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27 setembro 2012

Idolatria Gospel: Um show de horrores



Qualquer cristão que tem o mínimo de conhecimento bíblico entende que Deus odeia a idolatria. Em 1 Coríntios 6:9 Deus alerta que os idólatras não herdarão o Reino dos céus. Em outra parte das escrituras lemos: “Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:3). Podemos ficar horas e horas citando trechos bíblicos acerca da mesma verdade: Deus quer estar em primeiro lugar de nossas vidas. Aqueles que querem ser verdadeiros adoradores deverão ter olhos para um só Deus. Isto é uma verdade inquestionável.

Também é verdade que a Igreja precisa ter modelos, precisa ter exemplos de vida com Deus, exemplos em todas as áreas de liderança, pastoral, nas artes, missões etc. A estas pessoas chamamos de referenciais. Paulo era um referencial de sua época: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam”. (Filipenses 3:17). Precisamos ter líderes que nos dirijam, que nos abençoem, que nos ajudem a chegar aos níveis já alcançados por eles, que nos dêem um norte em Deus.

Referenciais têm um enorme poder de influência sobre as pessoas como um todo. É por isso que quando algum destes referenciais cai em pecado, muitas pessoas caem em desilusão e os mais fracos tendem a abandonar a fé. Em geral, o povo é abalado quando um líder ou um referencial de grande influência comete falhas em público. E quanto maior a “bomba”, maior é o estrago. A Bíblia alerta: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado...” (2 Coríntios 6:3).

Um erro grandioso que a Igreja de hoje tem cometido e sofrido sérias conseqüências é o pecado da idolatria. E fazemos isso dando uma série de boas desculpas esfarrapadas. Por exemplo, quando quero idolatrar meu cantor gospel preferido, exaltando-o sobre as alturas, falo às pessoas que ele é um grande homem de Deus, um referencial para mim. Aí faço desta pessoa meu ídolo, tendo em casa um altar para ele, com todos os seus CDS e livros, com todos os seus artigos escritos, com uma foto autografada, uma camisa do fã-clube e outros apetrechos que farão parte do meu devocional a este ídolo. Assim a pessoa acaba se tornando um idólatra, tornado seu próprio irmão na fé num deus. Atenção: Adorar também significa “devotar a vida”.

Não há outras palavras para se dizer uma verdade dura que já está sendo ecoada no Brasil: a Igreja brasileira fez de seus referenciais grandes ídolos como o bezerro de ouro erguido pelo povo de Israel no deserto (Êxodo 32:4). Isto nós fizemos e por isso estamos pagando um preço tão caro. A Lei da Semeadura está valendo ainda hoje. A Igreja plantou idolatria, vai colher coisa ruim, maldição, destruição. Disto não duvidamos.

A Idolatria Evangélica Gospel Brasileira permitiu este show de horrores:

- Ídolos gospel que não “ministram” por menos de 15, 20, 30 mil reais.
- Ídolos gospel que decidiram por loucura própria fazer uma lista de exigências que nem Jesus, Paulo ou João fizeram quando exerciam seu ministério: hotéis 5 estrelas, frutas tropicais, água mineral de marcas específicas, dezenas de seguranças, carro blindado... e outras coisas que não vou pôr aqui pois não vão acreditar em mim.
- Ídolos gospel que são indiferentes e preconceituosos com certas cidades, regiões, raças, e condição espiritual. Por exemplo: tem gente que não “ministra” em certos lugares porque há muita frieza espiritual, eles só querem “ministrar” em lugares que já estão “avivados”.
- Ídolos gospel que se isolam da liderança espiritual de sua igreja para não precisar responder a ninguém sobre seus trambiques e pecados. Aparentemente chegaram num nível tão alto que não precisam mais de pastor e de igreja para acompanhá-los, agora podem caminhar sozinhos. Por isso temos visto tanto insubmissão e rebeldia em “ministério grande”.

Quem é o responsável por este show de horrores? Quem é o culpado? Penso que o culpado somos todos nós que fazemos parte da igreja pois temos alimentado nossos ídolos. Damos a eles o que eles pedem, e é por isso que as exigências aumentam a cada dia. Enquanto pagamos 25 mil reais pra um irmão cantar num evento, deixamos missionários morrerem de fome aqui no Brasil e lá fora. E ainda dizemos: se o missionário passa fome é porque está em desobediência. Quanta hipocrisia!

A coisa está tão feia que ninguém pode denunciar os pecados da igreja. Se alguém se levanta contra essa pouca vergonha dos absurdos cachês e exigências, dos pecados escondidos, da rebeldia contra os pastores, da idolatria escrachada, da tietagem é rapidamente apedrejado pelos idólatras daquele determinado “deus gospel”. É igualzinho no Velho Testamento: “não desrespeite o meu deus que eu não desrespeito o seu”. 

Meus irmãos não me entendam mal. Não me interpretem mal. Estou aqui tecendo pesadas críticas contra a idolatria. Estou denunciando o pecado, não o pecador! É disso que tenho nojo, e é contra este terrível pecado que temos que lutar. Se a Igreja não acordar colherá frutos tenebrosos. Se sabemos da existência de um Deus verdadeiro, se conhecemos o seu amor, e o trocamos deliberadamente por outros deuses, vamos pagar caro por isso. Aliás, já estamos pagando caro por isso! 

Deixe-me fazer algumas perguntas que atualmente tem feito meu coração doer: - Quanto Jesus cobrou para exercer seu ministério e morrer na cruz por nós? Qual foi o cachê que Paulo cobrou para ser aprisionado junto com Silas nas piores prisões da época? Quais foram as exigências de nossos irmãos que morreram recentemente na China por não negarem o Evangelho? Quanta glória Jesus quis tomar para si quanto o chamaram de bom mestre? Quantas viagens Paulo negou por não atenderem suas exigências? 

Precisamos urgentemente de referenciais que apontem para Deus. Precisamos de mártires. Precisamos de humildade, simplicidade e pureza de espírito. Precisamos nos arrepender. Precisamos saber que “...o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. (Filipenses 1:21) 

Quanto aos ídolos de ouro que levantamos... não precisamos deles! 

"Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes". (Gênesis 35:2) 

Um abração em Cristo Jesus

14 junho 2012

8 Armadilhas do temor aos homens

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” –Salmo 8.3,4

Muitas vezes na nossa vida, nos preocupamos mais com a opinião das outras pessoas do que com a opinião de Deus. Nos preocupamos com nosso status entre outros seres humanos porque deixamos de firmar nossa identidade em Jesus. Quando tememos aos homens, nos tornamos vulneráveis.

“Quem teme o homem cai em armadilhas”, diz a Bíblia, “mas quem confia no Senhor está seguro” (Provérbios 29.25). Aqui estão oito conseqüências – armadilhas – que resultam do temor aos homens:

Idolatria. Quando nos preocupamos mais com o que os homens pensam do que o que Deus pensa, transformamos as pessoas em ídolos que adoramos – buscamos agradá-los para obter aprovação ou respeito.

Ineficácia. Quando tememos aos homens, negligenciamos o chamado de Deus e perdemos o foco para executarmos as tarefas que nos são exigidas porque estamos muito preocupados com o que os outros estão pensando.


Falta de amor. Quando estamos preocupados demais com “fazer do jeito certo”, transformamos as pessoas em projetos a serem concluídos. Deixamos de lado a compaixão e nos tornamos frios e calculistas em nossa busca por alcançar as pessoas.

Falsidade. Se você está motivado além da conta pelas opiniões dos outros, você não será você mesmo. Será como um camaleão, se adaptando a qualquer situação com o único propósito de se encaixar.

Apatia. Tema aos homens e você deixará de correr riscos para evitar um potencial fracasso ou vergonha. Se um projeto tem chances de dar errado, você nunca tentará. Em outras palavras, você nunca fará muita coisa.

Desonestidade. É difícil falar a verdade para alguém quando a verdade pode ser dolorida. Se tivermos medo da resposta de alguém, por outro lado, palavras necessárias nunca serão ditas porque nos preocupamos mais em sermos agradáveis do que com a obra de Jesus na vida da pessoa. Essa negligência sempre causa mais danos a longo prazo do que o dano que evita causar no presente.

Isolamento. Temor aos homens não deixa que você delegue nada porque os outros talvez não façam um bom trabalho (ou talvez façam um trabalho melhor), o que pode não refletir muito bem na sua reputação. Temor aos homens te leva a querer controlar tudo – mesmo que isso signifique ir sozinho.

Falta de decisão. Quando vivemos sob o medo ao invés de sob as convicções em que Deus nos deu, caminhamos em círculos, incapazes de andar para frente.

Te convido a honrar outras pessoas e se submeter à autoridade, mas também a se arrepender do temor aos homens. Temor e adoração devem ser a Deus. No fim das contas, apenas a opinião dele importa.

Por Jamie Munson
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