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20 março 2013

Líderes cristãos afirmam que papa Francisco deve unir católicos e evangélicos


O crescimento do número de evangélicos na América Latina, ao lado da grande presença de católicos no continente é apontado por analistas como um dos principais motivos para a eleição do eleição do cardeal Jorge Bergoglio como o novo papa.

Líderes cristãos de vários segmentos acreditam que o papa Francisco vai causar grandes mudanças, não só na Igreja Católica como também em outros segmentos religiosos. Líderes católicos e evangélicos na América Latina dizem que o novo líder da Igreja Católica deve tornar-se um conector entre católicos e evangélicos bem como líderes de outras crenças.

Um dos líderes cristãos a defender essa linha de pensamento foi Gaston Bruno, vice-presidente da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA), que comentou esse assunto ao The Christian Post.

- É claro que esta realidade pesou de um modo determinado na decisão da eleição do novo Pontífice romano – escreveu Gaston, que disse ainda que mesmo se a nomeação de Francisco tenha sido uma ação estratégica para fazer frente ao crescimento evangélico latino, isso não deve ser uma preocupação para os evangélicos.

- Como cristãos de fé evangélica, deveremos seguir pregando o nosso Senhor Jesus – completou.

A Argentina, terra natal do novo papa, tem entre sua população um total de 31 milhões de católicos, ficando atrás na região do Brasil, que é o país que lidera com alguns 134 milhões católicos e o maior país católico do mundo, além do México (96 milhões) e da Colômbia (38 milhões).

De acordo com estudo divulgado pelo Pew Research, a América Latina tem 432 milhões de católicos. Mas apesar desse expressivo número, vêm vivendo um grande crescimento do Protestantismo, tendo muitos adeptos da Igreja Católica indo para as igrejas evangélicas.

Para Gaston, esse cenário é propício para que o papa Francisco traga união entre católicos e evangélicos sobre questões comuns. Ele disse ainda que saúda o papa em sua luta por questões como a defesa do casamento entre homem e mulher, a permissão do casamento a padres católicos e a cura da impureza sexual de alguns líderes.

- Nós o saudamos, acompanhamos e oramos por sua sabedoria e graça de Deus para sua vida e gestão – concluiu o líder evangélico.

Por Dan Martins, Gospel+

23 janeiro 2013

Líderes de várias religiões se unem em campanha contra a violência


Em meio às repercussões do massacre na escola Sandy Hook, quando 20 crianças foram mortas, e as restrições na venda de armas à população, defendida pelo presidente Barak Obama, diversos líderes religiosos decidiram se unir.

Diferentes líderes evangélicos e de outras religiões formaram o grupo “Faith United Against Gun Violence” [Fé unida contra a violência armada]. Eles enviaram uma carta ao Congresso norte-americano, assinada por influentes líderes religiosos do país.

Os 47 signatários evangélicos, católicos, judeus, muçulmanos e hindus, exigiram medidas concretas para acabar com a violência facilitada pela venda de armas ao cidadão comum.

O documento ressalta que “não é possível perder mais tempo” para se lidar com esse problema e que existe uma necessidade, não apenas social, mas também espiritual de se rever a legislação vigente.

Para eles, a fé pode servir como um elemento de transformação social, já que as religiões ensinam a paz entre os homens.

Jim Wallis, fundador do conhecido movimento evangélico “Sojourners”, acredita estar errada a justificativa de que “a única coisa que pode impedir uma pessoa má com uma arma é uma boa pessoa com outra arma.” Ele enfatiza que esta é uma posição “moralmente errada, teologicamente perigosa e religiosamente repugnante. Afinal, a Bíblia ensina que o mundo está cheio de pessoas boas e ruins e também que o bem e o mal estão em todos nós. ”

Na carta aberta, os líderes religiosos fazem propostas concretas para reduzir a violência, como a introdução de um controle mais rigoroso para a compra de uma arma, a proibição da venda de armas de “alto impacto” e penalidades maiores para o tráfico de armas.

Eles ressaltam que “esses atos de violência com armas de fogo estão fazendo a nossa sociedade pagar um preço inaceitável, com os massacres e mortes sem sentido que vemos todos os dias. Rogamos a Deus pelas famílias e amigos das vítimas, e devemos reforçar nossas orações com ações. Devemos fazer todo o possível para manter as armas longe das pessoas, pois podem prejudicar elas mesmas e aos outros. ”

02 novembro 2012

Neemias - Um Homem de liderança visionária


Neemias era copeiro do rei da Pérsia - experimentava todas as bebidas do monarca e, se alguma estivesse envenenada, ele morreria no lugar do rei (Ne 1.11). Neemias manteve contato com algumas pessoas de seu povo que haviam voltado a Jerusalém. O que ele aprendeu sobre o difícil processo de restauração o fez sentir-se tão mal que começou a chorar. O rei perguntou-lhe o que estava errado. "Por que o seu rosto parece tão triste, se você não está doente? Essa tristeza só pode ser do coração!" (Ne 2.2).

Neemias explicou o que estava acontecendo, e o rei não apenas quis saber como poderia ajudar, como também concordou com o pedido de Neemias, que desejava viajar até Judá para ajudar seu povo a reconstruir Jerusalém. Foi nesse momento que as habilidades administrativas de Neemias realmente se sobressaíram. Ele avisou ao rei quando partiria e, em seguida, pediu cartas endereçadas aos oficiais ao longo da jornada, garantindo passagem a salvo. Ele também conseguiu uma requisição de madeiras para a reconstrução do templo.

Depois de chegar a Jerusalém, Neemias passou  uma noite analisando o trabalho que vinha sendo feito até então (Ne 2.11-16). Em seguida, encontrou-se com os oficiais da cidade para discutir como todos poderiam trabalhar juntos para reconstruí-la. Depois foram trabalhar.

Os problemas logo vieram à tona. Três homens começaram a questionar o projeto. "O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei?", perguntaram (Ne 2.19). Aqueles encrenqueiros planejaram e colocaram em prática táticas de agressão (Ne 4.8), de intimidação (Ne 4.11; 6.19), falsa cooperação (Ne 6.1-2), boicote (Ne 6.5-7), acusações falsas (Ne 6.8) e até suborno (Ne 6.12-13). Mas Neemias e seu grupo inseparável mostraram que ninguém seria capaz de detê-los.

Neemias ganhou o respeito de seu povo durante os doze anos nos quais foi governador. Ele corrigiu injustiças praticadas contra pessoas que haviam perdido dinheiro e propriedades (Ne 5.1-12) e ainda providenciou o sustento dos levitas (Ne 13.1-31). Os muros em torno de Jerusalém foram reconstruídos e consagrados a Deus. Os sacrifícios e o louvor no templo foram restaurados. As reformas tão necessárias foram realizadas, como a exigência de que aqueles que haviam se casado fora da fé judaica jurassem jamais permitir que seus filhos desposassem mulheres pagãs. "Não foi por causa de casamentos como esses que Salomão, rei de Israel, pecou?" (Ne 13.26).

Neemias era um líder visionário cujo coração permaneceu firme em Deus. As duas coisas que eram necessárias para restabelecer o povo de Deus na Terra Prometida.

Bíblia do Homem
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