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20 março 2013

Líderes cristãos afirmam que papa Francisco deve unir católicos e evangélicos


O crescimento do número de evangélicos na América Latina, ao lado da grande presença de católicos no continente é apontado por analistas como um dos principais motivos para a eleição do eleição do cardeal Jorge Bergoglio como o novo papa.

Líderes cristãos de vários segmentos acreditam que o papa Francisco vai causar grandes mudanças, não só na Igreja Católica como também em outros segmentos religiosos. Líderes católicos e evangélicos na América Latina dizem que o novo líder da Igreja Católica deve tornar-se um conector entre católicos e evangélicos bem como líderes de outras crenças.

Um dos líderes cristãos a defender essa linha de pensamento foi Gaston Bruno, vice-presidente da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA), que comentou esse assunto ao The Christian Post.

- É claro que esta realidade pesou de um modo determinado na decisão da eleição do novo Pontífice romano – escreveu Gaston, que disse ainda que mesmo se a nomeação de Francisco tenha sido uma ação estratégica para fazer frente ao crescimento evangélico latino, isso não deve ser uma preocupação para os evangélicos.

- Como cristãos de fé evangélica, deveremos seguir pregando o nosso Senhor Jesus – completou.

A Argentina, terra natal do novo papa, tem entre sua população um total de 31 milhões de católicos, ficando atrás na região do Brasil, que é o país que lidera com alguns 134 milhões católicos e o maior país católico do mundo, além do México (96 milhões) e da Colômbia (38 milhões).

De acordo com estudo divulgado pelo Pew Research, a América Latina tem 432 milhões de católicos. Mas apesar desse expressivo número, vêm vivendo um grande crescimento do Protestantismo, tendo muitos adeptos da Igreja Católica indo para as igrejas evangélicas.

Para Gaston, esse cenário é propício para que o papa Francisco traga união entre católicos e evangélicos sobre questões comuns. Ele disse ainda que saúda o papa em sua luta por questões como a defesa do casamento entre homem e mulher, a permissão do casamento a padres católicos e a cura da impureza sexual de alguns líderes.

- Nós o saudamos, acompanhamos e oramos por sua sabedoria e graça de Deus para sua vida e gestão – concluiu o líder evangélico.

Por Dan Martins, Gospel+

18 março 2013

“Jesus é o centro da Igreja, não o papa”, diz Francisco I


O papa Francisco disse neste sábado (16) desejar que a Igreja seja pobre e que sua missão deve ser “focada em servir os pobres”. Falando na maior parte do tempo de improviso e sorrindo muito, disse diante dos jornalistas, revelando oficialmente que a escolha do nome é uma referência a São Francisco de Assis, símbolo histórico de simplicidade, paz e pobreza.

Francisco foi definido como “um homem que nos dá esse espírito de paz, um homem pobre”, e enfatizou “eu gostaria muito de uma Igreja pobre e para os pobres”.

Sendo o primeiro papa não europeu depois de quase 1.300 anos, Bergoglio indica que poderá ter um pontificado com um estilo muito diferente de seu antecessor. Desse modo, aponta um nítido caminho moral para cerca de 1,2 bilhão de católicos em um momento que a Igreja está constantemente atingida por notícias de escândalos sexuais, intrigas e rixas eclesiásticas.

Diante da multidão de repórteres, afirmou que os fieis deveriam “entender melhor a verdadeira natureza da Igreja e sua jornada no mundo, entre suas virtudes e seus pecados”.

Aproveitou para estabelecer desde já um forte tom moral, dando sinais claros que  novos limites serão impostos em seu papado, substituindo  pompa e a grandeza pela humildade e a simplicidade.

Contou que depois que a votação atingiu os dois terços necessário para o eleger, o brasileiro Dom Claudio Hummes, de 78 anos, o abraçou e disse: “Não se esqueça dos pobres”.

O novo papa conta que “Aquela palavra entrou aqui [na cabeça] Eu pensei nas guerras… e Francisco [de Assis] é o homem da paz. Foi assim que esse nome entrou em meu coração: Francisco de Assis. Para mim ele é um homem da pobreza, da paz, que ama e protege os outros”.

Depois deu vários indícios que deseja ver a Igreja mundial assumir seu estilo austero. Descartou a limusine papal e viajou de ônibus com outros cardeais.  Pediu aos argentinos que não fizessem viagens caras para Roma para vê-lo. Ao invés disso deviam doar esse dinheiro aos pobres.

Por fim, ressaltou que os católicos deveriam lembrar que Jesus, não o papa, é o centro da Igreja. Com informações Yahoo e Religion News.

04 março 2013

Católicos afirmam que “há expectativas” por um papa brasileiro; São cinco os cardeais que podem ser eleitos


A realização do conclave para escolher o sucessor de Bento XVI no Vaticano pode elevar um brasileiro ao cargo de líder máximo da Igreja Católica.

A possibilidade de um papa brasileiro é real, e segundo assessores de dom Odilo Scherer, um dos cardeais brasileiros que podem ser eleitos, “há expectativas” em torno disso.

Scherer, 63 anos, é arcebispo de São Paulo, e conhecido por ser conectado às novas tecnologias e redes sociais, contador de piadas e alguém com rápida ascensão dentro da igreja romana: aos 58 anos, foi eleito cardeal em 2007, um dos mais jovens da história do catolicismo moderno.

Considerado conservador em questões como casamento gay, aborto e pesquisas com células tronco, seus pares o veem como alguém moderno e apto para lidar com questões sociais e a nova realidade da Igreja, que enfrenta grande perda de fiéis no Brasil para o segmento evangélico.

Um exemplo de sua versatilidade e bom humor foi citado pelo jornal Estadão numa reportagem que o definiu como “difícil de rotular”. Acostumado a andar de Metrô em São Paulo, dom Odilo Scherer ficou preso num congestionamento e aproveitou para fazer uma piada através de sua conta no Twitter: “Espero que o caminho para o céu esteja ainda mais congestionado que o de São Paulo”, brincou.

Entretanto, apesar da especulação em torno de um possível papa brasileiro, que seria o primeiro da América Latina, um dos cardeais brasileiros que votarão, dom Geraldo Majella, 79 anos, afirmou ao Correio 24 Horas que não vê a questão como essencial para a Igreja Católica: “Da minha parte, eu não vejo necessidade imperativa que se faça uma eleição de um brasileiro. Durante 400 anos, o papa era sempre italiano. João Paulo II, polonês, e Bento XVI, alemão, foram exceções”, observou.

Já o embaixador do Vaticano no Brasil, afirma que um papa com origens no maior país católico do mundo não mudaria nada na relação entre o governo e a igreja, mas poderia trazer de volta o interesse pela fé aos católicos não praticantes: “Estou torcendo para isso [a escolha de um brasileiro], como todo o povo brasileiro. Ter um papa brasileiro seria um grande orgulho para o povo”, disse Almir Franco de Sá Barbuda, em entrevista à BBC Brasil.

Para dom Claudio Hummes, 78 anos, arcebispo emérito de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero, a renúncia de Bento XVI trouxe algumas perspectivas e pontos de vista antes não considerados. Ele é um dos cardeais que poderão ser eleitos ao pontificado.

“Creio que vai abrir novas portas, claro. A Igreja está em uma situação nova e, talvez, seja a oportunidade para outras coisas acontecerem para o bem da Igreja”, afirmou ao jornal Zero Hora.

Dom Raymundo Damasceno, 76 anos, o quarto cardeal brasileiro com direito a voto para a escolha do novo papa e também passível de voto, entende que Bento XVI deu uma demonstração “de humildade, de grandeza, coragem”, e que sua renúncia é um marco profético na história da Igreja Católica: “É algo inusitado que pegou a Igreja de surpresa, embora ele tenha feito alusões à possível renúncia. Mas uma coisa é fazer alusões, outra é renunciar mesmo. A gente nunca sabe se fato isto iria se concretizar. Ele deixou em aberto esta possibilidade. O gesto é profético neste cenário”.

O quinto cardeal brasileiro com direito a voto e elegível ao pontificado é João Braz de Aviz, 65 anos, arcepisbo emérito de Brasília e atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano, de acordo com informações do portal Terra.

25 fevereiro 2013

“Onde Bento XVI fracassou?”, questiona bispo francês sobre a renúncia do Papa


O anúncio do Papa Bento XVI de que irá renunciar ao cargo máximo da Igreja Católica no fim do mês de fevereiro tem levantado uma série de questionamentos sobre o real motivo por traz dessa atitude.

Além de especulações sobre uma possível crise de fé por parte do Pontífice, e até mesmo de um suposto lobby gay como motivos da renúncia ao cargo, um bispo francês diz acreditar que Bento XVI está renunciando ao cargo porque teria fracassado no âmbito político no que se refere ao seu cargo.

Em um artigo publicado no site da revista Témoignage Chrétien, o bispo emérito de Amiens, na França, Jacques Noyer, apresenta um primeiro balanço do pontificado que chega ao fim, e levanta alguns questionamentos acerca dos reais motivos para a renúncia, dizendo inclusive que “o seu gesto de renúncia se explica pela consciência da inutilidade da sua política pessoal”,

Falando sobre o período de em que Bento XVI esteve na liderança da Igreja Católica, o bispo afirmou que “quando ele foi eleito papa, não lhe deixaram escolha: ele devia continuar a obra do seu antecessor e se esforçou para encontrar o seu estilo próprio. Ao contrário, hoje, ele pede para que se tentem outras coisas. Podemos esperar que uma figura nova defina uma estratégia nova”.

Noyer cita como principais motivos para a renúncia os recentes escândalos envolvendo as finanças do Vaticano, e o vazamento de informações sigilosas da instituição, como cartas confidenciais do próprio Papa. O artigo cita ainda a pedofilia, onde o Papa falhou em resolver o problema internamento, tendo que “pedir que os bispos entregassem os criminosos às autoridades locais”.

- Seus antecessores haviam perdido os Estados pontifícios, tiveram que aceitar a separação da Igreja dos Estados laicos. A ele, coube renunciar ao mito da Sociedade Perfeita, isto é, de uma Igreja que escapa do poder das nações onde está implantada. – afirmou o bispo.

Para Jacques Noyer, os inúmeros problemas enfrentaram por Bento XVI durante o papado teriam feito com que ele fracassasse constantemente e, reconhecendo esse fracasso, renunciasse ao cargo. Porém, o bispo afirma que tal reconhecimento é uma grande virtude e que a atitude do Papa em reconhecer que outra pessoa fará um melhor trabalho é um ato de esperança.

- Ninguém pensa hoje em repreendê-lo por ter feito o que ele considerou bom fazer. Só se pode admirar que ele tenha ousado abrir a porta às iniciativas de um desconhecido que o Espírito Santo e os cardeais do mundo inteiro já estão nos preparando. – conclui o bispo.

Leia ao texto na íntegra:

Certamente, há o corpo que não responde mais, o cansaço que paralisa, a velhice que ameaça… Mas me parece que não fazer injúrias contra Bento XVI dar um espaço ao sentimento de fracasso pessoal que ele pode ter sentido. Mesmo sem ser do seu círculo mais próximo, posso imaginar que o seu gesto de renúncia se explica, ao menos em parte, pela consciência da inutilidade da sua política pessoal. 
Por exemplo, sabemos que, depois do início do seu pontificado, ele quis reconciliar a nebulosa tradicionalista, cujo afastamento lhe era penoso. Ele multiplicou as iniciativas. Fez concessões. Ofereceu privilégios a quem voltava ao rebanho. Ultimamente ainda, relançou o diálogo que parecia em um impasse. E nada! 
Deve ter sido difícil de se conviver com essa impressão de ter entrado em uma negociação impossível. Ele cedeu em algumas posições e encorajou o adversário. Ele já deu muito e deve dar ainda mais. No fim, deveria dar tudo e renunciar ao Concílio. Como sair desse impasse? 
Ele se sentiu no dever de esclarecer os obscuros tráficos das finanças vaticanas. Encarregou homens de confiança para modificar os hábitos e obter a transparência necessária. A resistência dos homens do segredo foi tão grande que ele não obteve nada. As intrigas palacianas chegaram até os seus aposentos privados. Sozinho e impotente, ele não podia evitar que os bancos internacionais se recusassem a trabalhar em confiança com o Vaticano e o tratassem como um obscuro refúgio de fraudadores. João Paulo II havia renunciado a reformar a Cúria. Bento XVI, nessa tentativa, encontrou um osso duro demais para roer. 
Ele corajosamente quis enfrentar a chaga há muito tempo escondida que é a pedofilia . Ele acreditou, fazendo que tudo remontasse a Roma, que podia resolver a questão dentro da Igreja, como cabe a uma “sociedade perfeita”. Infelizmente, ele logo constatou que era justamente esse princípio que causava escândalo. Ele foi obrigado a renunciar a ele e teve que pedir que os bispos entregassem os criminosos às autoridades locais. 
Seus antecessores haviam perdido os Estados pontifícios, tiveram que aceitar a separação da Igreja dos Estados laicos. A ele, coube renunciar ao mito da Sociedade Perfeita, isto é, de uma Igreja que escapa do poder das nações onde está implantada. 
Também se pode imaginar a humilhação que ele deve ter sentido quando certas frases incautas como intelectual provocaram agitações tão trágicas quanto as reações dos povos muçulmanos às declarações de Regensburg: o professor universitário havia esquecido que era papa! E ei-lo forçado a ir rezar na Mesquita Azul, em Istambul, seguramente mais distante do que imaginava. 
Ele teve que entrar na dinâmica do movimento ecumênico, nas boas relações com o judaísmo, nas orações de Assis. Sentiu-se prudente, hesitante. Sofreu os acontecimentos. Ele não os dirigia mais. Quanto um passo podia parecer como uma vitória, ele o viveu como uma derrota. 
É mais difícil imaginar o que ele sentiu na defesa de uma doutrina eterna jogada no turbilhão da modernidade. Em tal combate, todo sucesso é provisório, e inúmeros são os fracassos. Ele teve que defender o dogma contra as críticas do espírito moderno. Teve que defender a moral natural dentro de uma evolução dos costumes sem precedentes. Teve que defender tradições antigas que se tornaram obsoletas aos olhos das pessoas de hoje. 
Um combatente como João Paulo II sentia prazer em guerrear e nunca se declarava derrotado. A fineza da inteligência de Bento XVI, nessas circunstâncias, é uma fraqueza. As objeções dos adversários, sem dúvida, lhe atingem mais do que outros militantes blindados de certezas. A fé que o habita não suprime o peso da Razão. 
Coirmãos bispos me diziam que sofrimento haviam lido no seu rosto quando haviam evocado diante dele alguns impasses pastorais a que certas regras canônicas os constrangiam. Com a cabeça entre as mãos, ele sofria por não poder dar respostas. Cabe a vocês, in loco – lhes dizia –, encontrar um caminho pelo qual a observância da lei não impeça o anúncio do evangelho. 
Os bispos ficaram tocados por um papa tão frágil quanto eles diante das contradições da sua pastoral. Quem sabe em quais insônias se terá prolongado, na pessoa do papa, essa necessidade de coerência? 
Esses fracassos poderiam ter levado algumas almas menos santas ao desencorajamento total, a uma passividade resignada. Bento XVI viu neles a oportunidade para um sobressalto de esperança: reconheceu o seu fracasso. Ele sabe que está velho demais para recomeçar de outro jeito. Ele dá lugar a algum outro. Se estivesse certo dos combates travados, teria preparado um sucessor. Ele sente, ao contrário, a meu ver, no segredo do seu coração, que um papa novo deverá proceder de modo diferente. 
Quando ele foi eleito papa, não lhe deixaram escolha: ele devia continuar a obra do seu antecessor e se esforçou para encontrar o seu estilo próprio. Ao contrário, hoje, ele pede para que se tentem outras coisas. 
Podemos esperar que uma figura nova defina uma estratégia nova. Podemos esperar um papa que tenha qualidades diferentes. Acima de tudo, podemos esperar um papa que faça circular a palavra naquele grande corpo que é a Igreja e que, para isso, descentralize as decisões, que dê confiança ao Povo de Deus, em vez de ser o seu Guardião, que tente o novo onde o antigo está morto. 
Essa humildade certamente é um ato de esperança: um outro fará melhor do que eu, proclama ele. Eu rezo para que ele não seja esmagado por aquilo que ele chama de seus defeitos. A esperança não o abandonará. 
Ninguém pensa hoje em repreendê-lo por ter feito o que ele considerou bom fazer. Só se pode admirar que ele tenha ousado abrir a porta às iniciativas de um desconhecido que o Espírito Santo e os cardeais do mundo inteiro já estão nos preparando.

Gospel+

13 fevereiro 2013

Sucessor de Bento XVI poderá ser assassinado pelo Anticristo, diz profecia


Entre as muitas especulações que surgem após o anúncio de Bento 16 em deixar o papado, uma tem chamado atenção em especial, referente a uma antiga profecia.

Malaquias O’Morgain foi um sacerdote católico nascido na Irlanda, em 1094 e morreu em 1148. Após visitar Roma pela primeira vez, aos 45 anos, em 1139 ele afirma ter recebido uma série de visões. Elas seriam referentes ao futuro da Igreja e de todos os papas. Em menos de um ano redigiu 112 breves descrições sobre cada papa que sucederiam o pontífice desde 1143 e mostravam a evolução do Catolicismo até a destruição da Igreja.

“São Malaquias”, como ficou conhecido, entregou esses escritos ao papa Inocente II. Assustado com o que leu, o papa mandou escondê-las. Durante 400 anos essas profecias ficaram trancadas em Roma. Redescobertas no século XVI, foram publicadas pelo monge Arnoldo de Wion. Com o passar dos anos, muitas delas mostraram ser previsões precisas sobre o papado.

De acordo com Daniel Réju que escreveu um livro sobre as profecias de São Malaquias, no século XIX, quando foi feita uma restauração na Basílica de São Pedro, em Roma, havia 263 imagens que estavam, associadas a um papa, começando pelo apóstolo Pedro. Esse número coincide com o total de papas indicados na profecia de Malaquias. Esse também seria o número de papas em outra profecia similar atribuída ao “Monge de Pádua”.

Os papas da lista receberam títulos que refletiriam como seria seu tempo como líder dos católicos. As últimas seis descrições da lista de São Malaquias são:

Pastor et Nauta (Pastor e Navegador) – João XXIII (papa de 1958 a 1963) foi pastor de ovelhas quando criança e Patriarca da Cidade de Veneza, cidade onde é preciso movimentar-se através de pequenos barcos.

Flos Florum (Flor das Flores) – Segundo a tradição, a flor de lis é considerada a flor das flores. No brasão de Paulo VI (papa de 1963 a 1978) havia uma flor de lis e no de sua família, a família Montini, 3 flores de lis.

Medietate Lunae (Lua de Neutralidade) – João Paulo I ficou somente um mês no pontificado em 1978, a duração aproximada do ciclo de uma lua. Em tão pouco tempo, naturalmente, não ocorreu nada, tendo sido uma “neutralidade”.

De Labore Solis (Trabalho do Sol) – João Paulo II (papa de 1978 a 2005) foi um pontífice que viajou muito, como nenhum outro antes dele, percorrendo o globo várias vezes, como a luz do sol. Ele nasceu na Polônia, que fica a leste de Roma. O sol nasce no leste.

De Gloria Olivae (Gloria da Oliveira) – Bento 16 (papa de 2005 a 2013) não era um sacerdote beneditino, mas ele escolheu o nome do fundador da Ordem de São Bento, cujo símbolo é uma oliveira, por isso é conhecida como a Olivetana.

O 112º (e último) papa, é chamado de Petrus Romanus [Pedro, o Romano]. Sua descrição na profecia afirma que “chegará a Roma de uma terra distante… Na perseguição final à Santa Igreja Romana, reinará Pedro o Romano, que apascentará suas ovelhas entre muitas tribulações, e depois disto, a cidade entre sete colinas [Roma] será destruída e o juiz terrível julgará o povo”.

Segundo especialistas isso significa que ele será assassinado (como o apóstolo Pedro), em uma época que será marcada pelas perseguições finais aos cristãos, feita pelo Anticristo poucos anos antes do “fim do mundo”.

No início do ano passado, os eruditos protestantes Tom Horn e Cris Putnam publicaram o livro “Petrus Romanus: A Chegada do Último Papa”, onde examinavam a fundo as frases de São Malaquias. Eles acreditavam que Bento 16 iria renunciar e que o seu sucessor deverá usar o nome de Pedro.

O site World News Daily entrevistou Tom Horn após o anúncio da saída de Bento 16 e ele explica que a renúncia do papa está descrita nas páginas 74 e 486 do seu livro, lançado em abril de 2012.

Horn elaborou uma lista de 10 candidatos que poderão suceder Bento e tornar-se “Pedro, o Romano”. Segundo ele, o principal é o cardeal Tarcisio Bertone Evasio Pietro, o Cardeal Secretário de Estado, que nasceu em Roma, Itália. Seu nome poderia, portanto, ser “o Romano”. O segundo nome mais provável seria o do cardeal Peter Turkson, de Gana, atual presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Se viver da África, então ficaria claro que esse Peter [Pedro] vem de uma terra distante.

Mas ele sabem que ao longo dos últimos 900 anos, vários críticos questionaram a autenticidade e veracidade das profecias de São Malaquias. O que chama a atenção de Tom Horn e Cris Putnam é como até agora essa profecia tem se mostrado precisa e que ela não pode ser simplesmente descartada, embora não se possa tomá-la como infalível. Com informações de WND e Prophecy News.

11 fevereiro 2013

Papa Bento XVI anuncia sua renúncia ao Pontificado


O papa Bento XVI anunciou neste domingo (10) que deixará o Pontificado no próximo dia 28 de fevereiro por sua "idade avançada e por não ter forças" para seguir no cargo.

O papa, de 85 anos, fez o anúncio durante um consistório celebrado no Vaticano para fixar as datas nas quais serão proclamados novos santos.

Aos cardeais presentes explicou em latim que tinha convocado todos os presentes a este consistório "não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja".

"Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o Ministério Petrino", disse Bento XVI.

Bento XVI, de 85 anos, acrescentou que tem muita consciência de que este Ministério, por sua natureza espiritual, "deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também sofrendo e rezando".

O Bispo de Roma considerou que no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, (...) é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito.

Bento XVI destacou que nos últimos meses este vigor diminuiu "de tal forma como eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o Ministério que me foi encomendado".

Perante isso, anunciou que "muito consciente da seriedade deste ato e com plena liberdade", renunciava ao Ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.

O pontífice indicou aos cardeais a necessidade de realizar em 28 de fevereiro um Conclave para escolher a seus sucessor.

O papa foi eleito em 19 de abril de 2005. 

Leia a íntegra do anúncio de renúncia de Bento XVI:

"Caríssimos Irmãos,
convoquei vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus."

24 dezembro 2012

Papa sinaliza aliança entre religiões para combater casamento gay


Durante seu discurso de Natal para os funcionários do Vaticano o papa Bento 16 revelou o desejo de firmar alianças com outras religiões contra o casamento gay.

Em suas palavras o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo ameaça a família “em seus fundamentos” e por isso é preciso impedir que a “verdadeira estrutura” da família seja alterada.

O líder da Igreja Católica discursou dizendo que a união entre um homem e uma mulher é “o autêntico ambiente para se entregar o plano da existência humana”.

O encontro aconteceu no Salão Clementine do Palácio Apostólico do Vaticano, os presentes ouviram o papa falar sobre a proteção das figuras do pai, mãe e filho elementos que podem desaparecer, na visão de Bento 16, se a sociedade aceitar o casamento gay.

“Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho — elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos”.

Em alguns países o Vaticano aceitou se juntar com judeus, muçulmanos e líderes de outras religiões para impedir a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Foi um estudo do rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, que o papa citou para defender sua tese de não aceitação dessas relações.

O estudo citado foi batizado de “Casamento Gay, Paternidade e Adoção: O que muitas vezes esquecemos de dizer” e fala que o casamento gay está sendo legalizado em muitos países para “lucro exclusivo de uma pequena minoria”.

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