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05 fevereiro 2013

Fé, uma condição de Vida!


"E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé."Gl  3.11

A fé é indispensável a todos que se doam ao Senhor, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6)

O que é viver pela fé?

É "Perder a vida", nisto resume todas as demais definições.
Jesus disse: "... quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á." (Mt 16.25). Este é o grande segredo de viver pela fé, perder a vida por Jesus! Deixando o pecado, que afasta o homem do Senhor  (Gl 5.16-21).
Para viver pela fé é necessário colocar-se em segundo plano, oferecendo o primeiro lugar para Deus. (Mt 6.33) Esta forma de vida, adquiri-se no convívio diário com o Mestre, observando os seus ensinamentos, desenvolvendo a comunhão, a justiça, o amor, a santidade etc. É indispensável ser sensível ao Espírito Santo e ouvi-Lo.
O viver pela fé é uma realidade tão necessária quanto se alimentar; e não é privilégio de alguns, é dever de todos.

Disse Paulo: 
"Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmo... Quando alguém está unido com Cristo, é uma nova pessoa, as cousas antigas passaram e se fizeram novas." (2 Co 5.15, 17) 

Se você já é uma nova pessoa, viva diariamente na fé em santidade e pureza e verás o que Deus faz através de homem que se santifica.
Existe aqueles que enxergam esta situação como uma grande aventura floreada e romantizada, entendem que é preciso abandonar tudo - trabalho, bens, cidade etc.- e ficar esperando confiante na graça de Deus, algo parecido com o acontecido ao profeta Elias, quando foi alimentado pelos corvos (1 Rs 17.1-7 ). É um entendimento errôneo da verdade e vontade de Deus, pois o viver pela fé é para todos, envolve as 24 horas do dia. Não é um mandamento direcionado especificamente a alguns que se acham chamados para o "ministério, obras missionárias, etc". Estes espelham-se em narrativas de homens que viveram uma situação diferente em suas vidas.Muitos descobrem esta realidade um pouco tarde e tornam-se blasfemos, murmuradores diante do Pai.

Lembre-se: "Viver pela fé é uma questão de vida e é para todos!"

 A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
 A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

A seguir, veja uma exposição de inúmeros textos bíblicos que abordam esta “condição de vida”, devemos meditar neles e praticá-los.

A Bíblia diz sobre a fé:
Lc 17.5; Rm 10.17; 14.23; Gl 5.6; Hb 11.1; Tg 2.17; 1Jo 5.4; Mc 11.22; 1Jo 3.23

 A nossa fé deve ser direcionada a:
-       Deus Jo 14.1
-       Jesus Cristo Jo 6.29; At 20.21
-       Palavras de Moisés Jo 5.46; At 24.14
-       Palavras dos Profetas 2Cr 20.20; At 26.27
-       O Evangelho Mc 1.15
-       Promessas de Deus Rm 4.21 e Hb 11.13

 A fé  que cultivamos no Senhor Jesus Cristo e:
-       Dom de Deus Rm 12.3; Ef 2.8; 6.23; Fp 1.29
-       Obra de Deus At 11.21; 1Co 2.5
-       Preciosa 2Pe 1.1
-       Santíssima Jd 20
-       Frutífera 1Ts 1.3
-       Acompanhada de Arrependimento Mc 1.15; Lc 24,47
-       Seguida pela conversão At 11.21
-       Cristo, autor e consumador Hb 12.2
-       É um dom do Espírito Santo 1Co 12.9

 A fé é o meio para a:
-       Remissão de Pecados At 10.43; Rm 3.25
-       Justificação At 13.39; Rm 3.21,28,30; 5.1; Gl 2.16
-       Salvação Mc 16.166; At 16.31
-       Santificação At 15.9; 26.18
-       Luz espiritual Jo 12.36,46
-       Vida espiritual Jo 20.31; Gl 2.20
-       Vida eterna Jo 3.15,16; 6.40,47
-       Descanso no céu Hb 4.3
-       Edificação espiritual 1Tm 1.4; Jd 20
-       Preservação 1Pe 1.5
-       Adoção Jo 1.12; Gl 3.26
-       Acesso a Deus Rm 5.2; Ef 3.12
-       Herança das promessas divinas Gl 3.22; Hb 6.12
-       Dom do Espírito Santo At 11.15-17; Gl 3.14; Ef 1.13
-       Possibilidade de agradar a Deus Hb 11.6
-       Justificação Rm 4.16
-       Aceitação do evangelho Hb 4.2
-       Forças para lutar contra as trevas 1Tm 1.18,19; 6.12
-       A eficácia do evangelho na vida do homem 1Ts 2.13
-       Necessidade da justificação Rm 10.3,4
-       Humildade Rm 3.27
-       Amor Gl 5.6; 1Tm 1.5; Fl 5

 A fé na vida do homem produz:
-       Esperança Rm 5.2
-       Alegria At 16.34; 1Pe 1.8
-       Paz Rm 15.13
-       Audácia na pregação Sl 116.10 e 2Co 4.13
-       Amor a Cristo 1Pe 2.7
-       Lugar para Cristo na vida Ef  3.17
-       Oração verdadeira Mt 21.22; Tg 1.6
-       Sinal claro de novo nascimento 1Jo 5.1
-       O homem sem Cristo não a possui Jo 10.26,27

 A fé agindo na vida dos Filhos de Deus deve levá-los a:
-       Ser sinceros  1Tm 1.5; 2Tm 1.5
-       Abundar, fartos  2Co  8.7
-       Continuar firmes  At 14.22; Cl 1.23; 1Co 16.13
-       Ser fortes  Rm 4.20-24
-       Sustentá-la conscientemente 1Tm 1.19
-       Orar pelo seu crescimento Lc 17.5
-       Ter plena certeza 2Tm 1.12; Hb 10.22
-       Mostrá-la através dos frutos Tg 2.17,20-26
-       Examinar-se e vê se estão na fé 2Co 13.5
-       Vencer as lutas e dificuldades Mt 17.20; 21.21; Mc 9.23
-       Ser conscientes, o que não é de fé, é pecado Rm 14.23
-       Freqüentemente terá a fé testada 1Pe 1.6,7; Tg 1.3

 A Fé é uma imposição de Deus na existência dos servos e:
-       Garante vitórias 2Cr 20.20; Mc 11.22; Lc 8.50
-       Fundamental na vida Jo 6.28,29; 20.27
-       Protege-nos Ef 6.16;  1Ts 5.8; 1Tm 1.19; 6.12; Hb 1022
-       Indispensável na vida cristã Hb 11.6
-       Indispensável na oração Tg 1.5,6
-       Unificada ao amor 1Jo 3.23

A Fé justifica o homem Hc 2.4; Rm 4.3; 5.1; Gl 3.6; Fp 3.9
A Fé produz bênçãos Mt 8.13; 9.29,30; 17.20; Mc 9.23
A Fé em Cristo, dá-nos a salvação Jo 3.15; 3.36; 5.24; 11.25; 12.46; 20.31; Rm 10.9

Exemplos de homens que venceram na fé:
-      Abraão Gn 22.8
-      Calebe Js 14.12
-      Jônatas 1Sm 14.6
-      Davi 1Sm 17.37
-      Josafá 2Cr 20.12
-      Jó Jó 19.25
-      Paulo At 27.25
-      Elias, Jessé, Helenaldo, Pedro e muitos outros!

Que a nossa vida, seja segundo a vontade de Deus e cheia do dom da FÉ para continuarmos na caminhada com Deus.

Pr Elias R. de Oliveira

21 dezembro 2012

Tomé - Um homem que lidou com a dúvida



Tomé é o principal exemplo bíblico de alguém que duvida de tudo. Seu apelido, Dídimo (que significa "gêmeo", Jo 11.13), é um pouco intrigante, já que não há qualquer referência a algum irmão gêmeo que ele tivesse. Mas a dúvida poderia ser considerada a irmã gêmea de sua fé.

Tomé é mencionado como um dos doze discípulos de Cristo em todos os evangelhos, mas sua figura se torna mais importante no Evangelho de João. Em João 11, Tomé aparece mais como um sujeito ousado do que como uma pessoas hesitante. Quando Jesus reage à notícia a respeito da morte de seu amigo Lázaro dizendo: "...vamos até ele," Tomé parece não se abalar diante dos perigos envolvidos em uma viagem até a Judéia na companhia de Jesus. Ele comenta com os demais discípulos: "Vamos também para morrermos com ele" (Jo 11.15-16).

Portanto, Tomé está presente quando Jesus, diante do túmulo de Lázaro, diz às pessoas que duvidam do seu poder: "Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus:" E a ressurreição de Lázaro dentre os mortos certamente impressionou Tomé de um modo muito profundo.

Na menção seguinte que o Evangelho de João faz a seu nome, Tomé está tentando corrigir a declaração de Jesus, segundo a qual Cristo afirma que irá para outra dimensão espiritual, onde preparará lugar para seus discípulos. "Vocês conhecem o caminho para onde vou," diz Jesus. A resposta de Tomé é esta: "Senhor, não sabemos para onde vais" (Jo 14.4-5).

Graças a Deus pela ousadia dessa declaração, pois, sem ela, talvez nunca chegássemos a ouvir o que Jesus diz em seguida: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pais, a são ser por mim" (Jo14.6).

A dúvida de Tomé se manifesta de maneira mais intensa quando ele ouve a respeito da aparição de Cristo aos discípulos depois de sua morte. Tomé não se mostra muito disposto a aceitar a ressurreição de Jesus simplesmente a partir dos comentários que ouve: "Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão ao seu lado, não crerei" (Jo 20.25).

Cristo honra essa atitude de Tomé aparecendo ao apóstolo e convidando-o a examinar suas feridas. Tomé fica tão impressionado ao ver o Mestre ressurreto que faz uma das maiores declarações de fé que se vê nos evangelhos: "Senhor meu e Deus meu!" (Jo 20.28).

As dúvidas de Tomé desapareceram na presença de Jesus.

Bíblia do Homem

14 dezembro 2012

Estêvão - Um Homem de Fé e Coragem



Estêvão foi um dos sete homens escolhidos para fazer a distribuição de alimentos para as viúvas de fala grega (At 6.1). Não se tratava de um ministério dos mais prestigiados, mas era essencial, pois libertava os apóstolos para o ensino e a pregação da Palavra do Senhor (At 6.4).

Estêvão era um um orador persuasivo (At 6.9-10). Era um homem cheio de Fé, do Espírito Santo, de graça, de poder e de sabedoria. Ele até realizava milagres e sinais entre as pessoas. (At 6.8).

O discurso que Estêvão fez diante dos líderes religiosos judeus foi corajoso e duro. Eles haviam subornado pessoas para que mentissem a respeito de Estêvão, dizendo: "Este homem não para de falar contra este lugar santo e contra a lei" (At 6.13).

Quando os líderes religiosos perguntavam: "São verdadeiras estas acusações?", Estêvão respondeu com o maior sermão de todo o Novo Testamento (At 7.2-53), que incluía uma revisão da história hebraica e mais uma hábil argumentação a respeito de como os judeus continuavam a rejeitar os mensageiros de Deus. Assim como os irmãos de José se rebelaram contra aquele que os salvaria (At 7.9-16) e os israelitas se rebelaram contra seu libertador, Moisés (At 7.35), os acusadores de Estêvão também estavam se rebelando contra o Salvador que Deus enviara, Jesus (At 7.51-52).

"Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos!", disse Estêvão a seus acusadores. "Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo" (At 7.51). Os líderes religiosos ficaram furiosos. No entanto, quando Estêvão olhou para o céu e disse que via Jesus ao lado direito de Deus, eles acharam que aquele homem havia passado da conta. Estêvão foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte.

Um dos homens que assistiram ao apedrejamento e que viram a face de Estêvão parecendo "o rosto de um anjo" (At 6.15) não se conteve e ficou impressionado com tanta coragem. Enquanto  tomava conta dos mantos dos acusadores de Estêvão, Saulo provavelmente sentia cada pedra que atingia aquele homem. Mais tarde - mesmo enquanto arrastava cristãos até a cadeia -, Saulo teve de lutar contra a lembrança do matírio de Estêvão. Foi então que ele teve um encontro pessoal com Jesus Cristo na estrada para Damasco. Tal como Estêvão, ele viu os céus abertos. E quando Saulo, já usando nome Paulo, tornou-se o primeiro missionário da igreja a trabalhar em terras estrangeiras, o sangue de Estêvão foi a semente que disseminou o cristianismo por todo o mundo.

Bíblia do Homem

27 setembro 2012

Idolatria Gospel: Um show de horrores



Qualquer cristão que tem o mínimo de conhecimento bíblico entende que Deus odeia a idolatria. Em 1 Coríntios 6:9 Deus alerta que os idólatras não herdarão o Reino dos céus. Em outra parte das escrituras lemos: “Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:3). Podemos ficar horas e horas citando trechos bíblicos acerca da mesma verdade: Deus quer estar em primeiro lugar de nossas vidas. Aqueles que querem ser verdadeiros adoradores deverão ter olhos para um só Deus. Isto é uma verdade inquestionável.

Também é verdade que a Igreja precisa ter modelos, precisa ter exemplos de vida com Deus, exemplos em todas as áreas de liderança, pastoral, nas artes, missões etc. A estas pessoas chamamos de referenciais. Paulo era um referencial de sua época: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam”. (Filipenses 3:17). Precisamos ter líderes que nos dirijam, que nos abençoem, que nos ajudem a chegar aos níveis já alcançados por eles, que nos dêem um norte em Deus.

Referenciais têm um enorme poder de influência sobre as pessoas como um todo. É por isso que quando algum destes referenciais cai em pecado, muitas pessoas caem em desilusão e os mais fracos tendem a abandonar a fé. Em geral, o povo é abalado quando um líder ou um referencial de grande influência comete falhas em público. E quanto maior a “bomba”, maior é o estrago. A Bíblia alerta: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado...” (2 Coríntios 6:3).

Um erro grandioso que a Igreja de hoje tem cometido e sofrido sérias conseqüências é o pecado da idolatria. E fazemos isso dando uma série de boas desculpas esfarrapadas. Por exemplo, quando quero idolatrar meu cantor gospel preferido, exaltando-o sobre as alturas, falo às pessoas que ele é um grande homem de Deus, um referencial para mim. Aí faço desta pessoa meu ídolo, tendo em casa um altar para ele, com todos os seus CDS e livros, com todos os seus artigos escritos, com uma foto autografada, uma camisa do fã-clube e outros apetrechos que farão parte do meu devocional a este ídolo. Assim a pessoa acaba se tornando um idólatra, tornado seu próprio irmão na fé num deus. Atenção: Adorar também significa “devotar a vida”.

Não há outras palavras para se dizer uma verdade dura que já está sendo ecoada no Brasil: a Igreja brasileira fez de seus referenciais grandes ídolos como o bezerro de ouro erguido pelo povo de Israel no deserto (Êxodo 32:4). Isto nós fizemos e por isso estamos pagando um preço tão caro. A Lei da Semeadura está valendo ainda hoje. A Igreja plantou idolatria, vai colher coisa ruim, maldição, destruição. Disto não duvidamos.

A Idolatria Evangélica Gospel Brasileira permitiu este show de horrores:

- Ídolos gospel que não “ministram” por menos de 15, 20, 30 mil reais.
- Ídolos gospel que decidiram por loucura própria fazer uma lista de exigências que nem Jesus, Paulo ou João fizeram quando exerciam seu ministério: hotéis 5 estrelas, frutas tropicais, água mineral de marcas específicas, dezenas de seguranças, carro blindado... e outras coisas que não vou pôr aqui pois não vão acreditar em mim.
- Ídolos gospel que são indiferentes e preconceituosos com certas cidades, regiões, raças, e condição espiritual. Por exemplo: tem gente que não “ministra” em certos lugares porque há muita frieza espiritual, eles só querem “ministrar” em lugares que já estão “avivados”.
- Ídolos gospel que se isolam da liderança espiritual de sua igreja para não precisar responder a ninguém sobre seus trambiques e pecados. Aparentemente chegaram num nível tão alto que não precisam mais de pastor e de igreja para acompanhá-los, agora podem caminhar sozinhos. Por isso temos visto tanto insubmissão e rebeldia em “ministério grande”.

Quem é o responsável por este show de horrores? Quem é o culpado? Penso que o culpado somos todos nós que fazemos parte da igreja pois temos alimentado nossos ídolos. Damos a eles o que eles pedem, e é por isso que as exigências aumentam a cada dia. Enquanto pagamos 25 mil reais pra um irmão cantar num evento, deixamos missionários morrerem de fome aqui no Brasil e lá fora. E ainda dizemos: se o missionário passa fome é porque está em desobediência. Quanta hipocrisia!

A coisa está tão feia que ninguém pode denunciar os pecados da igreja. Se alguém se levanta contra essa pouca vergonha dos absurdos cachês e exigências, dos pecados escondidos, da rebeldia contra os pastores, da idolatria escrachada, da tietagem é rapidamente apedrejado pelos idólatras daquele determinado “deus gospel”. É igualzinho no Velho Testamento: “não desrespeite o meu deus que eu não desrespeito o seu”. 

Meus irmãos não me entendam mal. Não me interpretem mal. Estou aqui tecendo pesadas críticas contra a idolatria. Estou denunciando o pecado, não o pecador! É disso que tenho nojo, e é contra este terrível pecado que temos que lutar. Se a Igreja não acordar colherá frutos tenebrosos. Se sabemos da existência de um Deus verdadeiro, se conhecemos o seu amor, e o trocamos deliberadamente por outros deuses, vamos pagar caro por isso. Aliás, já estamos pagando caro por isso! 

Deixe-me fazer algumas perguntas que atualmente tem feito meu coração doer: - Quanto Jesus cobrou para exercer seu ministério e morrer na cruz por nós? Qual foi o cachê que Paulo cobrou para ser aprisionado junto com Silas nas piores prisões da época? Quais foram as exigências de nossos irmãos que morreram recentemente na China por não negarem o Evangelho? Quanta glória Jesus quis tomar para si quanto o chamaram de bom mestre? Quantas viagens Paulo negou por não atenderem suas exigências? 

Precisamos urgentemente de referenciais que apontem para Deus. Precisamos de mártires. Precisamos de humildade, simplicidade e pureza de espírito. Precisamos nos arrepender. Precisamos saber que “...o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. (Filipenses 1:21) 

Quanto aos ídolos de ouro que levantamos... não precisamos deles! 

"Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes". (Gênesis 35:2) 

Um abração em Cristo Jesus

14 setembro 2012

Abraão - Um homem que viveu pela Fé

Já aconteceu de você perder um emprego no qual estava havia muito tempo e se sentir como se estivesse completamente perdido? Já recebeu um diagnóstico de câncer? Se você já passou por esse tipo de sensação de falta de norte, então consegue imaginar o que Abraão sentiu há 3 mil anos, quando foi orientado a se mudar para um lugar que não conhecia. Ele deixou Ur (Gn 11.31), que não era nenhum lugarejo, pelo contrário. Era certado por muitos muros muitos largos, talvez tivesse meio milhão de habitantes, banheiros internos, casas de quinze cômodos - até mesmo jogos de mesa. Mas por acreditar na palavra de Deus, Abraão estava disposto a se mudar para um lugar a mais de 1,5 mil quilômetros de distância.

Segundo a Bíblia, a única maneira de se chegar a Deus é confiando naquilo que ele diz. Quanto a isso, Abraão é "pai de todos nós [os que cremos]" (Rm 4.16). O primeiro uso da palavra "crer" na Bíblia se refere a Abraão (Gn 15.6). Contém três conceitos bíblicos fundamentais:
1) Confiança ("Abraão creu no SENHOR...")
2) Reconhecimento ("...e isso lhe foi creditado...");
3) Justiça ("... como justiça")

Em Gênesis 12.1-3, a palavra "benção" e suas variações são usadas quatro vezes. Deus abençoou Abraão em termos quantitativos, pois por volta de 1950, apesar do Holocausto, ele já tinha mais de 16 milhões de descendentes. Deus também o abençoou em termo qualitativos. Albert Einstein (cientista), Sandy Koufax (jogador de beisebol) e Barbra Streisand (cantora) têm alguma coisa em comum. Essas pessoas tão importantes fazem parte da árvore genealógica de Abraão.

A confiança é submetida a provas. O maior teste de Abraão teve de enfrentar foi a ordem dada por Deus de matar o filho que lhe fora prometido, e por meio do qual o próprio Senhor prometera lhe dar milhões de descendentes (Gn 15.5; Hb11.12). Abraão foi obediente, crendo que, se Isaque morresse, Deus seria capaz de trazê-lo de volta a vida (Hb11.19). Outro teste foi decidir o que fazer quando sua esposa Sara morreu, aos 127 anos de idade. Embora Deus tivesse prometido uma gigantesca extensão de terras (Gn 15.18) Abraão teve de comprar um terreno para enterrar a esposa, pois não tinha tomado posse de nenhum pedaço de propriedade. Como diz Hebreus 11.13, ele morreu "sem receber o que tinha sido prometido [por Deus]".

Quando Deus falou, Abraão respondeu. Ele marchou adiante quando Deus lhe prometeu terras; ergueu um altar para oferecer o filho em sacrifício; e gastou dinheiro quando a esposa morreu. Não é de se admirar que, entre todos os heróis da fé narrados em Hebreus 11, o nome de Abraão esteja presente na maior parte dos versículos por ter sido um homem cheio de fé (Hb 11.8-19).

"Pela Fé Abraão, quando chamado, obedeceu [...] embora não soubesse para onde estava indo." Hebreus 11.8

Bíblia do Homem
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