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29 abril 2013

Pastora denuncia projetos de erotização infantil no Brasil [Vídeo]


A advogada Damares Alves, pastora e assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, realizou uma palestra na Primeira Igreja Batista em Campo Grande (MS) denunciando diversos projetos políticos que ameaçam as crianças, a família e a igreja.

A doutora, que também é professora, mostrou diversos projetos voltados para crianças com o objetivo de influenciá-las sexualmente. Além da parte sexual, ela fez um alerta sobre o consumo de drogas.

Ao dar início a sua palestra, ela avisou: “A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios”, dizendo que enquanto a igreja se preocupa com riquezas há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.

As denúncias da advogada estão sendo divulgadas pelas redes sociais e causando revolta em pais de todas as religiões, pois os materiais incentivando o sexo entre crianças de 10 anos já foram distribuídos em diversas escolas espalhadas pelo Brasil.

“Estão detonando as nossas crianças”, diz ela que em seguida mostra um livro que será distribuído para crianças de dois a três anos de idade que mostra dois príncipes se casando. Há outros materiais que estão tratando com naturalidade a homossexualidade.

Em determinado momento Damares Alves diz que no final de um dos materiais há a indicação de que para tirar dúvidas a respeito do conteúdo do livro é preciso consultar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o que explica os ataques que o deputado federal Marco Feliciano vem sofrendo, já que ele é contra todos estes projetos.

Outros assuntos são tratados na palestra, como o aborto e a manipulação de informações que tem como objetivo aprovar a interrupção de gravidez. As denúncias são gravíssimas.

Assista:

GospelPrime

24 abril 2013

Marco Feliciano não é homofóbico, diz amigo gay do deputado


O decorador e dono de uma empresas de eventos em Orlândia (SP), Aluísio Antônio de Souza, 35, resolveu sair em defesa do deputado federal Marco Feliciano que tem sido acusado de homofobia. Aluísio frequenta a casa do deputado no interior de São Paulo e deixa claro que o parlamentar não é homofóbico.

A entrevista foi dada ao jornal O Estado de São Paulo onde o decorador diz que nunca foi destratado por Feliciano ou por sua família. “Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele”, disse.

Aluísio foi o responsável pela decoração na casa de Feliciano e já organizou muitas festas para as filhas do deputado. “Tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.”

Para o profissional as declarações foram mal interpretadas, algumas até chegaram a incomodá-lo um pouco, mas ele tem certeza de que o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias não é homofóbico.

“Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.”

22 abril 2013

Novo single do Black Sabbath questiona a morte de Deus


A música escolhida para divulgar o novo CD da banda Black Sabbath fala sobre uma disputa entre Deus e o diabo, usando o tema religioso que é bastante frequente nas canções do grupo.

“God Is Dead” é o nome da faixa, o título da canção foi inspirado na frase “Gott ist tot” do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, no refrão da música encontramos “Não acredito que Deus está morto”, uma frase que vem na sequência de um longo solo de guitarra.

O cantor Ozzy Osbourne questiona no refrão se Deus está mesmo morto, querendo saber quem poderá respondê-lo. A melodia mais lenta dá um tom bem melancólico à música que depois do sexto minuto ganha riffs puxados para o heavy metal.

O lançamento da nova música foi feito simultaneamente em rádios de todo o mundo na última quinta-feira (18), agradando o público da banda que fez com que “Gos Is Dead” se tornasse um dos assuntos mais comentados do Twitter.

O Black Sabbath estará no Brasil em outubro e provavelmente tanto a nova música como as demais canções inéditas do CD “13″ farão parte da turnê que passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Com informações UOL.

Investigação do Ministério Público diz que pastor Marco Feliciano teria recebido propina de R$ 1 milhão em esquema fraudulento


A investigação do Ministério Público em São Paulo sobre fraudes em obras de 78 prefeituras paulistas descobriu, numa gravação feita a partir de uma escuta autorizada pela Justiça, que o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é citado por um dos envolvidos como um dos receptadores de propinas do esquema ilegal.

De acordo com a reportagem do SBT Brasil, a quadrilha seria formada por lobistas ligados à construtora do Grupo Scamatti, ligada a grandes obras públicas.

A investigação aponta que os envolvidos entravam em contato com os parlamentares para solicitar a aprovação de emendas que garantissem verbas para obras em cidades paulistas, e em troca, recebiam altas quantias.

A gravação em que o nome do pastor Marco Feliciano é citado foi feita em 2010, e uma conversa entre Osvaldo Ferreira Filho (lobista e ex-funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo) e um homem identificado apenas como Betão determina que quatro parlamentares deveriam receber um milhão de reais cada.

Entretanto, a reportagem não explica como Marco Feliciano participaria do esquema, já que em 2010 ele ainda era candidato a deputado.

Além do pastor Feliciano, são citados também os nomes do deputado federal Otoniel Lima (PRB-SP) e um terceiro parlamentar que o nome não é citado, mas que pertenceria ao Partido Progressista.

O relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação ainda do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e que á época era deputado federal e teria conseguido emendas no valor de R$ 1 milhão para obras.

Outro citado é deputado federal petista Cândido Vacarezza, que teria pedido a Olívio Scamatti através de sua assessora, um avião emprestado para fazer campanha no estado. Olívio é o proprietário da construtora e seria o chefe da quadrilha. Ele está preso com outras treze pessoas.

O pastor Marco Feliciano não quis conceder entrevista ao telejornal do SBT, mas afirmou que não participou de nenhum esquema ilegal.

Assista a reportagem do SBT Brasil sobre o esquema de propinas clicando neste link.

Por Tiago Chagas, Gospel+

17 abril 2013

Evangélica é acusada de intolerância religiosa e vai parar na delegacia por dizer “Jesus te ama e quer salvar tua alma” a adepta do candomblé


Uma tentativa de evangelização a uma praticante do Candomblé resultou em desentendimento e um Boletim de Ocorrência foi registrado com queixa de intolerância religiosa, em Lauro de Freitas, na Bahia.

O pai de santo Tata Ricardo Tavares afirma ter ido a uma lanchonete comprar uma garrafa d’água junto com uma de suas filhas de santo, e a atendente da lanchonete, ao se despedir, disse “Jesus te ama e quer salvar sua alma de satanás”.

O gesto foi respondido, segundo Tavares, com reciprocidade: “Eu estou feliz, minha alma não está com satanás. Oxalá também te ama também”, disse o pai de santo, que acusa a atendente evangélica de ter respondido de forma intolerante, dizendo que “satanás estava repreendido – segundo ela, Oxalá”.

Tavares diz ainda que a atendente afirmou que “Jesus tinha que queimar satanás de nossa vida porque nós éramos servos de satanás”.

A evangélica não quis conceder entrevista ao telejornal Bahia TV, e seu advogado afirmou que o caso foi superdimensionado pelos adeptos do candomblé: “Ela apenas manifestou uma saudação comum aos evangélicos, declarando que Jesus amava e fez com que o praticante do candomblé se sentisse ofendido com isso e provocasse um grande tumulto no seu local de trabalho, inclusive a ofendendo”, afirmou Helinelson Santana.

A delegada responsável pelo caso, Dilma Leite Nunes, afirmou que o inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos. Os envolvidos foram ao 23º DP prestar depoimentos nesta terça-feira, 16 de abril.

Cerca de 30 adeptos do candomblé fizeram uma manifestação em frente à delegacia para protestar contra a atitude considerada intolerante. O pai de santo Tata Ricardo Tavares disse que irá até o fim na questão, e quer que a evangélica seja punida: “Quero que ela seja punida pelo que ela fez. Vivemos numa sociedade plural. A Constituição garante o livre direito às manifestações de fé e religiosa. Não vou generalizar porque nem todo evangélico é assim. Mas quero uma reparação criminal”, afirmou.

Segundo a delegada Dilma Nunes, se comprovado, o crime de intolerância religiosa pode render de 1 a 3 anos de prisão.

Por Tiago Chagas, Gospel+

15 abril 2013

PT quer cotas pra professores homossexuais, denuncia deputado


O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) mais uma vez defendeu publicamente o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ele denuncia que o governo do PT, quer por uma proposta da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que irá criar cotas para professoras homossexuais nas escolas. Para o deputado esse é um risco às crianças.

Para ilustrar seu argumento, mostrou cenas de Cristiano Lucas Ferreira, um professor do ensino fundamental no Distrito Federal. Ele é um dos ativistas que foi ao plenário pedir a saída de Feliciano da CDHM. “É esse tipo de pessoa, com esse comportamento, que você quer nas escolas?”, questionou Bolsonaro.

Ele exibiu um vídeo em que o professor grita diante da câmara “Sou viado (sic) sim, sou viado, dou o….”.
O deputado Bolsonaro enfatizou a participação de Cristiano em uma sessão da Comissão antes de Feliciano assumir a presidência, onde o professor interrompe a continuação do discurso. “É esse tipo de professor que você quer na escola, educando o seu filho? Isto é ou não é um estímulo à pedofilia e ao homossexualismo (sic) na primeira infância?”, questionou Bolsonaro mostrando aos presentes uma cópia do Plano Nacional de Promoção e Cidadania de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos e outros ministérios.

Antes de Feliciano assumir a presidência da comissão, Bolsonaro já havia atacado dia 27 de março deste ano, o Plano Nacional de Promoção e Cidadania de Direitos Humanos de LGBT e os membros da CDH.  Em seu discurso naquele dia, o  deputado disse que a presidente Dilma Rousseff e o PT “não tem compromisso nenhum com a família”.

Bolsonaro criticou as medidas previstas no plano: “inclusão da população LGBT em programas de alfabetização nas escolas públicas” são “cotas para professor homossexual na escola do ensino fundamental”. Para ele, a medida fará com que os alunos, principalmente os mais pobres, tenham como exemplo “um traveco”. Parabenizou também a bancada evangélica da Câmara, por lutar contra , segundo ele, o que é um “bacanal do PT e da Dilma Rousseff”.

Finalizou lembrando que, antes de Feliciano assumir a presidência da CDHM, ela representava um “estímulo ao homossexualismo (sic) infantil” e pedofilia, além de garantir “grana no orçamento para paradas gays”. Com informações de Terra e UOL

10 abril 2013

Bispo Edir Macedo publica texto que compara Igreja Batista a “inferno evangélico”


A exaltação da forma de trabalho e liturgia da Igreja Universal do Reino de Deus por seus membros e líderes é bastante marcante e enfática, e não é incomum ver críticas explícitas a outras denominações nos canais de comunicação e cultos da denominação.

A bola da vez é a Igreja Batista, que na maioria das vezes, adota um modelo de trabalho bastante tradicional.

Edir Macedo publicou em seu site um texto escrito por um fiel que teria estado confuso e estagnado nos tempos em que foi membro de uma igreja Batista.

“Neste domingo, participando da reunião das 18h, quando o senhor falava sobre as ‘profetas e as profetadas no meio dos crentes’, lembrei que na Igreja Batista era costume não tomar decisões, fazer viagens, fechar negócios ou começar um relacionamento sem confirmar com as ‘irmãs de oração’. Tudo devia passar por elas, pois eram o ‘vaso ungido do Senhor’”, diz o depoimento publicado por Macedo.

O fiel, que se identifica como Walber de Souza, afirma que sua “sogra era uma delas”, referindo-se às “irmãs de oração”, e relata supostos insucessos na vida da mulher: “Ela era exatamente como o senhor falava, pois estava no segundo casamento, e o marido era um bêbado, drogado, adúltero e agressivo, tanto psicológica quanto fisicamente”.

Walber afirma que às vésperas de seu casamento, foi buscar “confirmação” com irmãos na fé, e ouviu da parte de um deles que o propósito de Deus era que ele e sua noiva se casassem, e de outro teria ouvido que Deus não aprovava o relacionamento. “E agora? Deu empate. O que fazer?”, questiona o fiel, que optou por se casar.

O depoimento de Walber adota um tom crítico à forma de trabalho que supostamente era adotado pela denominação batista, que não foi identificada, e credita à igreja parte da responsabilidade por uma séria crise conjugal vivida por ele e sua esposa: “Em meio a essa confusão religiosa, chegamos a casar, mas foi um fiasco total. Pois os crentes se preocupavam tanto se era da vontade de Deus ou não, que ninguém se preocupou em nos orientar sobre como era um casamento de verdade. Com 6 meses, já estávamos morando de favor. Entramos em uma crise tão imensa, que quase nos separamos em apenas 1 ano e meio de casamento”, diz o fiel no texto.

A chegada à Universal, segundo Walber, teria acontecido em meio à dúvidas: “Chegamos à Universal atrás de outra confirmação: separa ou não separa”, relata, antes de afirmar que na denominação liderada por Macedo, ele e a esposa descobriam “que tudo o que vivíamos era puro engano do diabo. Passamos por um longo e duro processo de libertação. Aprendi a ser um homem de verdade [...] Me libertei deste inferno evangélico!”, pontua o fiel.

Confira abaixo, a íntegra do texto “Profetas e profetadas”, publicado por Edir Macedo em seu site:

Prezado bispo, 
Neste domingo, participando da reunião das 18h, quando o senhor falava sobre as “profetas e as profetadas no meio dos crentes”, lembrei que na Igreja Batista era costume não tomar decisões, fazer viagens, fechar negócios ou começar um relacionamento sem confirmar com as “irmãs de oração”. Tudo devia passar por elas, pois eram o “vaso ungido do Senhor”.
A minha sogra era uma delas. Ela era exatamente como o senhor falava, pois estava no segundo casamento, e o marido era um bêbado, drogado, adúltero e agressivo, tanto psicológica quanto fisicamente. 
Ela passava o dia orando por pessoas pelo telefone e, muitas vezes, depois de orar por certas “profetas”, também pedia que a profeta orasse por ela, para ver se o marido ia mudar. Assim foram todos os 4 anos de namoro com minha atual esposa: sempre vendo a minha sogra humilhada pela miséria moral e sentimental, mas, ao mesmo tempo, um “vaso ungido do Senhor”. 
E quando chegou a época que decidimos nos casar, ela resolveu nos levar a dois profetas para confirmar o casamento. A minha sogra não era lá muito a favor, pois eu era pobre. 
Então, olha só o que aconteceu: a “irmã Joana” – “profeta” a quem sempre levávamos comida e dinheiro, pois vivia numa casa de chão batido –, profetizou que era da “vontade de Deus” que nos casássemos. 
Depois, fomos ao “pastor formiga” (digo assim, porque ele estava num bairro onde não havia asfalto e o carro sempre voltava vermelho de tanta poeira). 
Lá, o pastor e a esposa dele, que era a “profeta”, oraram por nós, e foi revelado que NÃO era da “vontade de Deus”. 
E agora? Deu empate. O que fazer? Voltamos à “irmã Joana” para confirmar outra vez. Afinal, a “profetada” dela era a nosso favor. Olha que confusão, quase não casamos! 
Em meio a essa confusão religiosa, chegamos a casar, mas foi um fiasco total. Pois os crentes se preocupavam tanto se era da vontade de Deus ou não, que ninguém se preocupou em nos orientar sobre como era um casamento de verdade. 
Com 6 meses, já estávamos morando de favor. Entramos em uma crise tão imensa, que quase nos separamos em apenas 1 ano e meio de casamento. E assim chegamos à Universal atrás de outra confirmação: separa ou não separa? 
Aqui, descobrimos que tudo o que vivíamos era puro engano do diabo. Passamos por um longo e duro processo de libertação. Aprendi a ser um homem de verdade. 
Hoje, amo a minha esposa. Somos felizes e temos certeza absoluta do nosso relacionamento, não porque alguém nos revelou, mas pelo sacrifício diário a Deus e ao casamento. 
Graças a Deus e à Universal, aprendi a fé inteligente. Me libertei deste inferno evangélico! 
Walber Barboza

Por Tiago Chagas,  Gospel+

Marco Feliciano diz que só Renuncia se Petistas renunciarem


O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta terça (9), após participar da reunião de líderes partidários na Câmara, que não renunciará à presidência da Comissão de Direitos Humanos, mas reabrirá para o público as sessões do órgão.

Os líderes convidaram Feliciano para a reunião a fim de tentar convencê-lo a renunciar à presidência da comissão, em razão das manifestações de protesto pelo país, motivadas por declarações do deputado consideradas homofóbicas e racistas.

Feliciano aceitou somente reabrir para o público as sessões da comissão, fechadas após aprovação de requerimento de autoria do próprio deputado. O argumento usado para restringir o acesso às reuniões tinham sido os tumultos provocados pela presença nas sessões de manifestantes pró e contra o deputado.

"Amanhã [quarta], nós vamos reabrir a sessão. Sessão aberta. Se houver manifestação, vamos ao artigo 272 do regimento", afirmou Feliciano. O artigo citado pelo deputado diz que cabe ao presidente de comissão zelar pela "ordem" das reuniões do colegiado.

Indagado sobre a decisão de não renunciar, o parlamentar do PSC afirmou: "Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Me dêem uma chance de trabalhar."

De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, na reunião, Feliciano reagiu ao apelo dos líderes dizendo que só renunciaria se os deputados João Paulo Cinha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, também renunciassem aos postos que ocupam na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Feliciano afirmou que tem tentado viver "um dia de cada vez" e que perdeu muito peso desde que assumiu o posto de presidente da Comissão de Direitos Humanos.

"Eu estou tentando viver. Cada dia é um dia. Estou com seis quilos a menos. Olha como eu estou. Quero uma chance de trabalhar", disse.

A reunião

Na abertura da reunião na presidência da Câmara, o líder do PSC, André Moura (SE), sugeriu que as lideranças da Casa falassem primeiro.
Feliciano ouviu em silêncio apelos para que renunciasse e discursos de apoio. Quando os líderes encerraram as falas, ele disse que não sairia.

Os líderes de PSB, PC do B, PSOL, PDT e PPS foram os mais enfáticos nas críticas a Feliciano. Dos grandes partidos, apenas os líderes de PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e PSD, Eduardo Sciarra (PR), minimizaram as manifestações de protesto e disseram que, regimentalmente, o deputado tem o direito de permanecer à frente da comissão.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), advertiu Feliciano, segundo relatos dos líderes, que era antirregimental a decisão de limitar o acesso do público às sessões da comissão.

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), relatou que, diante das cobranças, Feliciano pediu que os colegas de Legislativo tivessem “misericórdia” com ele. Ainda de acordo com Valente, o deputado, que é pastor, se disse “perseguido” em razão de suas posições religiosas e que prometia, daquele momento em diante, não protagonizar mais nenhum episódio polêmico.

08 abril 2013

Conselho de igrejas volta a pedir a saída de Feliciano


O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) reúne representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil , Igreja Siria Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.

Um mês após emitir uma “moção de repúdio” por conta da eleição de Marco Feliciano para liderar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, na tarde de domingo (7), o Conic voltou a pedir a saída dele do cargo. Para a entidade, Feliciano não teria “legitimidade” para ocupar o cargo. Ele é acusado de paralisar os trabalhos da comissão e censurar manifestantes após determinar que as reuniões sejam fechadas. O objetivo era fugir dos constantes protestos.

Dia 10 de março, o Conic fez sua primeira manifestação pela saída do deputado. “Considerando o corolário de nossa missão, à luz dos valores que a inspiram, e as manifestações de diversos segmentos da sociedade brasileira, expressamos nosso repúdio ao processo que levou à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC), o qual, por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias, pelas quais responde a processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal”.

“Quem perdeu até agora foi a sociedade brasileira”, diz  a nova nota do Conic. Contudo, o grupo avalia que o deputado não quer deixar o cargo por ter gostado de toda “exposição midiática” do caso. Mas o Conselho acredita que as atitudes do deputado abririam um “precedente perigoso” e remeteriam a “tempos obscuros e arbitrários” da história política do país, durante a ditadura é que os direitos humanos somente podiam ser discutidos “a portas fechadas”.

“Uma CDHM presidida por alguém que pratica a censura de manifestantes, que buscou realizar reuniões a portas fechadas, constitui um ataque à própria natureza e essência desta comissão. Como Conic, reafirmamos nosso repúdio a esta conjuntura que compromete a legitimidade da representação política da sociedade civil”, finaliza o material publicado pela entidade neste domingo.
Curiosamente, a ação do órgão que representa um segmento das igrejas surge pouco tempo após o pastor Feliciano pedir ajuda às igrejas do Brasil.

03 abril 2013

Cúpula da Câmara quer me achincalhar, diz Marco Feliciano


O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) concedeu entrevistas para a Folha e UOL comentando sobre as críticas que tem recebido em Brasília quando líderes partidários tentam encontrar uma forma para fazê-lo renunciar da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

A reunião marcada para a segunda-feira (1) foi adiada para a próxima semana, mas o deputado evangélico não decidiu se irá participar. “Ir ali para ser oprimido e achincalhado por um grupo de pessoas que, na verdade, deveria defender o Parlamento – e não abrir um precedente como está sendo feito. Acho muito perigoso”.

Feliciano segue afirmando que não irá renunciar e diz que está se sentindo como o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que assumiu o cargo diante de muita polêmica, já que ele estava sendo acusado de manter dinheiro no exterior sem declarar.

“Todos nós sabemos que o deputado Henrique Alves chegou à presidência debaixo de muita pressão, debaixo de muita luta. Eu me espelho nele. Esse vigor que eu estou tendo de suportar essa pressão se inspira nele”, disse.

Funcionários da comissão serão demitidos

De acordo com o Blog do Noblat o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) estará demitindo 17 funcionários da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) por desconfiar de sabotagem.

Doze desses trabalhadores são concursados, outros cinco ocupam cargos de confiança e não prestarão mais serviços para a comissão.

O blog afirma que não há provas de que esses funcionários estariam de fato sabotando o novo presidente da CDHM, mas em um vídeo o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) já havia alertado Feliciano de que os servidores estavam contra ele.

O aviso foi feito na primeira sessão da comissão sob presidência do deputado evangélico, Bolsonaro sentiu falta da placa de identificação do presidente que já deveria ter sido confeccionada e afirmou: “Vossa excelência está em um campo minado, pois a secretaria se quer providenciou a plaquinha com o nome de vossa excelência”, disse.

Bolsonaro também aconselhou Feliciano a fazer uma limpa na comissão. “Tem que fazer uma operação de limpa nessa comissão aqui”, disse ele dizendo que havia ali muitas pessoas que eram contra a família e contra o cristianismo.

Jean Wyllys e deputados pró-gays protocolam ação criminal contra Silas Malafaia e Marco Feliciano por formação de quadrilha e outros supostos crimes; Entenda


Os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ), Érika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA) encaminharam uma ação criminal por calúnia, difamação, formação de quadrilha e outros supostos crimes contra os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano (PSC-SP).

Em seu site, Jean Wyllys divulgou nota afirmando que o processo contra Malafaia e Feliciano se deve à produção de “vídeos, notas, postagens em redes sociais, ou [...] propagação destas, atribuindo aos deputados, entre outros, a defesa da pedofilia como bandeira política”.

Wyllys, Kokay e Dutra (ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias- CDHM) tem sido os principais adversários políticos do pastor Marco Feliciano desde sua eleição para a CDHM. Os atritos entre Wyllys e Malafaia são antigos, com episódios diversos que incluem até bate-boca público através do Twitter.

A nota de Jean Wyllys lista os supostos crimes cometidos contra eles e inclui os nomes de assessores parlamentares do pastor Feliciano no processo.

“Alvos recentes de uma pesada campanha difamatória e caluniosa por sua firme oposição à eleição e permanência do deputado Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, dadas as suas declarações públicas de teor racista, homofóbico e misógino em redes sociais e fora delas, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA) decidiram representar criminalmente – por calúnia, difamação, falsificação de documento público, injúria, falsidade ideológica, formação de quadrilha e improbidade administrativa – o deputado Pastor Marco Feliciano, o pastor Silas Malafaia, e os assessores parlamentares Rafael Octávio, Joelson Tenório, André Luis de Oliveira, Roseli Octávio e Wellington de Oliveira”, comunica a nota.

O documento de representação criminal enviado ao procurador-geral da República Roberto Gurgel inclui transcrições de postagens nas redes sociais, texto de vídeos publicados no Youtube e até, tweets publicados pela psicóloga Marisa Lobo em apoio a Marco Feliciano.

O documento pode ser lido na íntegra aqui.

Por Tiago Chagas, 

27 março 2013

Permanência de Feliciano na Comissão: saiba sobre os bastidores da decisão, gritos e o sorriso do pastor


A longa novela em torno da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) parece caminhar para um final em que o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) será mantido no cargo de presidente.

Após reunião com a liderança de seu partido, Feliciano concedeu entrevista à imprensa com sorriso no rosto (foto), e voltou a reafirmar que não renunciará ao cargo e que tomará “cautelas” para a próxima reunião da CDHM, que acontece hoje, 27 de março.

“Amanhã [quarta, 27] vai ser uma agenda normal. Vamos tomar cautelas que da última vez não tivemos. Teve todo um ‘sabotamento’. Tem um aparelhamento”, afirmou o pastor, em entrevista coletiva.

O deputado federal André Moura (SE), líder da bancada do PSC na Câmara dos Deputados, afirmou que nada convenceu o pastor Marco Feliciano a sair do cargo: “Ele se manteve, apesar de todos os nossos apelos, o tempo todo na posição de não renunciar. Não cabe mais a mim, como líder, nem à bancada nem ao presidente da Câmara destituí-lo. E nós não conseguimos em nenhum momento demovê-lo da convicção de não renunciar”, revelou.

Com a divulgação da decisão do PSC, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou que era necessário aceitar a escolha do partido: “Não era esta a indicação da semana passada. Era a de buscar uma posição que harmonizasse a Casa e a sua Comissão de Direitos Humanos. Mas, como presidente, tenho que respeitar e acatar a decisão do partido [...]Não posso [destituí-lo]. O regimento não permite”, afirmou, segundo o G1.

Preocupado com as pressões políticas e ameaças de tumulto por parte de manifestantes, Alves prometeu uma reunião com as lideranças dos partidos para que os trabalhos da CDHM possam ir em frente: “Vamos reunir os líderes para fazer funcionar a comissão”, definiu.

Esse acordo com os partidos pode ser essencial para que os trabalhos da CDHM possam ser realizados. Ontem, após o anúncio de que Feliciano permaneceria no cargo de presidente da comissão, um manifestante subiu em uma mesa de uma das salas do Congresso e gritou palavras de ordem pedindo a saída do pastor do cargo: “Fora Feliciano, nós não vamos desistir enquanto não sair”. O ativista foi vaiado pelos demais espectadores que estavam no recinto.

Marco Feliciano anunciou que irá dar andamento a questões que precisam de seu envolvimento, como a situação de brasileiros presos no exterior, por exemplo.

“Amanhã [quarta] tenho reunião com o embaixador da Indonésia sobre dois brasileiros presos e condenados lá e quero saber se eles estão na lista que a BBC divulgou de nove  pessoas que vão ser executadas até 2014. Estando na lista, estou levando uma carta pedindo clemência para que tenham prisão flexibilizada, prisão perpétua, menos a pena de morte”, afirmou, completando ainda que pretende dar atenção ao caso dos torcedores corintianos presos na Bolívia pela morte do torcedor boliviano Kevin Spada: “Tive reunião com embaixador da Bolívia. Ele foi muito querido, abriu as portas e disse que, através do caminho diplomático, é possível fazer alguma coisa. Me convidou para ir até lá. Vou tentar conversar com a família para ver o que é possível fazer para tentar tirar aqueles 12 corintianos”, disse.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) voltou a fazer declarações contra Marco Feliciano, classificando-o como “machista, homofóbico e racista”, e afirmando que não aceitava o pedido de desculpas feito pelo pastor, pois não era sincero: “Ele acredita naquilo”, afirmou, referindo-se às frases consideradas homofóbicas e racistas.

Por Tiago Chagas, Gospel+

25 março 2013

Grupo missionário inicia campanha de oração pelo deputado e ativista gay Jean Wyllys


Alvo de muitas críticas feitas por cristãos, sobretudo devido às suas polêmicas declarações sobre os evangélicos, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys é agora tema de uma campanha de oração promovida por um ministério cristão.

O grupo de missões urbanas intitulado “Ctrl-S” iniciou na última semana uma campanha de oração pela vida do deputado. Em sua página no Facebook, o grupo missionário incentiva seus seguidores e apoiadores a dedicarem 3 minutos de seu dia orando pela vida do parlamentar. De acordo com os organizadores da campanha, o objetivo é substituir as constantes críticas contra Jean Wyllys por tempo dedicado a orar por ele.

- Movimento de Evangelismo & Intercessão Ctrl-S Missão Urbana esta Orando pela vida dele, nos ajude, Ore! esta pode ser a atitude mais nobre que você pode ter, em vez de critica-lo – publicou o grupo em sua página.



Os apoiadores da campanha ressaltam ainda que o objetivo da campanha não é pedir que Wyllys deixe de atuar como representante político, mas sim que Deus se manifeste na vida dele, causando transformação.

- Não estamos orando pela saída do Jean Wyllys do congresso, mas sim para Deus se manifestar na vida dele – afirma o grupo, que completa coma pergunta: – Você acredita que o espirito santo pode mudar a vida do Deputado Jean wyllys?

Através da página do grupo no Facebook, centenas de pessoas afirmaram aderido à campanha de oração, e dizem estar orando pela vida do deputado.

Por Dan Martins, Gospel+

Pastor Marco Feliciano concede entrevista a Sabrina Sato, do Pânico na Band, e fala sobre as polêmicas em torno da Comissão de Direitos Humanos, vida e família. Assista na íntegra


Ontem, 24 de março, o programa Pânico na Band apresentou uma entrevista do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) à repórter e apresentadora Sabrina Sato.

No bate-papo, descontraído, o pastor respondeu às perguntas sobre as polêmicas em que tem se envolvido e também sobre outras questões políticas que envolvem as disputas no Congresso Nacional.

Sabrina iniciou a entrevista perguntando a Feliciano se ele havia se casado virgem: “Eu posso não responder essa pergunta? É constrangedora… Eu sou um ser humano normal, tenho minhas necessidades, tenho a minha vida. Nem toda vida eu fui evangélico. Eu sou ortodoxo nesse assunto… Pra mim, sexo [é] depois do casamento.

Sobre o ex-deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que ocupou o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) antes dele, o pastor Marco Feliciano voltou a reforçar sua postura expressa na entrevista à revista Veja. “No dia anterior, ele conversou comigo, e tava tudo bem. No dia seguinte, deu aquele espetáculo. A pessoa que age assim tem duas caras”.

Questionado sobre sua interpretação para os direitos humanos, Feliciano lembrou de sua atuação no caso do pastor iraniano Yousef Nadarkhani: “Você não sabe, mas foi eu que provoquei uma notícia sobre um iraniano que estava preso no corredor da morte. Ele havia sido acusado do crime de apostasia. Havia deixado o islã, e havia se transformado em cristão. Eu lutei por ele aqui dentro, fui até o Itamaray, tiramos ele do corredor da morte, o Irã perdoou ele, não morreu. Isso é direitos humanos”.

O pastor foi perguntado sobre os dois segmentos sociais que mais estão rendendo polêmicas em torno de seu mandato à frente da CDHM, e repetiu o discurso que vem apresentando desde sua eleição para o cargo: “Qualquer direito que eles tenham roubados, e procurarem a comissão, serão ouvidos da mesma forma. Qual é o poder da Comissão de Direitos Humanos? Ouvir, e encaminhar para o Ministério da Justiça, para os departamentos necessários”, pontuou o pastor, que foi além na questão dos cidadãos de etnia negra: “Existem comunidades no Brasil que são negros herdeiros da época da escravidão, e algumas terras deles estão sendo tomadas. Temos aqui, duas audiências públicas programadas para isso”.

Sobre sua publicação no Twitter em que abordou a maldição proferida por Noé a seu neto, Canaã, Feliciano voltou a negar as acusações de racismo: “Eu nunca disse que negro é amaldiçoado. 70% dos membros da igreja evangélica brasileira são afrodescendentes. Eu sou afrodescendente”. O pastor foi ainda perguntado hipoteticamente sobre como reagiria caso descobrisse que uma de suas filhas se relaciona com um negro: “Se minha filha amasse uma pessoa, de qualquer cor que fosse, eu ia respeitá-la porque é a vida dela”.

Sabrina optou por perguntar diretamente sobre a publicação da maldição ao descendente de Noé: “A Bíblia é um livro muito complexo. Quando eu estava dando esse ensino pelo Twitter, uma das vertentes intelectuais que eu citei foi essa: de que há um pensamento que o continente africano foi formado por um dos descendentes de Noé, e esse foi amaldiçoado. Eu nunca disse que essa era minha posição. O Twitter tem 140 caracteres só. Não se pode falar isso ou aquilo por causa de 140 caracteres. Pra pessoa ser racista, ela tem que ter um histórico racista”.

A repórter e apresentadora do programa Pânico na Band perguntou a Feliciano sobre sua relação com o pastor Silas Malafaia, que recentemente saiu em sua defesa, apesar de ressaltar que possuem “diferenças públicas”. Marco Feliciano foi sucinto: “É um amigo, grande líder”. Sabrina perguntou sobre a relação dele com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), outra figura polêmica da Câmara dos Deputados, e o pastor respondeu: “Gente boa também”. A entrevistadora então perguntou se eles formariam o trio parada dura, e Feliciano respondeu prontamente: “Eu sou um pouquinho diferente, sou mais tranquilo, não sou tão briguento”.

As manifestações públicas e contrárias de artistas e outros ativistas sobre o pastor foram abordadas pela repórter, que perguntou se não seria melhor que Feliciano divulgasse o amor. O pastor respondeu à pergunta contextualizando a fonte de boa parte das críticas: “Meu pessoal me apresentou uma página no Facebook, com minha foto e mais de cem frases racistas. E na verdade, era falso. O brasileiro tem uma cultura de ir pela cabeça dos outros, e não procura saber a fonte”.

Sabrina voltou à questão da homossexualidade, e perguntou ao pastor qual havia sido a verdadeira declaração dele contra a prática que havia causado tanta repercussão: “Como deputado, eu sou um guardião da Constituição. No artigo 226, parágrafo 13, diz assim: ‘Só é reconhecido como casamento civil, aquele que se tornou depois de uma união estável, a união entre um homem e uma mulher. Isso é o que está escrito na Constituição. Qualquer luta para que isso seja ao contrário, é preciso que seja apresentado no Congresso Nacional um projeto de emenda constitucional”, disse, interrompido pela repórter que questionou se Feliciano não concordava que era um direito dos homossexuais: “Direitos sim, privilégios não. Se você quebra uma lei estabelecida aqui dentro [Constituição Federal], você abre o presságio e quebra todas as outras”.

“Você acredita que eles têm que continuar lutando?”, perguntou Sabrina Sato. O pastor respondeu contra-atacando: “Sim. Mas eles têm que lutar com um pouco mais de inteligência. Tragam o projeto, coloquemos em votação. Isso é votado pelo colegiado, e que vença o melhor argumento. Porque esses ativistas nunca fizeram isso? Eles tem que mudar a Constituição, para depois serem votadas as outras coisas”.

A respeito da PL 122, que prevê a criminalização da homofobia, e que enfrenta resistência da bancada evangélica por não especificar o que caracterizaria o crime e por ser, ao entender da maioria dos líderes cristãos, uma tipificação de cidadão privilegiado, Feliciano afirmou que “do jeito que está, não [pode ser votada]”, e explicou um pouco sobre os bastidores do Congresso: “Nós já tentamos sentar com o pessoal da PL 122 para apresentar uma coisa que chegue ao bem comum de todas as pessoas. O deputado Jean Wyllys, antes da votação, eu chamei ele ali no cafezinho do Plenário e falei: ‘Jean, vamos tentar um diálogo?’”.

Marco Feliciano disse ainda que tenta manter um relacionamento no âmbito parlamentar com o ativista gay e deputado federal Jean Wyllys, e posicionou-se sobre a ameaça de processo feita por ele: “Meu relacionamento com o Jean aqui dentro, nós sempre conversamos amigavelmente. Mesmo ele me alfinetando sempre no Twitter. A diferença é que o povo dele vem pra briga, e o meu povo só ora. Os evangélicos não são contra gays, eu não sou [...] O problema não são os gays, [eles] são gente boa. Tem um menino que mora na minha cidade, é ele que faz o aniversário das minhas filhas, mobília minha casa, enfeita minha casa, almoça comigo e com a minha esposa e é homossexual [...] O problema são os ativistas. Eles recebem pra isso, e vem pra tumultuar, não vem para o diálogo”, explicou Marco Feliciano.

O pastor revelou ainda que os ativistas que tem tumultuado as sessões da CDHM impediram que fosse votada uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, que tenta a reeleição e que já fez declarações homofóbicas. “Pergunta se a militância deixou a gente votar? Eles não queriam saber o que estava fazendo. Me rotularam como homofóbico porque eu luto pelos votos que eu represento. 212 mil fiéis evangélicos que pensam como eu”.

Perguntado sobre uma eventual renúncia ao cargo de presidente da CDHM, Feliciano frisou que não pensa nessa opção: “Uma coisa é você dialogar como adulto. Uma coisa é você chegar em casa e ter que explicar para uma criança de dez anos porque que na escola falam que seu pai é racista. Isso dói, isso machuca. Então uma renúncia minha agora, é como se eu assinasse um atestado de confissão. ‘Eu sou mesmo, então eu estou abandonando’. Então, eu não sou, e estou aqui para provar isso”.

Confira abaixo, a íntegra da entrevista, em que o pastor Marco Feliciano falou ainda sobre questões teológicas a respeito do dízimo e explicou novamente o episódio do cartão de débito:



Corintianos presos na Bolívia

Marco Feliciano afirmou que irá à Bolívia conversar com a família do adolescente Kevin Espada, torcedor do San José e que acabou morto numa partida contra o Corinthians, pela Libertadores da América.

O embaixador da Bolívia facilitará o encontro do deputado com os familiares do torcedor, para que o deputado solicite à família a retirada da queixa contra os 12 torcedores corintianos que são mantidos presos sob a acusação de assassinato.

De acordo com a RedeTV!, o presidente da CDHM justificou a iniciativa afirmando que a defesa de brasileiros presos no exterior sempre foi uma prerrogativa do Congresso Nacional.

Por Tiago Chagas, Gospel+

20 março 2013

Vídeo da “renúncia” de Marco Feliciano é criticado pelo PSC


O vídeo divulgado pela assessoria do deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) com o título de “Pastor Marco Feliciano renuncia” não foi bem aceito pelos deputados do Partido Social Cristão que se reuniram nesta terça-feira (19) para comentar sobre o impacto negativo do conteúdo exposto nas mídias sociais.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o deputado André Moura (PSC-SE), líder do partido, comentou que não concordou com a publicação do vídeo.

“Nós já orientamos ele e vamos reafirmar essa posição de que agora é um momento de julgar as ações positivas e não estar divulgando posicionamento de que não vai renunciar. Não concordamos com isso”, disse.

No vídeo vemos a manifestação realizada na frente da Catedral do Avivamento, em Ribeirão Preto (SP), no dia 11 de março, onde dezenas de pessoas protestaram contra a eleição de Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

Também alguns ataques a seus opositores políticos e lideranças do movimento LGBT, trechos de outros vídeos postados na internet que falam contra esses representantes.

Durante a reunião Feliciano se defendeu dizendo que não pediu a criação do vídeo e que foi sua assessoria que tomou a liberdade de criar o filme com quase nove minutos de duração.

“Nós não fizemos o vídeo. Quando tomei conhecimento, ele já tinha explodido na mídia. Minha assessoria viu, achou interessante e divulgou. Eu preciso, inclusive, ver o vídeo direito porque eu não sei o que tem de tão interessante”, se defendeu o pastor.

No final da reunião Moura disse que deixou claro para Feliciano que esse tipo de material não beneficia o partido. “O que importa para nós é que conversamos com ele e dissemos a nossa posição. Esse tipo de vídeo contribui em nada para que possamos ter um trabalho produtivo na comissão. Agora, o que cabe ao pastor é, através de sua força de trabalho, dar resposta à sociedade. Esperamos que esse seja o comportamento dele daqui para frente”, disse.

Assista:

18 março 2013

Feliciano e Jean Wyllys negam autoria de frases que circulam na internet


Diversas imagens com frases racistas supostamente ditas pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) circulam pelo Facebook desde que ele foi indicado e eleito como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Não demorou muito para que frases com dizeres contra o cristianismo fossem atribuídas ao também deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

As frases chocam os leitores que prontamente compartilham estes conteúdos para seus amigos e isso acaba alcançando milhares de pessoas. Com tanta visibilidade os deputados usam suas assessorias para negarem tais frases e acusam “a oposição” de plantar tais inverdades.

A oposição no caso de Feliciano seriam os partidos PT, PCdoB e PSOL, do qual Jean Wyllys faz parte. Desde que o pastor evangélico foi indicado a CDHM ele tem sido acusado de racismo e homofobia por pessoas desses partidos, que também lideraram protestos contra o deputado evangélico em diversas cidades brasileiras.

A frase interpretada como racismo fala de uma interpretação teológica que diz que os africanos são descentes de Canaã, o neto de Noé que foi amaldiçoado. Feliciano já explicou seu ponto de vista e deixa claro que na mensagem ele não fala sobre negros, até por ser um afro-descendente.

Já suas declarações sobre a união de pessoas sobre o mesmo sexo também são explicadas por ele que se baseia na Bíblia para não ser a favor dessas relações. Até mesmo o jornalista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, saiu em defesa do deputado evangélico para dizer que o simples fato de não concordar com tais práticas não quer dizer que ele seja homofóbico.

O deputado federal Jean Wyllys, o primeiro parlamentar assumidamente homossexual e defensor das causas da comunidade LGBT, também explica que não falou contra cristãos e tão pouco defendeu a pedofilia.

Pesquisas rápidas no Google nos levam a blogs como o Mídia Sem Máscara que publicou em 2011 um e-mail supostamente escrito pelo recém empossado deputado se dirigindo a Olavo de Carvalho e fazendo a afirmação exposta nas imagens que estão sendo compartilhadas no Facebook sobre a liberdade sexual das crianças.

O mesmo blog conseguiu explicar, isso em julho de 2012, que o e-mail não partiu de Jean Wyllys e que fora falsificado, precisando então haver uma retificação para negar as primeiras matérias que foram feitas sobre este caso.

Danos de imagem

Os usuários das redes sociais talvez não saibam, mas as leis brasileiras punem quem pratica o crime de injúria e difamação. Em seu Twitter Jean Wyllys chega a comentar que pretende colocar na cadeia quem tem espalhado tais boatos sobre sua pessoa.

“Assim como conseguimos pôr na cadeia os criminosos que alimentavam o site fascista e ameaçador ‘Silvio Koerich’, colocaremos esses também!”

Wyllys também postou uma nota explicando de onde partem tais acusações em sua coluna no portal IG dizendo que elas partem de evangélicos.

Feliciano também está certo de que querem desmoralizá-lo junto à sociedade brasileira já que ele assumiu a comissão que tinha ligações diretas com o movimento LGBT. Os últimos 16 anos a CDHM foi usada para repassar verbas para ONGs e aprovar leis e emendas que oferecem direitos civis para homossexuais.

O deputado evangélico afirmou em entrevista que está disposto a debater esses temas, mas que também estará incluindo na pauta da comissão outros assuntos também pertinentes aos Direitos Humanos e Minorias.

13 março 2013

Bispo Edir Macedo fala sobre libertação e diz que “a maioria dos pastores são endemoninhados”. Assista


Após declarar que a maioria dos cantores gospel são endemoninhados, o bispo Edir Macedo voltou a fazer uma declaração polêmica no mesmo teor. O alvo dessa vez, foram os pastores.

Durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus no último dia 24 de fevereiro, Edir Macedo afirmou categoricamente que muitos pastores evangélicos precisam ser libertos. No entanto, o líder da IURD não especificou nomes ou denominações.

“Eu não tenho a mínima dúvida em dizer que a maioria dos pastores neste mundo inteiro são endemoninhados… Eu não tenho o mínimo medo. Eu tenho certeza do que estou falando. Pelo que eu conheço, pelo que eu já passei, pelo que eu já vi, a maioria deles não é liberto”, afirmou.

O sermão era baseado no Apocalipse, e Macedo pontuou que a libertação espiritual é uma necessidade para todos, e que as pessoas que chegam à IURD oriundas de outras religiões, como espíritas e católicos, adquirem hábitos ao longo da vida que os atrapalham em sua caminhada dentro da Universal.

Confira no vídeo abaixo, o trecho da declaração de Edir Macedo sobre pastores endemoninhados:


Num outro sermão, Macedo polemiza ao dizer que a IURD não tem “o rabo preso com ninguém”, referindo-se a ajudas de esferas de governo.

O líder da Universal ainda diz aos fiéis que “o maior interessado em que eles prosperem” é a Unviersal, pois é com as contribuições deles que os empreendimentos da denominação são tocados.

Macedo chega a dizer que ele e os demais bispos e pastores da IURD trabalham com a palavra de Deus, e se os fiéis ofertam, “Deus tem que devolver”. Assista no vídeo abaixo:



Por Tiago Chagas, Gospel+

11 março 2013

Rob Bell afirma que a teologia atual é “antiquada e obsoleta”


Quase dois anos após a controvérsia mundial por causa dos argumentos de seu livro, “O amor vence”, o pastor Rob Bell está de volta! Dia 12 de março ele lança sua nova obra, “What We Talk About When We Talk About God” [Do que falamos quando falamos sobre Deus ], Também prepara um programa “sobre espiritualidade” para a TV aberta.

Rob Bell já foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Sua série de vídeos “Nooma” e seus livros o tornaram especialmente popular entre os jovens.

Ele tocou em uma banda de rock quando era adolescente e ainda mantém uma certa aura de “rock star” quando encheu auditórios e clubes em suas turnês por várias partes do mundo.

No final de 2011, ele deixou a Igreja Mars Hill, que fundou e pastoreou em Michigan, para morar na Califórnia. Seu objetivo na época era escrever um seriado em parceria com Carlton Cruse, produtor do megassucesso Lost. O resultado foi o primeiro capítulo de “Stonger”, mas nenhuma televisão aberta aceitou produzir a série.

Agora Bell passa a maior parte de seu tempo escrevendo e diz ter planos para um novo programa de televisão “sobre espiritualidade”. Ao lado de sua esposa, Kristen, e seus três filhos, Rob Bell afirma: ”Estamos muito felizes. Nós estamos exatamente onde precisamos estar”.

Formado pelo conceituado Seminário Teológico Fuller, em Pasadena, e pastor da  Calvary Church, em Grand Rapids, ele largou tudo para dar início à Mars Hill, um dos expoentes do movimento conhecido como “Igreja Emergente”.

Inovar nunca foi difícil para ele, mas é curioso pensar que ele tente emplacar sua nova produção em parceria com Cruse, um talk show comandado por um ex-pastor. Com o título provisório de “Rob Bell”, ele faria entrevistas, contaria histórias, interagiria com uma plateia e falaria sobre o que “mais inspira as pessoas”, explica ele. Isso inclui a espiritualidade.

Enquanto aguarda uma resposta positiva das emissoras para quem mostrou o formato, Rob Bell volta a ficar sob fogo cruzado por conta de sua teologia não convenciona, que apresenta em seu novo livro.

Como parte da estratégia de divulgação, ele produziu dois clipes curtos, onde oferece alguns dos argumentos contidos na obra. Isso já foi o suficiente para que novamente fosse massacrado pelos teólogos tradicionais.

Segundo o enigmático material de divulgação da sua editora, a HarperOne,  este livro se propõe a fazer “em relação a Deus o que O Amor Vence fez em relação ao céu e ao inferno”.

A problemática levantada por Bell é que nossa visão de Deus pode ser comparada ao automóvel Oldsmobile, que ele dirigia quando tinha 20 anos. Serviu bem durante muitos anos, mas se tornou obsoleto.  Essa geração tem conceitos diferentes sobre Deus assim como tem conceitos diferentes sobre carros.

“As coisas mudaram, temos mais informação e tecnologia do que antigamente. Estamos interagindo com uma gama mais ampla, mais diversificada de pessoas, e o Deus tribal, o único que muitas pessoas já ouviram falar, parece cada vez menor, reduzido, irrelevante, e em alguns casos simplesmente obsoleto”, escreve o ex-pastor no início de sua obra.

Entre as muitas ideias que o fundador da Mars Hill pretende mudar, pois considera inadequadas para nossos dias está o papel das mulheres na liderança da igreja, considerar a homossexualidade pecado e a importância de se falar em uma criação literal em seis dias.

Denny Burk, professor adjunto de Estudos Bíblicos na Faculdade Boyce, acredita que Bell quer oferecer “Uma redefinição total da fé cristã”. Obviamente, essa pretensão é considerada vã pela maioria dos teólogos. Com informações Christian Post e Urban Christian News.

06 março 2013

Jefferson, goleiro do Botafogo, homenageia Atletas de Cristo e pode ser punido por manifestação religiosa durante o jogo


No último domingo, a partida entre Flamengo e Botafogo pelo Campeonato Carioca foi palco para o goleiro Jefferson apresentar seu novo corte de cabelo: um peixe em alto relevo, símbolo tradicionalmente ligado ao cristianismo, e que é usado pela associação Atletas de Cristo.

“O peixe na cabeça é um símbolo dos Atletas de Cristo. Significa nadar contra a correnteza e, graças a Deus, deu certo. Fiz algumas defesas que dizem ter sido milagrosas”, declarou Jefferson ao Globoesporte.com.

Evangélico, Jefferson costuma ousar nos cortes e já fez homenagens ao clube de General Severiano, com uma estrela solitária, símbolo do clube, e também à sua esposa, Michelle.

Sobre sua fé, Jefferson faz questão de ressaltar que a leitura da Bíblia faz parte de sua rotina: “Acho que ninguém sabe, mas leio antes de todos os jogos o Salmo 91: ‘Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará. Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza’. Gosto também de outro: ‘O cavalo se prepara para a batalha, mas a vitória vem de Deus’. São trechos que me passam muita tranquilidade na hora dos jogos”, disse o goleiro, que já foi convocado pela Seleção Brasileira.

Entretanto, o gesto de homenagear os Atletas de Cristo pode render uma punição, pois a International Football Association Board, entidade ligada à Fifa, proíbe manifestações religiosas dentro de campo. Jefferson, no entanto, não recua: “Tem que nadar contra a correnteza desse mundo, contra as coisas tristes e erradas, por isso fiz essa homenagem. Para o Botafogo, as coisas se tornam mais difíceis. Vamos nadar contra a correnteza e conquistar o título”.

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, José Teixeira Fernandes, afirma que o assunto ainda será analisado, mas pode render punição ao goleiro: “É um caso novo e, a princípio, não tenho nenhuma objeção. Não vejo problemas de um cidadão explicitar a sua preferência religiosa. Mas o Código é extenso e não é possível saber todos os pontos dele. Faremos uma apuração mais profunda. Se houver alguma ofensa à regra, vamos fazer a denúncia. Vamos pesquisar e não descarto [punição]”.



04 março 2013

'Não sou contra a comunidade LGBT, sou contra seus ativistas', afirma Feliciano


Diante de polêmica relacionada ao nome do pastor e deputado federal Marco Feliciano (foto) apontado para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, tanto PSC quanto PT articulam mudanças.

Apontado com possível presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e acusado por movimentos sociais de ser homofóbico, o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou ao iG que “não tem nada contra a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), sou contra seus ativistas”.

Para ele, todo o movimento contrário à indicação de seu nome foi orquestrado por representantes dos direitos da comunidade LGBT como o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), por exemplo. “Como eu, como pastor, posso ser racista? Até em Angola tenho admiradores. Não tenho ódio contra gays. Sou um defensor da família, mas o que é feito entre quatro paredes é opção de cada um”, defendeu-se Marco Feliciano.

“Eu não tinha vontade de assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, mas agora fiquei curioso. O que tem lá de tão importante ou o que estão escondendo? A ponto de um pastor não ter direito de assumir esse cargo?”, questionou Feliciano. “Os ataques que venho sofrendo mostram quem é intolerante de fato”, complementou. “Se eu for presidente da comissão, vamos colocar em discussão até união estável entre casais do mesmo sexo”, prometeu.

Desde quanto seu nome foi cogitado pelo PSC para presidir a Comissão de Direitos Humanos, o deputado Marco Feliciano tem sido alvo de críticas. Em 2011, ele escreveu em sua conta no Twitter que relações homossexuais levam “ao ódio, ao crime e à rejeição”. Na época, ele disse também que afrodescendentes eram “amaldiçoados”.

Diante da polêmica em relação ao nome de Feliciano, o próprio PSC já trabalha nos bastidores para indicar um outro nome para a presidência da comissão. O partido evita divulgar esse nome para evitar novas polêmicas.

Deputados do PT que compõe a comissão, como Nilmário Miranda (PT-MG), Erika Kokay (PT-DF) e Luiz Couto (PT-PB) terão uma reunião na próxima terça-feira pela manhã com o líder do partido na casa José Guimarães (PT-CE) cobrando explicações pelo fato de o PT ter perdido o comando da comissão. “Existem ações ligados às comunidades quilombolas, ao combate ao trabalho escravo e de muitas minorias que podem ser afetados com uma mudança dessa”, temeu o deputado federal Luiz Couto.

Associação gay protesta contra pastor

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) publicou nota de protesto contra a indicação do pastor evangélico e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Polêmico, o pastor já declarou em seu site que o “ativismo gay” serve para promover violência. “Do ponto de vista da política, minoria são grupos desprivilegiados, por não conseguirem estudos e empregos. Os gays não se encaixam nesse perfil, pois são estudados e tem ótimos empregos”, afirma o deputado na mensagem.

Segundo a associação gay, o deputado tem feito reiterados pronunciamentos públicos que vão na contramão dos objetivos da Comissão dos Direitos Humanos. “Em mais de uma ocasião, (Feliciano) teceu comentários depreciativos à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas”, defende a associação na nota.

Para a associação, seria retrocesso a comissão ser presidida pelo parlamentar. A entidade também afirma que é preocupante a declaração, atribuída ao deputado, que teria afirmado no Twitter que “os descendentes africanos são amaldiçoados”. Para a ABGLT, a declaração é “infeliz” e fere a dignidade dessas pessoas.

Indicação

Em acordo para a divisão de cargos na Câmara, na última quarta-feira, o PSC ficou com o comando do colegiado. O líder do PSC, André Moura (SE), afirmou que o partido ainda não decidiu quem será escolhido, mas Feliciano foi um dos deputados que manifestou interesse no posto.

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