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09 janeiro 2013

Situações de desespero motivam pessoas a buscarem a Deus e pedirem ajuda


Em momentos de dificuldades, pessoas sem alternativas a seu alcance apelam à Deus, ansiosas por ajuda divina para solucionar os problemas.

Dois casos distintos ilustram a situação descrita acima e apesar de desfechos diferentes, mostram o apego humano ao sobrenatural.

Goreth Bezerra, mãe da modelo Camila Bezerra, 22 anos, que foi encontrada morta no dia 01 de janeiro, na província de Guanghou, China, onde estava a trabalho, publicou em sua página no Facebook um desabafo: “Senhor Jesus, toca em todos os corações pra agilizar tudo, porque não consigo dormir, não consigo sair daqui. Manda uma resposta meu Deus”. Em seu perfil, Goreth se declara evangélica.

Camila caiu do 14º andar do prédio onde estava morando junto com outras seis colegas de profissão. Ainda não há maiores informações sobre o ocorrido, e a família, além de não saber se foi acidente ou suicídio, também não consegue finalizar a parte burocrática para a liberação do corpo para o traslado.

Em Santa Catarina, um bote naufragou no último sábado, 05/01, e um dos ocupantes da embarcação revelou que, enquanto aguardavam socorro, fizeram uma oração, e que a iniciativa serviu para acalmar as pessoas: “Meu pai ficou bem nervoso, a minha filha ficou bem assustada. Foi feita uma oração, rezamos um pai nosso. A oração foi boa, por que serviu para acalmar todo mundo. Quando acabamos, os bombeiros chegaram”, revelou Emerson Silva, um dos náufragos.

O bote estava com 22 pessoas, contando a tripulação, e segundo o proprietário, todos à bordo portavam coletes salva-vidas. “A embarcação é para 20 passageiros e dois tripulantes. Saímos pelas 17h15, e pelas 17h45, a parte dianteira do inflável descolou do convés. Na hora que descolou, entrou muita água. Foi ai que a gente pediu socorro”, revelou Charles Sell ao G1.

O socorro imediato foi prestado pelos bombeiros e nenhuma pessoa morreu, apesar de alguns apresentarem quadro de hipotermia.

Por Tiago Chagas, 

19 dezembro 2012

Uma em cada seis pessoas não possui religião, revela estudo


Um estudo global sobre religião divulgado nesta terça-feira pelo jornal New York Times traz os resultados da pesquisa realizada pelo Pew Research Center. Segundo ele, cerca de uma em cada seis pessoas do mundo não tem nenhuma afiliação religiosa. Isso faz com que o “não-afiliados”, como o estudo os chama, seja o terceiro maior grupo do mundo, com 16% da população mundial.

O estudo também descobriu uma grande disparidade entre a média de idade das populações religiosas, com os muçulmanos e hindus sendo mais jovens e budistas e judeus os mais idosos. O grupo mais jovem, muçulmanos, teve média de 23 anos, enquanto os judeus tem 36 anos.

Os cristãos, incluindo católicos, ortodoxos e evangélicos, ainda são o maior grupo religioso, com 2,2 bilhões de pessoas, cerca de 32% da população do mundo. Eles são seguidos por muçulmanos, com 1,6 bilhão, cerca de 23%. Há cerca de um bilhão de hindus, quase 15% por cento da população global, e quase meio bilhão de budistas, ou 7%.

O estudo, intitulado “Panorama religioso global”, analisa o tamanho e a distribuição dos grupos religiosos a partir de 2010.

O principal pesquisador deste relatório, Conrad  Hackett, afirmou: “Algo que pode surpreender muita gente é que o terceiro maior grupo são os sem filiação religiosa. Já havia indicações disso em pesquisas regionais, mas é a primeira vez que temos números com base em dados de pesquisa analisados ​​de forma científica rigorosa”.

Mais de 75% destes “não afiliados” religiosamente vivem na Ásia, a maioria na China. Muitas das pessoas deste grupo possuem crenças religiosas ou espirituais, mas não se identificam com uma fé em particular.

Adeptos das chamadas religiões folclóricas ou tribais, como as crenças tradicionais africanas, chinesas, indígenas americanas e aborígenes australianas, perfazem 6% da população do mundo. Grupos religiosos menores, como bahais, jainistas, sikhs, xintoístas, taoístas, wiccans e zoroastristas, ao todo representam menos de um por cento da população.

Os judeus, com cerca de 14 milhões de adeptos, representam apenas 0,2% dos habitantes do planeta. O estudo se baseia na análise de 2.500 diferentes fontes de dados, incluindo os censos e pesquisas demográficas de 232 países. Foi levada em consideração a auto-identificação, por isso leva em conta a religião que a pessoa declara pertencer, não os números oficiais das denominações ou associações religiosas.

Jack A. Goldstone, diretor do Centro de Política Global da Universidade George Mason, da Virgínia, destaca que os grupos religiosos com os membros mais jovens têm mais filhos, vivem em maior pobreza e têm os níveis mais baixos de educação feminina. Ele observa que, em países de maioria muçulmana onde o governo apóia a educação de mulheres e meninas, como Tunísia, Irã e Indonésia, a idade média é maior que os muçulmanos da África e do Oriente Médio.

O estudo também mostra que cerca de um quarto da população mundial vive em países onde eles são uma minoria religiosa. Porém, 97% dos hindus e 87% dos cristãos vivem em países onde são a fé da maioria, disse Alan Cooperman , diretor associado de pesquisa do Pew Forum. “Os cristãos estão mais uniformemente dispersos, exceto por um lugar, no Oriente Médio e norte da África. Eles são minoria absoluta justamente no lugar onde o cristianismo se originou”, conclui. Traduzido de New York Times.

17 dezembro 2012

37% das pessoas acredita que Papai Noel visitou o menino Jesus


A Sociedade Bíblica Britânica encomendou uma pesquisa sobre o Natal. Mais de 2.000 pessoas, incluindo adultos e crianças, foram entrevistadas sobre seu conhecimento do tema.

Surpreendentemente, em um país de maioria cristã, há um grande abismo entre o que as pessoas crêem e o que a Bíblia diz sobre o nascimento de Jesus.

Dois por cento dos entrevistados disseram que Maria e José descobriram que ela estava grávida durante o “primeiro encontro” do casal. Pouco mais de 37% afirmaram que o Papai Noel foi a primeira pessoa a visitar o menino Jesus. Apenas 46% afirmaram que foram os pastores, como informa o relato bíblico.

A maioria acredita que a criança foi colocada em uma cesta, como Moisés, não no local usado para alimentar os animais (uma manjedoura).

Segundo a empresa ICM, que conduziu a pesquisa, apenas 26% sabia que Maria e José estavam noivos quando o anjo anunciou que ela seria a mãe de Cristo. Um teste de múltipla escolha foi apresentado aos entrevistados na tentativa de verificar o quanto as pessoas conhecem sobre a história de Natal.

Apesar das escolas de todo o país tradicionalmente apresentarem peças natalinas e milhares de cartões serem enviados com a cena típica do nascimento do menino Jesus, a maioria dos britânicos parece não ter consciência do que realmente estava acontecendo.

Paralelo a isso, chama atenção o fato de o cristianismo ter sofrido uma queda acentuada no país ao longo da década passada.

Até o local do nascimento não está claro para 2%. Embora 98% dos entrevistados identificaram corretamente Belém como local de nascimento de Jesus, os demais afirmaram ter sido em Beirute, capital do Líbano.

Pouco mais de 60% afirmaram que Maria e José eram casados quando ela engravidou, embora a Bíblia afirme que eles eram noivos. Oitenta e três por cento identificaram o anjo Gabriel como aquele que anunciou a Maria que ela esperava um filho. E apenas 32% sabia dizer o que significava a palavra “Emanuel”, um dos títulos de Jesus.

Ann Holt, uma das diretoras da Sociedade Bíblica, disse: “O percentual de conhecimento sobre a história do Natal ainda é alto. Isso mostra o poder dessa história. Esta pesquisa mostra que, ao ignorar que Maria e José não eram casados, perde-se a noção do escândalo que havia na época.” Com informações Telegraph e Bible Society.

03 dezembro 2012

Apenas 66% da população reconhece que Jesus é a figura mais importante da história


O pastor John Ortberg, da Igreja Presbiteriana de Menlo Park, na Califórnia, utilizou um estudo realizado pela Harris Interactive para a editora Zondervan para alertar as igrejas que as pessoas, em geral, “não conhecem a verdade sobre Jesus”.

Mesmo que 66% dos entrevistados digam acreditar que Jesus é a figura mais importante da história, o estudo mostra que poucos realmente entendem quem Ele é.

“Muita gente não sabe do papel de Jesus na criação de uma sociedade onde todos os seres humanos são reconhecidos, têm direito, devem ser incluídos e considerados iguais”, diz o pastor.

“Essa realmente era a ideia que começou em Israel e se espalhou pelo mundo, através dos seguidores de Jesus: todo ser humano foi criado à imagem de Deus, é amado por Deus, e consequentemente, deveríamos ter compaixão por todos”, acrescenta Ortberg.

Ele afirma que instituições como orfanatos e hospitais originaram-se com os seguidores de Jesus, que lembravam de Seus ensinamentos e compaixão e decidiram cuidar dos outros.

Ele também lembra que havia um desequilíbrio entre os sexos durante os tempos de Jesus, cerca de 1 milhão de mulheres para 1,4 milhões de homens. Uma grande quantidade de meninas morria durante o parto ou eram mortas ao nascer, por causa de seu sexo, considerado menos valioso.

“Foi realmente através dos ensinamentos de Jesus, e o caminho que Ele ensinou a mulheres, bem como a homens, que se reconheceu que elas também traziam a imagem de Deus em si. Elas foram as primeiras testemunhas da ressurreição e foram líderes na igreja primitiva, onde muito antes da sociedade ensinava-se sobre a grande dignidade, o valor, e a igualdade das mulheres se espalhou”, explica o pastor. “Então, os ensinamentos de Jesus melhoraram em muito a condição das mulheres.”

Ortberg reuniu vários dados da pesquisa promovida pela Harris/Zondervan em seu novo livro, lançado para ‘aquecer o Natal’: Who Is This Man?: The Unpredictable Impact of the Inescapable Jesus [Quem é este homem? O impacto imprevisível do inescapável Jesus].

Ele revela, por exemplo, que 89% das pessoas desconhecem que os seguidores de Jesus foram os pioneiros nos conceitos de alfabetização universal e educação. O pastor acha que é uma vergonha as pessoas não saberem mais sobre quem eles admitem ser a figura mais importante da história.

Após a divulgação recente de um fragmento de papiro onde Jesus supostamente diz que teria uma esposa, muitos historiadores e teólogos questionam o que as pessoas realmente sabem sobre a vida de Jesus.

A pesquisa da Harris/Zondervan revela que a maioria das pessoas não compreende a influência de Jesus na cultura, apesar de reconhecer sua imagem 2.000 anos depois de sua morte. A maioria dos entrevistados não foi capaz de responder corretamente a perguntas a respeito de sua influência e ensinamentos. Menos da metade (47%) reconhece que Jesus foi o primeiro homem a defender a ideia de uma sociedade inclusiva e igualitária.

“Do ponto de vista puramente humano, a maior surpresa é que Jesus conseguiu exercer alguma influência. Normalmente, o legado de alguém fica evidente no momento em que se morre. No dia em que Alexandre, o Grande, César Augusto, Napoleão, Sócrates e Maomé morreram, suas reputações já eram enormes. Quando Jesus morreu, seu movimento pequeno e frágil não dava indícios que resistiria ao tempo”, afirma Ortberg.

“Vivemos em um mundo onde o impacto de Jesus é imenso, mesmo assim seu nome não pode ser mencionado em vários países”, lembra.

A pesquisa foi realizada online entre 13 e 17 de setembro e entrevistou 2.339 adultos, entre os quais 1.062 afirmavam ser cristãos.Com informações de Christianity Today, One New Snow e Harris Interactive.

Pesquisa afirma que cristão preferem evangelizar amigos


Uma pesquisa realizada pela Aliança Evangélica no Estados Unidos conseguiu mostrar que a maioria dos cristãos preferem evangelizar seus amigos.

O estudo tinha como objetivo mostrar as mudanças que o processo de evangelismo tem sofrido entre os religiosos do século 21.

Das pessoas entrevistas, 80% afirmaram que é mais eficaz pregar em grupos onde há uma intimidade, pois assim eles se sentem mais seguros para compartilhar suas crenças.

Outros 9% preferem o método de pregação nas ruas, dizendo que esta é a forma mais eficaz para falar de Jesus. O evangelismo ao ar livre era mais comum no século 19 e em meados do século 20, perdendo um pouco de adeptos nos últimos anos.

A pesquisa da Aliança Evangélica também conseguiu mostrar que boa parte dos cristãos, 57%, acredita que as ações falam mais que palavras na hora de evangelizar.

Outra forma citada pelos participantes do estudo para falar do amor de Deus foram os projetos comunitários, 55% deles acreditam que as pessoas conhecem a Jesus participando destes trabalhos.

Para o diretor da Aliança Evangélica, Dave Landrum, “esta pesquisa mostra que, embora a confiança para compartilhar nossa fé tenha tido sucesso nos últimos anos, é preciso que aconteça de maneiras diferentes”.

O ponto crítico da pesquisa aponta que para 87% dos entrevistados a imagem pública da Igreja e de alguns líderes religiosos está influenciando de forma negativa na hora de fazer o evangelismo.

04 julho 2012

Censo revela que judeus são grupo religioso com maior renda e escolaridade


As informações do Censo Demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que entre os grupos religiosos com pelo menos 100 mil adeptos os judeus se destacam pela alta renda e escolaridade de seus adeptos.

Na religião, mais da metade dos seus seguidores, ou 62% com mais de 25 anos possuem nível superior completo o que vem a ser o maior percentual entre todos os grupos religiosos analisados. Segundo o jornal O Globo, a renda per capita nessa população também é a maior: R$ 4.701, em média.

De acordo com a presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Sarita Schaffel, o povo judeu é conhecido como o “povo do livro”, justamente por um dos pilares de sua cultura ser o estímulo constante na aquisição de cultura.

“O povo judeu é o povo do livro. Aprendemos ao longo dos anos, com as seguidas perseguições que sofremos, que a cultura é o único elemento que ninguém pode tirar de um povo”, explica Sarita.

Ela acrescenta que as famílias judaicas consideram a educação dos filhos uma prioridade. Sarita acredita também que a associação entre renda e religião ainda gera preconceito por grande parte da sociedade. “Existem muitos judeus que passam dificuldades, mas somos muito solidários entre nós”, garante.

Para o professor de Sociologia da Religião da PUC-RS, Ricardo Mariano, a leitura e estudo do livro sagrado para a prática religiosa estimula a busca pela instrução como um fator primordial entre seus seguidores.

O especialista ainda analisa que o fato de a religião ser hereditária favorece a manutenção de taxas de instrução e renda altas. “O judaísmo é uma religião étnica, ninguém se converte judeu. Por isso, o perfil de quem pratica a religião não muda”. “O alto grau de instrução leva, naturalmente, a uma renda maior”, explica Mariano.

Além dos judeus, os praticantes do espiritismo também aparecem entre as pessoas que possuem, além de faixas de rendas mais altas, maior nível de instrução.

Outra característica dos judeus levantada é de estarem fortemente inseridos no setor empresarial e participarem das classes A e B da população.

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