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12 fevereiro 2013

O que está errado no movimento evangélico brasileiro


Depois de um culto particularmente especial em nossa igreja, retorno muito feliz o meu lar e, ao acessar o Facebook da minha esposa, vi inúmeros comentários sobre esta entrevista dada pelo pastor Silas Malafaia para a jornalista e apresentadora Marília Gabriela.

O que me chamou a atenção não foi apenas a quantidade de pessoas discutindo, mas como esta entrevista realmente formou partidos: uns elogiando Silas Malafaia como sendo “o líder do movimento evangélico brasileiro” e outros gritando que ele era uma das bestas do Apocalipse.

Bem, não quero, nem estou dizendo que esta minha leitura é a única maneira de ver esta entrevista, mas vou ponderar em cima de algumas coisas que me chamaram atenção para concluir sobre o que coloquei no título:

1 – Claramente a Marília Gabriela queria “puxar o tapete” de Silas Malafaia. A mulher não deu um sorriso e foi patada atrás de patada. Ela já sabia o que ele pensava sobre o assunto e tentava explorar as fraquezas. Ela não fez uma entrevista propriamente dita, mas promoveu um debate.

2 – Confesso que a firmeza de Silas me chamou a atenção. Ele não hesitou em nenhuma resposta dada (não estou dizendo aqui que concordo), mas foi firme e sustentou seus posicionamentos até o final da entrevista.

3 – Aqui faço meu último e maior ponto. Não vou pontuar assunto por assunto, pois seria fruto para um artigo bem maior, mas vou tentar ir ao coração das respostas do pastor Silas e assim tentar mostrar o que anda errado com o movimento evangélico brasileiro.

Em todos assuntos levantados – Riquezas, Homossexualidade, Aborto, Vida de pastor -, o pastor Silas falou que ele não faz nada, mas que Deus é que opera todas as coisas. Todavia, ele sempre colocou que a religião que segue é baseada numa relação de troca.

Quando se falou de dízimo, ele mesmo disse que até o apóstolo Paulo entende que existe uma troca; que dar o dízimo por 30 anos sem esperar nada em troca é coisa de trouxa; e, que toda Bíblia ensina que, obedecendo a Lei, você terá prosperidade. E este pensamento chegou ao seu ápice quando a Gabi perguntou o que ele achava de uma criança que foi ou será criada por 2 homossexuais. Sua resposta foi que ele duvidava de como seria o futuro desta criança, que ele esperaria 30-40 anos para ver como aquilo se estragou.

Isto é o que está de errado com o movimento evangélico brasileiro. Onde, em que momento nesta entrevista houve espaço para a graça? A única vez em que ele citou Jesus foi justamente para dizer que Ele falou mais sobre o inferno do que o céu – para mostrar os seus perigos.

A mudança de vida, para o pastor Silas, não vem de uma operação graciosa espiritual, mas sim de um comprometimento seu em obedecer a Deus e a Lei e assim este Deus vai te abençoar. Daí o entendemos ao dizer que duvida que algo de bom possa vir de um filho de homossexuais, pois este não vai seguir a lei e, por conseguinte, não será próspero e irá para o inferno.

O apóstolo Paulo se considerava próspero – assim como todos os cristãos devem se sentir – por entender que a graça de Deus o bastava. Nós contribuímos com nossas finanças por 30 anos ou mais “como trouxas”, porque Cristo já trabalhou até a morte para que o Pai alegremente nos desse o Reino, o Reino! Para que vida com dignidade não fosse simplesmente um bom salário ou paz de espírito ou uma família arrumada. Mas para que, mesmo em perseguições, miséria, tristeza e até mesmo com a família “bagunçada”, possamos entender que, pela graça, estamos bem, pois estamos em Cristo. E nEle, pelo o que Ele fez é que amamos e obedecemos a sua Lei que, por natureza, desprezamos. Pelo que Cristo fez na Cruz por nós, Ele nos mostrou o que é obediência e que o fim da obediência pode ser sim morte e sofrimento físico, mas também regozijo e gozo eterno.

O que está de errado com o movimento evangélico brasileiro é a falta de Cristo. Voltamos a uma religião de obras: onde olhamos para todos com estereótipos incapazes de serem mudados; onde o mundo se divide em vagabundos e bandidos, e certinhos e obedientes. Voltamos para aquilo que Cristo, em seu trabalho, humilhou e destruiu.

Se me fosse perguntado sobre este suposto filho de homossexuais, eu diria que, há uma esperança de mudança, em Cristo. O evangelho pode tudo transformar.

A próxima pergunta seria justamente “mas Ele não me aceita como sou?” E a resposta que a a Santa Palavra de Deus nos dá é justamente esta: Que Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8). Ele morreu para mostrar como a nossa condição de vida – seja você homossexual ou nascido em uma igreja, como eu fui -, só tem sentido nEle e que apenas nEle existe verdadeira mudança de vida e verdadeira prosperidade.

Precisamos de Cristo e Sua mudança, algo que tem sido raro, infelizmente, em nossos púlpitos e que faltou ao pastor Silas nesta entrevista.

Que Deus se apiede de nós e que busquemos a Jesus e a transformação que só Ele pode operar, e colocar em nós o desejo e o amor de sermos parecidos com Ele, especialmente, em nossos sofrimentos prósperos.

por Leonardo Oliveira

04 dezembro 2012

A crise econômica aproxima as pessoas da religião?

Direto de Portugal, teólogos, investigadores e pastores admitem que a relação entre situações de vulnerabilidade pessoal e a busca da religião existe, mas não pode ser explicada pela simples existência de uma crise econômica.

São cinco da tarde, a hora marcada para o culto de Domingo, e a sala da Assembleia de Deus, em Lisboa, enche-se aos poucos. Os músicos dirigem-se para o piano, para a bateria e para o baixo, no lado esquerdo do palco. Os pastores não usam paramentos, mas fato e gravata e sentam-se atrás do púlpito.

O coro sobe até à bancada. O piano dá o tom e o culto começa. “Fico feliz de vir a tua casa e cantar!”, entoam. 

O salão da Assembleia de Deus, na zona de Penha de França, em Lisboa, já não enche como acontecia nas décadas de 1980 e 1990. Ainda assim, os responsáveis dizem que novos fiéis continuam a procurar esta congregação evangélica. Em Portugal, segundo um estudo realizado pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), o número de protestantes e evangélicas passou, em dez anos, de 0,3 para 2,8%

Estaria a crise aproximando as pessoas da religião? Apesar de não responderem de forma taxativa, teólogos, investigadores e pastores concordam que momentos como o que se vive podem motivar as pessoas para a procura do religioso. Mas sublinham que se trata de um fenômeno complexo que não pode ser explicado apenas pela existência de uma crise. 

“Em situações de crise, em todas as áreas da vida, é normal as pessoas buscarem mais Deus, é um fato. Há uma tendência para, quando as pessoas têm tudo garantido, esquecerem-se do religioso, como se tudo dependesse de nós e fôssemos auto-suficientes. Mas não é um fenômeno em larga escala. A secularização das sociedades continua a ser muito importante em toda a Europa”, diz o pastor Vieito Antunes, da Assembleia de Deus de Lisboa.

O casal luso-romeno, Mircea e Susana Strango, participa frequentemente no culto, subindo ao palco para cantar em dueto. É uma das razões pelas quais gostam desta igreja: “Não há nenhuma regra que diga que o culto tem que ser desta ou daquela maneira. É tudo mais flexível e livre. Se alguém quiser cantar e dizer alguma coisa, está à vontade. É como se fossemos uma família. Não é o pastor que conduz tudo, que manda ou faz as regras. O pastor lidera, mas nada é rígido como noutros sítios”, descreve Mircea, 34 anos.

Na vida deste casal, a religião tem um papel importante: “Já passamos por fases difíceis, mas sempre superamos e não precisamos de recorrer à ajuda material da nossa igreja. Mas a religião foi muito importante para mim nos momentos mais difíceis da minha vida, sobretudo do ponto de vista espiritual, na força que me deu para continuar a lutar, para procurar trabalho e ter dinheiro para alimentar os meus filhos”, resume Mircea. “A igreja será sempre importante para quem precise de um ponto de apoio, quando tudo o resto falha”, acrescenta.

Teologia da prosperidade

O antropólogo do Centro de Estudos de Religiões e Culturas (CERC) da UCP, Alfredo Teixeira, nota que não é possível dizer “de forma unívoca” que a crise está a aproximar as pessoas da religião, sendo necessário esperar “mais tempo” para perceber isso. O investigador coordenou um estudo sobre as identidades religiosas em Portugal – realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo CERC –, e os dados recolhidos, entre Outubro e Novembro do ano passado, já se inseriam neste contexto de “vulnerabilidade social”. 

Comparando os dados desta pesquisa com os da realizada há dez anos, o que salta à vista é o aumento das pessoas que não pertencem a qualquer religião (de 8,2 para 14,2%), acompanhado por uma diminuição dos católicos (86,9 para 79,5%) e do crescimento dos pertencentes a outras religiões (de 2,7 para 5,7%).

Alfredo Teixeira admite que o crescimento das igrejas evangélicas, em particular as de recorte pentecostal, pode estar associado à chamada “teologia da prosperidade”. Trata-se de uma teologia apregoada por algumas igrejas como, por exemplo, a IURD e a Igreja Maná, nas quais “ser salvo e ser próspero equivalem-se”: “A salvação é ‘já’ e não algo que se espera para além de uma existência terrena. Neste contexto, as propostas de cristianização dirigem-se, de forma muito directa, aos riscos do quotidiano, e à possibilidade de os ultrapassar. Essa orientação pode, entre outras razões, ajudar a perceber esta última vaga de crescimento dessas igrejas”.

Vieito Antunes, da Assembleia de Deus, que rejeita a teologia da prosperidade, enumera outras razões: “A nossa mensagem é voltada para o povo e dirigida a todo o tipo de pessoas e camadas sociais: temos analfabetos, médicos e engenheiros nos nossos cultos. Porque a Bíblia também está escrita numa linguagem simples e do povo. No entanto, não somos da teologia da prosperidade que é adoptada por outras igrejas evangélicas: a Bíblia não tem em lado nenhum a promessa de enriquecer pessoas. O que o Senhor promete é suprir as necessidades do seu povo”, afirma.

O que leva Mircea e Susana Strango a frequentarem a igreja evangélica Assembleia de Deus é “sentirem-se mais próximos de Deus e da verdade bíblica”. “Estamos convictos que é este o caminho que temos de seguir. As pessoas pensam muitas vezes que o Deus está lá e que nós estamos aqui, cada um com a sua vida. Mas não é verdade, Deus está muito mais perto do que imaginamos. O único problema somos nós, que criamos barreiras entre os homens e a divindade”, afirma.

Alienação e emancipação

A socióloga das religiões, Helena Vilaça, não nega que haja uma ligação entre a crise e a busca da religião, mas esta relação “não é universal nem as coisas são assim tão simples”. Sublinha que “a procura da religião ou do religioso é algo sociologicamente complexo que não pode ser explicado, nem em Portugal nem noutros países, apenas pela existência ou não de uma crise”.

Na sua opinião, a “tese da privação aplicada à procura religiosa” – pessoas que, em situação de carência, procuram respostas na religião – só explica parcialmente a realidade: “Isso seria reduzir a religião a alienação, no sentido marxista do termo. E a realidade revela que a religião também conduz a comportamentos emancipatórios. Há países com crescimento económico e com vitalidade religiosa, como o caso dos EUA, por exemplo. Também o Brasil ou a Coreia do Sul, quando entraram em fase de crescimento, não perderam a vitalidade religiosa”, enumera.

Já José Pereira Coutinho, autor de uma tese de doutoramento intitulada "Modernidade, religiosidade e universidade", considera que, “em termos teóricos” e em tempos de crise, é “natural” que as pessoas com menos rendimentos reforcem a sua religiosidade, sobretudo junto de igrejas que defendam a teologia da prosperidade: “A [Igreja] Católica dá a salvação para o além, não dá resultados agora”, justifica.

José Luís Costa, que é pároco em Linda-a-Velha e capelão prisional no hospital de S. João de Deus e no Estabelecimento Prisional de Caxias, admite que a religião é “uma porta que se abre” quando existe uma situação “mais urgente que desorganiza a vida das pessoas e a sua noção de felicidade”. 

Embora reconheça que, neste contexto de crise, “há uma procura maior de aspectos religiosos”, essa busca é feita “de uma forma mais desorganizada e menos institucionalizada”: “Procuram o elemento, mas não a prática, não o ir à missa todas as semanas”, explica. “Há também uma sedução pelo oriental, pelas experiências de carácter psico-religioso, com demanda urgente. O que quer que apareça do campo religioso aparece como um escape”, acrescenta. 

Noutras comunidades como, por exemplo, a muçulmana e a oriental, a procura desorganizada não tem a mesma expressão, diz. São, segundo afirma, mais “imunes a esta experiência”, porque são “comunidades pequenas que se organizam facilmente e nas quais a religião é um elemento muito forte e agregador”. 

José Luís Costa também afirma que algumas igrejas evangélicas, por assentarem nas emoções e “no momento”, podem permitir às pessoas “alguma descompressão e uma experiência de bem-estar numa situação de tensão emocional”: “Não é em todas as [igrejas] evangélicas, mas, em algumas, o momento carismático é muito forte”, nota. 

Sentido ameaçado

Já o pastor Dimas de Almeida, 72 anos, investigador no Centro de Estudos de Ciências das Religiões da Universidade Lusófona e pastor da Igreja Presbiteriana de Portugal, não tem notado nem aproximação, nem afastamento: “Penso que, quando uma crise leva as pessoas a aproximarem-se da religião, pode ser um sinal de fraqueza do religioso. Procura-se uma espécie de consolação, é uma procura de Deus na periferia…A força da crise significaria, de forma invertida, a fraqueza da religião”, diz. 

Dimas de Almeida distingue, do ponto de vista sociológico, três espaços de vivência do religioso. Um deles é a igreja tradicional; o outro traduz-se em movimentos religiosos como a IURD e a igreja Maná – “São igrejas fora daquele cristianismo com espessura de séculos. São movimentos recentes com ligações protestantes”, nota. Por fim, existe um espaço em que cada um “confecciona a sua própria mente religiosa”: “Um espaço da religião vivida em autogestão, onde eu confecciono o meu credo religioso. De manhã, vou à missa; à tarde, à bruxa; à noite, ao tarot. Isto é importante. Não podemos olhar com superioridade para isto. Indica que a questão do sentido é importante para as nossas vidas”, diz. 

E conclui: “Diante de uma crise profunda, perguntamos ‘o que é que isto significa? Qual o meu papel? Para onde vou?' Somos peregrinos do sentido. Nós todos somos vagabundos do sentido. Há religião porque há problemas do sentido. Quando a crise nos ameaça é o sentido da vida que fica também ameaçado.”

FolhaGospel

18 setembro 2012

20 versículos que provam que a teologia da prosperidade está CERTA!


Todos sabem que existem vários versículos que provam veementemente que a teologia da prosperidade está correta. Fiz uma pequena coletânea entre os milhares versos que existem e trouxe a vocês os 20 mais importantes.




1- “Deus quer te abençoar, mas se você não ofertar, Ele não terá poder de fazer isso por você” (II Heresias 3. 16)

2 – “Você pode desonrar seu pai e sua mãe e até deixá-los passar necessidades, mas nunca seu apóstolo” (I Apostolicensses 1.1)

3 – “A oferta é a alavanca que move a mão de Deus a seu favor” (1 Cretinices 4. 3)

4 – “A fé sem ofertas é morta” ( 1 Dólar 1. 8)

5 – “E Jesus entrou em Jerusalém montando seu jumentinho de dez mil talentos” (Juao 15. 23)

6 – “Disse o apóstolo, cheio do espírito, a todos que o ouviam: Minha conta corrente é 1.000/07” (II Conta Corrente 1. 71)

7 – “Assim que a oferta entrar na conta corrente deus dirá ao anjo Money: Destranque as janelas do céu e prenda o devorador na casinha” ( II Malaquias 3.15)

8 – “É com a semente que sai da sua carteira que a obra de deus é realizada na terra” ( I Heresias 2. 8)

9 – “Participe das campanhas de vitória financeira e Deus tirará dos ricos e dará a você” (1 Robin Hood 2. 3)

10 – “E alguns paulistanos foram mais nobres que os de Boraceia, pois semearam nesse ministério em dólar.” ( 1 Tio Patinhas 1. 7)

11 – “deus quer te dar a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa… só não te deu ainda porque você não tem determinado isso a ele com fé” (Absurdicensses 1. 25)

12 – “Assim ordenou também o senhor que os que pregam o evangelho que fiquem ricos com o evangelho” ( I Falácia 1. 1)

13 – “Primiciar é mover a mão de Deus a seu favor e a favor dos donos da igreja” ( I Primicias 1. 1)

14 -“Confia no senhor, dê sua oferta, faça sacrifícios financeiros e os seus desígnios serão estabelecidos” (Absurdicensses 8. 32)

15 – “E Gesuis encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; parabenizou-os pelas boas vendas que faziam, porém, expulsou os que ali oravam e quebrantavam seus corações, mas não ofertavam e nem compravam nada, bem como todo pobre que ali estava, e disse-lhes: A casa me meu pai é casa de negócio e não um covil de doentes e pobres!” (Indireticensses 2. 8)

16 – “É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar alguém que não oferta, que não primicia, que não faz sacrifícios financeiros, nas igrejas da teologia da prosperidade” ( Sofismas 3. 12)

17 – “Porque o amor do dinheiro é a raiz de todas as bênçãos” ( 1 Mamon 1. 1)

18 – “Sacrifícios agradáveis a deus são os dízimos e as ofertas; coração que determina e exige, não os desprezarás, ó deus” (Salmos de Mamon 119. 3)

19 – “O maior mandamento é: Amarás a Mamon, teu deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Honre e oferte aos seus líderes como a ti mesmo” ( 2 Leis de Mamon 2. 15)

20 – “Pelas suas ofertas o conhecereis. Pode, acaso, de um coração cheio de fé e do espírito, sair uma oferta pequena? (Apolion 15. 12)

E agora, sob o ponto de vista desses versículos, concorda que a teologia da prosperidade está certa?

Por André Sanchez

24 agosto 2012

Santidade = Prosperidade?


“No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem! Eu venci o mundo.”
Jo 16.33


As provações pelas quais passamos ou haveremos de passar, são em sua maior parte, conseqüência de estarmos vivendo num mundo dominado pelo inimigo. Sobre este assunto, o Senhor deixa registrado na Bíblia, as seguintes palavras:



“Sabemos que o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.” 1 Jo 5.19



Vivemos numa terra que não nos pertence, na verdade, somos forasteiros e ainda temos um complicador: o fato de sermos inimigos eternos do seu dominador.

O que esperar de bom em tal situação? Nada!
E pela sábia opção de estarmos do lado do Eterno Rei, tornamo-nos centro de atenção de todo um mundo espiritual, habitado por demônios; treinados e hábeis em estratégias de guerras.
São totalmente compreensíveis as dificuldades as quais o povo eleito está sujeito. Mas, mesmo em meio a esta longa guerra, que dura toda uma existência, somos capacitados continuamente pelo Eterno, para ficarmos em pé, imbatíveis.


“Em tudo isso temos a vitória por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.” Rm 8.37-39



Neste texto de Romanos, o Senhor veementemente nos assegura que estamos protegidos em relação aos ataques espirituais. Não há nada que possa destruir nossa comunhão com Ele, separar-nos dEle.

Por outro aspecto, mesmo que a nossa comunhão com o Senhor seja perfeita, não estaremos isentos das provações e das muitas dificuldades que surgirão na caminhada. O próprio Jesus atesta-nos isto de uma forma bem clara:


“ No mundo vocês vão sofrer!” Jo 16.33



Em sentido contrário às palavras do Senhor, encontramos diversas igrejas e ministérios, prometendo os céus aqui na terra; vendendo a idéia de uma vida repleta de sucessos e vitórias constantes nos empreendimentos terrenos e declaram para todos que o Senhor é obrigado a honrar estes ensinamentos que procedem do coração de homens.

É certo que o Senhor abençoa materialmente e cobre de honras a muitos, por serem fieis e santos na caminhada. No entanto, não podemos declarar que isto seja regra. Vejamos um exemplo:
O Apóstolo Paulo foi um homem fiel, que viveu em santidade e justiça. Mas esta condição de vida, não lhe fez rico e bem sucedido materialmente. Na verdade, sua vida material foi um desastre total, pode-se afirmar que foi um homem extremamente mal sucedido.
Para alguns, a situação vivida pelo Apóstolo seria evidência de pecado e falta de fidelidade ao Mestre.


Os sofrimentos e inúmeras dificuldades são uma permissão do Senhor!



Paulo era Judeu, filho da Tribo de Benjamim ( Rm 11.1; Fp 3.5). Estudou com Gamaliel e era um Fariseu praticante (At 22.3). Tinha acesso às autoridades de seus dias ( At 22.5) e provavelmente, tinha um bom nível de vida.

Os problemas materiais iniciaram no momento em que conheceu Jesus, ficou cego!
Teve a vida totalmente desestruturada. Se olharmos atentamente, chegaremos a conclusão, que ela tornou-se uma calamidade.
Vejamos algumas dificuldades e sofrimentos (não estão em ordem cronológica) com os quais o Apóstolo conviveu momentaneamente ou por toda a vida em decorrência da escolha feita: servir a Jesus.


· Cegueira – At 9.18,19

· Muitas prisões – At 16.23
· Muitos Açoites – At 16.23
· Apedrejado – At 14.19
· Naufrágio – At 27.39-44
· Muitas situações perigosas – At 9.23
· Picado por uma cobra – At 28.5
· Escarnecido / Zombado – At 17.32
· Espancado – At 21.32
· Acorrentado – At 21.33
· Jurado de Morte / Perseguições – At 23.12,13
· Acusações diversas – At 24.5
· Julgado – At 26.6
· Espinho na carne – 2 Co 12.7
· etc.


Segundo algumas doutrinas atuais, Paulo não se enquadraria como um homem vitorioso. Ele não obteve prosperidade em sua vida, pelo contrário, foi pontilhada por dificuldades terríveis.

O Apóstolo não tinha os seus olhos voltados para a terra, na verdade, era plenamente consciente de que não teria paz, deixando isto registrado em suas epístolas. Tomou posse da palavra que dá vida e conservou sua fé baseada em afirmações, tais como:


“Mas virá o tempo, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adora-lo em espírito e em verdade.” Jo 4. 23,24



Era nesta realidade que Paulo colocava sua visão e fé. A única preocupação era obedecer exclusivamente a Deus e honrá-Lo. Não se importava com a idéia de possuir riquezas materiais em troca de sua fidelidade.



Amado, você que tem passado por dificuldades nesta terra, saiba que é normal e é prevista na vida do Servo.

As dificuldades e provações têm duas origens principais:
Primeira: Procede do maligno, a fim de destruir os servos.
Segunda: Provém do próprio Senhor ( 2 Co 12.7).


É certo que o Senhor honra a muitos com uma vida próspera e cheia de bens, no entanto, não devemos olhar a vida destes e exigir que a nossa seja semelhante.

Com certeza muitos viverão uma vida modesta e na pobreza.


Os que permanecem fiéis, são coroados com promessas, como:



“...Nunca vi um homem bom abandonado por Deus e os seus filhos mendigando o Pão.” Sl 37.25

“...Pois o Pai já sabe o que vocês precisam, antes de pedirem.” Mt 6.8


E nesta visão, deve-se viver dependente completamente do Senhor. Sem maiores preocupações com os bens materiais. Preocupados sim, em serem santos e puros, para servi-Lo integralmente, com todas as forças.



“Ame o Senhor seu Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças”. Mc. 12.30



Este deve ser o nosso objetivo primordial: sermos ricos, riquíssimos espiritualmente e estarmos contentes com as demais coisas.

É tempo de adorarmos o Senhor em Espírito e em verdade!


Chegou o tempo!


Pr Elias R. de Oliveira

06 julho 2012

7 coisas (que acontecem em igrejas) das quais você deve fugir se quer ser um crente de verdade


"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Mt 24. 24). A palavra de Jesus nos ensinando a sermos cautelosos com relação a ensinos contrários a Palavra de Deus, que virão de dentro de igrejas e realizados por falsos líderes, é algo que precisamos começar a observar com mais veemência. Nesse artigo vou listar 7 coisas que são contrárias ao que diz a Bíblia e que devem ser evitadas na vida de quem quer realmente seguir a Deus de verdade. Resista a essas coisas, fuja delas.

1-) Teologia da prosperidade

Ao menor sinal dela, fuja. Se perceber pregações dizendo que Jesus era rico, que o jumentinho que Jesus andou era a BMW da época, cuidado, pois a teologia da prosperidade está se enraizando. Cuidado com ensinos que focam riquezas e prosperidade financeira como marca da bênção de Deus. Cuidado com ensinos que dizem que pobreza é maldição. Os ensinos da teologia da prosperidade não cabem na vida do verdadeiro servo de Deus.

2-) Oração ordenando e determinando a Deus

Nunca faça isso! Fuja de pessoas que te ensinem a determinar coisas a Deus. Isso é absurdo. Nunca determine ou ordene nada a Deus. Quem faz isso é tolo e totalmente desprovido de temor. O verdadeiro crente ora em humildade e no temor do Senhor.

3-) Unções extravagantes (unção do riso, cai-cai, unção do leão, etc)

O Espírito Santo equipa a igreja com dons proveitosos. O diabo equipa pessoas com carnalidade, tais como, ficar rindo feito um doido nos bancos das igrejas, ficar caindo no chão da igreja sem propósito algum, ficar andando de quatro como animais, ficar afirmando o aparecimento de dentes de ouro na boca de servos de Deus… O Espírito Santo não é palhaço. Fique atento com coisas como essas e fuja delas. Tem muito teatro e manipulação envolvidos, além, é claro, da falta de embasamento bíblico para tais praticas. Busque unções verdadeiras como a de servir, de orar, de evangelizar, de levar a cruz de Cristo…

4-) Venda de objetos “ungidos”

Rosa do amor, cimento da casa própria, água ungida, martelo da justiça, toalhinhas… não oferte nada em troca dessas coisas. São ridículas! É um estelionato que ilude as pessoas! Deus age em nossa vida por meio da fé e não de objetos. Deus não cobra para abençoar. Não encha os bolsos de pastores travestidos de lobos! Quem adquire tais coisas quer barganhar com Deus e se dará mal. O verdadeiro servo de Deus foge disso e confia em Deus plenamente sem a necessidade de adquirir, tocar ou ver nada.

5-) Tietagem a artistas gospel

Fuja da idolatria a personalidades gospel. Qualquer forma de admiração excessiva que te leve a colocar tal personalidade em um altar, é pecado. Histeria, choro descontrolado e sacrifícios por essas pessoas ofendem a Deus. Toda glória a Deus! Deus não divide sua glória, por isso, cuidado com a idolatria a artistas, que tem sido muito praticada atualmente dentro da igreja e que é destrutiva.
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