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04 abril 2013

Não se sente qualificado para o seu chamado?


Pelos primeiros quarenta anos de sua vida, Moisés viveu em um lugar de força. Sendo um membro da casa do Faraó, ele tinha prestígio social, riqueza (Hebreus 11.26) e a força da juventude. Quando percebeu e perturbou-se pela opressão que seu povo estava enfrentando, ele usou sua força para fazer justiça com as próprias mãos contra um Egito opressor. Esse não era o plano de Deus para a libertação. Ele teve que fugir para continuar vivo e acabou cuidando de gado nos quietos campos de Midiã pelo seu segundo período de quarenta anos.

Assim, ele passou sua juventude em um palácio de poder e seus anos de meia-idade em pastos de serena obscuridade. Então um dia ele deu de cara com uma sarça ardente, o que acabou sendo um chamado surpreendente de Deus para seu terceiro período de quarenta anos.

“Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas” (Êxodo 3.9-10).

Esse chamado deixou Moisés com medo, fora de si. Tanto que ele discutiu face a face com Deus.

Objeção 1: Eu não sou ninguém, Deus.

“Moisés, porém, respondeu a Deus: ‘Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito’?” (Êxodo 3.11). Qualquer fama ou credibilidade social que eu já tive acabaram. Na verdade, eu sou um pastor e “todo pastor de ovelhas é abominação aos egípcios” (Gênesis 46.34).

Objeção superada: “Eu estarei com você” (Êxodo 3.12). Esse chamado não é baseado na sua credibilidade, mas na minha. Eu não quero o Egito ou Israel impressionados com você. Eu quero que eles se impressionem comigo.

Objeção 2: Eles não vão acreditar em mim, Deus.

“E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O Senhor não lhe apareceu’?” (Êxodo 4.1). Eles vão pensar que eu sou um tolo. Eu posso crer em você porque você está se revelando a mim. Mas nós estamos aqui em cima em uma montanha onde ninguém pode nos ver. Eu ainda não sou ninguém e ninguém vai escutar as palavras de um ninguém, especialmente quando ele afirmar estar falando em nome de Deus!

Objeção superada: Eu estarei com você. O mesmo poder que eu demonstrei para você em secreto eu demonstrarei “para que eles acreditem que o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, apareceu a você” (Êxodo 4.5). Meu objetivo é impressioná-los comigo, não com você. Acredite em mim, eu vou me mostrar!

Objeção 3: Eu não tenho dons para fazer isso, Deus.

“Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem” (Êxodo 4.10). Conheço as expectativas retóricas da corte do Faraó. Digo, eu nem mesmo me qualificaria para o Programa de Talentos de Midiã! Você não leu os livros sobre as capacidades humanas, Deus? Eu não posso fazer isso!

Objeção superada: Moisés, “quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor? Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êxodo 4.11-12). Você ainda não entendeu. Quero o Egito e Israel impressionados comigo, não com você. Não tenha medo. Eu estarei com você e com sua boca inexpressiva.

Objeção 4: Não me faça fazer isso, Deus.

“Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa” (Êxodo 4.13). Deus, sério, tem que ter um candidato melhor para essa tarefa! Eu ainda devo estar sendo procurado no Egito por assassinato. Se não, eu sou apenas um ninguém. Pior, eu sou um pastor! E como se não bastasse ser uma obscura abominação assassina, eu me atrapalho todo quando falo em público! Eu não quero esse chamado.

Objeção superada: Chega! Eu tenho razões para escolher você para esse chamado. Você ainda não sabe todos os propósitos que tenho, então pare de se apoiar em seu próprio entendimento e confie em mim (Provérbios 3.5-6)! Mas como você tem tão pouca fé para isso, te enviarei seu irmão mais eloquente, Arão, contigo e “eu estarei com vocês quando falarem, e lhes direi o que fazer” (Êxodo 4.15). Agora mexa-se!

Você se sente desqualificado para aquilo que Deus está lhe chamando para fazer? Junte-se ao time. Trabalho do Reino é um trabalho sobrenatural, não importa qual seja o seu chamado. Se ele não requer fé real, uma desesperada dependência de que Deus esteja com você para ter sucesso, então ou não é um chamado de Deus ou você ainda não o entendeu.

Você tem discutido com Deus sobre suas qualificações para o chamado? Se sim, lembre-se de Moisés. E lembre-se de que o chamado de Deus para você não é sobre você. É sobre Ele. E a pergunta é: Você está desejando que Deus use suas fraquezas para mostrar quão impressionante Ele é?

Não use suas fraquezas como uma desculpa para a incredulidade. Prossiga pela fé. Deus estará com você, lhe guiará, lhe dará a ajuda que você precisar. Porque o modo de operação padrão de Deus é escolher…
“as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Coríntios 1.26-29).


por Jon Bloom
Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | 

04 janeiro 2013

Pedro - Um Homem que sujeitou o próprio espírito


Pedro tinha a mania de agir primeiro e pensar depois. Mesmo assim, esse homem voluntarioso prosseguiu até se tornar um dos principais líderes da igreja.

Jesus retrucou Pedro e o irmão dele, André, enquanto eles pescavam com suas redes (Mc 1.16-17). "Seguiam-me, e eu os farei pescadores de homens", disse Cristo. Pedro largou as redes imediatamente para seguir o Salvador.

Assim era Pedro: agir primeiro, pensar depois. Ele fez isso durante todo o ministério de Jesus, e era frequentemente repreendido por isso. Quando Pedro se opôs às predições que Jesus fez a respeito de seu sofrimento e sua morte, o Filho de Deus disse: "Para trás de mim, Satanás!" (Mc 8.31-33). No alto da montanha, onde Jesus se transfigurou , Pedro, disparou: "Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias" (Mc 9.5). Jesus orientou os discípulos a manter sigilo a respeito do que havia acontecido. E quando Pedro garantiu que nunca abandonaria Jesus, o Salvador afirmou que seria negado três vezes pelo apóstolo naquela noite.

Ainda assim, Pedro sempre foi o porta-voz dos discípulos. Quando Jesus reagiu às acusações feitas contra os discípulos por causa de seus hábitos em relação à alimentação, dizendo que "o que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca. isto o torna 'impuro'" (Mt 15.11), Pedro pediu uma explicação. Quando Jesus perguntou  aos discípulos  quem ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo", ou seja, o Messias (Mc 8.29).

Pedro foi separado desde cedo para exercer a liderança. Logo no início de seu ministério, Jesus mudou o nome dele , Simão, para Pedro, a pedra. Ele foi um dos três homens escolhidos para testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37), a transfiguração e a agonia de Jesus no Jardim do Getsêmani (Mc 14.33). E Pedro foi incumbido por Cristo para exercer a liderança.

Pedro aceitou essa responsabilidade. No dia de Pentecostes. a pregação ardente do apóstolo convenceu milhares de pessoas, que se tornaram cristãs. Quando colocado diante do conselho judaico por ter curado um aleijado (At 3-4), a defesa de Pedro fez com que seus acusadores se calassem. Jesus entregou a Pedro as "chaves do Reino dos céus", e o apóstolo as usou para abrir as portas de vidar eterna aos judeus (At 2), os samaritanos (At 8) e aos gentios (At 10).

Sim, o espírito voluntarioso de Pedro às vezes o atrapalhava. Mas Deus transformou aquela ousadia em liderança ardente e carismática. Sobre a rocha da confissão de Pedro, Cristo ergueu sua igreja.

Bíblia do Homem

12 julho 2012

Somos nós que perdendo uma grande promessa?


O Antigo Testamento contém duas maravilhosas promessas de Deus que os crentes aguarda com expectativa sob a nova aliança. Muitos de nós enfatiza a primeira promessa. Mas não enfatizamos o suficiente a segunda?

Incrível primeira promessa de Deus era que ele iria enviar um Salvador para redimir o povo para si mesmo. A segunda grande promessa, alguns de nós parecem não enfatizar tanto, foi o derramar do seu  Espírito Santo sobre todos os crentes.

John Owen diz:

"Porque, quando Deus criou o trabalho grande e glorioso de recuperar o homem caído e a salvação dos pecadores, para o louvor da sua glória e de sua graça, ele nomeou, em sua infinita sabedoria, dois grandes meios dos mesmos. Uma era a doação de seu Filho para eles, e o outro era a doação de seu Espírito para eles.

Assim, a partir da primeira entrada do pecado, havia duas cabeças gerais da promessa de Deus aos homens, relativos ao meio de sua recuperação e salvação. O que era relativo ao envio de seu Filho para ser encarnado, para tomar nossa natureza sobre ele, e sofrer por nós aí, o outro, sobre a doação de seu Espírito, para fazer os efeitos e frutos da encarnação, a obediência, e do sofrimento de seu Filho, eficaz em nós e em nossa direção. Para estas cabeças podem todas as promessas de Deus ser reduzida.

Quando ... uma vez que o primeiro trabalho foi plenamente realizada, quando o Filho de Deus chegou, e destruiu as obras do diabo, a promessa principal restante do Novo Testamento, concerne o envio do Espírito Santo até o cumprimento de sua parte da grande obra que Deus havia projetado. (John Owen sobre o Espírito Santo)"

O Jesus salvação oferecida na cruz é uma boa notícia. O perdão dos pecados, a aceitação por Deus, a adoção como filhos de Deus, a vida eterna. Mas Jesus nos prometeu ainda mais. Ele prometeu derramar do Espírito Santo sobre todos os crentes a habitar e capacitá-los para testemunhar de Cristo, ensiná-los internamente e produzir muito fruto. O Novo Testamento diz aos crentes para andar pelo Espírito, semear para o Espírito, ser continuamente cheio do Espírito e buscar os dons do Espírito.

Muitos de nós tendem a enfatizar a primeira promessa de Deus, a salvação, muito mais do que fazer a sua segunda promessa do Espírito.

Mas John Owen diz a doutrina do Espírito Santo deve ser enorme para crentes do Novo Testamento:

Assim, o Espírito Santo, a doutrina a respeito de sua pessoa, seu trabalho, sua graça, é o tema mais peculiar e principal das Escrituras do Novo Testamento, e um objeto mais eminente imediato da fé dos que crêem.

Se a doutrina do Espírito Santo deve ser o "objeto mais eminente imediato da fé dos que crêem" e "o tema mais peculiar e principal das Escrituras do Novo Testamento", então não deveríamos enfatizar a sua pessoa de trabalho, e mais poder?

Assim como Pedro, no dia de Pentecostes, devemos prometer o dom do Espírito Santo para todos os que recebem Jesus pela fé e arrependimento.

Posso fazer uma sugestão? Destaque as passagens do Novo Testamento que falam sobre o trabalho, presentes, poder e fruto do Espírito. Então comece a orar com mais freqüência para sua presença e poder em sua vida e igreja.

Vamos orar para que o Espírito Santo seria convencer e dar nova vida a muitos, todos os domingos. Apesar de nunca descurar a boa notícia de tudo o que Jesus fez por sua vida, morte e ressurreição, vamos enfatizar o dom do Espírito Santo para poder e testemunho. E pode ser dito a cada domingo em nossas reuniões - "Certamente o Senhor está neste lugar."

por MARK ALTROGGE
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