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24 janeiro 2013

Ansiedade é realmente pecado?


“Stress” não é uma palavra bíblica. “Preocupação” e “ansiedade” são. E são pecados.

Essa foi a ideia que iniciou uma conversa em que estive presente recentemente. Nós realmente podemos dizer que algo como ansiedade é pecado? O que faz disso um pecado? Será que não é só uma fraqueza que devemos superar? Ou, talvez, não deveríamos enxergar como uma doença mental?

Há algumas abordagens diferentes que podemos seguir para responder esses questionamentos. Vamos começar buscando os mandamentos de Jesus.

É um mandamento

O mandamento “não andeis ansiosos” é repetido várias vezes por Jesus em Mateus 6 (versos 25, 27, 31, 34) e é visto outra vez em Mateus 10.19.

Por mais que esses comandos lidem com situações específicas, a realidade subjacente do contexto é que se Jesus ordena que as pessoas “não andem ansiosas”, nós sabemos que (1) ansiedade não é só um desequilíbrio químico ou uma desordem mental, e (2) há pelo menos algumas formas em que a ansiedade é pecado, simplesmente porque Jesus a proibiu.

A teologia de Jesus sobre ansiedade e confiança

Quando Jesus comanda que as pessoas não andem ansiosas em Mateus 6 e 10, ele está ordenando-as a não ficarem ansiosas por coisas específicas: comida, roupas, expectativa de vida, o que acontecerá no futuro e defesa própria quando sofrer pelo evangelho. Eu penso que é seguro dizer que essas são algumas das nossas necessidades mais básicas. Ao argumentar desde as mais coisas básicas e elementares, ele está afirmando que não devemos nos preocupar no sentido mais amplo.

Em outras palavras, se você não deve se preocupar com as coisas mais elementares necessárias para viver, então pelo que você deveria se preocupar? Por nada.

Jesus ensina em uma metáfora nessa passagem, dizendo que somos escravos de um senhor: ou as “coisas” mundanas ou Deus. Ele diz que devemos seguir Deus, pois sendo um justo mestre, nos proverá tudo que necessitamos, ao servi-lo. Por outro lado, se servimos a nós mesmos e trabalhamos para assegurar nossa própria provisão, não podemos nos garantir nada: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”

Na raiz do problema está a questão da confiança. Se você diz que é um servo de Deus e anda ansioso, você está agindo como se ele fosse um senhor muito perverso. Que tipo de senhor lidera seus servos mas não provê o que eles necessitam? Se mesmo os senhores humanos provêm para seus servos, pensar o contrário de Deus é não ter nenhuma confiança nele!

Confiar em si mesmo é o que produz ansiedade. E é em vão: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6.34). Confiar em Deus, por outro lado, te liberta da ansiedade e te capacita a obedecer o mandamento de não andar ansioso.

Os apóstolos concordam

É por causa de tudo isso que o apóstolo Paulo escreve em Filipenses 4 aos crentes de Filipos: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4.6). Há um lugar certo para se colocar sua confiança. E isso é o que está em jogo quando lutamos contra a ansiedade.

Pedro argumenta de forma similar:

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5.6-7)

Pedro, após lembrar seus leitores de que Deus se opõe aos soberbos, mas concede graça aos humildes (1 Pedro 5.5), agora diz o que é ser humilde. Humildade é lançar todas a ansiedade de meus ombros sobre Deus.

Não lançar sobre ele minhas preocupações é orgulho. Me apegar a minhas ansiedades é almejar a supremacia que só pertence a Deus.

Quando estou ansioso, estou tentando tomar o trabalho que é de Deus. Eu penso que, ou ele não se importa o suficiente comigo, ou ele não tem o controle da situação. Quando estou ansioso, quando me recuso a lançar minhas preocupações sobre ele, estou dizendo que sei lidar melhor com a situação do que Deus saberia.

Isso é o oposto da humildade. É o oposto da confiança. Por isso é pecado. E isso traz consequências (em um sentido similar a Romanos 1, desprezando o conhecimento de Deus, e por isso podem haver manifestações físicas e comportamentais que o mundo descreve em termos estritamente naturais, atribuir a causas estritamente naturais e então oferece abordagens estritamente naturais para a cura).

Há algum tipo certo de ansiedade?

Então toda ansiedade é sempre pecado? Eu penso que não, em um certo sentido. Paulo fala da preocupação que ele tem pelas igrejas (2 Coríntios 11.28) e em outras passagens ele fala das ansiedades que uma pessoa casada sempre sente em relação a agradar seu cônjuge (1 Coríntios 7.33-34). E ele faz um contraste disso com a ansiedade que se deveria sentir idealmente em agradar ao Senhor (1 Coríntios 7.32).
Então uma certa forma de ansiedade não é pecado. Mas a ansiedade que é livre de pecado não o é por alguma desculpa mental ou física, mas sim porque a natureza dessa ansiedade é diferente. É mais uma espécie de zelo ou anseio do que preocupação. É a expressão do quão preocupado alguém está com sua necessidade de andar segundo os princípios de Deus em sua vida.

Quão distante isso está da ansiedade que eu sinto normalmente!

A única ansiedade desculpável, me parece, é a que está ativamente ‘buscando primeiramente o reino de Deus e a sua justiça’ com uma disposição de confiança no coração, crendo que ‘todas essas coisas serão acrescentadas’ da forma que Deus quiser, quando ele quiser (Mateus 6.33). Quem dera eu tivesse mais dessa ansiedade.

por Julian Freeman

27 novembro 2012

ZUMBIS - O mundo está cheio!



Cerca de 99% dos jovens de hoje já assistiu um filme que tenha ZUMBIS, e como podemos observar todo filme de zumbi a história é simplesmente acabar com os infectados. Zumbis são seres escravizados em um vírus incurável que os tornam em monstros. Nos dias de hoje não é diferente, o mundo está cheio de ZUMBIS INFECTADOS com o vírus do pecado, loucos para nos pegar e nos transformar em pessoas dependentes do vírus do PECADO.

O que fazer ao perceber que seu amigo é um ZUMBI?

Fugir dele ou evangeliza-lo, pois o "antidoto" contra este vírus se chama JESUS CRISTO. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara" (João 8:32). Infelizmente muitos cristão confundem isso, acham que evangelizar é sair com eles, namorar com eles, conviver com eles. Mas quando se assusta ele já está infectado com o vírus do pecado, agindo do mesmo jeito. 

Por isso fuja dos ZUMBIS pois eles estão loucos em te transformar prisioneiro deste vício chamado PECADO.

09 outubro 2012

4 mentiras que nos distanciam de Jesus


Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. (Mateus 11.28)

Apesar de Jesus chamar pecadores (como você) para se achegarem a ele em busca de purificação, alívio e renovo, eu percebo que muitos de nós muitas vezes somos lentos ao buscá-lo justamente por conta das coisas que nos deveriam apressar a procurá-lo. Há muitas mentiras que somos tentados a acreditar que podem afetar nossa comunhão com Cristo. Aqui estão quatro às quais você deve estar atento:

Esse pecado não é sério o suficiente para levá-lo a Jesus

Alguns de você consideram seus pecados, pelo menos alguns deles, como muito pequenos para levá-los até Jesus. Ninguém se machucou, sua fé continua intacta, então por que incomodar Jesus com isso? O problema é que a pequeneza atribuída ao seus pecados criou uma desculpa para que você fique longe do Salvador, ao invés de te lembrar que você precisar se manter sempre perto dEle. Seus pecados, não importa o quão hediondos, sempre demandam que você retorne – correndo – para o Senhor. Jesus morreu por conta desses pecados, pois só eles já são o suficiente para te condenar para sempre. Aqueles olhares de cobiça, palavras breves, mas grosseiras, uma atitude de indiferença perante outras pessoas, podem parecer pequenos, mas não só são dignos de condenação como são perigosos e tem o potencial de endurecer seu coração. Não tente diminuí-los, pensando que são insignificantes, mas enxergue-os como realmente são – uma ofensa a Deus e um perigo para sua alma – e corra para Jesus em busca de graça.

Esse pecado é tão mau que eu não posso nem olhar para Jesus

Alguns de vocês sentem a severidade de suas transgressões tão agudamente que caíram em um tipo de paralisia espiritual. Alguns se sentem tão culpados por seus pecados que se sentem como se não pudessem sequer olhar para Jesus. Mas a nossa vergonha, que é bastante real, não deveria acabar conosco. Nossa culpa deveria nos voltar para o Único que pode lidar com ela; o Único que já lidou com ela. É uma mentira que nós acreditamos rapidamente, “é grande demais”. As implicações blasfemas são que Jesus seria pequeno, duro e rancoroso demais para lidar com as nossas transgressões. Mas quanto mais profundo o pecado, maior é a necessidade. E a oferta de Jesus continua sendo a de graça livre e sem fim para todos os que vierem a ele!

Não me sinto mal o suficiente por meu pecado

Eu mesmo costumava crer nessa. Alguns de nós sentimos nossos pecados, mas não nos sentimos suficientemente culpados. Nós sabemos que nos falta o verdadeiro arrependimento piedoso por conta de nossa transgressão, portanto concluímos que qualquer “retorno” a Jesus nesse ponto seria hipocrisia. Eu não me sinto culpado o suficiente, então por que Jesus me aceitaria? Há pelo menos dois problemas aqui. Um é que aqueles que estão em Cristo já foram recebidos por ele. Não há nada bloqueando nosso acesso a Jesus! O segundo problema tem a ver com a fonte de nossa convicção e de nossa culpa. Por que você pensaria que você pode reunir remorso o suficiente pelos seus pecados sem se aproximar daquele que carregou sua culpa na cruz? Você realmente acredita que você pode enxergar e sentir a gravidade do seu pecado à parte de se achegar a quem sentiu o peso das trevas do seu pecado em seu lugar? Não, você só é capaz de encontrar arrependimento profundo e apropriado para os seus pecados quando você os vê à luz do Salvador!

Eu não me purifiquei o suficiente ainda

Outra mentira que eu vejo muitos cristãos acreditarem é que nós precisamos nos limpara para nos encontrarmos com Jesus. Muitas vezes funciona assim: nós “estragamos tudo” de novo, caindo em qualquer pecado que parecemos lutar com tão poucas forças; a culpa bate forte, mas ao invés de nos voltarmos para Jesus, pensamos “antes que eu possa buscá-Lo, eu preciso primeiro me limpar. Só mais um dia de oração consistente, longe daquele pecado, e eu estarei pronto”. Mas isso é um tipo de justiça por obras. Isso é religiosidade baseada no quão limpos nós conseguimos nos fazer. Isso baseia nossa confiança perante Deus na nossa própria reforma pessoal, ao invés de na perfeita redenção de Jesus. Essa é uma mentira perigosa que só te levará para mais longe de Jesus. Você pensa que está se achegando a Ele quando está finalmente pronto, mas na verdade você está se distanciando dEle ao confiar em seu próprio desempenho.

A verdade é essa: Jesus disse “o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6.37). Não se demore em buscar Jesus. Não permita que qualquer sussurro do seu coração ou do diabo o leve a “enrolar”. Sua lentidão em vir a Jesus diariamente, em toda as horas, mesmo em face ao pecado, somente resultará em falta de comunhão com Ele. Ele está pronto para você agora. Corra!

por Joe Thorn

04 outubro 2012

Quem é você? Nossas surpreendentes Novas Identidades



Quem é você 
Quem você é
Quem é você 

Quem é você? Você fundamentalmente é um pecador? Você é uma pessoa boa? Alguém que precisa de mais auto-estima?

Você vítima? Você é um escravo sem esperança para as suas paixões? Um produto de seu ambiente? Você precisa lembrar-se diariamente: "Eu sou bom o suficiente, eu sou inteligente o suficiente, as pessoas gostam de mim!"

A maioria de nós não têm nenhum problema em identificar-mos como pecadores. Mas essa não é a soma total de nossa identidade. Na verdade, a parte mais importante de nossa identidade é o que somos em Cristo.

2 Coríntios 5:17 diz: Portanto, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O que era antigo passou, eis que tudo se fez novo.

É assim que você se vê? Você se vê como uma nova criatura em Cristo? Ou você continua a ver-se principalmente como um pecador? Talvez você diga que sou um pecador salvo pela graça, mas a ênfase ainda estaria em pecador.

Em Como mudar as pessoas, Timothy S. Lane e Paul David Tripp nos dizer que tão importante quanto isso é que nós nos reconhecemos como pecadores,

"Muitos crentes também não veem o outro lado de sua identidade evangelho: a sua identidade em Cristo. Cristo não só me dá o perdão e um novo futuro, mas uma identidade totalmente nova também! Eu sou agora um filho de Deus, com todos os direitos e privilégios que este concede título. "

Quem somos nós em Cristo? É de cair o queixo incrível quando olhamos para todo o Novo Testamento diz sobre os crentes em Jesus. Além de serem novas criaturas, que são os seguintes:

  • Herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8:17)
  • Chamados segundo o propósito de Deus (Romanos 8:28)
  • Predestinou para serem conformes a Cristo (Romanos 8:29)
  • Os justificados (Romanos 8:30)
  • Aqueles a quem Deus é para (Romanos 8:31)
  • Os eleitos de Deus (Romanos 8:33)
  • Incapaz de se separar do amor de Cristo (Romanos 8:35)
  • Mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou (Romanos 8:37)
  • Parte da noiva de Cristo (Efésios 5:25)
  • No Espírito (Romanos 8:9)
  • Amado por Deus (Romanos 1:7)
  • Santos (Romanos 1:07)
  • Sob a graça (Romanos 6:17)
  • Libertos do pecado (Romanos 6:18)
  • Servos da justiça (Romanos 6:18)
  • Escravos de Deus (Romanos 6:22)
  • Filhos do Deus vivo (Romanos 9:26)
  • Templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19)
  • Futuros juízes do mundo e os anjos (1 Coríntios 6:2-3)
  • O corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27)
  • Filhos da promessa (Gálatas 4:28)
  • Os membros da família de Deus (Efésios 2:19)
  • Luz no Senhor (Efésios 5:8)
  • Luzeiros no mundo (Filipenses 2:15)
  • Parte de uma raça eleita, um sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que possamos proclamar suas excelências (1 Pedro 2:9)
  • Uma do povo de Deus que tenha misericórdia (1 Pedro 2:10)
  • Livres (1 Pedro 2:16)
  • Perdoados (1 João 2:12)


Isso é o que somos em Cristo! Aqui está a minha sugestão - imprimir esses fora e colocá-la em sua geladeira ou em sua Bíblia e regularmente agradecer a Jesus por estas gloriosas verdades.

31 agosto 2012

15 razões por que o maior sofrimento é melhor que o menor pecado


Você tem uma escolha.

Opção 1: O menor pecado imaginável, um pecado que lhe traria enorme riqueza e outros prazeres materiais.

Opção 2: O maior sofrimento que se possa imaginar por rejeitar esse pequeno pecado.

Sua escolha, por favor. Ou talvez você queira ler isso antes.

Em seu sermão sobre a escolha de Moisés por Cristo ao invés dos prazeres do Egito  (Hebreus 11.25), o puritano Thomas Manton argumenta que o cristão saudável irá escolher a maior aflição em vez do menor pecado. Ele, então, dá uma série de razões “porque a maior aflição é melhor do que o menor pecado”.

1. No sofrimento a ofensa é feita a nós, mas ao pecar a ofensa é contra Deus, e que somos nós comparados a Deus?

2. O pecado nos separa de Deus, mas o sofrimento e aflição não, e, portanto a maior aflição deve para ser escolhida diante do menor pecado.

3. O pecado é o mal em si, quer o sintamos ou não, mas a aflição só é má para nossos sentidos e sentimentos.

4. A aflição traz inconvenientes somente sobre o corpo e as preocupações do corpo, mas o pecado traz inconvenientes sobre a alma.

5. Um estado de aflição é compatível com ser amado por Deus, mas um estado pecaminoso é um sinal do desagrado de Deus.

6. Aflição pode ser bom, mas o pecado nunca é bom.

7. Não há nada que humilhe um homem mais do que o pecado.

8. Aflições vem de Deus, mas o pecado do diabo.

9. A aflição é enviada para impedir o pecado, mas o pecado não deve ser cometido para evitar a aflição.
10. O mal do sofrimento é momentâneo, mas o mal do pecado é para sempre.

11. Nos sofrimentos e perseguições perdemos o favor dos homens, mas pelos pecados perdemos o favor de Deus.

12. Sofrer não é nossa escolha, mas pecar é escolha nossa. Aflições são infligidas, os pecados são cometidos.

13. Um homem aflito pode morrer alegremente, mas um homem em pecado não.

14. O pecado é contrário à nova natureza, mas a aflição é contrária apenas à velha.

15. Quando você deliberadamente escolher o pecado, em pouco tempo terá a maior das aflições.

Ainda quer ficar com a sua escolha?

por David Murray

15 agosto 2012

Judeus ultra-ortodoxos lançam “óculos anti-pecado”


Os judeus ultra-ortodoxos são conhecidos por seu apego aos mandamentos bíblicos. Por isso, evitam o contato com o sexo oposto a todo custo.
Agora, eles estão lançando uma espécie de “óculos anti-pecado”, que borra a visão dos homens para que não consigam ver as mulheres que estão vestidas “sem recato”.
Este é mais um esforço para manter seu estilo de vida devotado. Os ultra-ortodoxos já pedem que seus seguidores evitem estar no mesmo espaço com as mulheres que não sejam de sua família. Existe separação nos ônibus, calçadas e outros espaços públicos em seus bairros.
Afinal, segundo a sua interpretação da lei judaica, é proibido o contato entre homens e mulheres que não são casados.
Nas regiões onde eles são maioria é comum encontrar-se placas e sinais exortando as mulheres a usarem gola alta, blusas de mangas compridas e saias longas. Há, inclusive, um histórico de agressões de extremistas contra as mulheres que eles acreditam ter desrespeitado o código.
As “Comitês de pureza” não oficiais, que existem dentro da comunidade ultra-ortodoxa de Jerusalém (e outras cidades), estão vendendo pelo equivalente a 32 euros (R$ 80), óculos “especiais” que são cobertos por um adesivos que desfoca as imagens.
Quem os utiliza consegue ver claramente o que está a poucos metros e por isso não impede a locomoção. Porém, faz com que seja quase impossível se perceber o que está a alguns metros, incluindo as mulheres.
De acordo com um relatório do Maariv, o produto vem acompanhado de uma mensagem de encorajamento, assegurando aos clientes que eles podem estar orgulhosos de sua decisão de manter a pureza ao utilizar os óculos em público.
Para os homens obrigados a se aventurar fora de suas comunidades ortodoxas, existe uma espécie de lenço colocado sobre a cabeça, que se estendem sobre os olhos, provendo proteção adicional contra a concupiscência. Não se sabe quantos óculos e lenços foram vendidos, mas o jornal Times of Israel diz que parece haver uma grande demanda pelos produtos.
Traduzido de News Yahoo e Times of Israel

14 agosto 2012

O pecado quer ser seu amigo


Um amigo meu tem ministrado aulas baseadas no meu livro The Next Story (A próxima história). Ele me mandou um email há uns dias atrás para dizer que estava se preparando para ensinar “Privacidade e Visibilidade”, duas áreas nas quais o mundo digital trouxe grande transformação nas nossas vidas.

Antes de ir dar sua aula ele se deparou com mais uma triste história de outro pastor que destruiu seu ministério para seguir seus desejos. Isso foi uma exata ilustração das novas realidades nesse novo mundo. Também foi uma ilustração de algo que transcende o mundo digital.

Até a terça-feira, Jack Schaap era pastor da Primeira Igreja Batista de Hammond, fora de Chicago. A Primeira Batista era a maior igreja no Estado com algo em torno de 15.000 pessoas comparecendo a cada domingo. O pastorado de Schapp veio a um brusco e vergonhoso fim na terça-feira.

"Jack Schaap deixou seu celular no púlpito e um diácono viu e pegou para devolver a ele” Trisha Kee, que mantém um grupo de ex-membros da congregação no Facebook, disse à emissora: “Pelo que entendemos, o diácono viu uma mensagem vinda de uma adolescente da igreja e era uma foto de Jack Schaap e a garota se beijando."


Oficiais da igreja anunciaram que ele foi demitido por “um pecado que o fez perder o direito de ser nosso pastor”. Desde então Schapp confessou que estava envolvido com uma garota de dezesseis anos que veio até ele para um aconselhamento.

O que se destaca para mim nessa história não é nem tanto que Schapp tenha se aproveitado da jovem garota, que ele tenha abusado da sua posição de autoridade, ou ele arriscar seu casamento cometendo adultério. Todas essas coisas são horrendas, mas tristemente, de modo doentio, todas muito comuns. Há uma longa e crescente história de homens que usam o pastorado na intenção de satisfazer seus desejos pecaminosos e egoístas. O que se destaca pra mim nesse caso é a maneira como o pecado do pastor foi descoberto.

O pecado faz tantas promessas. O pecado promete alegria, promete realização. O pecado quer ser amigo. Quando você encontra um novo amigo, você revela pequenas porções de quem você é, no que você acredita, o que é importante pra você. Mas com o tempo, se essa amizade crescer, é preciso revelar mais e mais de si mesmo, você precisa se ​​abrir. A amizade cresce na vulnerabilidade de permitir que outra pessoa veja quem você realmente é por baixo da superfície educada. O pecado pede para você dar um pedaço de si a ele o tempo todo. Só mais um pouco. E depois, só mais um pouco. Mas com o tempo o pecado vem dominar você. Ele vem para saber tudo que há para saber sobre você. E então ele te apunhala pelas costas e ri de satisfação enquanto você é deixado agonizando, humilhado e destruído. Ele ri enquanto seu casamento é destruído, enquanto sua igreja é envergonhada, enquanto seus amigos são traídos. Esse é o tipo de amigo que ele é.

Consegue enxergar o pecado dando sua ultima risada aqui? Schaap não tinha que deixar o telefone no púlpito. O diácono não tinha que pegá-lo. A garota não tinha que mandar a mensagem de texto naquele momento. A mensagem não tinha que conter nada explícito. O diácono não tinha que ser um homem de integridade que iria tornar o fato conhecido para o restante da igreja. Nenhum dessas coisas tinha que ter sido do jeito que foi. Mesmo assim foi exatamente como a história se desenrolou. O diácono pegou o telefone, olhou a mensagem que apareceu e viu a foto do pastor e a garota. E o pecado se rebentou em gargalhadas. O pecado se alegrou quando seu amigo foi exposto como hipócrita, um adúltero, uma fraude. O pecado riu por último.

Isso é o que o pecado faz. Isso é o que o pecado é. O pecado é o amigo pior que o inimigo.

(Apêndice: Aqui o anel de Tolkien é uma poderosa ilustração do pecado. No momento em que uma pessoa coloca aquele anel no dedo, o anel o domina e o destrói. O anel tem mente própria, uma mente empenhada na destruição. O anel será satisfeito somente quando ele tiver certeza que seu portador está dominado, oprimido e destruído. Todas as suas promessas levam meramente a um tipo maior de escravidão que leva à morte)

por Tim Challies

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