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24 abril 2013

Pastor Silas Malafaia diz que poligamia é contra o “padrão estabelecido por Deus”. Leia na íntegra


O pastor Silas Malafaia publicou um texto em seu site falando sobre a proibição bíblica para a poligamia, e os motivos de esse modelo familiar ser reprovado no meio cristão.

Segundo o pastor, “além de as leis brasileiras não permitirem o casamento com mais de um cônjuge simultaneamente, Deus também condena a poligamia”.

Malafaia diz que no Velho Testamento, a poligamia era adotada por uma questão cultural: “Na civilização antiga, as famílias eram organizadas em tribos e viviam sob o regime do patriarcado, que dava ao homem poderes sobre a família e domínio sobre a mulher. A poligamia era livremente praticada naquela época porque ainda não haviam sido reveladas as leis divinas que regem os relacionamentos e outros aspectos da vida. O padrão de comportamento ético e moral da população era baseado em questões culturais, no senso comum”, contextualiza o pastor.

Comentando os argumentos que citam o Velho Testamento como referência de permissão para que um homem tenha mais do que uma mulher, Malafaia afirmou que no próprio texto bíblico, há vários casos de problemas recorrentes da poligamia.

“A lição bíblica é clara: a poligamia causou graves problemas ao relacionamento familiar. Vemos isso no Antigo Testamento, na história dos patriarcas e dos reis de Israel. Por exemplo, o nascimento de Ismael, o filho que Abraão teve com Agar, uma escrava egípcia, provocou tanto ciúme e tanta rivalidade entre ela e Sara, a esposa legítima do patriarca, que Agar foi expulsa de casa com o filho, e Abraão teve de separar-se de Ismael de vez (Gênesis 16.1-9; 21.8-14)”.

Em sua defesa da monogamia, Silas Malafaia afirma que o Novo Testamento estabelece esse conceito: “Esse foi o padrão estabelecido por Deus para o relacionamento entre o homem e a mulher; padrão reafirmado por Jesus em Marcos 10.7,8 [...] Vários textos sagrados condenam as relações extraconjugais (adultério), a poligamia, o incesto e demais práticas sexuais contrárias aos princípios estabelecidos por Deus”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Por que a poligamia é pecado e crime se na civilização antiga era permitido?”, do pastor Silas Malafaia:

Entenda uma coisa: além de as leis brasileiras não permitirem o casamento com mais de um cônjuge simultaneamente, Deus também condena a poligamia. 
Na civilização antiga, as famílias eram organizadas em tribos e viviam sob o regime do patriarcado, que dava ao homem poderes sobre a família e domínio sobre a mulher. A poligamia era livremente praticada naquela época porque ainda não haviam sido reveladas as leis divinas que regem os relacionamentos e outros aspectos da vida. O padrão de comportamento ético e moral da população era baseado em questões culturais, no senso comum. 
Ainda assim, a lição bíblica é clara: a poligamia causou graves problemas ao relacionamento familiar. Vemos isso no Antigo Testamento, na história dos patriarcas e dos reis de Israel. 
Por exemplo, o nascimento de Ismael, o filho que Abraão teve com Agar, uma escrava egípcia, provocou tanto ciúme e tanta rivalidade entre ela e Sara, a esposa legítima do patriarca, que Agar foi expulsa de casa com o filho, e Abraão teve de separar-se de Ismael de vez (Gênesis 16.1-9; 21.8-14). 
O ciúme que as irmãs Raquel e Leia tinham do marido, Jacó, causou inúmeros problemas familiares a elas, aos filhos e ao patriarca (Gênesis 30.1-24; 37.1-4,17-36). 
O menosprezo que Ana sofreu por parte de Penina, a outra esposa de Elcana, causou-lhe muito sofrimento (1 Samuel 1). 
Salomão, por motivos políticos, casou-se com 700 princesas e teve 300 concubinas. Por fim, acabou adorando outros deuses, desobedecendo ao Senhor, e sofrendo funestas consequências (1 Reis 11.1-11). 
Os países muçulmanos ainda hoje adotam a poligamia, por uma questão cultural. Porém, só a família monogâmica tem a chance de manter um relacionamento estável, tanto na área espiritual como na emocional, porque esse foi o padrão estabelecido por Deus para o relacionamento entre o homem e a mulher; padrão reafirmado por Jesus em Marcos 10.7,8. 
Nesse texto bíblico não é dito que o homem se unirá a suas mulheres. Está no singular: um homem se unirá a uma mulher, especificamente à sua mulher, e não à de outrem. Jesus enfatizou o casamento de um homem com uma só mulher, e não o de um homem com várias mulheres, ou vice-versa. Ele condenou o adultério. 
Em suma, vários textos sagrados condenam as relações extraconjugais (adultério), a poligamia, o incesto e demais práticas sexuais contrárias aos princípios estabelecidos por Deus. Leia 
Êxodo 20.14,17; Levítico 18; Deuteronômio 22.2; 1 Timóteo 3.2,12; Tito 1.6.
Sugestões de leitura: Mateus 5.27,28,32; 19.18; João 8.11; 1 Coríntios 6.15,16,18

Por Tiago Chagas, Gospel+

23 abril 2013

Uma rede de sabedoria (4)


Mídias sociais para a glória de Deus

Estamos progredindo, e eu reunirei todos esses links em seu devido tempo, mas, por enquanto, nós já vimos…



4. Considere seu testemunho e caráter (rastro digital)
  • O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio. (Pv 11.30)
  • Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Pv 11. 22)
  • Abomináveis são para o SENHOR os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis. (Pv 15.26)
  • Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto. (Pv 20.11)
  • Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar. (Pv 27.8)
  • Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro. (Pv 29.25)

‘Rastro digital’ é a marca que você deixa enquanto caminha pelo mundo online: é o formato eletrônico de quem você é e que impacto você está tendo. Eu digo, categoricamente, que o envolvimento de um homem ou mulher nas mídias sociais, quanto ao seu conteúdo e forma, deve mudar decisivamente na conversão. A salvação deve alterar seu rastro tanto no campo online quanto no mundo real. Muitos cristãos parecem temer a face dos homens tanto, se não mais, em sua interação online quanto em qualquer outro lugar. Francamente, é algo embaraçoso e genuinamente trágico como poucos cristãos parecem ter qualquer contribuição caracteristicamente cristã a fazer online, nenhum aroma de Cristo para carregar com eles no ciberespaço. Onde está a santidade ofuscante que deve marcar os santos?

É claro que eu não estou sugerindo que suas contribuições devam somente consistir de citações da Bíblia e estrofes de hinos, mas a piedade cristã está evidente nas coisas que você diz, curte e segue online? Se você é um discípulo professo de Jesus Cristo, algumas pessoas poderiam ler por alguns dias suas atividades online e, legitima e inteligentemente, concluir quem e de quem você é? O que você curte no facebook? Quem você segue? O que você twitta ou comenta? Deve haver um problema com quem tem um personagem cristão online e, offline, prova que isso é uma mentira. Mas, ainda mais grave, é o cristão professo cujos rastros digitais não deixam nenhuma pista das marcas da cruz.

Eis uma chance de deixar sua luz resplandecer diante dos homens ao invés de encobrir ou difamar a verdadeira religião. Nós devemos brilhar – deliberada e proativamente – tanto online quanto nós fazemos offline, e isso, amigos, talvez nos leve à raiz do problema.

5. Avalie a natureza e influência das companhias que você mantém

  •  Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue. (Pv 1.10-16)
  • Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos; porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade. (Pv 3.31-32)
  • Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo; (Pv 4.14-15)
  • O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar. (Pv 12.26)
  • Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau. (Pv 13.20)
  • Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. (Pv 14.7)
  • O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom. (Pv 16.29)
  • Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. (Pv 18.24)
  • Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma. (Pv 22.24-25)
  • Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos. Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá? (Pv 24.21-22)
  • O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem. (Pv 28.10)
  • O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os bens. (Pv 29.3)

Nós podemos discutir acerca da realidade das amizades do Facebook, mas a companhia que nós mantemos é um indicador de onde nós nos firmamos e em que direção nós vamos. Por quem você está atraído e para quem você é atraente? Procure nos seus amigos, aqueles que te seguem e quem você segue, seu feed do blogs e leitores, seus comentadores frequentes, a lista de recomendações que aparecem para você no YouTube. O que todas essas associações dizem sobre você? Você gostaria que um amigo cristão amável ou um pastor fiel tirasse uma cópia de seu histórico de navegação, todas as suas associações e interações online? Se não, por quê? Afora, o Senhor já sabe disso.

Pergunte-se seriamente quem você está influenciando, se é que está, e para que fim ou por quem você está sendo influenciado e em que direção. Você está edificando os outros ou sendo arrastado para baixo? Você se encontra entre os perversos, os raivosos, os impacientes, os queixosos, os vulgares e – caso sim – por que você está aí e o que você está fazendo? Ou o seu caminho te conduz entre os sábios, retos, pacíficos e puros? Más companhias corromperão seu comportamento online e offline (1Co 15.33). É chegado o tempo de retirar as ervas daninhas, até mesmo de realizar uma poda vigorosa, na sua interação online e relacionamentos?

6. Envolva conselheiros sábios, especialmente os pais, quando se é mais jovem.

  • Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento; porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino…(Pv 4.1-27)
  •  Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis; para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia; e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos! (Pv 5.7-13)
  • O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão. (Pv 13.1)
  • O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência. (Pv 15.5)
  • Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir. (Pv 19.20)
  • Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento. (Pv 19.27)

Não sinta vergonha de buscar conselhos e de prestar contas. Muito disso depende da idade e da circunstância. Então, se você é mais jovem e tem pais responsáveis e, esperançosamente, cristãos, eles devem ser um dos seus primeiros portos seguros. Caso contrário, encontre santos ligados e conectados (em todos os sentidos) que sejam sábios e maduros. Mas encontre conselheiros fiéis: os dê acesso à sua atividade online e busque a sua opinião. Saia do seu círculo comum, se necessário, e encontre alguém que não vai, necessariamente, dizer o que você deseja que seja dito: isso não é buscar conselho, mas buscar alguém que vai aplaudir enquanto você se envolve com o que quer que te satisfaça. Escute humildemente o que os seus conselheiros dizem, já que buscar demais por conselhos é uma tentativa desesperada de encontrar alguém que vai confirmar o que você já decidiu fazer ou dizer o que você espera ouvir.

Post #5 em breve…

por Jeremy Walker

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com 

22 abril 2013

Novo single do Black Sabbath questiona a morte de Deus


A música escolhida para divulgar o novo CD da banda Black Sabbath fala sobre uma disputa entre Deus e o diabo, usando o tema religioso que é bastante frequente nas canções do grupo.

“God Is Dead” é o nome da faixa, o título da canção foi inspirado na frase “Gott ist tot” do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, no refrão da música encontramos “Não acredito que Deus está morto”, uma frase que vem na sequência de um longo solo de guitarra.

O cantor Ozzy Osbourne questiona no refrão se Deus está mesmo morto, querendo saber quem poderá respondê-lo. A melodia mais lenta dá um tom bem melancólico à música que depois do sexto minuto ganha riffs puxados para o heavy metal.

O lançamento da nova música foi feito simultaneamente em rádios de todo o mundo na última quinta-feira (18), agradando o público da banda que fez com que “Gos Is Dead” se tornasse um dos assuntos mais comentados do Twitter.

O Black Sabbath estará no Brasil em outubro e provavelmente tanto a nova música como as demais canções inéditas do CD “13″ farão parte da turnê que passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Com informações UOL.

19 abril 2013

O que é amar a Deus?


Na resposta que Jesus deu aos seus argüidores sobre qual o maior mandamento ele disse, "Amai a Deus..." (....). 

Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento. 

Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseu Romano, também por amor a Deus muitos irmãos preferiram viver em monastérios, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a seu deus (alá), provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias. 

Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou. 

Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e aplicada. 

O apostolo Paulo diz que no final o que fica é a fé a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder criá-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo. 

Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus: 

1. Perceber o amor (Colossenses 1:16) Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois ele deu ao homem tudo para que o homem fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem. 

2. Experimentar o amor de Deus As pessoas podem de uma forma ou outra experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa. 

3. Vivenciar o Amor de Deus Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida. 

Quando os homens tentam expressar o amor de Deus, sem tê-lo vivenciado, ai acontece as catástrofes religiosas. Quando alguém fica apenas na percepção, essa pessoa fica como que do lado de fora de um aquário tentando entender como é respirar debaixo d água. Quando alguém fica apenas com a experiência isso pode levar essa pessoa a ter outras experiências e ai a revelação fica misturada pelo empirismo moderno. Mas quando alguém ousa em vivenciar, ou ainda melhor, misturar sua vida com a essência de Deus, que é o Amor, ai sim, teremos alguém que vai conhecer a Deus e amá-lo mais do que as religiões, mais do que as suas ambições, mais do que as possibilidades de realização em nome de Deus. 

Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito. Tal vivencia não pode se dar no âmbito do saber. Vou dar mais um exemplo; quando alguém come uma maça, essa pessoal não precisa necessariamente saber como se da todo o processo de digestão para ter certeza que está vivenciando o fato. Da mesma forma, muitos precisam apenas vivenciar o amor de Deus sem querer entender totalmente como se dá tal acontecimento. Muitos ficam como que em crise se perguntando; "Deus, eu não mereço", "Deus quero entender tal coisa", "Deus, se o Senhor não me revelar tal coisa eu não poderei continuar". Essa postura vem apenas mostrar que a vivencia do Amor de Deus vai alem do nosso entendimento. Isso deveria gerar gratidão na vida de um adorador. Gratidão por tão grande amor, que vai além do entendimento humano. 

Se algum dia alguém te perguntar, "O que é o Amor de Deus?", será que você teria a coragem de dizer "O Amor de Deus é a minha vida". um Irmão em Cristo chamado Richard Wummburd, ficou preso por treze anos por causa do seu amor a Deus, certa vez um dos seus companheiros de cela perguntou-lhe, "Como é Jesus?", ele respondeu, "Jesus...Jesus é assim, igual a mim". 

Que o Senhor possa nos dar a graça de vivenciar todo seu amor. Oro para que você não ame a religião evangélica mais do que a Deus. Um abraço. 


Até a próxima

Gerson Freire

16 abril 2013

Como identificar um pregador confiável


Há duas semanas mencionei em meu sermão que Deus faz os cristãos crescerem ao alimentá-los com sua Palavra. Uma forma de ele fazer isso é provendo sua igreja com mestres e pregadores. Isso significa que, se vamos crescer, precisamos nos assentar aos pés de portadores confiáveis da verdade de Deus. Isso, entretanto, levanta a questão: como podemos identificar um portador autêntico da verdade de Deus? A Bíblia deixa claro que existem muitos portadores desonestos de uma suposta verdade. Satanás se disfarça de anjo de luz procurando enganar. Portanto, precisamos de muito discernimento bíblico aqui. Só porque um mestre ou pregador vem em nome de Jesus com a Bíblia debaixo de seu braço não significa automaticamente que ele é confiável.

Felizmente, tanto a Bíblia quanto a história da igreja nos dão alguma direção aqui. Portanto, quero te munir com uma lista breve de cinco questões (baseadas nos cinco solas da Reforma) que podem te ajudar a discernir a autenticidade de um pregador ou mestre em particular.

Questão 1 (Sola Scriptura): O pregador baseia tudo o que ele diz na Bíblia? Em outras palavras, ele parte da autoridade e suficiência da Escritura? Um portador confiável da verdade de Deus procura se deleitar, meditar profundamente e expor, a partir da Bíblia. Ele parte da Bíblia. Tudo que ele diz flui do que uma passagem particular da Bíblia diz. Eles não usa a Bíblia simplesmente para sustentar o que ele quer dizer. Isto é, ele se submete ao que a Bíblia diz, não procura submeter a Bíblia ao que ele diz. Ele se preocupa tanto com o Antigo quanto com o Novo Testamento. Ele se recusa a tirar os versos do contexto. Ele reconhece a unidade da Bíblia. Ele reconhece que tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento contam uma história e apontam para uma pessoa, a saber: Deus salva os pecadores através da obra consumada de seu filho Jesus Cristo.

Questão 2 (Sola Gratia): O pregador enfatiza livremente que, devido ao pecado, uma relação correta com Deus só pode ser estabelecida pela graça de Deus somente? Cuidado com qualquer doutrina que enfatiza a capacidade do homem acima da capacidade de Deus; a liberdade do homem acima da liberdade de Deus; o poder do homem acima do poder de Deus; a iniciativa do homem acima da iniciativa de Deus. Cuidado com qualquer doutrina que sutilmente ensina que um relacionamento correto com Deus depende, no fim de tudo, da resposta humana acima da soberania divina.

Questão 3 (Sola Fide): O pregador enfatiza que a salvação não é alcançada pelo que fazemos, mas que é recebida pela fé no que Cristo já fez? Têm-se afirmado corretamente que existem na verdade apenas duas religiões: a religião da ação humana e a religião da ação divina. O pregador enfatiza a primeira ou a última? Um portador confiável da verdade de Deus sempre destaca o fato de que Deus salva os pecadores; pecadores não salvam a si mesmos.

Questão 4 (Sola Christus): O pregador ressalta que Cristo é o mediador exclusivo entre Deus e o homem? Ele afirma e proclama que Jesus é “o caminho, a verdade e a vida”, e que ninguém vem ao Pai senão por Cristo? Ele fala sobre o pecado e a necessidade de Cristo? Os pregadores devem aprender a desvendar e apresentar a verdade do Evangelho a partir de todo texto bíblico que eles pregam, de uma forma que resulte na exposição dos ídolos da nossa cultura e dos ídolos do coração. A exposição fiel de nosso verdadeiro Salvador a partir de cada passagem da Bíblia dolorosamente revela todos os pseudossalvadores em quem confiamos, pessoal e culturalmente. Todo sermão deveria revelar as maneiras sutis em que, como indivíduos e como cultura, dependemos de coisas menores que Jesus para nos dar segurança, aceitação, proteção, afeição, significado e satisfação que apenas Cristo pode suprir. Desta forma, bons pregadores devem constantemente mostrar o quão relevante e necessário Jesus é; eles devem trabalhar duro para mostra que somos grandes pecadores, mas Cristo é um grande Salvador.

Questão 5 (Soli Deo Gloria): O pregador exalta a Deus acima de tudo? Um pregador confiável te levará a maravilhar-se com Deus. Um portador verdadeiro da verdade de Deus sempre te levará a encontrar a glória de Deus. Um mestre teocêntrico é apenas isso: teocêntrico. Ele pregará e ensinará de maneira que você se encontrará faminto e sedento de Deus. Você escutará sermão após sermão e sairá com grandes impressões da personalidade divina, não grandes impressões da personalidade humana.

Esse é só um começo, mas eu espero que sirva como um recurso para que você determine a autenticidade de certo mestre ou pregador.


por Tullian Tchividjian
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo |

11 abril 2013

Uma rede de sabedoria (3)


Mídias sociais para a glória de Deus

Até agora, tivemos a introdução e os dois primeiros princípios. Hoje, veremos o mais desenvolvido dos princípios, que diz respeito ao poder das palavras. Enquanto as aplicações são específicas para as mídias sociais, eu espero que os princípios sejam transferidos para quaisquer formas de comunicação.

3. Lembre-se do poder das palavras

  • A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência. (Pv 10.11)
  • Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina. (Pv 12.28)
  • A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia. (Pv 15.1-2)
  • A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito. (Pv 15.4)
  • O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é! (Pv 15.23)
  • Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas. (Pv 16.13)
  • O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua. (Pv 16.24)
  • Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. (Pv 25.11)
  • Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto. (Pv 25.25)
  • Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados. (Pv 31.8-9)
  • A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. (Pv 18.21)
  • O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado. (Pv 25.23)

As palavras são as ferramentas mais poderosas que você tem à sua disposição para a construção ou destruição na vida dos homens. Elas podem ser usadas para grande bem ou empregadas para grande mal, um canal de bênçãos ou uma arma de crueldade. Você deve conhecer a velha cantiga: “Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras nunca irão me machucar.”¹ Isso é completamente sem sentido. Quando você foi ferido da forma mais profunda, não foram as palavras que foram empregadas para causar o dano, dano que perdura? Palavras perversas quebram o espírito e esmagam a alma. Negligência para com as palavras é a marca do tolo. Seja nas atualizações de status ou comentários do Facebook, tweets, posts de blog e seus comentários, conversas de salas de bate-papo, mensagens instantâneas ou de texto, discursos ou canções, o homem piedoso tem por objetivo usar as palavras para o bem, de forma saudável.

a. Note a conexão com o coração

  • A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim. (Pv 15.7)
  • O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios. (Pv 16.23)
  • Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas. (Pv 23.15-16)
  • Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno. (Pv 26.23)


Mateus 12.34 diz que: “a boca fala do que está cheio o coração” e, nós devemos adicionar, os dedos digitam e teclam ou a caneta escreve. Outras pessoas podem e vão obter uma leitura acurada do nosso caráter a partir de nossas interações online.  As fotos ou posts que você comenta e os comentários que você faz servirão como uma janela da sua alma. Elas irão ver suas prioridades, seus apetites e suas inclinações postas a nu. É por esse motivo que, talvez, não somente empregadores precisam checar os perfis online dos empregados em potencial, mas os pastores deveriam considerar os perfis dos membros potenciais. Esse é um caminho – não um caminho infalível – de avaliar o espírito que há em um homem, levando em consideração que os lábios amorosos podem esconder um coração maligno.

b. Contribua com moderação, lenta e discretamente

  • Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento. (Pv 5.1-2)
  • No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente. (Pv 10.19)
  • O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre. (Pv 11.13)
  • Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Pv 11.22)
  • A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta. (Pv 12.16)
  • O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia. (Pv 12.23)
  • O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína. (Pv 13.3)
  • O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos. (Pv 14.15)
  • O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura. (Pv 14.29)
  • O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.(Pv 15.28)
  • Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade. (Pv 16.32)
  • Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. (Pv 17.27)
  • O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior. (Pv 18.2)
  • Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha. (Pv 18.13)
  • A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.(Pv 19.11)
  • O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias. (Pv 21.23)
  • Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele. Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos. (Pv 26.4-5)
  • Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato. (Pv 26.8)
  • O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime. (Pv 29.11)
  • visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele. (Pv 29.20)

Mídias sociais demandam e, geralmente, recebem espontaneidade e imediatismo, especialmente em suas formas mais breves, instigando várias e rápidas contribuições. O ambiente nos chama a comunicarmos sem uma reflexão genuína. Novamente, a forma como a tela distancia nossa audiência pode nos trair: você anunciaria para uma platéia de dezenas, centenas ou milhares algumas das coisas que você publica online?
Nós não nos atentamos a isso enquanto estamos curvados sobre nossos smartphones ou despencados em frente às nossas telas. Provérbios nos lembra que devemos ser conscientemente cuidadosos acerca do número, velocidade e efeito pretendido das nossas palavras. Talvez nós gostemos da ideia de sermos os primeiros a responder, rápidos na cena do último acidente, despejando ideias acerca de situações que ninguém mais sequer percebeu que aconteceram. Se diminuir o ritmo significa que nosso nome não será proeminente, então que seja. Considere também como até mesmo o funcionamento dos comentários pode nos impulsionar para uma certa direção: pequenos teclados e expressões compactadas nos impedem de perceber as nuances e o desenvolvimento na discussão e interação.

Quantas vezes não revelamos nossa ignorância ao comentarmos sobre algo que nós não conhecemos simplesmente porque nos foram dadas a oportunidade e motivação para fazer isso? Bloggers e comentaristas, frequentemente, falam sobre assuntos sobre os quais eles não possuem destreza ou competência. As mídias sociais podem se tornar uma diarréia verbal involuntária. Esteja consciente de duas audiências: Deus e aqueles que vão ou podem vir a ler as suas palavras. Elas honram a Deus? O que elas pareceriam se você as dissesse para a face de alguém? Para a humanidade, exclua tudo o que a tonalidade vocal e a linguagem corporal podem comunicar e considere o que suas palavras comunicam. Dispor de tempo, considerar nossas reações, pesar nossas expressões, estarmos conscientes da nossa ignorância, falar o que é necessário, guardar o que não precisa ser revelado sobre nós mesmos ou os outros, será o caminho mais sábio e, provavelmente, irá angariar uma reputação mais valorosa no longo prazo.

c. Fale sincera e honestamente

  • Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo. (Pv 3.27)
  • Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19)
  • O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude. Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina. O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento. Há fraude no coração dos que maquinam mal, mas alegria têm os que aconselham a paz. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio. Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu prazer. (Pv 12.17-22)
  • O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal. (Pv 17.20).
  • A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa. Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes. (Pv 19.5, 9)
  • Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano; quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração. Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente. (Pv 26.24-26)
  • O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua. (Pv 28.23)
  • O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos. (Pv 29.5)
  • Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro. (Pv 29.25)

Fale sinceramente sobre o que é bom assim como sobre o que é mal. A maioria das pessoas reage mais vigorosamente ao que elas não gostam, comentando e se envolvendo quando estão aborrecidas e, talvez, tendo por base nada de saudável e vantajoso. Considere encorajar o que é bom e proveitoso onde é apropriado. Ao mesmo tempo, tenha em mente que fraude e bajulação são abundantes nas mídias sociais, em parte, porque você pode facilmente colocar uma brecha entre o que você realmente é e como você quer ser percebido. Até o seu perfil pode ser mais ou menos como um exercício consciente de retoque de perfil, apresentando a pessoa que você gostaria de ser ou gostaria de aparentar ser ao invés do que você realmente é.

Nós devemos colocar esse princípio no contexto: algo pode ser verdadeiro, mas não precisa ser dito. Se você pode ou deve falar, então, fale a verdade, mesmo se para repreender pecado ou insensatez. (Por favor, tenha em mente que o espaço cibernético não é, quase certamente, o melhor local para se realizar esse lamentável mas necessário encargo.) O Senhor odeia a mentira e condena a adulação. Elogios insensatos não servem para ninguém. Por exemplo, a aparente inabilidade de alguns de ver uma foto de seu amigo sem despejar uma enxurrada de congratulações vãs acerca da suposta beleza ou compostura desse amigo deve ser controlada. Isso vai além de encorajamento, especialmente se a foto foi postada tendo em vista a extração desse tipo de resposta. Palavras evasivas e silêncio também podem ser desonestos.

d. Evite envolvimento vazio ou amargo

  • Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19)
  • O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta. (Pv 15.18)
  • Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas. (Pv 17.14)
  • O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda. (Pv 17.19)
  • Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca. (Pv 18.6)
  • Honroso é para o homem o desviar-se de contendas, mas todo insensato se mete em rixas. (Pv 20.3)
  • Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará. (Pv 20.22)
  • Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. (Pv 23.9)
  • Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio. (Pv 25.28)
  • Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa. (Pv 26.17)
  • Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. (Pv 26.21)
  • Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra. Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja? Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. (Pv 27.3-5)
  • O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará. (Pv 28.25)
  • Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira. (Pv 29.8)
  • O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões. (Pv 29.22)

Seja um pacificador onde quer que você esteja. Se você deve se envolver, faça isso bondosamente e sinceramente, como você gostaria que os outros se envolvessem com você. Não procure e participe de brigas: como ao segurar um cachorro pelas orelhas, uma vez que você agarra, não pode mais soltar. Alguns amam incitar conflitos, se deleitando ao colocar combustível no fogo. Algumas abordagens online se parecem com um tiroteio verbal em movimento.

Especialmente no mundo dos blogs, há certos ministérios que parecem envolver a ideia de que todos os demais estão completamente errados, que eles possuem todas as coisas corretas e são os (normalmente autodenominados) guardiões da ortodoxia ou da ortopraxia. Parece haver muitas pessoas com a reputação de críticos mais ou menos incisivos a manter, muitos indivíduos buscando por certo tipo de discussão para se envolver, muitos tolos participando das disputas de outros homens, muitos concorrentes procurando por uma briga ou atiçando problemas.

Há tanta disposição para discussões: há alguns ambientes onde não é preciso mais de três passos para alguém começar uma briga: alguém elogia uma pessoa (ou a desafia), a pessoa questiona o elogio (ou desafio), a primeira pessoa (ou uma outra) defende a declaração inicial e, então, todos se lançam para um lado ou para o outro. É enfadonho, não menos quando se dá entre pessoas que deveriam saber mais. Antagonismo pode surgir a partir dos assuntos mais inócuos.

e. Afaste-se da difamação e da fofoca
  • O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. (Pv 10.12)
  • O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato. (Pv 10.18)
  • O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente. O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos. (Pv 16.27-28)
  • O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios. (Pv 20.19)
  • Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda. (Pv 26.20)
  • As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre. (Pv 26.22)

Até os sites mais inocentes podem ser usados para destruir o caráter de alguém ou estragar reputações. Levantar e propagar histórias – até mesmo as verdadeiras, onde e quando você não tem o direito de se intrometer ­– não trará honra para o Senhor. Deus abomina tais coisas. Pense na quantidade de “notícias” em alguns sites que são nada além de fofoca; algumas vezes, simples difamação, tanto no mundo quanto na igreja: quem disse o que sobre quem, quem está se ligando a quem, qual é o boato acerca do que está acontecendo atrás de tais cenários em tal e tal lugar.

Novamente, leve em consideração o que precisa ser conhecido e o que precisa ser dito. Considere não falar ou esperar para falar quando você não tiver certeza. Se o assunto está pendendo na balança, pergunte-se com honestidade se você sabe exatamente ou não e se você é responsável por falar antes de você abrir a boca ou pressionar o botão apropriado. Se você puder, deixe o fogo se apagar.

# 4 a seguir….

por Jeremy Walker

¹ N. Do T.: Cantiga infantil inglesa utilizada para indicar que um insulto foi percebido mas ignorado. Do original: “Sticks and stones may break my bones, but words can never harm me.”

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com |

09 abril 2013

Se Deus não precisa de nada, então por que Ele nos manda servi-lo?


Deus não precisa de nosso trabalho.  

Ele não precisa de nosso dinheiro, também. Deus pode fazer tudo sem uma campanha celeste. Ele não pediu qualquer ajuda quando criou as galáxias. Ele pode ficar muito bem sem a nossa contribuição para o universo.

Ele não precisa de nossa adoração também. Ele não precisa de nossos louvores para reforçar sua auto-estima.

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; Atos 17:24-25


Deus não faz nada. Ele não precisa de nossa adoração, nosso trabalho ou nosso dinheiro. Então, por que Deus nos manda adorar, servir e dar nosso dinheiro para ele?

Primeiro de tudo, para a sua glória.  Espere um segundo. Se ele não precisa de nosso trabalho ou de culto, como é glorificá-lo? Ela certamente não acrescentar nada à sua glória. No entanto, ele faz exibir a sua glória. Quando cantamos louvores juntos, apresentamos um ao outro a grandeza de Deus, gentileza e amor. Quando eu ouço você dá graças a Deus, eu sou lembrado de novo de sua bondade. Você exibe a glória de Deus para mim. E constrói a minha fé e ajuda-me a amar e confiar-lhe mais. Quando fazemos obras de amor, mostramos o caráter de Cristo, Deus está formando em nós.

Outra razão pela qual Deus nos ordena a adorar, servir, dar e obedecer é a nossa alegria.

Quando Deus nos diz para cantar e levantar as mãos para ele, não é porque ele precisa do nosso louvor a sentir-se bem consigo mesmo. É para o nosso prazer nele. Quando expressamos nossa gratidão a Deus que aumenta o prazer dele. Como quando Agradecer uma grande pintura, ou um bife grande. Ela reforça e completa a nossa alegria dele. Quando Deus nos ordena a dar não é porque ele precisa do dinheiro. Ele é dono do gado sobre milhares de montanhas. É para nosso benefício e bom. Quando damos, Deus derrama bênçãos costas para nós. Quando semeamos, colhemos. Todos os comandos de Deus são para o nosso benefício e alegria. É por isso que deve servir-lhe alegremente:

Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto. Salmos 100:2


Ele não glorifica a Deus para servi-lo tristemente. Não é o suficiente para servir ao Senhor, devemos servi-lo com alegria.  pais, sempre pergunte ao seu filho para fazer algo por você e ele responde com entusiasmo, tanto quanto se você pediu a ele que tem um tratamento de canal? Como isso faz você se sentir? Ele pode fazer a tarefa, mas se ele faz isso com resmungos ou ingratidão que não lhe agrada. Você sente quase como dizer 'não incomodar'.  

Deus ama ao que dá com alegria. Você acha que glorifica a Deus quando a contragosto dizer 'Tudo bem, aqui é o meu dinheirinho? Ele ama a quem dá com alegria, porque feliz dando exibe o valor de Cristo. Que ele é mais valioso do que todo o nosso dinheiro. Isso mostra que acreditam que ele é generoso e bom, e vai abençoar e fornecer para nós.

Deus não precisa de nosso trabalho ou nossos louvores ou o nosso dinheiro. Ele lhes dá a nós como presentes para mostrar sua glória e aumentar o prazer dele. Então, vamos servir ao Senhor com alegria hoje.


por MARK ALTROGGE

05 abril 2013

Uma rede de sabedoria (2)


Mídias sociais para a glória de Deus

Dando prosseguimento à parte um, na qual eu sugeri que, assim como em muitos outros casos, nós devemos fazer a pergunta “Como eu devo usar as mídias sociais para a glória de Deus?”, aqui vão os primeiros dois princípios:

1. Conheça, vigie e guarde o seu coração, cultivando o temor do Senhor

  • O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino (Pv 1.7)
  • Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.  (Pv 4.23)
  • Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. (Pv 15.3)
  • O inferno e a perdição estão perante o SENHOR; quanto mais os corações dos filhos dos homens? (Pv 15.11)
  • Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. (Pv 16.2)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 16.23)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 21.2)
  • Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas. (Pv 23.15-16)
  • Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno. (Pv 26.23)
  • Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem. (Pv 27.19)
  • O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo. (Pv 28.26)

Toda religião verdadeira é uma religião do coração. Assim como em muitas outras coisas, essa é uma questão de fixar corretamente o coração e conhecê-lo. Você está, primordialmente, buscando a glória de Deus? O que você vê e o que você diz, seus desejos e apetites, o que você almeja e o que você evita, devem ser governados pelo temor do Senhor. Esse justo temor – semeado por toda nossa Bíblia, tão parte da nossa espiritualidade debaixo da nova aliança quanto o foi na antiga, talvez ainda mais – envolve um reconhecimento da existência de Deus, a consideração de que ele conhece os nossos caminhos, o reconhecimento de sua justiça, a consciência do seu olhar sobre nós e o amor ardente que surge de um desejo do profundo dos nossos corações de agradá-lo em todas as coisas, apesar da opinião dos homens.
Isso é vital porque um dos truques das mídias sociais é distanciar a audiência nos fazendo esquecer que o dizemos e o que fazemos está sendo transmitido, algumas vezes, para qualquer um que queira sintonizar. Esse espírito nos faz conscientes de que há sempre um olhar santo e puro sobre nós.  Com um coração sintonizado com os desejos e deleites de Deus, nós devemos começar a estar equipados para avaliar nosso envolvimento e modelá-lo de uma forma que o honre. Se o nosso coração está sintonizado para longe de Deus, se o centro da nossa existência não está condicionado pelo temor do Senhor, então toda a vida – não apenas a nossa vida online ­­– estará fatalmente comprometida.


 2. Busque sabedoria

  •   Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará; para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus, seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos; para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus (Pv 2.1-17)

  • Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos. (Pv 3.5-8)
  • Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz? No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca; junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando: A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas. Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade. São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento. Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela. Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza. Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra. Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham. Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida. Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo, para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros. O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos. Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis. Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte. (Pv 8.1-36)


O temor do Senhor é a parte principal, o elemento base, o que controla o âmago da sabedoria. Você não é sábio se você não está temendo a Deus. A definição mais simples de sabedoria que eu conheço diz que ela é a “capacidade de viver retamente”.  Então, levando isso em consideração, nós devemos pedir e cultivar a sabedoria divina: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tg 1.5) Deus não nos abandonou nessa ou em qualquer outra esfera da vida sem uma luz celestial.  Se nós não sabemos se nós podemos ou não, ou como devemos, glorificar a Deus nesse ambiente, que nós peçamos a Deus que nos mostre, que nós possamos “temer ao Senhor e apartarmos do mal”. A sabedoria é encontrada nas Escrituras iluminada pelo Espírito Santo:

De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. (Sl 119.101-105)

Você não pode caminhar retamente nessa questão ou em qualquer outra sem a sabedoria celestial, que é dada por Deus e, também, cultivada pelo homem. Tudo de que nós precisamos nos está disponível.

Mais princípios a seguir…….


por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com |

04 abril 2013

Não se sente qualificado para o seu chamado?


Pelos primeiros quarenta anos de sua vida, Moisés viveu em um lugar de força. Sendo um membro da casa do Faraó, ele tinha prestígio social, riqueza (Hebreus 11.26) e a força da juventude. Quando percebeu e perturbou-se pela opressão que seu povo estava enfrentando, ele usou sua força para fazer justiça com as próprias mãos contra um Egito opressor. Esse não era o plano de Deus para a libertação. Ele teve que fugir para continuar vivo e acabou cuidando de gado nos quietos campos de Midiã pelo seu segundo período de quarenta anos.

Assim, ele passou sua juventude em um palácio de poder e seus anos de meia-idade em pastos de serena obscuridade. Então um dia ele deu de cara com uma sarça ardente, o que acabou sendo um chamado surpreendente de Deus para seu terceiro período de quarenta anos.

“Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas” (Êxodo 3.9-10).

Esse chamado deixou Moisés com medo, fora de si. Tanto que ele discutiu face a face com Deus.

Objeção 1: Eu não sou ninguém, Deus.

“Moisés, porém, respondeu a Deus: ‘Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito’?” (Êxodo 3.11). Qualquer fama ou credibilidade social que eu já tive acabaram. Na verdade, eu sou um pastor e “todo pastor de ovelhas é abominação aos egípcios” (Gênesis 46.34).

Objeção superada: “Eu estarei com você” (Êxodo 3.12). Esse chamado não é baseado na sua credibilidade, mas na minha. Eu não quero o Egito ou Israel impressionados com você. Eu quero que eles se impressionem comigo.

Objeção 2: Eles não vão acreditar em mim, Deus.

“E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O Senhor não lhe apareceu’?” (Êxodo 4.1). Eles vão pensar que eu sou um tolo. Eu posso crer em você porque você está se revelando a mim. Mas nós estamos aqui em cima em uma montanha onde ninguém pode nos ver. Eu ainda não sou ninguém e ninguém vai escutar as palavras de um ninguém, especialmente quando ele afirmar estar falando em nome de Deus!

Objeção superada: Eu estarei com você. O mesmo poder que eu demonstrei para você em secreto eu demonstrarei “para que eles acreditem que o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, apareceu a você” (Êxodo 4.5). Meu objetivo é impressioná-los comigo, não com você. Acredite em mim, eu vou me mostrar!

Objeção 3: Eu não tenho dons para fazer isso, Deus.

“Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem” (Êxodo 4.10). Conheço as expectativas retóricas da corte do Faraó. Digo, eu nem mesmo me qualificaria para o Programa de Talentos de Midiã! Você não leu os livros sobre as capacidades humanas, Deus? Eu não posso fazer isso!

Objeção superada: Moisés, “quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor? Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êxodo 4.11-12). Você ainda não entendeu. Quero o Egito e Israel impressionados comigo, não com você. Não tenha medo. Eu estarei com você e com sua boca inexpressiva.

Objeção 4: Não me faça fazer isso, Deus.

“Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa” (Êxodo 4.13). Deus, sério, tem que ter um candidato melhor para essa tarefa! Eu ainda devo estar sendo procurado no Egito por assassinato. Se não, eu sou apenas um ninguém. Pior, eu sou um pastor! E como se não bastasse ser uma obscura abominação assassina, eu me atrapalho todo quando falo em público! Eu não quero esse chamado.

Objeção superada: Chega! Eu tenho razões para escolher você para esse chamado. Você ainda não sabe todos os propósitos que tenho, então pare de se apoiar em seu próprio entendimento e confie em mim (Provérbios 3.5-6)! Mas como você tem tão pouca fé para isso, te enviarei seu irmão mais eloquente, Arão, contigo e “eu estarei com vocês quando falarem, e lhes direi o que fazer” (Êxodo 4.15). Agora mexa-se!

Você se sente desqualificado para aquilo que Deus está lhe chamando para fazer? Junte-se ao time. Trabalho do Reino é um trabalho sobrenatural, não importa qual seja o seu chamado. Se ele não requer fé real, uma desesperada dependência de que Deus esteja com você para ter sucesso, então ou não é um chamado de Deus ou você ainda não o entendeu.

Você tem discutido com Deus sobre suas qualificações para o chamado? Se sim, lembre-se de Moisés. E lembre-se de que o chamado de Deus para você não é sobre você. É sobre Ele. E a pergunta é: Você está desejando que Deus use suas fraquezas para mostrar quão impressionante Ele é?

Não use suas fraquezas como uma desculpa para a incredulidade. Prossiga pela fé. Deus estará com você, lhe guiará, lhe dará a ajuda que você precisar. Porque o modo de operação padrão de Deus é escolher…
“as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Coríntios 1.26-29).


por Jon Bloom
Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | 

27 março 2013

E se desse a louca na “igreja” e ela… quisesse ser IGREJA?


Em 23 de janeiro de 2004, o pastor Caio Fábio publicou um texto em seu site onde fazia, como de costume, uma série de críticas à igreja evangélica. Uma lista de “20 passos” apontava o que seria necessário para que a “igreja… quisesse ser IGREJA?

Quase dez anos depois, o material ganhou uma nova forma de apresentação. Às vésperas da Páscoa de 2013, Francisco Pacheco, ligado ao movimento de Caio, o Caminho da Graça, postou em seu canal do Youtube um vídeo com o texto narrado.

Rapidamente, o material começou a ser a ser divulgado e comentado nas redes sociais. Levando-se em conta os comentários associados a ele, parece que agradou evangélicos de várias denominações, incluindo líderes.

“Um vídeo para assistir sempre que nos perguntarmos como anda a igreja”, diz uma das pessoas que divulgou o material. “Assim creio! E quem já foi ou é pastoreado por mim pode compartilhar dessa graça de Jesus!”, celebra um pastor.

Veja abaixo o vídeo e confira a transcrição:


1. Crer que o Evangelho não está em disputa com as Religiões do mundo, e nem tampouco pretende ser uma delas.

2. Crer que a obra de evangelização nada é além do viver em fé a revelação do amor e da Graça de Deus em Cristo Jesus, sem nenhuma questão.

3. Crer que toda “missão” com o tempo estraga a Missão Original, pois esta só permanece pura enquanto é fruto do amor que faz sem perceber e sem contar…

4. Crer que ela não é a Juíza do Homens, nem a mantenedora dos bons costumes, mas a propagadora da Palavra que a atingiu como Boa Nova, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões.

5. Crer que o Espírito Santo é Vivo, Livre e Soberano, e que a Palavra é Viva e Eficaz, sendo, portanto, trabalho do Espírito e da Palavra, convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo—não sendo esta, portanto, a tarefa da Igreja.

6. Crer que ela é a comunidade dos que foram chamados nos becos, vielas e antros da Terra—conforme a parábola de Jesus; e isso porque os filhos de Abraão segundo a carne não se acharam dignificados pelo convite—; e, portanto, dela se espera que aceite o convite, que vista-se com as vestes da justiça da fé, e que não questione a presença de ninguém nas Bodas do Cordeiro.

7. Crer que por uma questão de ordem histórica e funcional, a Igreja se mostra como “igreja”, e que é parte do movimento de cura “desta” o buscar ser sempre Aquela.

8. Crer que a única leitura bíblica que não perverte a consciência no caminho da lei, da moral e da religião, é aquela que tem em Jesus a sua Chave Hermenêutica; sendo que depois dessa compreensão em fé há uma única questão a ser levantada pelo povo de Deus ante leitura da Palavra: Como Jesus interpretou essa questão com as ações de Sua própria existência humana? É no espírito dos gestos de Jesus que a Palavra Encarnada se explica e se mostra aos nossos olhos. Ele a interpretou para nós.

9. Crer realmente que o fim da Lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê. Portanto, em Jesus encerrava-se uma Era e iniciava-se o que É. Tudo o que veio antes era sombra. Nele, em Cristo, estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Nele está todo o saber para a vida.

10. Crer que é impossível renovar para arrependimento quem um dia disse que cria que em Jesus toda a Lei se cumprira; que toda justiça se fez em favor dos homens; que tudo o que houvera antes teve em Cristo seu cumprimento e totalização; mas, mesmo assim, insiste em pregar ao povo um caminho quase-de-Cristo. Sim, a esses que já foram iluminados pela consciência da Graça de Deus em Cristo, e dela caíram, rendendo-se aos legalismos e às doutrinas de homens—é impossível renovar para arrependimento, visto que depois de terem crido que em Jesus Tudo Está Consumado, voltaram atrás, e puseram pesados e falsos jugos de opressão sobre os filhos dos homens. Esses não sabem mais o que é arrependimento e gratidão—esqueceram de quem são!—, visto que trataram a Cruz como quem pisa nela, e a despreza como o Feito Que Fez.

11. Crer que os dons de Deus concedidos aos homens são para serviço, de tal modo que um apóstolo é servo de todos, pois quanto mais se chega perto do Cabeça, mais a mente deve discernir que a única forma de servir a Cristo é fazendo como Ele: esvaziando-se…e se tornando figura humana…reconhecível em sua humanidade…e jamais usurpando nada da Glória da Graça de Deus.

12. Crer que somente se nos tornarmos gente boa de Deus é que teremos qualquer chance de sermos percebidos genuinamente como povo de Deus na Terra; do contrário, seremos sempre apenas parte da Religião Cristã.

13. Crer que Deus não se contamina com a presença de quem quer que seja, e que a Igreja é como uma porta aberta, não é uma Lavanderia e nem um Tribunal. Portanto, que sejam todos bem-vindos ao ajuntamento do povo de Deus.

14. Crer que Deus não está chamando clones para formar a Igreja, mas indivíduos, completamente únicos e singulares; e que todos terão que fazer seu próprio caminho na Graça de Deus; e, portanto, ninguém tem o poder ou o direito de julgar quem quer que seja por ser diferente.

15. Crer que o único Dogma da Fé é o amor, e que tudo o mais, sem amor, é apenas presunção humana e de nada aproveitará aos olhos de Deus, mesmo que a doutrina esteja certa.

16. Crer que a apostasia da igreja não vem em formas, mas em conteúdos. E a grande apostasia nunca será sobretudo comportamental, mas confessional, pois admite-se que todo homem é pecador e erra—pecar não lhe é algo alienígena—; a Palavra de Deus, porém, é perfeita; por isso, falsificá-la, negando a Graça de Deus realizada e consumada em favor de todos os homens, é desvio da fé, e é a Grande Apostasia.

17. Crer que a língua é o pior veneno do homem, e que é pela língua que a “igreja” mais ofende a Deus e ao próximo—com seus juízos, certezas, arrogâncias e delírios—;sendo, portanto, imprescindível que todo e qualquer progresso espiritual seja medido pelo modo como os homens usam a sua própria língua em relação ao próximo.

18. Crer que se desejarmos ser aproveitados como servos no reino de Deus, temos que nos desconverter de todas as nossas práticas, valores, importâncias e dogmas anteriores—visto que o Espírito não tirará pedaço de pano novo para remendar as vestes velhas. Cada geração tem que ouvir a Palavra com os ouvidos do Dia Chamado Hoje, que é Dia de Salvação.

19. Crer que ter a mente de Cristo não é possuir conhecimento técnico da Bíblia, mas sim ser capaz de olhar a vida com o olhar da misericórdia, da justiça e da Graça.

20. Crer que Deus deseja prosperar o Seu povo no corpo, na mente e no espírito, e que o sinal de tal prosperidade é a gratidão, o trabalho honesto, e a devoção integrada à totalidade da vida.

26 março 2013

O que significa “aceitar a Jesus”?


“Voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro.” (1 Tessalonicenses 1.9)

Você e eu não somos pessoas integradas, unificadas, inteiras. Nossos corações são multidivididos. Existe uma sala de reunião em cada coração. Uma grande mesa, cadeiras de couro, café, água mineral, quadro branco. Um comitê senta-se ao redor da mesa. Há o eu social, o eu privado, o eu trabalhador, o eu sexual, o eu recreacional, o eu religioso, e outros.  O comitê está argumentando, debatendo e votando. Constantemente agitado e irritado. Raramente, eles conseguem chegar a uma decisão unânime, incontroversa. Dizemos a nós mesmos que somos assim porque estamos muito ocupados com nossas tantas responsabilidades. A verdade, porém é: somos simplesmente divididos, hesitantes, cativos e sem foco.

Esse tipo de pessoa pode “aceitar Jesus” de uma de duas maneiras. Um jeito é convidá-lo para o comitê. Dar também a ele o poder de voto. Porém, ele se torna apenas mais uma complicação. O outro jeito de “aceitar Jesus” é dizer a ele: “minha vida não está funcionando. Por favor, entre e demita meu comitê, cada um deles. Eu me deixo todo em suas mãos. Por favor, dirija minha vida inteira para mim”. Isso não é complicação; isso é salvação.

“Aceitar Jesus” não é apenas adicionar Jesus. É também subtrair os ídolos.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo |

21 março 2013

5 mitos sobre o perdão


“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, e assim como Deus, perdoou vocês em Cristo” (Efésios 4.32)

“A maioria dos avanços de Satanás na vida dos cristãos”, escreveu Neil Anderson, “é devido à falta de perdão”. Eu não poderia concordar mais. Não é difícil imaginar o porquê, uma vez que percebemos que falta de perdão gera amargura, ressentimento, raiva, maldade, e até mesmo desespero. Para nós, nada é mais importante do que saber o que é perdão, e o que não é. Então o que proponho nesse estudo é , primeiro, examinar cinco mitos sobre o perdão, isto é, cinco mentiras que muitos de nós tem abraçado sobre o que significa perdoar outra pessoa. Então, voltarei para falar sobre cinco verdades sobre perdão, ou cinco elementos essenciais que, sem eles, nunca haverá um perdão verdadeiro.

Mitos:

1. Ao contrário do que muitos têm sido levados a acreditar, perdão não é esquecer.

“Perdoe e esqueça”, temos dito por muitos anos. É bonito de dizer, mas altamente ilusório. Por quê?

Antes de tudo, apesar do que você pense que Jeremias 31:34 está dizendo (“Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados”), Deus não se esquece. Esta linguagem do profeta é uma metáfora, uma figura de linguagem, com intuito de enfatizar a determinação da graça de Deus em não manter-nos responsáveis por nossos pecados. Ele cancelou o débito e nunca exigirá um pagamento. Se Deus pudesse literalmente “esquecer”, isso enfraqueceria a verdade sobre sua onisciência. Deus sempre sabe e sempre saberá todas as coisas, mas ele prometeu nunca usar nossos pecados contra nós ou nos tratar como se a realidade de nossos pecados estivesse presente em sua mente.

Deus sempre sabe de tudo, mas prometeu nunca nos tratar como se a realidade de nossos pecados estivesse em sua mente.

Segundo, “perdoar e esquecer” é, simplesmente, psicologicamente impossível. Assim que você se concentrar para esquecer algo, pode ter certeza que, na maioria das vezes, é a única permanecerá à frente de sua consciência. Todos nós esquecemos coisas ao longo do tempo, mas o fazemos involuntariamente. Vida, experiência e a idade acabam apagando certas coisas de nossas memórias, mas raramente, ou nunca, são feridas que sofremos ou pecados cometidos contra nós.

Terceiro, achar que perdão demanda esquecimento pode ser emocionalmente devastador. Vamos supor que Jane demora dois meses para esquecer uma traição de Sally. Ela está se saindo bem e não gasta um segundo de seu pensamento com o pecado de Sally. Então é dito a Jane que Sally agiu da mesma forma com Mary, e ela imediatamente lembra a ofensa que sofreu. De repente, ela está cheia de culpa por não ter esquecido. O que ela achava que tinha expulsado de sua mente, agora, involuntariamente, volta correndo, e ela se sente como uma completa fracassada por não ter “realmente” perdoado sua amiga. Pior ainda, agora ela sente-se como uma hipócrita por ter prometido esquecer e agora simplesmente volta ao sentimento de raiva e ressentimento contra Sally. Jane não está só devastada, mas agora percebe o quão impossível é, literalmente, esquecer algo tão doloroso. Isso a faz extremamente relutante em perdoar alguém de novo, por achar que seu coração é incapaz de esquecer.

2. Perdoar alguém não significa que você já não sente mais a dor de suas ofensas

Na maioria dos casos, a única maneira de parar a dor é parar o sentimento, e a única forma de para o sentimento é morrer emocionalmente. Mas robôs sem coração não podem amar verdadeiramente a Deus ou aos outros. Essa pode ser a principal razão das pessoas serem relutantes em perdoar. Eles sabem que não podem deixar de sentir a ferida do pecado contra eles e não querem ser hipócritas ao dizer que perdoaram quando no fundo eles sabem que não o fizeram.

Vamos supor que Barbara descobre que seu marido, Bill, teve um caso. A agonia e o sentimento de profunda traição são intensos. Embora Barbara procurasse aconselhamentos extensivos, ela acabou separada de seu marido por um tempo. Depois de se reconciliarem, ela o perdoa, mas sob o pressuposto que para ela isso significa que nunca mais sentirá a dor do adultério. Então, uma noite ela vê Bill sorrindo e conversando com outra mulher na igreja. Apesar disso não ser nada além de uma simples simpatia, a angústia e suspeita de sua traição voltam rapidamente para dentro de sua alma. Ela repreende-se e questiona sua própria sinceridade: “Qual o problema comigo que não consigo superar isso?” Barbara tem que aprender que a dor da traição de seu marido provavelmente nunca irá se dissipar, mas isso não significa que ela verdadeiramente não o perdoou.

3. Perdoar alguém que pecou contra você não significa que você não tem anseio por justiça

Esteja certo disso: vingança não é uma coisa ruim! Se fosse assim, Deus estaria encrencado, pois Paulo nos diz, “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito, ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor” (Romanos 12.19). Aguardar por justiça é inteiramente legítimo, mas procurá-la por si próprio não é. Deixe Deus tratar com o ofensor de seu próprio jeito e no tempo apropriado. Ele é muito melhor nisso do que eu ou você.

Deixe Deus tratar com o ofensor de seu próprio jeito e no tempo apropriado. Ele é muito melhor nisso do que eu ou você.

O ponto é que o perdão não significa que você ignora o que foi feito de errado ou que você nega o pecado que foi cometido. Perdão não significa que você está fechando seus olhos para atrocidades morais ou finge que não se machucou, ou que isso realmente não importa se o ofensor é chamado a responder por suas ofensas contra ele/ela. Você não está sendo convidado a diminuir a gravidade do delito ou dizer aos outros, “Ah, não foi nada disso, afinal de contas, não era grande coisa.” Perdão significa simplesmente que você determina em seu coração deixar Deus ser o vingador. Ele é o juiz, não você.

Frequentemente, nós recusamos perdoar os outros porque, equivocadamente, achamos que para fazermos isso temos que minimizar seus pecados. “E isso não é justo! Ele realmente me machucou. Se eu perdoar, quem irá se importar em defender minha causa e tratar minhas feridas?” Deus irá. Não devemos nunca comprar a mentira de que o perdão significa que o pecado foi limpo, ignorado, ou que o autor não será responsável por suas ações. É simplesmente que, conscientemente, escolhemos deixar Deus ser o único que determina o curso adequado de ações para lidar com justiça com a pessoa ofensora.

4. Perdoar não significa que você deixará facilmente o ofensor te machucar de novo.

Talvez eles te machuquem de novo. Isso é decisão deles. Mas você deve estabelecer limites nos seus relacionamentos com eles.  O fato de estabelecer regras que determinam como e quanto você interage com essa pessoa no futuro não significa que você não conseguiu sincera e verdadeiramente perdoá-la. Amor verdadeiro nunca auxilia e nem é cúmplice do pecado do outro. O autor pode se ofender se você definir parâmetros em sua amizade para impedi-lo de cometer novos danos. Eles podem até dizer, “Como você atreve? Isso prova apenas que você não queria dizer o que disse ao me perdoar.” Não compre essa idéia de manipulação. Perdão não significa se tornar um capacho indefeso e passivo para o pecado contínuo.

O amor verdadeiro nunca auxilia e nem é cúmplice do pecado do outro.

5. Perdão raramente é um evento único, pontual

É na maioria das vezes um processo vitalício. Entretanto, o perdão tem que começar alguma hora e em algum lugar. Sem dúvida, haverá um momento, um ato, quando você decidirá decisivamente perdoar. Isto pode muito bem ser altamente emocional e intenso espiritualmente e trazer alívio imediato; um senso de libertação e liberdade. Mas isso não significa, necessariamente, que você nunca precisará fazer de novo. Você pode precisar reafirmar a si mesmo seu perdão à outra pessoa todos os dias. Cada vez que você vê a pessoa, você pode precisar dizer a você mesmo, “Lembre que você perdoou o(a) _________!”

Podem existir muitos outros mitos sobre perdão, mas estes são provavelmente os mais importantes deles.

por Sam Storms
Traduzido por André Carvalho | iPródigo.com
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