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06 fevereiro 2013

Evangélicos fazem campanha nas redes sociais para que o pastor Silas Malafaia seja entrevistado no Programa do Jô


A entrevista do pastor Silas Malafaia à jornalista Marília Gabriela tem repercutido não apenas em relação aos temas debatidos no programa transmitido pelo SBT no último domingo, 04 de fevereiro, mas também nas redes sociais.

Uma campanha iniciada no Facebook, através do compartilhamento de imagens, pede que Silas Malafaia seja convidado para uma entrevista no Programa do Jô, da TV Globo.

Jô Soares, jornalista, comediante e apresentador, é tido como um dos mais importantes entrevistadores do Brasil, e seu programa no formato talk show já está no ar pela Globo há treze anos. Anteriormente, o programa era transmitido pelo SBT sob o título de Jô Soares Onze e Meia.

Entre as pessoas ligadas ao meio evangélico que já foram entrevistadas por Jô Soares, estão a ex-ministra e senadora Marina Silva, a pastora Baby do Brasil e o ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Alexandre Zambom, pastor gay da Igreja Inclusiva do Brasil, também já passou pelo sofá do apresentador.

A movimentação de evangélicos através do Facebook, para que o pastor Silas Malafaia seja convidado ao programa, contava até esta manhã, com mais de 13 mil compartilhamentos.

Entre os comentários, a usuária Lilian Castelar disse acreditar que o pastor Silas Malafaia pode se sair bem durante a eventual entrevista: “Agora eu quero ver o Jô dar uma de intelectual e debochar do entrevistado, como ele fez com o Crivela! Fiquei decepcionada com a entrevista do Crivela no Jô. Quando o Jô perguntou se homossexualismo era pecado, ele respondeu: ‘eu acho que é, Jô’… ‘Como assim, eu acho que é…?’”, escreveu, lembrando da dificuldade que bispo licenciado da Igreja Universal teve em expressar sua opinião.

Já o usuário Edson Oliveira acredita que o pastor Silas Malafaia não será bem-sucedido, caso haja o convite: “Vai se perder todo, assim como se perdeu De frente com Gabi. Não defendam homens, zelem unicamente pela Verdade”, escreveu.

Veja abaixo uma segunda imagem da campanha no Facebook:



23 janeiro 2013

Líderes de várias religiões se unem em campanha contra a violência


Em meio às repercussões do massacre na escola Sandy Hook, quando 20 crianças foram mortas, e as restrições na venda de armas à população, defendida pelo presidente Barak Obama, diversos líderes religiosos decidiram se unir.

Diferentes líderes evangélicos e de outras religiões formaram o grupo “Faith United Against Gun Violence” [Fé unida contra a violência armada]. Eles enviaram uma carta ao Congresso norte-americano, assinada por influentes líderes religiosos do país.

Os 47 signatários evangélicos, católicos, judeus, muçulmanos e hindus, exigiram medidas concretas para acabar com a violência facilitada pela venda de armas ao cidadão comum.

O documento ressalta que “não é possível perder mais tempo” para se lidar com esse problema e que existe uma necessidade, não apenas social, mas também espiritual de se rever a legislação vigente.

Para eles, a fé pode servir como um elemento de transformação social, já que as religiões ensinam a paz entre os homens.

Jim Wallis, fundador do conhecido movimento evangélico “Sojourners”, acredita estar errada a justificativa de que “a única coisa que pode impedir uma pessoa má com uma arma é uma boa pessoa com outra arma.” Ele enfatiza que esta é uma posição “moralmente errada, teologicamente perigosa e religiosamente repugnante. Afinal, a Bíblia ensina que o mundo está cheio de pessoas boas e ruins e também que o bem e o mal estão em todos nós. ”

Na carta aberta, os líderes religiosos fazem propostas concretas para reduzir a violência, como a introdução de um controle mais rigoroso para a compra de uma arma, a proibição da venda de armas de “alto impacto” e penalidades maiores para o tráfico de armas.

Eles ressaltam que “esses atos de violência com armas de fogo estão fazendo a nossa sociedade pagar um preço inaceitável, com os massacres e mortes sem sentido que vemos todos os dias. Rogamos a Deus pelas famílias e amigos das vítimas, e devemos reforçar nossas orações com ações. Devemos fazer todo o possível para manter as armas longe das pessoas, pois podem prejudicar elas mesmas e aos outros. ”

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