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26 abril 2013

Adoradores ou "artistas gospel"?


"Sede, pois, imitadores(iguais) de Deus..." - Ef.5:1-17.

Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas, onde as pessoas pensam que estamos passando por um grande avivamento. Na verdade, muitos confundem avivamento com "movimento", ou seja, pensam que por termos igrejas com muitos membros significa um grande e poderoso avivamento! Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias... de pessoas vazias! Muitos tem trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, "saíram do mundo" mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, onde muitos dos chamados músicos "cristãos" tem trazido a realidade do mundo para dentro das nossas igrejas, é a música, o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc... 
O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós, músicos, um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! (Jr.33:3).

"Artistas"... Modelo do mundo

Como já disse, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo, querem ser conhecidos como artistas e pop stars! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram estrelas e querem "brilhar"! Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "Eis que sois menos do que nada..." - Is.41:24. Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém." - Ap.7:12.

"Adoradores"... Modelo de Deus

O Pai está a procura de verdadeiros adoradores! (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é "estrela" e nem "pop star", e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de glória, mas é um salmista, ministro do altar, é conhecido como um verdadeiro servo e homem de Deus! (II Cr.29:11). É aquele músico que além de executar a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi (I Sm.16:14-23) que era aprovado por Deus e pelos homens.

Jesus... Modelo de adorador

1- Jesus não buscava, reconhecimento, glória, honra, e não buscava interesses e benefícios pessoais (Mt.4:8-10).
2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp.2:8).
3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt.9:35-36).

Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo! 

Ronaldo Bezerra 
Líder do Ministério de Música da Comunidade da Graça

17 janeiro 2013

Música Gospel: O Oscar vai para...


“O único ministro de música a quem o Senhor dirá ‘Muito bem, servo bom e fiel', é aquele cuja vida comprove o que a letra de suas músicas diz, e para quem a música era a parte menos importante de suas vidas. Glorificar o único que é digno precisa ser o alvo mais importante do ministro!” Keith Green.

Alguns dias atrás, recebi um e-mail pedindo para que eu votasse em um determinado cantor que estaria concorrendo a um prêmio de música evangélica. A princípio, achei muito legal, afinal que bom sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, que bacana termos uma divulgação maior das músicas evangélicas! Como seria válido colhermos o fruto de nosso “penoso trabalho” produzido em estúdios ou gravado ao vivo pelo país afora! 

Após me deliciar com pensamentos de reconhecimento e glória humanos, comecei a refletir no assunto e, de repente, o Espírito Santo começou a ministrar ao meu coração e a falar à minha mente, dizendo: Como é que homens, com suas boas intenções, podem julgar e até dar nota de classificação ao trabalho do Espírito Santo?

Como poderia o Espírito Santo ser avaliado pelo que produziu na vida de adoração dos homens aos quais ele mesmo escolheu? Como é que cantores, evangélicos ou católicos, poderiam receber prêmios de reconhecimento por algo que foi produzido pela ação do Espírito Santo neles, e não por eles próprios? 

Fiquei pensando no Espírito Santo sentado em meio a uma grande platéia e recebendo uma nota “5”. É como se disséssemos que a ação do Espírito Santo no segundo ou terceiro colocado não foi muito forte, e por isso não mereceu o “pódio”. Como temos coragem humana a ponto de tomar posse e receber os “louros” da vitória por algo que não é nosso, mas dom de Deus! 

Será que não chegou a hora de começarmos a quebrar os troféus que nos dão? Será que não é chegado o momento de nossas vidas falarem mais alto que os arranjos de nossas músicas ou que as campanhas agressivas de marketing que usamos para sermos conhecidos como “ungidos”? Será que o poder e a autoridade do Espírito Santo não precisam ser maiores em nossas comunidades do que o valor que é pago para que nossas músicas sejam tocadas em determinadas rádios? Será que não chegou o momento de pregarmos contra o padrão do mundo que tomou conta do meio atual da música cristã?

Li uma entrevista de Gregório McNutt recentemente, na qual ele dizia o seguinte: “O que me entristece no Brasil é o casamento do comércio com Jesus. Nunca se deve falar de Jesus na mesma frase em que se fala de dinheiro. Dinheiro é lixo comparado com Jesus. Temos que voltar para Jesus”. 

Dá para imaginar um conselho humano analisando o conteúdo dos salmos de Davi e Asafe? Será que não se está banalizando a vida do Espírito Santo em nós? Será que não estamos secularizando o que é Santo?

Que alternativas temos? Podemos aceitar, desde já, uma convocação profética para colocar nossas vidas em ordem de acordo com o padrão e a vontade de Deus; podemos dizer um sonoro “não” quando nos sugerirem que somos merecedores de algum tipo de crédito.

Isso não significa que faremos nosso trabalho sem qualquer preocupação com qualidade, mas que faremos “tudo” para a glória de Deus. Aí, sim, faremos sempre o melhor, porém não teremos que ficar ouvindo que somos bons. 

Precisamos constantemente perguntar a nós mesmos como podemos promover a revelação da verdade, e mudar nossos planos de acordo com as respostas. Por que eu canto? Por que quero gravar um CD? É para a glória de Deus ou para a glória própria? Para ser reconhecido e obter lucro? Em nós mesmos nada podemos, somos um engano total. Nosso brilho precisa urgentemente ser reflexo da glória de Deus presente em nós.

Fico pensando no Espírito Santo de Deus recebendo a medalha de segundo colocado e na tristeza do coração de Deus ao ver o que estamos fazendo. Chega! Precisamos quebrar o troféu que fala que somos bons e criativos. Precisamos arremessar contra a parede o “bezerro de ouro” que mostra o quanto podemos fazer acontecer por nossas próprias forças. Precisamos voltar à simplicidade de nos parecer com Jesus e deixar o reconhecimento humano de lado. 

O Espírito Santo clama por sua igreja com gemidos inexprimíveis. E agora? Você ainda quer o troféu?

“O único ministro de música a quem o Senhor dirá ‘Muito bem, servo bom e fiel', é aquele cuja vida comprove o que a letra de suas músicas diz, e para quem a música era a parte menos importante de suas vidas. Glorificar o único que é digno precisa ser o alvo mais importante do ministro!” Keith Green.

Valdir Ávila Junior

10 dezembro 2012

Festival Promessas reúne estrelas da música gospel em SP


Festival Promessas reúne estrelas da música gospel em SP
 
A segunda edição do Festival Promessas de música gospel reuniu neste sábado (8) em São Paulo (SP) um público de 100 mil pessoas para assistir a shows de alguns dos principais artistas do gênero. A anúncio foi feito pelo próprio apresentador do evento, que começou às 17h30 e se encerrou às 23h. Segundo Serginho Groisman, a estimativa foi feita pela administração do Campo de Marte, na Zona Norte da capital, que recebeu seis atrações.
Apresentaram-se André Valadão, Cassiane, Aline Barros, Fernandinho, Thalles e Diante do Trono. Cada show teve duração de cerca de 45 minutos, com intervalos de 10 minutos.
André Valladão foi o primeiro a entrar em cena. O mineiro de 34 anos também é pastor e é irmão de Ana Paula, líder do Diante do Trono, outra atração do evento

De óculos escuros sob sol ainda quente, que não diminuiu a animação do cantor nem do público, André Valadão, emocionado, chamou a ocasião de “dia profético”. Alternou entre pulos e giros que lembraram os de Chris Martin, cantor inglês do Coldplay, e músicas sentado ao piano, acompanhadas de guitarras distorcidas também ao clima da banda britânica e do U2 , vide “Pela fé” e “Abraça-me”, maiores hits do mineiro.
O pastor André comandou várias orações e pedidos ao público para fazer “barulho santo”. “É tempo de o Brasil voltar os olhos para o Senhor”, falou o artista ao final da apresentação, que durou pontuais 45 minutos, com intervalo de 10 minutos.
A cantora Cassiane, segunda atração, subiu ao palco às 18h25.

Com voz poderosa de artista soul e trejeitos fortes de cantora de rock, a cantora e pastora evangélica Cassiane não poupou floreios vocais para impressionar o público. A artista fluminense de Nova Iguaçu, que gravou o primeiro disco aos oito anos como promessa mirim do mercado gospel, já soma 17 álbuns aos 39 anos.
“Vai um glória a Deus aí?” era sua pergunta mais comum ao público entre as músicas. Com arranjos mais comuns ao estilo, os presentes cantaram bastante, especialmente “Com muito louvor”, de braços esticados para o alto – gesto mais comum do Promessas -, mas com menos pulos do que o pulsante show anterior. Ela tirou os sapatos e terminou a tarde descalça cantando a apoteótica “Uma chuva diferente”.
Acompanhada de uma competente banda de pop-rock, a carioca Aline Barros voltou a fazer o publico se mexer usando recados diretos como “pulo, pulo, pulo na presença do rei”, de “Vitória no deserto”. A pastora de 36 anos venceu recentemente o do Grammy Latino 2012 de música cristã, com o disco infantil “Aline Barros & Cia. Vol 3″.
Aline chamou ao palco para um dueto Fernandinho, que apresentou como “grande amigo e homem de Deus”. Eles cantaram juntos a faixa já gravada pela dupla “Rendido estou”. A animada Aline pediu aos fãs para que se abrissem ao “vento de Deus para trazer refrigério”, antes de “Vento do espírito”. Ela desejou um antecipado “feliz 2013″ para a plateia ao encerrar o show com ” Vou te alegrar”.
Fernandinho começou seu show com efeitos eletrônicos, guitarras pesadas e vocal agudo em “Dançando na chuva”. Apesar do tempo quente com nuvens, a chuva citada na letra não tinha aparecido, mas a dança do público foi intensa, no momento mais enérgico do evento até então. “A Bíblia diz que os justos saltam de alegria”, disse o alagoano aos gritos, sob base rítmica que usava veloz bumbo duplo e riff de punk rock.
Em “Eu fui comprado”, com interlúdio de um rapper, o público fez trenzinhos, coreografias e até círculos de dança caótica que lembram rodas de pogo de shows de rock. A seqüência de power ballads “Nada além do sangue”, “Uma nova história” e “Teus sonhos” fez alguns presentes se sentarem e revelou o bom vocal de Fernandinho. A segunda metade mais lenta do show só voltou a se animar quando ele chamou os fãs para “pular até bater a cabeça no céu” na penúltima “O hino” e na final “Vai chover”.
Quem sucedeu Fernandinho foi Thalles, o artista mais premiado do último Troféu Promessas e penúltima atração da noite. O mineiro Thalles confirmou a boa fase, com um som que mistura funk, soul e rock, com groove que faz jus ao cabelo black power do cantor. O público vibra bastante ao reconhecer cada início de música.
Intercalar músicas com mais “pressão”, como ele diz aos fãs, com baladas ao violão cantadas com voz rouca, como “Eu escolho Deus”, é estratégia semelhante à do Jota Quest, banda do qual ele já foi backing vocal. Thalles também já cantou com Jammil e uma Noites e compôs para Luciana Melo e Seu Jorge. Tem traquejo de palco que não fica a dever para os artistas seculares com quem colaborou.
Depois de Thalles, foi a vez da atração que encerrou o Festival Promessas 2012, a banda Diante do Trono. O grupo terminou seu show por volta das 23h. As notas agudas e seguras da voz da líder Ana Paula Valadão se alternam na maioria das faixas com as dos outros músicos de grupo, dando um pouco mais de dinâmica às músicas, mais lentas do que a média das outras atrações.
A banda tem origem na Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, assim como André Valadão e Thalles. Assim como no show de Cassiane, houve mais coros do que pulos do público, inclusive na faixa eleita a melhor do ano no Troféu Promessas, “Me ama”. A trilha dos mineiros deu final tranquilo para o festival.
Policiais Militares confirmam ao G1 que o público presente no Campo de Marte é de 100 mil pessoas. Esta é a primeira edição do festival feita em São Paulo. O festival terá exibição nacional pela TV Globo no próximo dia 15.
A primeira edição do evento aconteceu em dezembro de 2011, no Aterro do Flamengo, no Rio. Diante do Trono, Regis Danese, Damares, Fernanda Brum, Ludmila Ferber, Eyshila, Davi Sacer, Pregador Luo e Fernandinho apresentaram-se por quase 8 horas para um público estimado em 20 mil pessoas. Neste ano, o Festival Promessas também contou com edições regionais em Brasília, Recife e Belo Horizonte.
Para a edição de São Paulo, foram montadas estruturas de caixas de som e telões de led para que aqueles que não conseguirem ficar perto do placo pudessem aproveitar as apresentações. O palco tinha 17 torres de iluminação de led que funcionaram como vitrais durante os shows.

(Fonte G1)
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