dos Provérbios, que eu espero que ajude crentes a filtrar os perigos e avaliar sua contribuição para as várias plataformas de mídias sociais. Nos posts futuros, sugerirei alguns princípios básicos, alguns textos de apoio nos quais eu espero que você medite e uma breve síntese que pode te ajudar na sua reflexão. Eu não espero que isso vá responder a todas as perguntas, mas espero que isso venha a encorajar uma prudência e reflexão sobre o nosso uso das mídias sociais para a glória de Deus, promovendo também uma análise de outras formas de comunicação.

por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iProdigo.com | 
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