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12 dezembro 2012

Pesquisador diz que encontrou novas evidências do Dilúvio bíblico


Robert Ballard é um dos exploradores subaquáticos mais famosos do mundo. Foi ele o arqueólogo que descobriu onde estavam os destroços do naufrágio do Titanic, em 1985. Também encontrou no fundo mar do navio de guerra Bismarck, e uma frota dos EUA naufragada perto de Guadalcanal, no Pacífico.

Agora, ele está usando sua equipe e a mais avançada tecnologia robótica para provar a existência de uma das histórias mais conhecidas da Bíblia: o Dilúvio.

Em uma entrevista para a rede ABC ele apresentou os resultados de sua pesquisa na Turquia que mostraria evidências de uma civilização varrida da face da Terra por uma enchente monstruosa.

“Nós fomos lá para procurar o Dilúvio”, disse Ballard. “Não apenas um movimento lento, e gradativo de avanço do nível do mar, mas um dilúvio realmente grande… A terra que foi soterrada permaneceu embaixo do mar”.

Muitos afirmaram ter descoberto evidências da Arca de Noé, o enorme navio que Noé encheu,  segundo o relato bíblico, com diversos casais de animais, visando repovoar o planeta.

Na década de 1990, os geólogos William Ryan e Walter Pitman reuniram evidências científicas de que uma inundação enorme ocorreu na região do Oriente Médio, cerca de 7.500 anos atrás. Sua teoria, segundo os relatórios, é que uma elevação sem precedentes do que hoje é o mar Mediterrâneo, empurrou uma porção de terra através do Bósforo, submergindo a costa original do Mar Negro. Esse dilúvio antigo teria coberto uma área de mais 35.000 quilômetros quadrados.

Ballard afirma ter investigado esta teoria por mais de uma década. Segundo os relatórios da National Geographic, a primeira descoberta de evidências da costa submersa surgiram em 1999. Embora Ballard ainda não estivesse convencido de que se tratava do dilúvio bíblico, no ano passado mudou de opinião. Sua equipe encontrou no fundo do Mar Negro pilhas de cerâmica antiga, uma embarcação e um dos membros da tripulação. Também há vestígios do que ele acredita ser um antigo porto, mãos de 150 metros abaixo da superfície.

“Isso é um naufrágio perfeitamente preservado. Dá pra ver toda a madeira antiga, parece um depósito de madeira”, disse ele. “Mas se você olhar de perto, poderá ver um fêmur e um molar.” E acrescenta:  ”O mais antigo naufrágio descoberto até agora naquela área data de cerca de 500 a.C.”.

Agora, usando tecnologia avançada ele tenta descobrir o que ocorreu no planeta cerca de 12.000 anos atrás, uma época em grande parte da Terra estava coberta de gelo. Quando esse gelo começou a derreter, grandes inundações poderiam ter atingido várias partes do globo, submergindo tudo que estivesse em seu caminho.
Usando o método de datação de carbono em objetos recolhidos na expedição, Ballard disse acreditar que esse evento catastrófico aconteceu em torno do ano 5.000 aC. Alguns especialistas acreditam que este foi aproximadamente nesse período que ocorreu o dilúvio de Noé.

O pesquisador disse estar ciente de que nem todos concordam com suas conclusões sobre o período e o tamanho do dilúvio, mas está confiante que em breve encontrará algo do período bíblico. “Começamos a encontrar estruturas que pareciam feitas pelo homem”, disse Ballard. “É nisso que estamos focando nossa atenção agora.”
Os restou do naufrágio estão bem preservados porque o Mar Negro quase não tem oxigênio, o que retarda o processo de decomposição. Para Ballard “o fundo do mar é o maior museu da Terra”.

Ele não tem expectativas de encontrar a Arca de Noé, mas acredita que pode encontrar evidências de um povo que vivia ali quando o mundo foi inundado, cerca de 7.000 anos atrás.

Com muita confiança de que poderá encontrar as provas que procura, Ballard planeja voltar para a Turquia no próximo ano. Suas descobertas serão apresentadas em um programa especial que vai ao ar em dezembro nos Estados Unidos. Com informações de Huffington Post e ABC News.

30 novembro 2012

André - Um homem que atraía as pessoas




André permaneceu nas sombras, ofuscado pela imagem de seu irmão mais expansivo, Pedro. Ele chegou ao ponto de ser rotulado como o "irmão de Simão Pedro" (Jo 1.40). Mesmo assim, André tinha a habilidade de trabalhar nos bastidores para atrair as pessoas.

André era muito bom nesse negócio de descobrir pessoas. A primeira coisa que ele fez depois de tocar o discipulado de João Batista pelo do "Cordeiro de Deus" foi procurar o irmão para lhe contar: "Achamos o Messias" (Jo 1.41). André providenciou a ponte que levaria a Cristo seu irmão mais falante, que o ofuscaria dali pra frente.

André também era um bom seguidor de Cristo. Em Marcos 1.16, Jesus pediu a ele e a Pedro que o seguissem. Aquilo significava que teriam de deixar de trabalhar de pescadores comerciais para começar a aprender a viver como pescadores de pessoas. Nenhum dos dois hesitou. Como está escrito em Marcos 1.18, "no mesmo instante eles deixaramas suas redes e o seguiram".

André, que tinha o dom de atrair as pessoas, também era habilidoso em providenciar os recursos de que seu Mestre necessitava. Quando Jesus perguntou como os discípulos poderiam alimentar uma enorme multidão que se reunia para ouvir seus ensinamentos, André, o "irmão de Simão Pedro", tomou a palavra: "Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos..." (Jo 6.8-9).

Jesus mandou que todas as pessoas se sentassem. Em seguida, agradeceu a Deus e começou a passar o alimento. Havia peixes e pães suficientes para satisfazer a fome da multidão e, ainda sobrou tanta coisa que foram necessários doze cestos para guardar. Pelo fato de André ter indicado que estava à disposição de Jesus, o Pão da Vida multiplicou um lanchinho minguado em um banquete para milhares de pessoas (Jo 6.10-13).

André era um homem muito prestativo. Talvez porque Filipe e André tivessem nomes gregos, alguns nativos da Grécia se aproximaram de Filipe e disseram: "Senhor, queremos ver Jesus" (Jo 12.21). Felipe procurou André que, por sua vez, procurou Jesus. A resposta do Mestre foi: "Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará (Jo 12.26).

André era esse tipo de pessoa. Ele passou a levar as pessoas a Cristo desde o momento em que começou a obdecer ao chamado para seguir o Mestre.

Bíblia do Homem

23 novembro 2012

Sansão - Um homem de grande força enorme fraqueza


A Bíblia nunca nos diz que Sansão se parecia com algum lutador de luta livre musculoso; é mais provável que ele tivesse uma constituição física bem mais modesta. Sua força era um segredo até que o Espírito do Senhor manifestou-se em Sansão (cf Jz 14.6). A força sobrehumana de Sansão vinha de Deus. Por quatro vezes, o Espírito Santo apossou-se de Sansão. Sem pegar em armas, ele rasgou as mandíbulas de um leão. Sansão matou mil homens com a queixada de um jumento (Jz 15.14-16). E soltou trezentas raposas pegando fogo pelos campos dos filisteus para destruir a colheita deles (Jz 15.3-5).

Sansão, cujos músculos lhe permitiram tantos feitos, em termos morais tinha muitos defeitos, principalmente devido a sua grande fraqueza em relação as mulheres. Ele se casou com a primeira mulher por quem se apaixonou, apesar de ela ser filistéia (Jz 14.3). Na festa de despedida de solteiro, Sansão desafiou os amigos da noiva com um enigma (Jz 14.8-15). Era algo tão provocador que a esposa dele, sob pressão, ficou implorando até que ele lhe desse a solução para charada (Jz 14.7). Quando ela revelou a resposta aos amigos, Sansão pagou a aposta, entregando-lhes as roupas de trinta filisteus que havia matado (Jz 14.9). Em seguida, ele voltou para viver com a mãe e o pai.

Depois foi a vez de uma garota de Gaza conquistar o coração daquele homem tão forte. Ao passar a noite com ela, Sansão descobriu que estava preso do lado de dentro dos portões da cidade, graças ao povo da cidade. Por isso, arrancou os portões e os atirou a cerca de 65 quilômetros de distância (Jz 16.3). Adeus, garota de Gaza.

Dalila foi mais do que uma simples aventura de uma noite para Sansão (Jz 16.4-20). Seu charme, porém, era fatal. Ela seduziu Sansão até ele revelar o segredo de sua força. Ele deixou uma mulher lhe cortar o cabelo, e foi o que ela fez. O colosso humano fora reduzido a uma simples aberração sem seu cabelo, seus olhos, sua força e sua dignidade.

Por graça divina, Deus transformou aquela tragédia toda em triunfo. Preso aos postes dos templo filisteu, Sansão derrubou o prédio sem lançar mão de armas. As colunas centrais do templo desmoronaram, esmagando milhares de filisteus. Como afirma Jz 16.30, "Sansão matou mais homens do que em toda sua vida".

Tal como Sansão, devemos submeter a dádiva divina do sexo ao Espírito Santo de Deus. Se não procedermos assim, alguns minutos de divertimento podem comprometer o potencial de uma vida inteira.

Bíblia do Homem


19 novembro 2012

A Bíblia apoia o aborto, afirma grupo cristão liberal


Alguns cristãos progressistas passaram a defender recentemente uma interpretação controversa do que seria “uma perspectiva bíblica sobre o aborto” e o momento em que a vida realmente começa.

O blog cristão liberal The Christian Left [A Esquerda Cristã] está tentando mostrar que a Bíblia não proíbe o aborto diretamente e que Deus deixou claro quando e a vida realmente começa. Suas afirmações, contudo, estão criando uma crescente controvérsia entre a comunidade cristã. Teólogos conservadores acusam o grupo progressista de distorcer passagens da Bíblia na tentativa de apoiar o aborto.

A principal passagem usada para reforçar seu argumento é Gênesis 2:7: “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Outra passagem utilizada por eles é Jó 33:4, que afirma: O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo-poderoso me dá vida”.

O grupo progressista enfatiza, com isso, que um ser humano não está verdadeiramente formado ou pode ser considerado “vivo” antes que o primeiro fôlego entre em seus pulmões e que a criança seja capaz de respirar por conta própria.

Além disso, usam a passagem de Números 5:11-30 para argumentar que o próprio Deus ordenou que o sacerdote impusesse um aborto como forma de punição sobre as mulheres.

Muitos líderes religiosos, no entanto, sempre defenderam que a vida começa no momento da concepção, e que o bebê respira de outra maneira dentro do útero. E somente isso não seria motivo para considerar que feto é um ser “não vivo” e, portanto, sujeito a eliminação.

A filosofia progressista tenta mostrar que matar um feto não é o mesmo que matar um ser humano vivo, ignorando o fato de que, comprovadamente, a criança sente dores durante a gravidez, pois seu coração já está batendo.

Infelizmente, estes cristãos olham apenas para uma parte do problema, o bebê, e ignoram a outra metade, ou seja, os efeitos do aborto sobre a mãe.

Um estudo publicado recentemente na Dinamarca mostra que as taxas de mortalidade são maiores entre as mulheres que já fizeram um aborto em comparação com as mulheres que se submetem a parto.

O estudo analisou os partos registrados na Dinamarca entre 1980 e 2004, investigando as taxas de mortalidade associadas ao resultado da primeira gravidez. Ele foi publicado pela revista Medical Science Monitor e comparou o histórico médico de quase meio milhão de mulheres durante mais de 30 anos.

Os pesquisadores comprovaram que, em geral, as mulheres submetidas a um aborto no primeiro trimestre tiveram uma chance 89% maior de morrer no primeiro ano e um risco 80% maior de morte ao longo do período analisado.

O site The Christian Left procura ser uma espécie de porta-voz do movimento liberal que vem crescendo há décadas nos Estados Unidos. Eles criticam os cristãos tradicionais por investirem tempo demais lutando contra os homossexuais e o aborto, por exemplo, e não se dedicarem a defender questões mais importantes como a injustiça social, o meio-ambiente, as guerras, a fome e a corrupção. Com informações de The Christian Post e The Christian Left Blog.

GospelPrime

16 novembro 2012

Filipe - Um Homem que ultrapassou as barreiras raciais


Assim como Estêvão, Felipe foi escolhido para fazer o trabalho de distribuição de alimentos às viúvas, necessitadas. E tal como outros cristãos, ele teve de fugir de Jerusalém em virtude da perseguição brutal que se seguiu à morte de Estevão. No entanto, Filipe não podia deixar de testemunhar a respeito de seu Salvador. Ele rompeu barreiras raciais, étnicas, geográficas e de gênero para alcançar esse objetivo.

Filipe começou em Samaria. Embora os samaritanos e os judeus aparentemente cressem no mesmo Deus, os judeus consideravam os samaritanos estrangeiros e os impediam de adorar no Templo. A maioria dos judeus não passava por dentro do território de Samaria e se recusava a falar com um samaritano.

Mesmo assim, Filipe foi a Samaria para falar às pessoas a respeito do Messias. E os samaritanos se reuniam em multidões para ouvi-lo, principalmente por causa dos milagres que ele realizava, como expulsar espírtos malignos e curar os aleijados. Ele também atraiu a atenção de Simão, um feiticeiro a quem os samaritanos chamavam "Grande Poder", mas que agora era deixado de lado por causa de Filipe. Assim como muitos outros, o mago "creu e foi batizado" (At 8-13).

De Samaria, Filipe partiu para o sul em direção a Jerusalém, onde encontrou um homem que havia viajado quase 500 Km para adorar naquela cidade. Não sabemos como os judeus de Jerusalém trataram aquele eunuco da Etiópia, mas Filipe não o desprezou. Quando o etíope pediu ajuda para compreender uma passagem no livro de Isaías, Filipe subiu na carruagem e começou a explicar como o "cordeiro [...] levado para o matadouro" era Jesus Cristo. O eunuco pediu para ser batizado, e Filipe atendeu. Assim, o encontro entre um judeu que falava grego e um africano de educação refinada se tornou a cabeça-de-ponte do evangelho na África.

Depois do encontro com o eunuco etíope, Filipe foi para o norte, onde continuou a ensinar até chegar a Cesareia. É ali que o encontramos quinze anos depois, quando Paulo e outros se hospedaram na casa dele. Naquela época, "Filipe, o evangelista [...] tinha quatro filhas virgens, que profetizavam" (At 21.8-9), presumivelmente seguindo os passos de profetisas como Débora (Jz 4.4-5) e Hulda (2Rs 22.14).

Nenhum tipo de barreira conseguiria dissuadir Filipe, o evangelista. Ele rompeu todas elas para obedecer à ordem de Cristo: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mt 28-19).

Bíblia do Homem

09 novembro 2012

Paulo - Um homem que ousou proclamar o evangelho



Saulo o jovem fariseu que tomou conta dos mantos dos homens que apedrejaram Estevão, ficou ensandecido depois daquele episodio. Respirando "ameaças de morte" (At 9.1), Sulo perseguiu os cristãos , arrastando-os a cadeia. Ele também orientou que todas sinagogas em Damasco mandassem prender  "todos os homens ou mulheres que pertencessem o caminho" (At 9.2).

entretanto, a fúria de Saulo foi frustrada na estrada a rumo a Damasco, quando ele foi jogado ao chão por uma luz ofuscante e uma voz muito poderosa, que disse: " Saulo, Saulo, por que me persegues?" Quando Saulo percebeu quem estava falando, sua vida mudou por completo. O arqui-inimigo do cristianismo tornou um de seus protagonista. E o fariseu convertido, que cidadão romano em Tarso, mas fora educado em Jerusalém pelo grande mestre judeu Gamaliel, foi usado por Deus para levar boas novas aos gentios.

Contudo, Paulo (o nome que Saulo assumiu depois de se torna um cristão) precisava a aprender a respeito da nova fé. Assim, cegado por Jesus, a luz do mundo, Paulo foi levado a damasco. Lá, Ananias restaurou sua visão. Poucos dias depois de sua recuperação, Paulo começou a pregar em sinagogas locais a respeito de Jesus, dizendo "que Jesus e filho de Deus" (At 9.20).

Paulo quase foi morto por causa disso. Ele fugiu de Damasco, mas os cristãos em Jerusalém pensavam que Saulo estava simulando sua conversão. Isso levou Barnabé e os apóstolos  a tentar convencer os outros da autenticidade da fé proclamada pelo o homem que antes perseguia os cristãos. Sua pregação, porém, provocou tantos problemas que a igreja o enviou de volta a Tarso. Em algum momento no meio disso tudo, Saulo passou três anos na Arabia (Gl 1.17), talvez para um período de doutrinação e reflexão antes de assumir a liderança dentro da igreja. 

Doze anos depois de sua conversão, Saulo foi escolhido com Barnabé para liderar o primeiro esforço missionário focado nos gentios de outros países (At 13.1-3). Ao longo dos dez anos seguintes, Paulo viajou por milhares de quilômetros, convencendo as pessoas a respeito da legitimidade da f´e cristã, organizando os grupos de convertidos em igrejas e estimulando o crescimento espiritual dessas pessoas.

Paulo arriscou tudo quanto tinha - a reputação, a saúde e a própria vida - para pregar o evangelho de cristo, pois, como ele mesmo disse, "considero tudo como perda, comparando com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor" (Fp 3.8).

Bíblia do Homem

21 setembro 2012

Mardoqueu - Um Homem que sabia discipular

"Mardoqueu discipulou uma rainha para salvar seu povo da destruição." 


Mardoqueu, exilado judeu na Pérsia, tinha uma bela prima, Ester, que perdera os pais. Mardoqueu a criou como se fosse a própria filha. Ele também a discipulou para que se tornasse instrumento de salvação para seu povo, que corria o risco de ser aniquilado.

Quando Ester foi selecionada para fazer parte do harém do rei Xerxes, ela seguiu a orientação de Mardoqueu e manteve segredo a respeito de sua nacionalidade (Et 2.10). Mardoqueu tomava conta dela todos os dias. Ele também prestava atenção ao que acontecia com o rei. Quando soube de um plano para assassinar Xerxes, ele contou a Ester, que avisou ao rei (Et 2.21-23).

No entanto, a princípio, Mardoqueu não se deu conta do perigo que representava Hamã, que ocupava "uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres" (Et 3.1). Hamã era amalequita, povo que atacara os israelitas depois da saída do Egito. A recusa de Mardoqueu em se curvar diante de Hamã enfureceu tanto aquele homem que ele elaborou um plano para destruir todos os judeus do império. Depois de dizer a Xerxes que os judeus se recusavam a obedecer as leis do rei. (Et 3.8), Hamã se ofereceu para financiar a matança.

Quando Mardoqueu tomou conhecimento daquele plano, inventou um jeito de chamar a atenção de sua prima e fazer com que ela, agora elavada ao posto de rainha, enviasse uma serva para descobrir o que estava acontecendo de errado. Mardoqueu falou a respeito do decreto de Hamã e orientou a Ester a tomar alguma providência urgente. Ela disse que poderia morrer se comparecesse diante do rei sem ser convidada. mas o tio a fez lembrar do preço do discipulado: "Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?" (Et 4.14).

Deus usou Ester para acabar com os planos de Hamã, que ainda teve de passar pela humilhação de colocar vestes reais sobre Mardoqueu, ajudá-lo a montar no cavalo do rei e conduzi-lo pelas ruas da cidade, declarando em voz alta: "Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar!" (Et 6.9). Se Hamã preferia morrer a fazer aquilo, seu desejo foi logo atendido quando Ester revelou ao rei os planos para assassiná-la e aniquilar o povo judeu. O rei ficou tão furioso que mandou enforcar Hamã na mesma forca que o traidor havia construído para matar Mardoqueu.

Mardoqueu, alçado à condição de braço direito do rei, elaborou um plano não apenas para salvar os judeus, mas também para ajudá-los a derrotar os inimigos. O homem que em segredo aconselhara uma rainha agora à frente do discipulado de toda uma nação.

Biblia do Homem
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