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14 dezembro 2012

Estêvão - Um Homem de Fé e Coragem



Estêvão foi um dos sete homens escolhidos para fazer a distribuição de alimentos para as viúvas de fala grega (At 6.1). Não se tratava de um ministério dos mais prestigiados, mas era essencial, pois libertava os apóstolos para o ensino e a pregação da Palavra do Senhor (At 6.4).

Estêvão era um um orador persuasivo (At 6.9-10). Era um homem cheio de Fé, do Espírito Santo, de graça, de poder e de sabedoria. Ele até realizava milagres e sinais entre as pessoas. (At 6.8).

O discurso que Estêvão fez diante dos líderes religiosos judeus foi corajoso e duro. Eles haviam subornado pessoas para que mentissem a respeito de Estêvão, dizendo: "Este homem não para de falar contra este lugar santo e contra a lei" (At 6.13).

Quando os líderes religiosos perguntavam: "São verdadeiras estas acusações?", Estêvão respondeu com o maior sermão de todo o Novo Testamento (At 7.2-53), que incluía uma revisão da história hebraica e mais uma hábil argumentação a respeito de como os judeus continuavam a rejeitar os mensageiros de Deus. Assim como os irmãos de José se rebelaram contra aquele que os salvaria (At 7.9-16) e os israelitas se rebelaram contra seu libertador, Moisés (At 7.35), os acusadores de Estêvão também estavam se rebelando contra o Salvador que Deus enviara, Jesus (At 7.51-52).

"Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos!", disse Estêvão a seus acusadores. "Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo" (At 7.51). Os líderes religiosos ficaram furiosos. No entanto, quando Estêvão olhou para o céu e disse que via Jesus ao lado direito de Deus, eles acharam que aquele homem havia passado da conta. Estêvão foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte.

Um dos homens que assistiram ao apedrejamento e que viram a face de Estêvão parecendo "o rosto de um anjo" (At 6.15) não se conteve e ficou impressionado com tanta coragem. Enquanto  tomava conta dos mantos dos acusadores de Estêvão, Saulo provavelmente sentia cada pedra que atingia aquele homem. Mais tarde - mesmo enquanto arrastava cristãos até a cadeia -, Saulo teve de lutar contra a lembrança do matírio de Estêvão. Foi então que ele teve um encontro pessoal com Jesus Cristo na estrada para Damasco. Tal como Estêvão, ele viu os céus abertos. E quando Saulo, já usando nome Paulo, tornou-se o primeiro missionário da igreja a trabalhar em terras estrangeiras, o sangue de Estêvão foi a semente que disseminou o cristianismo por todo o mundo.

Bíblia do Homem

19 outubro 2012

Josué - Um homem de coragem sob fogo cruzado


Que batalha você está enfrentando? Um franco-atirador que difama o seu nome no escritório? Uma barricada de lixo televisivo? Os tiros do canhão de seus próprios hormônios?

Josué era um homem com coragem para conquistar, não importava qual fosse a batalha. Durante muitos anos, ele demonstrou sua disposição como um ajudante de campo. Josué prestou toda a assistência a Moisés nas audiências judiciais. Sob a direção mosaica, ele liderou as tropas israelitas na batalha e acabou com os amalequitas (Ex 17.8-13). E serviu como uma espécie de carregador de bagagens quando Moisés subiu ao monte Sinai, onde o Senhor entregou a ele os Dez Mandamentos (24.13;32.17).

Na condição de líder emergente, Josué também foi corajoso. Ele se pronunciou contra a opinião da maioria das forças especiais que receberam a incumbência de espionar a terra de Canaã. Ele e Calebe foram os únicos que tiveram a ousadia (e coragem baseada em fé) de confrontar inimigos gigantescos (Nm 13.6;14.6,30).

Josué também se mostrou corajoso quando assumiu o comando. Depois de quatro décadas vagando pelas areias do deserto, o ajudante de campo de Moisés finalmente foi promovido (Js1.1-11) a comandante-em-chefe das forças de ocupação. Ao sinal de "ordinário, marche," as tropas tiveram de atravessar o rio Jordão pela fé (Js 4.15-24), da mesma maneira que, pela fé, Israel teve de atravessar o mar Vermelho antes (Ex 12.22). As águas do rio foram divididas para permitir que o povo passasse.

Do outro lado do rio, na cidade fortificada de Jericó, Deus deu a Josué uma estratégia estranha (bem parecida com a que Gideão usou em Juízes 7.17-21). Mas o comandante teve a coragem de seguir em torno da cidade (Js 6.12-16). Os muros de Jericó vieram abaixo; os soldados atacaram (Js 6.20). Com Jericó conquistada, uma frente foi estabelecida em Canaã.

A coragem de Josué nunca hesitou. Aos 110 anos de idade, ele confrontou o povo de Israel, desafiando-o a  jogar fora de uma vez os ídolos egípcios aos quais havia se apegado. Também os desafiou a se comprometer em um pacto permanente entre eles e o Senhor (Js 24.1-29). Era a única maneira que ele tinha (como outros homens cristãos) de confrontar os gigantes da vida.

Bíblia do Homem

12 outubro 2012

Calebe - Um homem confiante


Em todo grupo, há sempre um sujeito que se destaca por nadar contra a correnteza. Ele confia em suas opiniões, sejam elas relacionadas á política, à manutenção da casa, a carros ou a esportes.

Calebe era um homem assim. Quando o vemos pela primeira vez na Bíblia, ele e Josué estão prestando um relatório. Eram dois entre doze espiões enviados em uma missão de reconhecimento (cerca de 800 quilômetros, ida e volta) cujo objetivo era analisar o que havia na Terra Prometida e o que seria necessário para conquistá-la. O relatório geral do grupo dizia que a terra era boa, mas que os povos que nela habitavam eram gigantes. A resposta de Calebe, com efeito, foi: "O que são os gigantes descendentes de Enaque em comparação com o Deus Todo-Poderoso?". Dez espiões viram-se como gafanhotos diante de Deus.

Em obediência a Deus, Calebe desafiou a multidão. O que os outros viam com um obstáculo, ele viu como uma oportunidade. "Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!" (Nm13.30). O que Calebe estava verbalizando era fruto de sua fé. o que foi lindamente ilustrado pelo grande cacho de frutas que a equipe dos doze espiões trouxera de Canaã (Nm 13.23-24).

Ao contrário de Noé (Gn 9.20-26), Ló (Gn 19.30-38), Gideão (Jz 8.24-27) e Salomão (1Rs 11.1-3), Calebe chegou bem ao fim de seus dias. O que ele era aos quarenta anos, também era aos 85 (Js 14.10): um líder confiante.

Pessoas de confiança geralmente são catalisadoras. Calebe ofereceu a mão de sua filha Acsa em casamento a Otoniel (Js15.15-17), cujo nome fazia parte da lista dos juízes (ou campeões, Jz 3.7-11). Otoniel foi muito influenciado pelo exemplo de Calebe. O mesmo aconteceu com Acsa. Ela herdou os genes espirituais do pai, o que a motivou a assumir responsabilidade ainda maiores (Js 15.17-19). A inquietação é positiva quando nos leva a exercitar a fé e a musculatura espiritual.

Calebe teve coragem necessária para confiar nas promessas de Deus em sua geração (Nm 13.30; 14.5-10). Ele arriscou a própria vida por aquilo que era certo (Nm 14.10). Como tal, ele foi uma das pessoas, entre as  poucas que tinham mais de vinte anos na época do Êxodo, que obteve permissão para entrar na terra de Canaã (Nm 14.28-33). Não poderia haver melhor epitáfio para se gravar na lápide de um homem do que a filosofia da vida de Calebe: "[Ele seguiu] o SENHOR com integridade de coração (Nm 32.12).

Bíblia do Homem
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