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01 fevereiro 2013

José - Um Homem que fugiu da Tentação

José chegou ao topo. Toda vez que tinha de lidar com algum tipo de tentação, ele prevalecia. Era o penúltimo filho de Jacó, mas o primeiro nascido da esposa favorita do pai, Raquel. Ele teve dois sonhos importantes. Não sabemos como contou aos irmãos esses sonhos, nos quais todos se curvariam diante dele; de qualquer forma, eles o odiaram por causa disso.

Certo dia, o pai enviou José para ver como estavam os irmãos em Siquém, mas eles não aguentavam mais os seus sonhos e a sua condição de filho favorito, por isso o jogaram dentro de um poço. Embora tivessem planejado matá-lo, acabaram vendendo José a mercadores. Aos dezessete anos, ele foi levado a centenas de quilômetros de distância até o Egito, onde se tornou escravo. A maioria das pessoas naquela situação teria se sentido no direito de assumir certa amargura, mas não José. Ele era um trabalhador de valor. Por isso, chegou ao topo.

Ele "era atraente e de boa aparência" (Gn 39.6). Estava a cerca de quinhentos quilômetros de casa e era um rapaz solteiro. Era o tipo perfeito para uma pessoas como a esposa de Potifar. Ela o perseguia "dia após dia" (Gn 39.12), agarrando-o pelas vestes, ele saiu correndo, deixando a roupa para trás.

A recompensa por sua boa conduta foi a prisão. Mesmo lá, José chegou ao topo. Com o tempo, ele teve a sua oportunidade quando os especialistas egípcios não conseguiram interpretar o sonho de faraó. O chefe dos copeiros da corte se lembrou do dom de interpretação de sonhos de José (Gn 41.9-13). No entanto, José não tomou para si o crédito pelas interpretações; ele reconhecia que só Deus era capaz de lhe conceder aquele dom (Gn 41.16).

O faraó fez de José o vice-presidente do país (Gn 41.33,37-44). Vinte anos depois, quando os irmãos de José foram ao Egito para comprar comida, eles não o reconheceram. José, porém, os conhecia. Ele impôs sobre os irmãos algumas provas para saber se haviam mudado desde que o haviam vendido como escravo, mas resistiu a tentação de retribuir o mal que tinham feito. Quando José contou aos irmãos quem era, eles temeram por suas vidas. Contudo, ele demostrou um perdão sincero.

José foi tirado de casa e vendido como escravo; foi alvo da sedução na casa de Potifar; e sofreu em uma casa de detenção - mesmo assim, permaneceu fiel ao Senhor. Ele triunfou sobre a tentação

Bíblia do Homem

25 janeiro 2013

Jeremias - Um Homem que temeu, mas permaneceu Fiel


O mundo ocidental ensina que homens de verdade não sentem dor - ou, pelo menos, não podem demonstrar que sentem. Jeremias não frequentou essa escola que ensina a esconder os sentimentos. 

Jeremias nasceu quando o longo reinado do mais perverso rei de Judá, Manassés, estava chegando ao fim. Quando Deus o chamou, Jeremias respondeu, pois o Senhor havia planejado torná-lo um profeta antes mesmo de ele nascer (Jr 1.4-6). Ele tocou a boca de Jeremias, colocou nela as palavras e deu a ele "autoridade sobre nações e reinos" (Jr 1.10).

A tarefa não era fácil. O reino de Israel já tinha sido derrotado e escravizado; agora era a vez de Judá. Basicamente, o que o profeta disse a seus conterrâneos foi que toda aquela destruição era culpa deles mesmos, e que deviam assumir as consequências. "Se, porém, alguma nação ou reino não se sujeitar a Nabucodonosor, rei da Babilônia, nem colocar o pescoço sob o seu jugo, eu castigarei aquela nação..." (Jr 27.8).

O povo se voltou contra aquele mensageiro de Deus. O profeta foi açoitado, preso no tronco, jogado em um poço e condenado a morte. Ele não reagiu com frieza. Em determinados momentos, seu livro se parece com uma jornada pessoal de sofrimento. "Ah, minha angústia, minha angústia! Eu me contorço de dor", ele clamou quando ouviu o julgamento de Deus sobre Jerusalém (Jr 4.19). "A tristeza tomou conta de mim; o meu coração desfalece", afirmou ao chorar pelo pecaminoso reino de Judá (Jr 8.18). Ele se sentia como "um cordeiro manso levado ao matadouro" quando ouviu os planos elaborados contra sua vida (Jr 11.19). Ele se sentiu tão traído que amaldiçoou o dia do próprio nascimento. "Maldito seja o dia em que eu nasci!", ele lamentou (Jr 20.14).

Com amigos, conterrâneos, líderes, sacerdotes e reis conspirando contra o profeta, não é de admirar que as pessoas começassem a chamá-lo "o homem que vive aterrorizado". Sendo assim, o que manteve o chamado  "profeta chorão" ativos? Primeiro, seu inconfundível chamado por parte de Deus. "Mas, se eu digo: 'Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome', é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim" (Jr 20.9). Segundo, sua confiança em Deus. Quando parou de questionar o Senhor e assumiu de uma vez por todas seu papel, Jeremias aprendeu a se alegrar mesmo em meio à adversidades. "Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo..." (Jr 15.16).

Deus protegeu seu profeta. Quando Nabucodonosor conquistou Judá, Ele tirou Jeremias da prisão, o enviou de volta para casa e concedeu ao profeta tudo o que ele precisava (Jr 39.9-14)

Bíblia do Homem

18 janeiro 2013

Adão - Um Homem Criado à imagem de Deus


Procura-se: um homem com personalidade perfeita e psique perfeita; que tenha ao seu lado a parceira perfeita e um ofício perfeito e um lugar perfeito. Certa vez, uma pessoa realmente cumpriu todos estes requisitos. Foi Adão.


Adão foi criado à imagem de Deus. Algumas pessoas costumam a dizer: "Esse garoto é a cara do pai", querendo dizer que a imagem dos pai se reflete no filho. Da mesma maneira, os seres humanos compartilham semelhanças com o Criador. A masculinidade de Adão era parte da imagem de Deus. (Uma observação: foram necessários "homem e mulher" para constituir a "imagem de Deus" em Gênesis 1.27. Deus não criou nenhum modelo unissex).


A Adão foi concedida a companheira perfeita, Eva, uma mulher verdadeiramente perfeita. As traduções de Gênesis 2.23 não capturam de fato a emoção de Adão ao ver a primeira mulher. O versículo poderia ser quase traduzido como uma interjeição: "Oba!".

Em Gênesis 1.28-30, encontramos a descrição do ofício de Adão. Ele era responsável por tomar conta do jardim de Deus. Adão, que foi criado a partir da terra (Gn 2.7), tinha a incumbência de administrá-lo. Ele era lavrador (ou fazendeiro) e ecologista. Também se tornou o primeiro cientista da terra, pois quando deu nome aos animais, ele os estava classificando em grupos (Gn 2.19-20).

Adão era uma espécie de ônibus cheio de gente dentro (Rm 5.12-21). Quando ele pecou, aquele ato se espalhou como um latão de tinta sobre milhões de pessoas. Adão tinha os genes perfeitos e a mulher perfeita no jardim perfeito do mundo perfeito. Mesmo assim, ele estragou tudo. Adão já trabalhava antes de pecar, mas, depois disso, seu trabalho se tornou muito mais fatigante (Gn 3.17-19). O ambiente passou a ser seu inimigo. Além disso, por causa do fracasso de Adão, a família também foi arruinada. Um dos filhos matou o outro (Gn 4).

Adão se sentiu envergonhado depois de pecar. Mesmo assim, Deus, em sua graça, providenciou um sacrifício para cobrir a vergonha de Adão, que é Cristo (1Co 15.21-23), providenciou o sacrifício perfeito para cobrir o pecado de Adão (o nosso também). Adão trouxe a morte à terra; Jesus nos concede a vida.

Assim como Adão, somos chamados para refletir o Senhor. No entanto, todos nós falhamos. Portanto, nossas esposas sofrem. Nossos filhos se desestruturam. Mesmo assim, tal como Adão, podemos ser revestidos "... do novo [...] à imagem do seu Criador" (Cl 3.10).

Bíblia do Homem

11 janeiro 2013

João - Um Homem Dominado pelo Amor


Saulo, com sua personalidade difícil e agressiva, foi colocado de joelhos diante da luz de Cristo. Da mesma maneira, o genioso pescador que Jesus apelidou "filho do trovão" foi transformado pelo amor de Cristo.

Três discípulos - Pedro, Tiago e João - tiveram o privilégio de testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37); a transfiguração de Jesus (Mt 17.1-4); e a agonia de Jesus no jardim do Getsêmani (Mc 14.32-42).

João foi o primeiro discípulo a entender o significado da ressurreição de Jesus. Quando Maria Madalena descobriu  que a pedra colocada na frente do túmulo de Jesus havia sido movida, correu para encontrar  Pedro e João, que se refere a si mesmo como "o discípulo a quem Jesus amava". João foi o primeiro a chegar à sepultura. Quando viu os panos usados para cobrir o corpo de Cristo, ele creu. Como afirma João 20.9, "eles ainda não haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessário que Jesus ressucitasse dos mortos."

João também foi o primeiro discípulo a reconhecer o Senhor ressurreto. Os discípulos estavam pescando no mar da Galiléia quando viram um homem na praia. Aquele homem lhes perguntou se haviam pegado algum peixe. A resposta foi negativa. Então ele os instruiu a jogar as redes do outro lado do barco. Quando as redes foram recolhidas, repletas de peixes, João reconheceu o homem: "É o Senhor!" (Jo 21.7).

João escreveu cinco livros do Novo Testamento: o Evangelho de João, 1-2-3 João e o Apocalipse. Todos estão permeados da mensagem do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. O Evangelho de João mostra como a Palavra, Jesus Cristo, se fez carne e viveu entre nós (Jo 1.14). Da mesma maneira, Apocalipse apresenta Cristo, a Palavra, como aquele cuja voz é "como o som de muitas águas" (Ap 1.15) e que, ao mesmo tempo, "nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue" (Ap 1.15).

As três cartas, por sua vez, mostram como Jesus Cristo, " o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam" (1Jo 1.1), nos convoca para amar uns aos outros. Diz João "Amados, amaremos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1Jo 4.7-8). No fim, "o discípulo a quem Jesus amava" revelou-se forte como um trovão, mas por conta do seu amor.

Bíblia do Homem

04 janeiro 2013

Pedro - Um Homem que sujeitou o próprio espírito


Pedro tinha a mania de agir primeiro e pensar depois. Mesmo assim, esse homem voluntarioso prosseguiu até se tornar um dos principais líderes da igreja.

Jesus retrucou Pedro e o irmão dele, André, enquanto eles pescavam com suas redes (Mc 1.16-17). "Seguiam-me, e eu os farei pescadores de homens", disse Cristo. Pedro largou as redes imediatamente para seguir o Salvador.

Assim era Pedro: agir primeiro, pensar depois. Ele fez isso durante todo o ministério de Jesus, e era frequentemente repreendido por isso. Quando Pedro se opôs às predições que Jesus fez a respeito de seu sofrimento e sua morte, o Filho de Deus disse: "Para trás de mim, Satanás!" (Mc 8.31-33). No alto da montanha, onde Jesus se transfigurou , Pedro, disparou: "Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias" (Mc 9.5). Jesus orientou os discípulos a manter sigilo a respeito do que havia acontecido. E quando Pedro garantiu que nunca abandonaria Jesus, o Salvador afirmou que seria negado três vezes pelo apóstolo naquela noite.

Ainda assim, Pedro sempre foi o porta-voz dos discípulos. Quando Jesus reagiu às acusações feitas contra os discípulos por causa de seus hábitos em relação à alimentação, dizendo que "o que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca. isto o torna 'impuro'" (Mt 15.11), Pedro pediu uma explicação. Quando Jesus perguntou  aos discípulos  quem ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo", ou seja, o Messias (Mc 8.29).

Pedro foi separado desde cedo para exercer a liderança. Logo no início de seu ministério, Jesus mudou o nome dele , Simão, para Pedro, a pedra. Ele foi um dos três homens escolhidos para testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37), a transfiguração e a agonia de Jesus no Jardim do Getsêmani (Mc 14.33). E Pedro foi incumbido por Cristo para exercer a liderança.

Pedro aceitou essa responsabilidade. No dia de Pentecostes. a pregação ardente do apóstolo convenceu milhares de pessoas, que se tornaram cristãs. Quando colocado diante do conselho judaico por ter curado um aleijado (At 3-4), a defesa de Pedro fez com que seus acusadores se calassem. Jesus entregou a Pedro as "chaves do Reino dos céus", e o apóstolo as usou para abrir as portas de vidar eterna aos judeus (At 2), os samaritanos (At 8) e aos gentios (At 10).

Sim, o espírito voluntarioso de Pedro às vezes o atrapalhava. Mas Deus transformou aquela ousadia em liderança ardente e carismática. Sobre a rocha da confissão de Pedro, Cristo ergueu sua igreja.

Bíblia do Homem

28 dezembro 2012

Zaqueu - Um Homem que fez o que era certo


Como a maioria dos coletores de impostos de sua época, Zaqueu costumava cobrar mais do que os judeus tinham de pagar em impostos ao governo romano e embolsava o excedente. Ele deve ter feito isso muitas vezes, pois se tornou um homem muito rico em função dos lucros que obteve procedendo daquela maneira (Lc 19.2).

Apesar de tanto dinheiro, Zaqueu era uma pessoa de baixa estatura (Lc 19.3). Era um sujeito tão baixinho que talvez fosse alvo de zombarias durante a infância e a juventude. Talvez até fosse ignorado em sua vida como adulto por causa de sua estatura. De qualquer maneira, é possível que ele descarregasse parte de seu sofrimento sobre as pessoas de quem cobrava impostor exorbitantes.

Aparentemente, Zaqueu era um profissional tão bem-sucedido que se tornou chefe dos coletores da cidade de Jericó, cidade que ficava no caminho de muitas das principais rotas de comércio da região. Zaqueu era um homem próspero, embora não tivesse muitos amigos - a não ser os piores pecadores e a gentalha da cidade (cf Lc 5.30 e 19.7), com ele.

Foi então que aconteceu a reviravolta. Jesus apareceu na cidade, e como ele causava comoção em todos os lugares aonde ia, atraiu uma grande multidão. Zaqueu subiu em uma árvore para ver por cima das cabeças das pessoas mais altas que ele, mas Jesus identificou o velho coletor de impostos. "Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje" (Lc 19.5). Todos os olhares se voltaram ao "homem mais odiado" de Jericó à medida que ele descia pelos galhos da árvore e conduzia Jesus até sua casa.

Os comentários também começaram: "Ele se hospedou na casa de um 'pecado'", murmuravam as pessoas pelo fato de Jesus ter feito uma escolha tão ruim em termos de companhia para o jantar (Lc 19.7).

Escolhido pelo Salvador, Zaqueu foi convencido de seu pecado. Ele anunciou que não apenas daria metade de sua fortuna para os pobre, como também devolveria quatro vezes mais o que cobrava além dos impostos devidos (Lc 19.8). Era a penalidade quadruplicada prevista para o crime de roubo de ovelhas em Êxodo 22.1.

Em resposta ao amor de Cristo, Zaqueu deixou de extorquir as pessoas para se tornar um doador. Ele fez o que era certo em relação às pessoas com as quais agira errado por tanto tempo. E Jesus honrou esse compromisso, dizendo: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão" (Lc 19.9).

Bíblia do Homem

21 dezembro 2012

Tomé - Um homem que lidou com a dúvida



Tomé é o principal exemplo bíblico de alguém que duvida de tudo. Seu apelido, Dídimo (que significa "gêmeo", Jo 11.13), é um pouco intrigante, já que não há qualquer referência a algum irmão gêmeo que ele tivesse. Mas a dúvida poderia ser considerada a irmã gêmea de sua fé.

Tomé é mencionado como um dos doze discípulos de Cristo em todos os evangelhos, mas sua figura se torna mais importante no Evangelho de João. Em João 11, Tomé aparece mais como um sujeito ousado do que como uma pessoas hesitante. Quando Jesus reage à notícia a respeito da morte de seu amigo Lázaro dizendo: "...vamos até ele," Tomé parece não se abalar diante dos perigos envolvidos em uma viagem até a Judéia na companhia de Jesus. Ele comenta com os demais discípulos: "Vamos também para morrermos com ele" (Jo 11.15-16).

Portanto, Tomé está presente quando Jesus, diante do túmulo de Lázaro, diz às pessoas que duvidam do seu poder: "Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus:" E a ressurreição de Lázaro dentre os mortos certamente impressionou Tomé de um modo muito profundo.

Na menção seguinte que o Evangelho de João faz a seu nome, Tomé está tentando corrigir a declaração de Jesus, segundo a qual Cristo afirma que irá para outra dimensão espiritual, onde preparará lugar para seus discípulos. "Vocês conhecem o caminho para onde vou," diz Jesus. A resposta de Tomé é esta: "Senhor, não sabemos para onde vais" (Jo 14.4-5).

Graças a Deus pela ousadia dessa declaração, pois, sem ela, talvez nunca chegássemos a ouvir o que Jesus diz em seguida: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pais, a são ser por mim" (Jo14.6).

A dúvida de Tomé se manifesta de maneira mais intensa quando ele ouve a respeito da aparição de Cristo aos discípulos depois de sua morte. Tomé não se mostra muito disposto a aceitar a ressurreição de Jesus simplesmente a partir dos comentários que ouve: "Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão ao seu lado, não crerei" (Jo 20.25).

Cristo honra essa atitude de Tomé aparecendo ao apóstolo e convidando-o a examinar suas feridas. Tomé fica tão impressionado ao ver o Mestre ressurreto que faz uma das maiores declarações de fé que se vê nos evangelhos: "Senhor meu e Deus meu!" (Jo 20.28).

As dúvidas de Tomé desapareceram na presença de Jesus.

Bíblia do Homem

14 dezembro 2012

Estêvão - Um Homem de Fé e Coragem



Estêvão foi um dos sete homens escolhidos para fazer a distribuição de alimentos para as viúvas de fala grega (At 6.1). Não se tratava de um ministério dos mais prestigiados, mas era essencial, pois libertava os apóstolos para o ensino e a pregação da Palavra do Senhor (At 6.4).

Estêvão era um um orador persuasivo (At 6.9-10). Era um homem cheio de Fé, do Espírito Santo, de graça, de poder e de sabedoria. Ele até realizava milagres e sinais entre as pessoas. (At 6.8).

O discurso que Estêvão fez diante dos líderes religiosos judeus foi corajoso e duro. Eles haviam subornado pessoas para que mentissem a respeito de Estêvão, dizendo: "Este homem não para de falar contra este lugar santo e contra a lei" (At 6.13).

Quando os líderes religiosos perguntavam: "São verdadeiras estas acusações?", Estêvão respondeu com o maior sermão de todo o Novo Testamento (At 7.2-53), que incluía uma revisão da história hebraica e mais uma hábil argumentação a respeito de como os judeus continuavam a rejeitar os mensageiros de Deus. Assim como os irmãos de José se rebelaram contra aquele que os salvaria (At 7.9-16) e os israelitas se rebelaram contra seu libertador, Moisés (At 7.35), os acusadores de Estêvão também estavam se rebelando contra o Salvador que Deus enviara, Jesus (At 7.51-52).

"Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos!", disse Estêvão a seus acusadores. "Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo" (At 7.51). Os líderes religiosos ficaram furiosos. No entanto, quando Estêvão olhou para o céu e disse que via Jesus ao lado direito de Deus, eles acharam que aquele homem havia passado da conta. Estêvão foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte.

Um dos homens que assistiram ao apedrejamento e que viram a face de Estêvão parecendo "o rosto de um anjo" (At 6.15) não se conteve e ficou impressionado com tanta coragem. Enquanto  tomava conta dos mantos dos acusadores de Estêvão, Saulo provavelmente sentia cada pedra que atingia aquele homem. Mais tarde - mesmo enquanto arrastava cristãos até a cadeia -, Saulo teve de lutar contra a lembrança do matírio de Estêvão. Foi então que ele teve um encontro pessoal com Jesus Cristo na estrada para Damasco. Tal como Estêvão, ele viu os céus abertos. E quando Saulo, já usando nome Paulo, tornou-se o primeiro missionário da igreja a trabalhar em terras estrangeiras, o sangue de Estêvão foi a semente que disseminou o cristianismo por todo o mundo.

Bíblia do Homem

07 dezembro 2012

Salomão - Um homem que não acabou bem


Salomão tinha tudo a seu favor quando foi coroado rei. Tal como o gênio da lâmpada, Deus perguntou a Salomão qual era seu maior desejo. E como Salomão pediu sabedoria, o Senhor concedeu esse desejo e ainda lhe deu riquezas, honra e uma vida longa.

A sabedoria de Salomão logo se tornou evidente. Ele ganhou reconhecimento pela decisão que tomou em uma batalha entre duas mulheres pela custódia de uma criança (1Rs 3.24-25), assim como pela maneira como resolveu os enigmas difíceis  propostos pela rainha de Sabá (1Rs 4.31-34). Reis de todas as nações enviaram seus embaixadores para aprender com ele (1Rs 4.30).

Salomão também enriqueceu. Além de coletar 25 toneladas de ouro por ano de suas fontes regulares, ele contava com mais recursos provenientes de comerciantes, mercadores, reis árabes e governadores. O ouro era de tal maneira abundante no reino que a prata praticamente não tinha valor algum (1Rs10.21).

Deus não permitiu que Davi, pai de Salomão, construísse um templo. Tal honra foi reservada a Salomão (1Rs 6-7), e ele fez um excelente trabalho. O templo de Salomão foi um joia da coroa dos judeus por quase quatro séculos.

Salomão era um líder eficaz; ele derrotou e expulsou os inimigos que desafiavam sua liderança e consolidou a unificação da tribos de Israel. Seu reino se estendia do rio Eufrates (ao norte) até o rio Nilo (ao sul), e do deserto da Arábia até o mar Mediterrâneo.

Apesar de toda a sua sabedoria, de suas riquezas, de seu conhecimento e de seu poder, Salomão não terminou bem. Seus excessos acabaram com ele. Os projetos de engenharia (1Rs 5-7) sobrecarregavam o povo com impostos e trabalho. E o pior de tudo: sua coleção extravagante de mulheres (mil esposas e concubinas) prejudicou sua devoção a Deus. Salomão construiu templos para os deuses daquelas mulheres (1Rs 11.5-8), onde elas podiam queimar incenso e oferecer sacrifícios. Ele chegou ao ponto de se juntar a elas na adoração a falsos deuses. Por tudo isso, Deus, que é "zeloso" (Ex20.5), ficou tão irritado com Salomão que tirou o reino do "homem sábio" e entregou a maior parte dele "a um dos [...] servos" (1Rs 11.11).

Salomão pediu sabedoria, mas não soube usá-la. Suas aquisições extravagantes destruíram a sua devoção a Deus, aquele que lhe concedera tudo o quanto o rei possuía.

Bíblia do Homem

30 novembro 2012

André - Um homem que atraía as pessoas




André permaneceu nas sombras, ofuscado pela imagem de seu irmão mais expansivo, Pedro. Ele chegou ao ponto de ser rotulado como o "irmão de Simão Pedro" (Jo 1.40). Mesmo assim, André tinha a habilidade de trabalhar nos bastidores para atrair as pessoas.

André era muito bom nesse negócio de descobrir pessoas. A primeira coisa que ele fez depois de tocar o discipulado de João Batista pelo do "Cordeiro de Deus" foi procurar o irmão para lhe contar: "Achamos o Messias" (Jo 1.41). André providenciou a ponte que levaria a Cristo seu irmão mais falante, que o ofuscaria dali pra frente.

André também era um bom seguidor de Cristo. Em Marcos 1.16, Jesus pediu a ele e a Pedro que o seguissem. Aquilo significava que teriam de deixar de trabalhar de pescadores comerciais para começar a aprender a viver como pescadores de pessoas. Nenhum dos dois hesitou. Como está escrito em Marcos 1.18, "no mesmo instante eles deixaramas suas redes e o seguiram".

André, que tinha o dom de atrair as pessoas, também era habilidoso em providenciar os recursos de que seu Mestre necessitava. Quando Jesus perguntou como os discípulos poderiam alimentar uma enorme multidão que se reunia para ouvir seus ensinamentos, André, o "irmão de Simão Pedro", tomou a palavra: "Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos..." (Jo 6.8-9).

Jesus mandou que todas as pessoas se sentassem. Em seguida, agradeceu a Deus e começou a passar o alimento. Havia peixes e pães suficientes para satisfazer a fome da multidão e, ainda sobrou tanta coisa que foram necessários doze cestos para guardar. Pelo fato de André ter indicado que estava à disposição de Jesus, o Pão da Vida multiplicou um lanchinho minguado em um banquete para milhares de pessoas (Jo 6.10-13).

André era um homem muito prestativo. Talvez porque Filipe e André tivessem nomes gregos, alguns nativos da Grécia se aproximaram de Filipe e disseram: "Senhor, queremos ver Jesus" (Jo 12.21). Felipe procurou André que, por sua vez, procurou Jesus. A resposta do Mestre foi: "Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará (Jo 12.26).

André era esse tipo de pessoa. Ele passou a levar as pessoas a Cristo desde o momento em que começou a obdecer ao chamado para seguir o Mestre.

Bíblia do Homem

23 novembro 2012

Sansão - Um homem de grande força enorme fraqueza


A Bíblia nunca nos diz que Sansão se parecia com algum lutador de luta livre musculoso; é mais provável que ele tivesse uma constituição física bem mais modesta. Sua força era um segredo até que o Espírito do Senhor manifestou-se em Sansão (cf Jz 14.6). A força sobrehumana de Sansão vinha de Deus. Por quatro vezes, o Espírito Santo apossou-se de Sansão. Sem pegar em armas, ele rasgou as mandíbulas de um leão. Sansão matou mil homens com a queixada de um jumento (Jz 15.14-16). E soltou trezentas raposas pegando fogo pelos campos dos filisteus para destruir a colheita deles (Jz 15.3-5).

Sansão, cujos músculos lhe permitiram tantos feitos, em termos morais tinha muitos defeitos, principalmente devido a sua grande fraqueza em relação as mulheres. Ele se casou com a primeira mulher por quem se apaixonou, apesar de ela ser filistéia (Jz 14.3). Na festa de despedida de solteiro, Sansão desafiou os amigos da noiva com um enigma (Jz 14.8-15). Era algo tão provocador que a esposa dele, sob pressão, ficou implorando até que ele lhe desse a solução para charada (Jz 14.7). Quando ela revelou a resposta aos amigos, Sansão pagou a aposta, entregando-lhes as roupas de trinta filisteus que havia matado (Jz 14.9). Em seguida, ele voltou para viver com a mãe e o pai.

Depois foi a vez de uma garota de Gaza conquistar o coração daquele homem tão forte. Ao passar a noite com ela, Sansão descobriu que estava preso do lado de dentro dos portões da cidade, graças ao povo da cidade. Por isso, arrancou os portões e os atirou a cerca de 65 quilômetros de distância (Jz 16.3). Adeus, garota de Gaza.

Dalila foi mais do que uma simples aventura de uma noite para Sansão (Jz 16.4-20). Seu charme, porém, era fatal. Ela seduziu Sansão até ele revelar o segredo de sua força. Ele deixou uma mulher lhe cortar o cabelo, e foi o que ela fez. O colosso humano fora reduzido a uma simples aberração sem seu cabelo, seus olhos, sua força e sua dignidade.

Por graça divina, Deus transformou aquela tragédia toda em triunfo. Preso aos postes dos templo filisteu, Sansão derrubou o prédio sem lançar mão de armas. As colunas centrais do templo desmoronaram, esmagando milhares de filisteus. Como afirma Jz 16.30, "Sansão matou mais homens do que em toda sua vida".

Tal como Sansão, devemos submeter a dádiva divina do sexo ao Espírito Santo de Deus. Se não procedermos assim, alguns minutos de divertimento podem comprometer o potencial de uma vida inteira.

Bíblia do Homem


16 novembro 2012

Filipe - Um Homem que ultrapassou as barreiras raciais


Assim como Estêvão, Felipe foi escolhido para fazer o trabalho de distribuição de alimentos às viúvas, necessitadas. E tal como outros cristãos, ele teve de fugir de Jerusalém em virtude da perseguição brutal que se seguiu à morte de Estevão. No entanto, Filipe não podia deixar de testemunhar a respeito de seu Salvador. Ele rompeu barreiras raciais, étnicas, geográficas e de gênero para alcançar esse objetivo.

Filipe começou em Samaria. Embora os samaritanos e os judeus aparentemente cressem no mesmo Deus, os judeus consideravam os samaritanos estrangeiros e os impediam de adorar no Templo. A maioria dos judeus não passava por dentro do território de Samaria e se recusava a falar com um samaritano.

Mesmo assim, Filipe foi a Samaria para falar às pessoas a respeito do Messias. E os samaritanos se reuniam em multidões para ouvi-lo, principalmente por causa dos milagres que ele realizava, como expulsar espírtos malignos e curar os aleijados. Ele também atraiu a atenção de Simão, um feiticeiro a quem os samaritanos chamavam "Grande Poder", mas que agora era deixado de lado por causa de Filipe. Assim como muitos outros, o mago "creu e foi batizado" (At 8-13).

De Samaria, Filipe partiu para o sul em direção a Jerusalém, onde encontrou um homem que havia viajado quase 500 Km para adorar naquela cidade. Não sabemos como os judeus de Jerusalém trataram aquele eunuco da Etiópia, mas Filipe não o desprezou. Quando o etíope pediu ajuda para compreender uma passagem no livro de Isaías, Filipe subiu na carruagem e começou a explicar como o "cordeiro [...] levado para o matadouro" era Jesus Cristo. O eunuco pediu para ser batizado, e Filipe atendeu. Assim, o encontro entre um judeu que falava grego e um africano de educação refinada se tornou a cabeça-de-ponte do evangelho na África.

Depois do encontro com o eunuco etíope, Filipe foi para o norte, onde continuou a ensinar até chegar a Cesareia. É ali que o encontramos quinze anos depois, quando Paulo e outros se hospedaram na casa dele. Naquela época, "Filipe, o evangelista [...] tinha quatro filhas virgens, que profetizavam" (At 21.8-9), presumivelmente seguindo os passos de profetisas como Débora (Jz 4.4-5) e Hulda (2Rs 22.14).

Nenhum tipo de barreira conseguiria dissuadir Filipe, o evangelista. Ele rompeu todas elas para obedecer à ordem de Cristo: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mt 28-19).

Bíblia do Homem

09 novembro 2012

Paulo - Um homem que ousou proclamar o evangelho



Saulo o jovem fariseu que tomou conta dos mantos dos homens que apedrejaram Estevão, ficou ensandecido depois daquele episodio. Respirando "ameaças de morte" (At 9.1), Sulo perseguiu os cristãos , arrastando-os a cadeia. Ele também orientou que todas sinagogas em Damasco mandassem prender  "todos os homens ou mulheres que pertencessem o caminho" (At 9.2).

entretanto, a fúria de Saulo foi frustrada na estrada a rumo a Damasco, quando ele foi jogado ao chão por uma luz ofuscante e uma voz muito poderosa, que disse: " Saulo, Saulo, por que me persegues?" Quando Saulo percebeu quem estava falando, sua vida mudou por completo. O arqui-inimigo do cristianismo tornou um de seus protagonista. E o fariseu convertido, que cidadão romano em Tarso, mas fora educado em Jerusalém pelo grande mestre judeu Gamaliel, foi usado por Deus para levar boas novas aos gentios.

Contudo, Paulo (o nome que Saulo assumiu depois de se torna um cristão) precisava a aprender a respeito da nova fé. Assim, cegado por Jesus, a luz do mundo, Paulo foi levado a damasco. Lá, Ananias restaurou sua visão. Poucos dias depois de sua recuperação, Paulo começou a pregar em sinagogas locais a respeito de Jesus, dizendo "que Jesus e filho de Deus" (At 9.20).

Paulo quase foi morto por causa disso. Ele fugiu de Damasco, mas os cristãos em Jerusalém pensavam que Saulo estava simulando sua conversão. Isso levou Barnabé e os apóstolos  a tentar convencer os outros da autenticidade da fé proclamada pelo o homem que antes perseguia os cristãos. Sua pregação, porém, provocou tantos problemas que a igreja o enviou de volta a Tarso. Em algum momento no meio disso tudo, Saulo passou três anos na Arabia (Gl 1.17), talvez para um período de doutrinação e reflexão antes de assumir a liderança dentro da igreja. 

Doze anos depois de sua conversão, Saulo foi escolhido com Barnabé para liderar o primeiro esforço missionário focado nos gentios de outros países (At 13.1-3). Ao longo dos dez anos seguintes, Paulo viajou por milhares de quilômetros, convencendo as pessoas a respeito da legitimidade da f´e cristã, organizando os grupos de convertidos em igrejas e estimulando o crescimento espiritual dessas pessoas.

Paulo arriscou tudo quanto tinha - a reputação, a saúde e a própria vida - para pregar o evangelho de cristo, pois, como ele mesmo disse, "considero tudo como perda, comparando com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor" (Fp 3.8).

Bíblia do Homem

02 novembro 2012

Neemias - Um Homem de liderança visionária


Neemias era copeiro do rei da Pérsia - experimentava todas as bebidas do monarca e, se alguma estivesse envenenada, ele morreria no lugar do rei (Ne 1.11). Neemias manteve contato com algumas pessoas de seu povo que haviam voltado a Jerusalém. O que ele aprendeu sobre o difícil processo de restauração o fez sentir-se tão mal que começou a chorar. O rei perguntou-lhe o que estava errado. "Por que o seu rosto parece tão triste, se você não está doente? Essa tristeza só pode ser do coração!" (Ne 2.2).

Neemias explicou o que estava acontecendo, e o rei não apenas quis saber como poderia ajudar, como também concordou com o pedido de Neemias, que desejava viajar até Judá para ajudar seu povo a reconstruir Jerusalém. Foi nesse momento que as habilidades administrativas de Neemias realmente se sobressaíram. Ele avisou ao rei quando partiria e, em seguida, pediu cartas endereçadas aos oficiais ao longo da jornada, garantindo passagem a salvo. Ele também conseguiu uma requisição de madeiras para a reconstrução do templo.

Depois de chegar a Jerusalém, Neemias passou  uma noite analisando o trabalho que vinha sendo feito até então (Ne 2.11-16). Em seguida, encontrou-se com os oficiais da cidade para discutir como todos poderiam trabalhar juntos para reconstruí-la. Depois foram trabalhar.

Os problemas logo vieram à tona. Três homens começaram a questionar o projeto. "O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei?", perguntaram (Ne 2.19). Aqueles encrenqueiros planejaram e colocaram em prática táticas de agressão (Ne 4.8), de intimidação (Ne 4.11; 6.19), falsa cooperação (Ne 6.1-2), boicote (Ne 6.5-7), acusações falsas (Ne 6.8) e até suborno (Ne 6.12-13). Mas Neemias e seu grupo inseparável mostraram que ninguém seria capaz de detê-los.

Neemias ganhou o respeito de seu povo durante os doze anos nos quais foi governador. Ele corrigiu injustiças praticadas contra pessoas que haviam perdido dinheiro e propriedades (Ne 5.1-12) e ainda providenciou o sustento dos levitas (Ne 13.1-31). Os muros em torno de Jerusalém foram reconstruídos e consagrados a Deus. Os sacrifícios e o louvor no templo foram restaurados. As reformas tão necessárias foram realizadas, como a exigência de que aqueles que haviam se casado fora da fé judaica jurassem jamais permitir que seus filhos desposassem mulheres pagãs. "Não foi por causa de casamentos como esses que Salomão, rei de Israel, pecou?" (Ne 13.26).

Neemias era um líder visionário cujo coração permaneceu firme em Deus. As duas coisas que eram necessárias para restabelecer o povo de Deus na Terra Prometida.

Bíblia do Homem

26 outubro 2012

Jó - Um homem sofredor


Jó tinha tudo: uma grande família, muitas posses, o respeito da comunidade e um excelente relacionamento com Deus. No entanto, no espaço de 24 horas, ele perdeu tudo quanto tinha conquistado.

Todos os seus animais foram roubados ou queimados, e os trabalhadores de suas terras foram assassinados. Seus dez filhos morreram em um tornado. O corpo de Jó se abriu a terríveis chagas. Era tanta agonia daquele homem que seus amigos sequer conseguiam reconhecê-lo (Jó 2.12).

Jó não conseguia entender por que Deus havia se voltado contra ele. "Os terrores de Deus me assediam", dizia (Jó 6.4). Sentindo-se abandonado pelo mesmo Deus que lhe dera tudo para depois tirar, Jó desejou nunca ter nascido. "Que esperança posso ter, se já não tenho forças?" (Jó 6.11).

Quando a vida se volta contra nós para nos torturar, talvez haja mais coisas acontecendo do que aquilo que nossos olhos podem ver. Jó nos ensina que a doença, a morte e as perdas materiais podem ter seus motivos em algo que está muito além do conhecimento humano. No caso de Jó, Satanás foi o responsável por seu sofrimento por causa de um desafio proposto a Deus. Com certeza, Jó seguia o Senhor. Com tantas riquezas, por que não deveria segui-lo? Então Satanás disse a Deus: "... estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face" (Jó 1.11). Assim, Deus permitiu que Satanás submetesse Jó a um teste.

A esposa de Jó, que queria ver o fim de todo aquele sofrimento, disse ao marido: "Amaldiçoe a Deus, e morra!" (Jó 2.9). Os amigos de Jó não tiveram um comportamento muito melhor. Os três visitantes seriam de grande ajuda... contanto que mantivessem a boca fechada. Quando começaram a a falar, a única coisa que fizeram foi aumentar o sofrimento de Jó, dizendo coisas como: "Quando os seus filhos pecaram contra ele, ele os castigou pelo que fizeram" (Jó 8.4); e: "Pare de pecar e o mal cessará (cf. Jó 11.14).

Por fim, Jó apelou a Deus, perguntando: "Quantos erros e pecados cometi? [...] Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo? (Jó 13.23-24). Em vez de responder, Deus perguntou: "Quem é esse que obscurece o meu conselho com palavras sem conhecimento?" (Jó 38.2). A avalanche de perguntas a seguir abriram de tal maneira os olhos de Jó para enxergar o extraordinário esplendor de Deus que ele disse: "Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber" (Jó 42.3).

Jó atravessou o fogo do sofrimento, mas não foi consumido (Is 43.2). Como ouro, ele foi refinado.

Bíblia do Homem

19 outubro 2012

Josué - Um homem de coragem sob fogo cruzado


Que batalha você está enfrentando? Um franco-atirador que difama o seu nome no escritório? Uma barricada de lixo televisivo? Os tiros do canhão de seus próprios hormônios?

Josué era um homem com coragem para conquistar, não importava qual fosse a batalha. Durante muitos anos, ele demonstrou sua disposição como um ajudante de campo. Josué prestou toda a assistência a Moisés nas audiências judiciais. Sob a direção mosaica, ele liderou as tropas israelitas na batalha e acabou com os amalequitas (Ex 17.8-13). E serviu como uma espécie de carregador de bagagens quando Moisés subiu ao monte Sinai, onde o Senhor entregou a ele os Dez Mandamentos (24.13;32.17).

Na condição de líder emergente, Josué também foi corajoso. Ele se pronunciou contra a opinião da maioria das forças especiais que receberam a incumbência de espionar a terra de Canaã. Ele e Calebe foram os únicos que tiveram a ousadia (e coragem baseada em fé) de confrontar inimigos gigantescos (Nm 13.6;14.6,30).

Josué também se mostrou corajoso quando assumiu o comando. Depois de quatro décadas vagando pelas areias do deserto, o ajudante de campo de Moisés finalmente foi promovido (Js1.1-11) a comandante-em-chefe das forças de ocupação. Ao sinal de "ordinário, marche," as tropas tiveram de atravessar o rio Jordão pela fé (Js 4.15-24), da mesma maneira que, pela fé, Israel teve de atravessar o mar Vermelho antes (Ex 12.22). As águas do rio foram divididas para permitir que o povo passasse.

Do outro lado do rio, na cidade fortificada de Jericó, Deus deu a Josué uma estratégia estranha (bem parecida com a que Gideão usou em Juízes 7.17-21). Mas o comandante teve a coragem de seguir em torno da cidade (Js 6.12-16). Os muros de Jericó vieram abaixo; os soldados atacaram (Js 6.20). Com Jericó conquistada, uma frente foi estabelecida em Canaã.

A coragem de Josué nunca hesitou. Aos 110 anos de idade, ele confrontou o povo de Israel, desafiando-o a  jogar fora de uma vez os ídolos egípcios aos quais havia se apegado. Também os desafiou a se comprometer em um pacto permanente entre eles e o Senhor (Js 24.1-29). Era a única maneira que ele tinha (como outros homens cristãos) de confrontar os gigantes da vida.

Bíblia do Homem

12 outubro 2012

Calebe - Um homem confiante


Em todo grupo, há sempre um sujeito que se destaca por nadar contra a correnteza. Ele confia em suas opiniões, sejam elas relacionadas á política, à manutenção da casa, a carros ou a esportes.

Calebe era um homem assim. Quando o vemos pela primeira vez na Bíblia, ele e Josué estão prestando um relatório. Eram dois entre doze espiões enviados em uma missão de reconhecimento (cerca de 800 quilômetros, ida e volta) cujo objetivo era analisar o que havia na Terra Prometida e o que seria necessário para conquistá-la. O relatório geral do grupo dizia que a terra era boa, mas que os povos que nela habitavam eram gigantes. A resposta de Calebe, com efeito, foi: "O que são os gigantes descendentes de Enaque em comparação com o Deus Todo-Poderoso?". Dez espiões viram-se como gafanhotos diante de Deus.

Em obediência a Deus, Calebe desafiou a multidão. O que os outros viam com um obstáculo, ele viu como uma oportunidade. "Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!" (Nm13.30). O que Calebe estava verbalizando era fruto de sua fé. o que foi lindamente ilustrado pelo grande cacho de frutas que a equipe dos doze espiões trouxera de Canaã (Nm 13.23-24).

Ao contrário de Noé (Gn 9.20-26), Ló (Gn 19.30-38), Gideão (Jz 8.24-27) e Salomão (1Rs 11.1-3), Calebe chegou bem ao fim de seus dias. O que ele era aos quarenta anos, também era aos 85 (Js 14.10): um líder confiante.

Pessoas de confiança geralmente são catalisadoras. Calebe ofereceu a mão de sua filha Acsa em casamento a Otoniel (Js15.15-17), cujo nome fazia parte da lista dos juízes (ou campeões, Jz 3.7-11). Otoniel foi muito influenciado pelo exemplo de Calebe. O mesmo aconteceu com Acsa. Ela herdou os genes espirituais do pai, o que a motivou a assumir responsabilidade ainda maiores (Js 15.17-19). A inquietação é positiva quando nos leva a exercitar a fé e a musculatura espiritual.

Calebe teve coragem necessária para confiar nas promessas de Deus em sua geração (Nm 13.30; 14.5-10). Ele arriscou a própria vida por aquilo que era certo (Nm 14.10). Como tal, ele foi uma das pessoas, entre as  poucas que tinham mais de vinte anos na época do Êxodo, que obteve permissão para entrar na terra de Canaã (Nm 14.28-33). Não poderia haver melhor epitáfio para se gravar na lápide de um homem do que a filosofia da vida de Calebe: "[Ele seguiu] o SENHOR com integridade de coração (Nm 32.12).

Bíblia do Homem

05 outubro 2012

Moisés - Um Homem guiado pela presença de Deus


Certas mudanças são muito desgastantes. Retrocessos financeiros nos fazem questionar se Deus realmente cuida de nós. Se nem durante os momentos de oração nos sentimos melhor, por que não deixar pra lá e procurar outra coisa para fazer?

Precisamos ser sensíveis à presença de Deus, mesmo quando achamos que Ele não está por perto. Deus estava presentes durante uma série de experiências pelas quais Moisés passou. Ele foi o proclamador da independência dos israelitas.

A vida de Moisés pode ser dividida em três períodos de quarenta anos (At 7.23,30,36). No primeiro, ele descobriu o seu valor; no segundo, sua limitação; e no terceiros, a importância de Deus. Nos primeiros quarenta anos de vida de Moisés, a mãe dele colocou em uma cesta flutuante para salvá-lo de um massacre contra os judeus. Deus tomo providências para que o bebê fosse protegido pela filha do tirano (Ex 2.5-6,10) e tivesse a própria mãe como babá (Ex 2,7-9). Além disso, o faraó arcou com os custos da educação de Moisés (At 7.22).

O segundo período de quarenta anos começou com o rosto de Moisés estampado a lista dos principais inimigos de faraó (Ex 2.11-15). Assumindo uma posição de defensor do povo, Moisés matou um homem e fugiu em seguida. Durante quarenta anos, tudo o que ele teve diante de si foi areia, silêncio e cheiro de ovelhas. Mesmo isolado no deserto de Midiã, Moisés se viu na presença de Deus na forma de um arbusto em chamas que não se queimava (Ex 3.1-3).

Quando Deus convocou Moisés a ser um líder (no terceiro período de quarenta anos de sua vida), ele começou a gaguejar (Ex 3.10). Moisés estava preocupado demais com sua capacidade, ao passo que Deus queria sua disponibilidade. Para ajudar Moisés a libertar o seu povo do Egito, Deus mandou dez pragas (Ex 7-10). Primeiro, bombardeou o Egito (e seus falsos deuses) com as pragas; em seguida (como já disse alguém), o Senhor "levantou o mar Vermelho e afundou os egípcios . Moisés e seu povo só tiveram de obedecer e assistir enquanto Deus trabalhava.

O Êxodo ("saída") é o mais importante acontecimento, em termos de salvação, do Antigo Testamento (Ex 14). Os israelitas celebram esse evento com a Páscoa (Ex 12), assim como celebramos nossa fuga do pecado, por meio de Cristo, durante a Ceia do Senhor (1Co 11.17.34).

Deus usou Moisés para salvar Israel. Ele guiou o povo em sua saída do Egito, na travessia do mar Vermelho e no deserto por quarenta anos (At 7.35-36). Durante essa peregrinação, houve muitos murmúrios, assim como foram realizados vários milagres. Mesmo assim, a presença de Deus que orientava estava junto de Moisés - exatamente como é prometida a todo cristão de nossos dias que ora por isso (Mt 28.18-20).

Bíblia do Homem

28 setembro 2012

João Batista - Um homem que indicou Jesus

"Seu propósito era o de mostrar às pessoas o Cordeiro de Deus." 



Seis meses antes do nascimento de Jesus, João foi milagrosamente concebido por pais muito idosos para preceder a vinda de Cristo e "deixar um povo preparado para o Senhor" (Lc 1.17).

Na primeira vez em que se encontraram, João e Jesus ainda estavam , respectivamente, nos ventres de Isabel e Maria. Antes mesmo de nascer, João se agitou no ventre de sua mãe, Isabel, quando Maria, grávida havia pouco tempo, se aproximou dela.

João passou cerca de trinta anos vagando pelo deserto. Suas roupas de pele de camelo e sua dieta a base de gafanhotos e mel eram muito estranhas, assim como o seu discurso para que as pessoas se arrependessem  de seus pecados "poiso Reino dos céus está próximo" (Mt 3.2). O batismo de João exigia arrependimento, e ele falava da necessidade de transformação pessoal em termos bem explícitos. Ele disse aos coletores de impostos judeus que deveriam parar de cobrar mais do que os romanos exigiam. Mandou os soldados se contentarem com seus salários (Lc 3.12-14). João ainda classificou os líderes religiosos como "raça de víboras" (Mt 3.7), dizendo " Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: 'Abraão é nosso Pai'" (Mt 3.8-9).

João foi o porta voz oficial de Jesus, anunciando a chegada do Messias. Embora, a princípio, ele tenha negado a batizar o Filho de Deus, questionando: "Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?" (Mt 3.14), Jesus pediu que ele fizesse aquilo, pois era uma preparação para seu ministério público.

A vida de João foi encurtada quando ele se envolveu com a política. Quando o rei Herodes Antipas casou-se com Herodias, João lhe disse: "Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão" (Mc 6.18). Aquilo enfureceu de tal maneira a noiva que ela quis vê-lo morto. Ela teve de esperar até que o marido estivesse de tal maneira encantado com o show de dança apresentado pela enteada que prometesse fazer o que ela pedisse. A cabeça de João Batista lhe foi trazida em um prato (Mc 6.28).

Embora João tenha precedido Jesus, ele sempre esteve abaixo do primo. Enquanto João era uma voz (Mt 3.3), Jesus era a Palavra; enquanto João era uma candeia (Jo 5.35), Jesus era a Luz do mundo (Jo 8.12). Quando Jesus entrou em cena, João saiu sem estardalhaço (Jo 3.30). Seu propósito era o de mostrar às pessoas o Cordeiro de Deus. 

Bíblia do Homem

21 setembro 2012

Mardoqueu - Um Homem que sabia discipular

"Mardoqueu discipulou uma rainha para salvar seu povo da destruição." 


Mardoqueu, exilado judeu na Pérsia, tinha uma bela prima, Ester, que perdera os pais. Mardoqueu a criou como se fosse a própria filha. Ele também a discipulou para que se tornasse instrumento de salvação para seu povo, que corria o risco de ser aniquilado.

Quando Ester foi selecionada para fazer parte do harém do rei Xerxes, ela seguiu a orientação de Mardoqueu e manteve segredo a respeito de sua nacionalidade (Et 2.10). Mardoqueu tomava conta dela todos os dias. Ele também prestava atenção ao que acontecia com o rei. Quando soube de um plano para assassinar Xerxes, ele contou a Ester, que avisou ao rei (Et 2.21-23).

No entanto, a princípio, Mardoqueu não se deu conta do perigo que representava Hamã, que ocupava "uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres" (Et 3.1). Hamã era amalequita, povo que atacara os israelitas depois da saída do Egito. A recusa de Mardoqueu em se curvar diante de Hamã enfureceu tanto aquele homem que ele elaborou um plano para destruir todos os judeus do império. Depois de dizer a Xerxes que os judeus se recusavam a obedecer as leis do rei. (Et 3.8), Hamã se ofereceu para financiar a matança.

Quando Mardoqueu tomou conhecimento daquele plano, inventou um jeito de chamar a atenção de sua prima e fazer com que ela, agora elavada ao posto de rainha, enviasse uma serva para descobrir o que estava acontecendo de errado. Mardoqueu falou a respeito do decreto de Hamã e orientou a Ester a tomar alguma providência urgente. Ela disse que poderia morrer se comparecesse diante do rei sem ser convidada. mas o tio a fez lembrar do preço do discipulado: "Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?" (Et 4.14).

Deus usou Ester para acabar com os planos de Hamã, que ainda teve de passar pela humilhação de colocar vestes reais sobre Mardoqueu, ajudá-lo a montar no cavalo do rei e conduzi-lo pelas ruas da cidade, declarando em voz alta: "Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar!" (Et 6.9). Se Hamã preferia morrer a fazer aquilo, seu desejo foi logo atendido quando Ester revelou ao rei os planos para assassiná-la e aniquilar o povo judeu. O rei ficou tão furioso que mandou enforcar Hamã na mesma forca que o traidor havia construído para matar Mardoqueu.

Mardoqueu, alçado à condição de braço direito do rei, elaborou um plano não apenas para salvar os judeus, mas também para ajudá-los a derrotar os inimigos. O homem que em segredo aconselhara uma rainha agora à frente do discipulado de toda uma nação.

Biblia do Homem
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