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02 maio 2013

Uma rede de sabedoria (5)


Mídias sociais para a glória de Deus

Dando prosseguimento…



7. Esteja ciente de seu tempo e sua atenção

  • Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. (Pv 10.26)
  • Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria. (Pv 14.23)
  • Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador. (Pv 18.9)
  • A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome. (Pv 19.15)
  • Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas. (Pv 22.13)
  • Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas. Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução. Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. (Pv 24.30-34)
  • O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza. (Pv 28.19)
  • Essa pode ser uma questão que remete primordialmente a Deus para alguns mas que, quase com certeza, terá efeito sob outros, incluindo membros de famílias e empregadores (reais e potenciais, que estão agora, quase certamente – entre outras coisas – checando o seu perfil online). Você sabe quanto tempo está gastando nessas coisas? Existem ferramentas disponíveis para ajudá-lo a marcar o tempo que você gasta online. Paulo nos chama a andar “não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Efésios 5.15-16).


Uma das grandes distrações atuais são as mídias sociais, uma demonstração de que não é tempo o que nos falta, mas a habilidade de nos aplicarmos no tempo que possuímos. Qualquer nível de escravidão para com as mídias sociais provavelmente gerará um efeito negativo dramático em nossa diligência e produtividade. Isso pode se tornar uma desculpa para não progredir ou conquistar algo no que nós pitorescamente chamamos de “vida real” e essa vida real vai muito em breve demonstrar as marcas dessa distração e dissipação. A atividade nas mídias sociais pode dar a impressão de termos feito algo enquanto negligenciamos o que precisa ser feito. “Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza”: eu não estou falando que não há espaço para descanso e alegria, para uma vasta variedade de humor apropriado, para uma quantidade sadia de bate-papo,  como há entre amigos face a face, mas nós podemos dizer que nossa interação online é mais do que conversa ociosa? Ou estão nossas vidas governadas pela tagarelice vazia que é característica de tantas mídias sociais?

8. Cuidado com a imundície e frivolidade

  • … para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus, seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos; para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para o reino das sombras da morte; todos os que se dirigem a essa mulher não voltarão e não atinarão com as veredas da vida. Assim, andarás pelo caminho dos homens de bem e guardarás as veredas dos justos. Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados. (Pv 2.12-22)
  • Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração. Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente; para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras. Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu, vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo, que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa, à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas. Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração. É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa; ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos. Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz: Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos. Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei. Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores, já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe. Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa. Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida. Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca; não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas; porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos. A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte (Pv 7.1-27)
  • A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma. Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira, para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho. Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno. (Pv 9.13-18)
  • O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. (Pv 12.11)
  • Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza. (Pv 14.13)
  • O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia. (Pv 15.14)
  • Cova profunda é a boca da mulher estranha; aquele contra quem o SENHOR se irar cairá nela. (Pv 22.14)
  • Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos. Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia. Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis. (Pv 23.26-28)
  • Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. (Pv 26.18-19).

Novamente, antes que alguém me acuse de pietismo mal-humorado, permita-me deixar claro que nós estamos livres para nos engajarmos naquele regozijo saudável e legítimo que é bom para a alma (mas tenha em mente que banal e oco não é o mesmo que saudável e legítimo – quão engraçado é um gato que se parece com o Elvis depois de você olhá-lo por dezessete vezes?). Mas lembre-se do modus operandi, do modo de operação, do maligno: ele joga a partir da “concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 João 2.16) e as mídias sociais podem ser um poço dessas coisas apesar de todo o perfume que elas espalham.

Lembretes incidentais e intencionais para a imoralidade (imagens e palavras) estão em todos os lugares e os homens, em particular, são propensos a serem estimulados e treinados por esse imaginário; e o mundo está aprendendo a atrair mulheres para essa mesma rede mais efetivamente. Um notório jornal britânico é muito conhecido por sua ‘coluna lateral da vergonha’, ostentando um número fenomenal de cliques com uma base um tanto quanto óbvia especializada em mulheres nuas e fofocas lascivas.

Os anúncios que aparecem na maior parte dos sites não são diferentes – solteiras atraentes na sua área, alguém? E nós podemos ser tão bons em esconder isso: se alguém fosse calcular, por exemplo, as fotos dos seus amigos que você viu no facebook, qual seria a proporção daquelas que eram as mais atraentes fisicamente? Não seria essa uma tentação? Satanás pode usar isso para nos treinar a cumprir as suas ordens, especialmente quando nós podemos simplesmente continuar clicando, uma reação em cadeia pavloviana, cada clique do dedo provendo uma recompensa esperada – antes de irmos longe demais, nós passamos pelos níveis de algumas das piores obscenidades conhecidas ao homem.

Junto a isso, embora talvez menos perigoso de imediato, uma falsa e rasa brandura também pode prevalecer, uma espécie de superficialidade forçada, satisfazendo a frivolidade e vaidade. Um homem de Deus suplicou  uma vez, “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101.3), e a maioria do que não é explicitamente indecente é, na melhor das hipóteses, dolorosamente vazio.

A sexta e última parte vem a seguir…

por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com 

23 abril 2013

Uma rede de sabedoria (4)


Mídias sociais para a glória de Deus

Estamos progredindo, e eu reunirei todos esses links em seu devido tempo, mas, por enquanto, nós já vimos…



4. Considere seu testemunho e caráter (rastro digital)
  • O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio. (Pv 11.30)
  • Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Pv 11. 22)
  • Abomináveis são para o SENHOR os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis. (Pv 15.26)
  • Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto. (Pv 20.11)
  • Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar. (Pv 27.8)
  • Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro. (Pv 29.25)

‘Rastro digital’ é a marca que você deixa enquanto caminha pelo mundo online: é o formato eletrônico de quem você é e que impacto você está tendo. Eu digo, categoricamente, que o envolvimento de um homem ou mulher nas mídias sociais, quanto ao seu conteúdo e forma, deve mudar decisivamente na conversão. A salvação deve alterar seu rastro tanto no campo online quanto no mundo real. Muitos cristãos parecem temer a face dos homens tanto, se não mais, em sua interação online quanto em qualquer outro lugar. Francamente, é algo embaraçoso e genuinamente trágico como poucos cristãos parecem ter qualquer contribuição caracteristicamente cristã a fazer online, nenhum aroma de Cristo para carregar com eles no ciberespaço. Onde está a santidade ofuscante que deve marcar os santos?

É claro que eu não estou sugerindo que suas contribuições devam somente consistir de citações da Bíblia e estrofes de hinos, mas a piedade cristã está evidente nas coisas que você diz, curte e segue online? Se você é um discípulo professo de Jesus Cristo, algumas pessoas poderiam ler por alguns dias suas atividades online e, legitima e inteligentemente, concluir quem e de quem você é? O que você curte no facebook? Quem você segue? O que você twitta ou comenta? Deve haver um problema com quem tem um personagem cristão online e, offline, prova que isso é uma mentira. Mas, ainda mais grave, é o cristão professo cujos rastros digitais não deixam nenhuma pista das marcas da cruz.

Eis uma chance de deixar sua luz resplandecer diante dos homens ao invés de encobrir ou difamar a verdadeira religião. Nós devemos brilhar – deliberada e proativamente – tanto online quanto nós fazemos offline, e isso, amigos, talvez nos leve à raiz do problema.

5. Avalie a natureza e influência das companhias que você mantém

  •  Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue. (Pv 1.10-16)
  • Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos; porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade. (Pv 3.31-32)
  • Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo; (Pv 4.14-15)
  • O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar. (Pv 12.26)
  • Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau. (Pv 13.20)
  • Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. (Pv 14.7)
  • O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom. (Pv 16.29)
  • Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. (Pv 18.24)
  • Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma. (Pv 22.24-25)
  • Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos. Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá? (Pv 24.21-22)
  • O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem. (Pv 28.10)
  • O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os bens. (Pv 29.3)

Nós podemos discutir acerca da realidade das amizades do Facebook, mas a companhia que nós mantemos é um indicador de onde nós nos firmamos e em que direção nós vamos. Por quem você está atraído e para quem você é atraente? Procure nos seus amigos, aqueles que te seguem e quem você segue, seu feed do blogs e leitores, seus comentadores frequentes, a lista de recomendações que aparecem para você no YouTube. O que todas essas associações dizem sobre você? Você gostaria que um amigo cristão amável ou um pastor fiel tirasse uma cópia de seu histórico de navegação, todas as suas associações e interações online? Se não, por quê? Afora, o Senhor já sabe disso.

Pergunte-se seriamente quem você está influenciando, se é que está, e para que fim ou por quem você está sendo influenciado e em que direção. Você está edificando os outros ou sendo arrastado para baixo? Você se encontra entre os perversos, os raivosos, os impacientes, os queixosos, os vulgares e – caso sim – por que você está aí e o que você está fazendo? Ou o seu caminho te conduz entre os sábios, retos, pacíficos e puros? Más companhias corromperão seu comportamento online e offline (1Co 15.33). É chegado o tempo de retirar as ervas daninhas, até mesmo de realizar uma poda vigorosa, na sua interação online e relacionamentos?

6. Envolva conselheiros sábios, especialmente os pais, quando se é mais jovem.

  • Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento; porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino…(Pv 4.1-27)
  •  Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis; para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia; e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos! (Pv 5.7-13)
  • O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão. (Pv 13.1)
  • O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência. (Pv 15.5)
  • Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir. (Pv 19.20)
  • Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento. (Pv 19.27)

Não sinta vergonha de buscar conselhos e de prestar contas. Muito disso depende da idade e da circunstância. Então, se você é mais jovem e tem pais responsáveis e, esperançosamente, cristãos, eles devem ser um dos seus primeiros portos seguros. Caso contrário, encontre santos ligados e conectados (em todos os sentidos) que sejam sábios e maduros. Mas encontre conselheiros fiéis: os dê acesso à sua atividade online e busque a sua opinião. Saia do seu círculo comum, se necessário, e encontre alguém que não vai, necessariamente, dizer o que você deseja que seja dito: isso não é buscar conselho, mas buscar alguém que vai aplaudir enquanto você se envolve com o que quer que te satisfaça. Escute humildemente o que os seus conselheiros dizem, já que buscar demais por conselhos é uma tentativa desesperada de encontrar alguém que vai confirmar o que você já decidiu fazer ou dizer o que você espera ouvir.

Post #5 em breve…

por Jeremy Walker

Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com 

01 fevereiro 2013

José - Um Homem que fugiu da Tentação

José chegou ao topo. Toda vez que tinha de lidar com algum tipo de tentação, ele prevalecia. Era o penúltimo filho de Jacó, mas o primeiro nascido da esposa favorita do pai, Raquel. Ele teve dois sonhos importantes. Não sabemos como contou aos irmãos esses sonhos, nos quais todos se curvariam diante dele; de qualquer forma, eles o odiaram por causa disso.

Certo dia, o pai enviou José para ver como estavam os irmãos em Siquém, mas eles não aguentavam mais os seus sonhos e a sua condição de filho favorito, por isso o jogaram dentro de um poço. Embora tivessem planejado matá-lo, acabaram vendendo José a mercadores. Aos dezessete anos, ele foi levado a centenas de quilômetros de distância até o Egito, onde se tornou escravo. A maioria das pessoas naquela situação teria se sentido no direito de assumir certa amargura, mas não José. Ele era um trabalhador de valor. Por isso, chegou ao topo.

Ele "era atraente e de boa aparência" (Gn 39.6). Estava a cerca de quinhentos quilômetros de casa e era um rapaz solteiro. Era o tipo perfeito para uma pessoas como a esposa de Potifar. Ela o perseguia "dia após dia" (Gn 39.12), agarrando-o pelas vestes, ele saiu correndo, deixando a roupa para trás.

A recompensa por sua boa conduta foi a prisão. Mesmo lá, José chegou ao topo. Com o tempo, ele teve a sua oportunidade quando os especialistas egípcios não conseguiram interpretar o sonho de faraó. O chefe dos copeiros da corte se lembrou do dom de interpretação de sonhos de José (Gn 41.9-13). No entanto, José não tomou para si o crédito pelas interpretações; ele reconhecia que só Deus era capaz de lhe conceder aquele dom (Gn 41.16).

O faraó fez de José o vice-presidente do país (Gn 41.33,37-44). Vinte anos depois, quando os irmãos de José foram ao Egito para comprar comida, eles não o reconheceram. José, porém, os conhecia. Ele impôs sobre os irmãos algumas provas para saber se haviam mudado desde que o haviam vendido como escravo, mas resistiu a tentação de retribuir o mal que tinham feito. Quando José contou aos irmãos quem era, eles temeram por suas vidas. Contudo, ele demostrou um perdão sincero.

José foi tirado de casa e vendido como escravo; foi alvo da sedução na casa de Potifar; e sofreu em uma casa de detenção - mesmo assim, permaneceu fiel ao Senhor. Ele triunfou sobre a tentação

Bíblia do Homem

25 janeiro 2013

Jeremias - Um Homem que temeu, mas permaneceu Fiel


O mundo ocidental ensina que homens de verdade não sentem dor - ou, pelo menos, não podem demonstrar que sentem. Jeremias não frequentou essa escola que ensina a esconder os sentimentos. 

Jeremias nasceu quando o longo reinado do mais perverso rei de Judá, Manassés, estava chegando ao fim. Quando Deus o chamou, Jeremias respondeu, pois o Senhor havia planejado torná-lo um profeta antes mesmo de ele nascer (Jr 1.4-6). Ele tocou a boca de Jeremias, colocou nela as palavras e deu a ele "autoridade sobre nações e reinos" (Jr 1.10).

A tarefa não era fácil. O reino de Israel já tinha sido derrotado e escravizado; agora era a vez de Judá. Basicamente, o que o profeta disse a seus conterrâneos foi que toda aquela destruição era culpa deles mesmos, e que deviam assumir as consequências. "Se, porém, alguma nação ou reino não se sujeitar a Nabucodonosor, rei da Babilônia, nem colocar o pescoço sob o seu jugo, eu castigarei aquela nação..." (Jr 27.8).

O povo se voltou contra aquele mensageiro de Deus. O profeta foi açoitado, preso no tronco, jogado em um poço e condenado a morte. Ele não reagiu com frieza. Em determinados momentos, seu livro se parece com uma jornada pessoal de sofrimento. "Ah, minha angústia, minha angústia! Eu me contorço de dor", ele clamou quando ouviu o julgamento de Deus sobre Jerusalém (Jr 4.19). "A tristeza tomou conta de mim; o meu coração desfalece", afirmou ao chorar pelo pecaminoso reino de Judá (Jr 8.18). Ele se sentia como "um cordeiro manso levado ao matadouro" quando ouviu os planos elaborados contra sua vida (Jr 11.19). Ele se sentiu tão traído que amaldiçoou o dia do próprio nascimento. "Maldito seja o dia em que eu nasci!", ele lamentou (Jr 20.14).

Com amigos, conterrâneos, líderes, sacerdotes e reis conspirando contra o profeta, não é de admirar que as pessoas começassem a chamá-lo "o homem que vive aterrorizado". Sendo assim, o que manteve o chamado  "profeta chorão" ativos? Primeiro, seu inconfundível chamado por parte de Deus. "Mas, se eu digo: 'Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome', é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim" (Jr 20.9). Segundo, sua confiança em Deus. Quando parou de questionar o Senhor e assumiu de uma vez por todas seu papel, Jeremias aprendeu a se alegrar mesmo em meio à adversidades. "Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo..." (Jr 15.16).

Deus protegeu seu profeta. Quando Nabucodonosor conquistou Judá, Ele tirou Jeremias da prisão, o enviou de volta para casa e concedeu ao profeta tudo o que ele precisava (Jr 39.9-14)

Bíblia do Homem

18 janeiro 2013

Adão - Um Homem Criado à imagem de Deus


Procura-se: um homem com personalidade perfeita e psique perfeita; que tenha ao seu lado a parceira perfeita e um ofício perfeito e um lugar perfeito. Certa vez, uma pessoa realmente cumpriu todos estes requisitos. Foi Adão.


Adão foi criado à imagem de Deus. Algumas pessoas costumam a dizer: "Esse garoto é a cara do pai", querendo dizer que a imagem dos pai se reflete no filho. Da mesma maneira, os seres humanos compartilham semelhanças com o Criador. A masculinidade de Adão era parte da imagem de Deus. (Uma observação: foram necessários "homem e mulher" para constituir a "imagem de Deus" em Gênesis 1.27. Deus não criou nenhum modelo unissex).


A Adão foi concedida a companheira perfeita, Eva, uma mulher verdadeiramente perfeita. As traduções de Gênesis 2.23 não capturam de fato a emoção de Adão ao ver a primeira mulher. O versículo poderia ser quase traduzido como uma interjeição: "Oba!".

Em Gênesis 1.28-30, encontramos a descrição do ofício de Adão. Ele era responsável por tomar conta do jardim de Deus. Adão, que foi criado a partir da terra (Gn 2.7), tinha a incumbência de administrá-lo. Ele era lavrador (ou fazendeiro) e ecologista. Também se tornou o primeiro cientista da terra, pois quando deu nome aos animais, ele os estava classificando em grupos (Gn 2.19-20).

Adão era uma espécie de ônibus cheio de gente dentro (Rm 5.12-21). Quando ele pecou, aquele ato se espalhou como um latão de tinta sobre milhões de pessoas. Adão tinha os genes perfeitos e a mulher perfeita no jardim perfeito do mundo perfeito. Mesmo assim, ele estragou tudo. Adão já trabalhava antes de pecar, mas, depois disso, seu trabalho se tornou muito mais fatigante (Gn 3.17-19). O ambiente passou a ser seu inimigo. Além disso, por causa do fracasso de Adão, a família também foi arruinada. Um dos filhos matou o outro (Gn 4).

Adão se sentiu envergonhado depois de pecar. Mesmo assim, Deus, em sua graça, providenciou um sacrifício para cobrir a vergonha de Adão, que é Cristo (1Co 15.21-23), providenciou o sacrifício perfeito para cobrir o pecado de Adão (o nosso também). Adão trouxe a morte à terra; Jesus nos concede a vida.

Assim como Adão, somos chamados para refletir o Senhor. No entanto, todos nós falhamos. Portanto, nossas esposas sofrem. Nossos filhos se desestruturam. Mesmo assim, tal como Adão, podemos ser revestidos "... do novo [...] à imagem do seu Criador" (Cl 3.10).

Bíblia do Homem

11 janeiro 2013

João - Um Homem Dominado pelo Amor


Saulo, com sua personalidade difícil e agressiva, foi colocado de joelhos diante da luz de Cristo. Da mesma maneira, o genioso pescador que Jesus apelidou "filho do trovão" foi transformado pelo amor de Cristo.

Três discípulos - Pedro, Tiago e João - tiveram o privilégio de testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37); a transfiguração de Jesus (Mt 17.1-4); e a agonia de Jesus no jardim do Getsêmani (Mc 14.32-42).

João foi o primeiro discípulo a entender o significado da ressurreição de Jesus. Quando Maria Madalena descobriu  que a pedra colocada na frente do túmulo de Jesus havia sido movida, correu para encontrar  Pedro e João, que se refere a si mesmo como "o discípulo a quem Jesus amava". João foi o primeiro a chegar à sepultura. Quando viu os panos usados para cobrir o corpo de Cristo, ele creu. Como afirma João 20.9, "eles ainda não haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessário que Jesus ressucitasse dos mortos."

João também foi o primeiro discípulo a reconhecer o Senhor ressurreto. Os discípulos estavam pescando no mar da Galiléia quando viram um homem na praia. Aquele homem lhes perguntou se haviam pegado algum peixe. A resposta foi negativa. Então ele os instruiu a jogar as redes do outro lado do barco. Quando as redes foram recolhidas, repletas de peixes, João reconheceu o homem: "É o Senhor!" (Jo 21.7).

João escreveu cinco livros do Novo Testamento: o Evangelho de João, 1-2-3 João e o Apocalipse. Todos estão permeados da mensagem do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. O Evangelho de João mostra como a Palavra, Jesus Cristo, se fez carne e viveu entre nós (Jo 1.14). Da mesma maneira, Apocalipse apresenta Cristo, a Palavra, como aquele cuja voz é "como o som de muitas águas" (Ap 1.15) e que, ao mesmo tempo, "nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue" (Ap 1.15).

As três cartas, por sua vez, mostram como Jesus Cristo, " o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam" (1Jo 1.1), nos convoca para amar uns aos outros. Diz João "Amados, amaremos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1Jo 4.7-8). No fim, "o discípulo a quem Jesus amava" revelou-se forte como um trovão, mas por conta do seu amor.

Bíblia do Homem

04 janeiro 2013

Pedro - Um Homem que sujeitou o próprio espírito


Pedro tinha a mania de agir primeiro e pensar depois. Mesmo assim, esse homem voluntarioso prosseguiu até se tornar um dos principais líderes da igreja.

Jesus retrucou Pedro e o irmão dele, André, enquanto eles pescavam com suas redes (Mc 1.16-17). "Seguiam-me, e eu os farei pescadores de homens", disse Cristo. Pedro largou as redes imediatamente para seguir o Salvador.

Assim era Pedro: agir primeiro, pensar depois. Ele fez isso durante todo o ministério de Jesus, e era frequentemente repreendido por isso. Quando Pedro se opôs às predições que Jesus fez a respeito de seu sofrimento e sua morte, o Filho de Deus disse: "Para trás de mim, Satanás!" (Mc 8.31-33). No alto da montanha, onde Jesus se transfigurou , Pedro, disparou: "Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias" (Mc 9.5). Jesus orientou os discípulos a manter sigilo a respeito do que havia acontecido. E quando Pedro garantiu que nunca abandonaria Jesus, o Salvador afirmou que seria negado três vezes pelo apóstolo naquela noite.

Ainda assim, Pedro sempre foi o porta-voz dos discípulos. Quando Jesus reagiu às acusações feitas contra os discípulos por causa de seus hábitos em relação à alimentação, dizendo que "o que entra pela boca não torna o homem 'impuro'; mas o que sai de sua boca. isto o torna 'impuro'" (Mt 15.11), Pedro pediu uma explicação. Quando Jesus perguntou  aos discípulos  quem ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo", ou seja, o Messias (Mc 8.29).

Pedro foi separado desde cedo para exercer a liderança. Logo no início de seu ministério, Jesus mudou o nome dele , Simão, para Pedro, a pedra. Ele foi um dos três homens escolhidos para testemunhar a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37), a transfiguração e a agonia de Jesus no Jardim do Getsêmani (Mc 14.33). E Pedro foi incumbido por Cristo para exercer a liderança.

Pedro aceitou essa responsabilidade. No dia de Pentecostes. a pregação ardente do apóstolo convenceu milhares de pessoas, que se tornaram cristãs. Quando colocado diante do conselho judaico por ter curado um aleijado (At 3-4), a defesa de Pedro fez com que seus acusadores se calassem. Jesus entregou a Pedro as "chaves do Reino dos céus", e o apóstolo as usou para abrir as portas de vidar eterna aos judeus (At 2), os samaritanos (At 8) e aos gentios (At 10).

Sim, o espírito voluntarioso de Pedro às vezes o atrapalhava. Mas Deus transformou aquela ousadia em liderança ardente e carismática. Sobre a rocha da confissão de Pedro, Cristo ergueu sua igreja.

Bíblia do Homem

28 dezembro 2012

Zaqueu - Um Homem que fez o que era certo


Como a maioria dos coletores de impostos de sua época, Zaqueu costumava cobrar mais do que os judeus tinham de pagar em impostos ao governo romano e embolsava o excedente. Ele deve ter feito isso muitas vezes, pois se tornou um homem muito rico em função dos lucros que obteve procedendo daquela maneira (Lc 19.2).

Apesar de tanto dinheiro, Zaqueu era uma pessoa de baixa estatura (Lc 19.3). Era um sujeito tão baixinho que talvez fosse alvo de zombarias durante a infância e a juventude. Talvez até fosse ignorado em sua vida como adulto por causa de sua estatura. De qualquer maneira, é possível que ele descarregasse parte de seu sofrimento sobre as pessoas de quem cobrava impostor exorbitantes.

Aparentemente, Zaqueu era um profissional tão bem-sucedido que se tornou chefe dos coletores da cidade de Jericó, cidade que ficava no caminho de muitas das principais rotas de comércio da região. Zaqueu era um homem próspero, embora não tivesse muitos amigos - a não ser os piores pecadores e a gentalha da cidade (cf Lc 5.30 e 19.7), com ele.

Foi então que aconteceu a reviravolta. Jesus apareceu na cidade, e como ele causava comoção em todos os lugares aonde ia, atraiu uma grande multidão. Zaqueu subiu em uma árvore para ver por cima das cabeças das pessoas mais altas que ele, mas Jesus identificou o velho coletor de impostos. "Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje" (Lc 19.5). Todos os olhares se voltaram ao "homem mais odiado" de Jericó à medida que ele descia pelos galhos da árvore e conduzia Jesus até sua casa.

Os comentários também começaram: "Ele se hospedou na casa de um 'pecado'", murmuravam as pessoas pelo fato de Jesus ter feito uma escolha tão ruim em termos de companhia para o jantar (Lc 19.7).

Escolhido pelo Salvador, Zaqueu foi convencido de seu pecado. Ele anunciou que não apenas daria metade de sua fortuna para os pobre, como também devolveria quatro vezes mais o que cobrava além dos impostos devidos (Lc 19.8). Era a penalidade quadruplicada prevista para o crime de roubo de ovelhas em Êxodo 22.1.

Em resposta ao amor de Cristo, Zaqueu deixou de extorquir as pessoas para se tornar um doador. Ele fez o que era certo em relação às pessoas com as quais agira errado por tanto tempo. E Jesus honrou esse compromisso, dizendo: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão" (Lc 19.9).

Bíblia do Homem

21 dezembro 2012

Tomé - Um homem que lidou com a dúvida



Tomé é o principal exemplo bíblico de alguém que duvida de tudo. Seu apelido, Dídimo (que significa "gêmeo", Jo 11.13), é um pouco intrigante, já que não há qualquer referência a algum irmão gêmeo que ele tivesse. Mas a dúvida poderia ser considerada a irmã gêmea de sua fé.

Tomé é mencionado como um dos doze discípulos de Cristo em todos os evangelhos, mas sua figura se torna mais importante no Evangelho de João. Em João 11, Tomé aparece mais como um sujeito ousado do que como uma pessoas hesitante. Quando Jesus reage à notícia a respeito da morte de seu amigo Lázaro dizendo: "...vamos até ele," Tomé parece não se abalar diante dos perigos envolvidos em uma viagem até a Judéia na companhia de Jesus. Ele comenta com os demais discípulos: "Vamos também para morrermos com ele" (Jo 11.15-16).

Portanto, Tomé está presente quando Jesus, diante do túmulo de Lázaro, diz às pessoas que duvidam do seu poder: "Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus:" E a ressurreição de Lázaro dentre os mortos certamente impressionou Tomé de um modo muito profundo.

Na menção seguinte que o Evangelho de João faz a seu nome, Tomé está tentando corrigir a declaração de Jesus, segundo a qual Cristo afirma que irá para outra dimensão espiritual, onde preparará lugar para seus discípulos. "Vocês conhecem o caminho para onde vou," diz Jesus. A resposta de Tomé é esta: "Senhor, não sabemos para onde vais" (Jo 14.4-5).

Graças a Deus pela ousadia dessa declaração, pois, sem ela, talvez nunca chegássemos a ouvir o que Jesus diz em seguida: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pais, a são ser por mim" (Jo14.6).

A dúvida de Tomé se manifesta de maneira mais intensa quando ele ouve a respeito da aparição de Cristo aos discípulos depois de sua morte. Tomé não se mostra muito disposto a aceitar a ressurreição de Jesus simplesmente a partir dos comentários que ouve: "Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão ao seu lado, não crerei" (Jo 20.25).

Cristo honra essa atitude de Tomé aparecendo ao apóstolo e convidando-o a examinar suas feridas. Tomé fica tão impressionado ao ver o Mestre ressurreto que faz uma das maiores declarações de fé que se vê nos evangelhos: "Senhor meu e Deus meu!" (Jo 20.28).

As dúvidas de Tomé desapareceram na presença de Jesus.

Bíblia do Homem

14 dezembro 2012

Estêvão - Um Homem de Fé e Coragem



Estêvão foi um dos sete homens escolhidos para fazer a distribuição de alimentos para as viúvas de fala grega (At 6.1). Não se tratava de um ministério dos mais prestigiados, mas era essencial, pois libertava os apóstolos para o ensino e a pregação da Palavra do Senhor (At 6.4).

Estêvão era um um orador persuasivo (At 6.9-10). Era um homem cheio de Fé, do Espírito Santo, de graça, de poder e de sabedoria. Ele até realizava milagres e sinais entre as pessoas. (At 6.8).

O discurso que Estêvão fez diante dos líderes religiosos judeus foi corajoso e duro. Eles haviam subornado pessoas para que mentissem a respeito de Estêvão, dizendo: "Este homem não para de falar contra este lugar santo e contra a lei" (At 6.13).

Quando os líderes religiosos perguntavam: "São verdadeiras estas acusações?", Estêvão respondeu com o maior sermão de todo o Novo Testamento (At 7.2-53), que incluía uma revisão da história hebraica e mais uma hábil argumentação a respeito de como os judeus continuavam a rejeitar os mensageiros de Deus. Assim como os irmãos de José se rebelaram contra aquele que os salvaria (At 7.9-16) e os israelitas se rebelaram contra seu libertador, Moisés (At 7.35), os acusadores de Estêvão também estavam se rebelando contra o Salvador que Deus enviara, Jesus (At 7.51-52).

"Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos!", disse Estêvão a seus acusadores. "Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo" (At 7.51). Os líderes religiosos ficaram furiosos. No entanto, quando Estêvão olhou para o céu e disse que via Jesus ao lado direito de Deus, eles acharam que aquele homem havia passado da conta. Estêvão foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte.

Um dos homens que assistiram ao apedrejamento e que viram a face de Estêvão parecendo "o rosto de um anjo" (At 6.15) não se conteve e ficou impressionado com tanta coragem. Enquanto  tomava conta dos mantos dos acusadores de Estêvão, Saulo provavelmente sentia cada pedra que atingia aquele homem. Mais tarde - mesmo enquanto arrastava cristãos até a cadeia -, Saulo teve de lutar contra a lembrança do matírio de Estêvão. Foi então que ele teve um encontro pessoal com Jesus Cristo na estrada para Damasco. Tal como Estêvão, ele viu os céus abertos. E quando Saulo, já usando nome Paulo, tornou-se o primeiro missionário da igreja a trabalhar em terras estrangeiras, o sangue de Estêvão foi a semente que disseminou o cristianismo por todo o mundo.

Bíblia do Homem

07 dezembro 2012

Salomão - Um homem que não acabou bem


Salomão tinha tudo a seu favor quando foi coroado rei. Tal como o gênio da lâmpada, Deus perguntou a Salomão qual era seu maior desejo. E como Salomão pediu sabedoria, o Senhor concedeu esse desejo e ainda lhe deu riquezas, honra e uma vida longa.

A sabedoria de Salomão logo se tornou evidente. Ele ganhou reconhecimento pela decisão que tomou em uma batalha entre duas mulheres pela custódia de uma criança (1Rs 3.24-25), assim como pela maneira como resolveu os enigmas difíceis  propostos pela rainha de Sabá (1Rs 4.31-34). Reis de todas as nações enviaram seus embaixadores para aprender com ele (1Rs 4.30).

Salomão também enriqueceu. Além de coletar 25 toneladas de ouro por ano de suas fontes regulares, ele contava com mais recursos provenientes de comerciantes, mercadores, reis árabes e governadores. O ouro era de tal maneira abundante no reino que a prata praticamente não tinha valor algum (1Rs10.21).

Deus não permitiu que Davi, pai de Salomão, construísse um templo. Tal honra foi reservada a Salomão (1Rs 6-7), e ele fez um excelente trabalho. O templo de Salomão foi um joia da coroa dos judeus por quase quatro séculos.

Salomão era um líder eficaz; ele derrotou e expulsou os inimigos que desafiavam sua liderança e consolidou a unificação da tribos de Israel. Seu reino se estendia do rio Eufrates (ao norte) até o rio Nilo (ao sul), e do deserto da Arábia até o mar Mediterrâneo.

Apesar de toda a sua sabedoria, de suas riquezas, de seu conhecimento e de seu poder, Salomão não terminou bem. Seus excessos acabaram com ele. Os projetos de engenharia (1Rs 5-7) sobrecarregavam o povo com impostos e trabalho. E o pior de tudo: sua coleção extravagante de mulheres (mil esposas e concubinas) prejudicou sua devoção a Deus. Salomão construiu templos para os deuses daquelas mulheres (1Rs 11.5-8), onde elas podiam queimar incenso e oferecer sacrifícios. Ele chegou ao ponto de se juntar a elas na adoração a falsos deuses. Por tudo isso, Deus, que é "zeloso" (Ex20.5), ficou tão irritado com Salomão que tirou o reino do "homem sábio" e entregou a maior parte dele "a um dos [...] servos" (1Rs 11.11).

Salomão pediu sabedoria, mas não soube usá-la. Suas aquisições extravagantes destruíram a sua devoção a Deus, aquele que lhe concedera tudo o quanto o rei possuía.

Bíblia do Homem

30 novembro 2012

André - Um homem que atraía as pessoas




André permaneceu nas sombras, ofuscado pela imagem de seu irmão mais expansivo, Pedro. Ele chegou ao ponto de ser rotulado como o "irmão de Simão Pedro" (Jo 1.40). Mesmo assim, André tinha a habilidade de trabalhar nos bastidores para atrair as pessoas.

André era muito bom nesse negócio de descobrir pessoas. A primeira coisa que ele fez depois de tocar o discipulado de João Batista pelo do "Cordeiro de Deus" foi procurar o irmão para lhe contar: "Achamos o Messias" (Jo 1.41). André providenciou a ponte que levaria a Cristo seu irmão mais falante, que o ofuscaria dali pra frente.

André também era um bom seguidor de Cristo. Em Marcos 1.16, Jesus pediu a ele e a Pedro que o seguissem. Aquilo significava que teriam de deixar de trabalhar de pescadores comerciais para começar a aprender a viver como pescadores de pessoas. Nenhum dos dois hesitou. Como está escrito em Marcos 1.18, "no mesmo instante eles deixaramas suas redes e o seguiram".

André, que tinha o dom de atrair as pessoas, também era habilidoso em providenciar os recursos de que seu Mestre necessitava. Quando Jesus perguntou como os discípulos poderiam alimentar uma enorme multidão que se reunia para ouvir seus ensinamentos, André, o "irmão de Simão Pedro", tomou a palavra: "Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos..." (Jo 6.8-9).

Jesus mandou que todas as pessoas se sentassem. Em seguida, agradeceu a Deus e começou a passar o alimento. Havia peixes e pães suficientes para satisfazer a fome da multidão e, ainda sobrou tanta coisa que foram necessários doze cestos para guardar. Pelo fato de André ter indicado que estava à disposição de Jesus, o Pão da Vida multiplicou um lanchinho minguado em um banquete para milhares de pessoas (Jo 6.10-13).

André era um homem muito prestativo. Talvez porque Filipe e André tivessem nomes gregos, alguns nativos da Grécia se aproximaram de Filipe e disseram: "Senhor, queremos ver Jesus" (Jo 12.21). Felipe procurou André que, por sua vez, procurou Jesus. A resposta do Mestre foi: "Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará (Jo 12.26).

André era esse tipo de pessoa. Ele passou a levar as pessoas a Cristo desde o momento em que começou a obdecer ao chamado para seguir o Mestre.

Bíblia do Homem

23 novembro 2012

Sansão - Um homem de grande força enorme fraqueza


A Bíblia nunca nos diz que Sansão se parecia com algum lutador de luta livre musculoso; é mais provável que ele tivesse uma constituição física bem mais modesta. Sua força era um segredo até que o Espírito do Senhor manifestou-se em Sansão (cf Jz 14.6). A força sobrehumana de Sansão vinha de Deus. Por quatro vezes, o Espírito Santo apossou-se de Sansão. Sem pegar em armas, ele rasgou as mandíbulas de um leão. Sansão matou mil homens com a queixada de um jumento (Jz 15.14-16). E soltou trezentas raposas pegando fogo pelos campos dos filisteus para destruir a colheita deles (Jz 15.3-5).

Sansão, cujos músculos lhe permitiram tantos feitos, em termos morais tinha muitos defeitos, principalmente devido a sua grande fraqueza em relação as mulheres. Ele se casou com a primeira mulher por quem se apaixonou, apesar de ela ser filistéia (Jz 14.3). Na festa de despedida de solteiro, Sansão desafiou os amigos da noiva com um enigma (Jz 14.8-15). Era algo tão provocador que a esposa dele, sob pressão, ficou implorando até que ele lhe desse a solução para charada (Jz 14.7). Quando ela revelou a resposta aos amigos, Sansão pagou a aposta, entregando-lhes as roupas de trinta filisteus que havia matado (Jz 14.9). Em seguida, ele voltou para viver com a mãe e o pai.

Depois foi a vez de uma garota de Gaza conquistar o coração daquele homem tão forte. Ao passar a noite com ela, Sansão descobriu que estava preso do lado de dentro dos portões da cidade, graças ao povo da cidade. Por isso, arrancou os portões e os atirou a cerca de 65 quilômetros de distância (Jz 16.3). Adeus, garota de Gaza.

Dalila foi mais do que uma simples aventura de uma noite para Sansão (Jz 16.4-20). Seu charme, porém, era fatal. Ela seduziu Sansão até ele revelar o segredo de sua força. Ele deixou uma mulher lhe cortar o cabelo, e foi o que ela fez. O colosso humano fora reduzido a uma simples aberração sem seu cabelo, seus olhos, sua força e sua dignidade.

Por graça divina, Deus transformou aquela tragédia toda em triunfo. Preso aos postes dos templo filisteu, Sansão derrubou o prédio sem lançar mão de armas. As colunas centrais do templo desmoronaram, esmagando milhares de filisteus. Como afirma Jz 16.30, "Sansão matou mais homens do que em toda sua vida".

Tal como Sansão, devemos submeter a dádiva divina do sexo ao Espírito Santo de Deus. Se não procedermos assim, alguns minutos de divertimento podem comprometer o potencial de uma vida inteira.

Bíblia do Homem


09 novembro 2012

Paulo - Um homem que ousou proclamar o evangelho



Saulo o jovem fariseu que tomou conta dos mantos dos homens que apedrejaram Estevão, ficou ensandecido depois daquele episodio. Respirando "ameaças de morte" (At 9.1), Sulo perseguiu os cristãos , arrastando-os a cadeia. Ele também orientou que todas sinagogas em Damasco mandassem prender  "todos os homens ou mulheres que pertencessem o caminho" (At 9.2).

entretanto, a fúria de Saulo foi frustrada na estrada a rumo a Damasco, quando ele foi jogado ao chão por uma luz ofuscante e uma voz muito poderosa, que disse: " Saulo, Saulo, por que me persegues?" Quando Saulo percebeu quem estava falando, sua vida mudou por completo. O arqui-inimigo do cristianismo tornou um de seus protagonista. E o fariseu convertido, que cidadão romano em Tarso, mas fora educado em Jerusalém pelo grande mestre judeu Gamaliel, foi usado por Deus para levar boas novas aos gentios.

Contudo, Paulo (o nome que Saulo assumiu depois de se torna um cristão) precisava a aprender a respeito da nova fé. Assim, cegado por Jesus, a luz do mundo, Paulo foi levado a damasco. Lá, Ananias restaurou sua visão. Poucos dias depois de sua recuperação, Paulo começou a pregar em sinagogas locais a respeito de Jesus, dizendo "que Jesus e filho de Deus" (At 9.20).

Paulo quase foi morto por causa disso. Ele fugiu de Damasco, mas os cristãos em Jerusalém pensavam que Saulo estava simulando sua conversão. Isso levou Barnabé e os apóstolos  a tentar convencer os outros da autenticidade da fé proclamada pelo o homem que antes perseguia os cristãos. Sua pregação, porém, provocou tantos problemas que a igreja o enviou de volta a Tarso. Em algum momento no meio disso tudo, Saulo passou três anos na Arabia (Gl 1.17), talvez para um período de doutrinação e reflexão antes de assumir a liderança dentro da igreja. 

Doze anos depois de sua conversão, Saulo foi escolhido com Barnabé para liderar o primeiro esforço missionário focado nos gentios de outros países (At 13.1-3). Ao longo dos dez anos seguintes, Paulo viajou por milhares de quilômetros, convencendo as pessoas a respeito da legitimidade da f´e cristã, organizando os grupos de convertidos em igrejas e estimulando o crescimento espiritual dessas pessoas.

Paulo arriscou tudo quanto tinha - a reputação, a saúde e a própria vida - para pregar o evangelho de cristo, pois, como ele mesmo disse, "considero tudo como perda, comparando com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor" (Fp 3.8).

Bíblia do Homem

26 outubro 2012

Jó - Um homem sofredor


Jó tinha tudo: uma grande família, muitas posses, o respeito da comunidade e um excelente relacionamento com Deus. No entanto, no espaço de 24 horas, ele perdeu tudo quanto tinha conquistado.

Todos os seus animais foram roubados ou queimados, e os trabalhadores de suas terras foram assassinados. Seus dez filhos morreram em um tornado. O corpo de Jó se abriu a terríveis chagas. Era tanta agonia daquele homem que seus amigos sequer conseguiam reconhecê-lo (Jó 2.12).

Jó não conseguia entender por que Deus havia se voltado contra ele. "Os terrores de Deus me assediam", dizia (Jó 6.4). Sentindo-se abandonado pelo mesmo Deus que lhe dera tudo para depois tirar, Jó desejou nunca ter nascido. "Que esperança posso ter, se já não tenho forças?" (Jó 6.11).

Quando a vida se volta contra nós para nos torturar, talvez haja mais coisas acontecendo do que aquilo que nossos olhos podem ver. Jó nos ensina que a doença, a morte e as perdas materiais podem ter seus motivos em algo que está muito além do conhecimento humano. No caso de Jó, Satanás foi o responsável por seu sofrimento por causa de um desafio proposto a Deus. Com certeza, Jó seguia o Senhor. Com tantas riquezas, por que não deveria segui-lo? Então Satanás disse a Deus: "... estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face" (Jó 1.11). Assim, Deus permitiu que Satanás submetesse Jó a um teste.

A esposa de Jó, que queria ver o fim de todo aquele sofrimento, disse ao marido: "Amaldiçoe a Deus, e morra!" (Jó 2.9). Os amigos de Jó não tiveram um comportamento muito melhor. Os três visitantes seriam de grande ajuda... contanto que mantivessem a boca fechada. Quando começaram a a falar, a única coisa que fizeram foi aumentar o sofrimento de Jó, dizendo coisas como: "Quando os seus filhos pecaram contra ele, ele os castigou pelo que fizeram" (Jó 8.4); e: "Pare de pecar e o mal cessará (cf. Jó 11.14).

Por fim, Jó apelou a Deus, perguntando: "Quantos erros e pecados cometi? [...] Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo? (Jó 13.23-24). Em vez de responder, Deus perguntou: "Quem é esse que obscurece o meu conselho com palavras sem conhecimento?" (Jó 38.2). A avalanche de perguntas a seguir abriram de tal maneira os olhos de Jó para enxergar o extraordinário esplendor de Deus que ele disse: "Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber" (Jó 42.3).

Jó atravessou o fogo do sofrimento, mas não foi consumido (Is 43.2). Como ouro, ele foi refinado.

Bíblia do Homem

12 outubro 2012

Calebe - Um homem confiante


Em todo grupo, há sempre um sujeito que se destaca por nadar contra a correnteza. Ele confia em suas opiniões, sejam elas relacionadas á política, à manutenção da casa, a carros ou a esportes.

Calebe era um homem assim. Quando o vemos pela primeira vez na Bíblia, ele e Josué estão prestando um relatório. Eram dois entre doze espiões enviados em uma missão de reconhecimento (cerca de 800 quilômetros, ida e volta) cujo objetivo era analisar o que havia na Terra Prometida e o que seria necessário para conquistá-la. O relatório geral do grupo dizia que a terra era boa, mas que os povos que nela habitavam eram gigantes. A resposta de Calebe, com efeito, foi: "O que são os gigantes descendentes de Enaque em comparação com o Deus Todo-Poderoso?". Dez espiões viram-se como gafanhotos diante de Deus.

Em obediência a Deus, Calebe desafiou a multidão. O que os outros viam com um obstáculo, ele viu como uma oportunidade. "Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!" (Nm13.30). O que Calebe estava verbalizando era fruto de sua fé. o que foi lindamente ilustrado pelo grande cacho de frutas que a equipe dos doze espiões trouxera de Canaã (Nm 13.23-24).

Ao contrário de Noé (Gn 9.20-26), Ló (Gn 19.30-38), Gideão (Jz 8.24-27) e Salomão (1Rs 11.1-3), Calebe chegou bem ao fim de seus dias. O que ele era aos quarenta anos, também era aos 85 (Js 14.10): um líder confiante.

Pessoas de confiança geralmente são catalisadoras. Calebe ofereceu a mão de sua filha Acsa em casamento a Otoniel (Js15.15-17), cujo nome fazia parte da lista dos juízes (ou campeões, Jz 3.7-11). Otoniel foi muito influenciado pelo exemplo de Calebe. O mesmo aconteceu com Acsa. Ela herdou os genes espirituais do pai, o que a motivou a assumir responsabilidade ainda maiores (Js 15.17-19). A inquietação é positiva quando nos leva a exercitar a fé e a musculatura espiritual.

Calebe teve coragem necessária para confiar nas promessas de Deus em sua geração (Nm 13.30; 14.5-10). Ele arriscou a própria vida por aquilo que era certo (Nm 14.10). Como tal, ele foi uma das pessoas, entre as  poucas que tinham mais de vinte anos na época do Êxodo, que obteve permissão para entrar na terra de Canaã (Nm 14.28-33). Não poderia haver melhor epitáfio para se gravar na lápide de um homem do que a filosofia da vida de Calebe: "[Ele seguiu] o SENHOR com integridade de coração (Nm 32.12).

Bíblia do Homem
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