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05 abril 2013

Uma rede de sabedoria (2)


Mídias sociais para a glória de Deus

Dando prosseguimento à parte um, na qual eu sugeri que, assim como em muitos outros casos, nós devemos fazer a pergunta “Como eu devo usar as mídias sociais para a glória de Deus?”, aqui vão os primeiros dois princípios:

1. Conheça, vigie e guarde o seu coração, cultivando o temor do Senhor

  • O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino (Pv 1.7)
  • Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.  (Pv 4.23)
  • Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. (Pv 15.3)
  • O inferno e a perdição estão perante o SENHOR; quanto mais os corações dos filhos dos homens? (Pv 15.11)
  • Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. (Pv 16.2)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 16.23)
  • Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal. (Pv 21.2)
  • Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas. (Pv 23.15-16)
  • Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno. (Pv 26.23)
  • Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem. (Pv 27.19)
  • O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo. (Pv 28.26)

Toda religião verdadeira é uma religião do coração. Assim como em muitas outras coisas, essa é uma questão de fixar corretamente o coração e conhecê-lo. Você está, primordialmente, buscando a glória de Deus? O que você vê e o que você diz, seus desejos e apetites, o que você almeja e o que você evita, devem ser governados pelo temor do Senhor. Esse justo temor – semeado por toda nossa Bíblia, tão parte da nossa espiritualidade debaixo da nova aliança quanto o foi na antiga, talvez ainda mais – envolve um reconhecimento da existência de Deus, a consideração de que ele conhece os nossos caminhos, o reconhecimento de sua justiça, a consciência do seu olhar sobre nós e o amor ardente que surge de um desejo do profundo dos nossos corações de agradá-lo em todas as coisas, apesar da opinião dos homens.
Isso é vital porque um dos truques das mídias sociais é distanciar a audiência nos fazendo esquecer que o dizemos e o que fazemos está sendo transmitido, algumas vezes, para qualquer um que queira sintonizar. Esse espírito nos faz conscientes de que há sempre um olhar santo e puro sobre nós.  Com um coração sintonizado com os desejos e deleites de Deus, nós devemos começar a estar equipados para avaliar nosso envolvimento e modelá-lo de uma forma que o honre. Se o nosso coração está sintonizado para longe de Deus, se o centro da nossa existência não está condicionado pelo temor do Senhor, então toda a vida – não apenas a nossa vida online ­­– estará fatalmente comprometida.


 2. Busque sabedoria

  •   Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará; para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus, seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos; para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus (Pv 2.1-17)

  • Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos. (Pv 3.5-8)
  • Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz? No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca; junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando: A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas. Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade. São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento. Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela. Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza. Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra. Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham. Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida. Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo, para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros. O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos. Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis. Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte. (Pv 8.1-36)


O temor do Senhor é a parte principal, o elemento base, o que controla o âmago da sabedoria. Você não é sábio se você não está temendo a Deus. A definição mais simples de sabedoria que eu conheço diz que ela é a “capacidade de viver retamente”.  Então, levando isso em consideração, nós devemos pedir e cultivar a sabedoria divina: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tg 1.5) Deus não nos abandonou nessa ou em qualquer outra esfera da vida sem uma luz celestial.  Se nós não sabemos se nós podemos ou não, ou como devemos, glorificar a Deus nesse ambiente, que nós peçamos a Deus que nos mostre, que nós possamos “temer ao Senhor e apartarmos do mal”. A sabedoria é encontrada nas Escrituras iluminada pelo Espírito Santo:

De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. (Sl 119.101-105)

Você não pode caminhar retamente nessa questão ou em qualquer outra sem a sabedoria celestial, que é dada por Deus e, também, cultivada pelo homem. Tudo de que nós precisamos nos está disponível.

Mais princípios a seguir…….


por Jeremy Walker
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com |

25 janeiro 2013

Jeremias - Um Homem que temeu, mas permaneceu Fiel


O mundo ocidental ensina que homens de verdade não sentem dor - ou, pelo menos, não podem demonstrar que sentem. Jeremias não frequentou essa escola que ensina a esconder os sentimentos. 

Jeremias nasceu quando o longo reinado do mais perverso rei de Judá, Manassés, estava chegando ao fim. Quando Deus o chamou, Jeremias respondeu, pois o Senhor havia planejado torná-lo um profeta antes mesmo de ele nascer (Jr 1.4-6). Ele tocou a boca de Jeremias, colocou nela as palavras e deu a ele "autoridade sobre nações e reinos" (Jr 1.10).

A tarefa não era fácil. O reino de Israel já tinha sido derrotado e escravizado; agora era a vez de Judá. Basicamente, o que o profeta disse a seus conterrâneos foi que toda aquela destruição era culpa deles mesmos, e que deviam assumir as consequências. "Se, porém, alguma nação ou reino não se sujeitar a Nabucodonosor, rei da Babilônia, nem colocar o pescoço sob o seu jugo, eu castigarei aquela nação..." (Jr 27.8).

O povo se voltou contra aquele mensageiro de Deus. O profeta foi açoitado, preso no tronco, jogado em um poço e condenado a morte. Ele não reagiu com frieza. Em determinados momentos, seu livro se parece com uma jornada pessoal de sofrimento. "Ah, minha angústia, minha angústia! Eu me contorço de dor", ele clamou quando ouviu o julgamento de Deus sobre Jerusalém (Jr 4.19). "A tristeza tomou conta de mim; o meu coração desfalece", afirmou ao chorar pelo pecaminoso reino de Judá (Jr 8.18). Ele se sentia como "um cordeiro manso levado ao matadouro" quando ouviu os planos elaborados contra sua vida (Jr 11.19). Ele se sentiu tão traído que amaldiçoou o dia do próprio nascimento. "Maldito seja o dia em que eu nasci!", ele lamentou (Jr 20.14).

Com amigos, conterrâneos, líderes, sacerdotes e reis conspirando contra o profeta, não é de admirar que as pessoas começassem a chamá-lo "o homem que vive aterrorizado". Sendo assim, o que manteve o chamado  "profeta chorão" ativos? Primeiro, seu inconfundível chamado por parte de Deus. "Mas, se eu digo: 'Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome', é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim" (Jr 20.9). Segundo, sua confiança em Deus. Quando parou de questionar o Senhor e assumiu de uma vez por todas seu papel, Jeremias aprendeu a se alegrar mesmo em meio à adversidades. "Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo..." (Jr 15.16).

Deus protegeu seu profeta. Quando Nabucodonosor conquistou Judá, Ele tirou Jeremias da prisão, o enviou de volta para casa e concedeu ao profeta tudo o que ele precisava (Jr 39.9-14)

Bíblia do Homem

14 junho 2012

8 Armadilhas do temor aos homens

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” –Salmo 8.3,4

Muitas vezes na nossa vida, nos preocupamos mais com a opinião das outras pessoas do que com a opinião de Deus. Nos preocupamos com nosso status entre outros seres humanos porque deixamos de firmar nossa identidade em Jesus. Quando tememos aos homens, nos tornamos vulneráveis.

“Quem teme o homem cai em armadilhas”, diz a Bíblia, “mas quem confia no Senhor está seguro” (Provérbios 29.25). Aqui estão oito conseqüências – armadilhas – que resultam do temor aos homens:

Idolatria. Quando nos preocupamos mais com o que os homens pensam do que o que Deus pensa, transformamos as pessoas em ídolos que adoramos – buscamos agradá-los para obter aprovação ou respeito.

Ineficácia. Quando tememos aos homens, negligenciamos o chamado de Deus e perdemos o foco para executarmos as tarefas que nos são exigidas porque estamos muito preocupados com o que os outros estão pensando.


Falta de amor. Quando estamos preocupados demais com “fazer do jeito certo”, transformamos as pessoas em projetos a serem concluídos. Deixamos de lado a compaixão e nos tornamos frios e calculistas em nossa busca por alcançar as pessoas.

Falsidade. Se você está motivado além da conta pelas opiniões dos outros, você não será você mesmo. Será como um camaleão, se adaptando a qualquer situação com o único propósito de se encaixar.

Apatia. Tema aos homens e você deixará de correr riscos para evitar um potencial fracasso ou vergonha. Se um projeto tem chances de dar errado, você nunca tentará. Em outras palavras, você nunca fará muita coisa.

Desonestidade. É difícil falar a verdade para alguém quando a verdade pode ser dolorida. Se tivermos medo da resposta de alguém, por outro lado, palavras necessárias nunca serão ditas porque nos preocupamos mais em sermos agradáveis do que com a obra de Jesus na vida da pessoa. Essa negligência sempre causa mais danos a longo prazo do que o dano que evita causar no presente.

Isolamento. Temor aos homens não deixa que você delegue nada porque os outros talvez não façam um bom trabalho (ou talvez façam um trabalho melhor), o que pode não refletir muito bem na sua reputação. Temor aos homens te leva a querer controlar tudo – mesmo que isso signifique ir sozinho.

Falta de decisão. Quando vivemos sob o medo ao invés de sob as convicções em que Deus nos deu, caminhamos em círculos, incapazes de andar para frente.

Te convido a honrar outras pessoas e se submeter à autoridade, mas também a se arrepender do temor aos homens. Temor e adoração devem ser a Deus. No fim das contas, apenas a opinião dele importa.

Por Jamie Munson
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