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24 abril 2013

Marco Feliciano não é homofóbico, diz amigo gay do deputado


O decorador e dono de uma empresas de eventos em Orlândia (SP), Aluísio Antônio de Souza, 35, resolveu sair em defesa do deputado federal Marco Feliciano que tem sido acusado de homofobia. Aluísio frequenta a casa do deputado no interior de São Paulo e deixa claro que o parlamentar não é homofóbico.

A entrevista foi dada ao jornal O Estado de São Paulo onde o decorador diz que nunca foi destratado por Feliciano ou por sua família. “Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele”, disse.

Aluísio foi o responsável pela decoração na casa de Feliciano e já organizou muitas festas para as filhas do deputado. “Tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.”

Para o profissional as declarações foram mal interpretadas, algumas até chegaram a incomodá-lo um pouco, mas ele tem certeza de que o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias não é homofóbico.

“Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.”

22 abril 2013

Investigação do Ministério Público diz que pastor Marco Feliciano teria recebido propina de R$ 1 milhão em esquema fraudulento


A investigação do Ministério Público em São Paulo sobre fraudes em obras de 78 prefeituras paulistas descobriu, numa gravação feita a partir de uma escuta autorizada pela Justiça, que o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é citado por um dos envolvidos como um dos receptadores de propinas do esquema ilegal.

De acordo com a reportagem do SBT Brasil, a quadrilha seria formada por lobistas ligados à construtora do Grupo Scamatti, ligada a grandes obras públicas.

A investigação aponta que os envolvidos entravam em contato com os parlamentares para solicitar a aprovação de emendas que garantissem verbas para obras em cidades paulistas, e em troca, recebiam altas quantias.

A gravação em que o nome do pastor Marco Feliciano é citado foi feita em 2010, e uma conversa entre Osvaldo Ferreira Filho (lobista e ex-funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo) e um homem identificado apenas como Betão determina que quatro parlamentares deveriam receber um milhão de reais cada.

Entretanto, a reportagem não explica como Marco Feliciano participaria do esquema, já que em 2010 ele ainda era candidato a deputado.

Além do pastor Feliciano, são citados também os nomes do deputado federal Otoniel Lima (PRB-SP) e um terceiro parlamentar que o nome não é citado, mas que pertenceria ao Partido Progressista.

O relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação ainda do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e que á época era deputado federal e teria conseguido emendas no valor de R$ 1 milhão para obras.

Outro citado é deputado federal petista Cândido Vacarezza, que teria pedido a Olívio Scamatti através de sua assessora, um avião emprestado para fazer campanha no estado. Olívio é o proprietário da construtora e seria o chefe da quadrilha. Ele está preso com outras treze pessoas.

O pastor Marco Feliciano não quis conceder entrevista ao telejornal do SBT, mas afirmou que não participou de nenhum esquema ilegal.

Assista a reportagem do SBT Brasil sobre o esquema de propinas clicando neste link.

Por Tiago Chagas, Gospel+

17 abril 2013

Visando apoio dos evangélicos, presidente Dilma evita falar sobre Marco Feliciano e casamento gay


Durante as eleições em 2010 a então candidata a presidência Dilma Rousseff prometeu manter intocadas as atuais legislações do país sobre aborto e casamento gay, tendo em vista conquistar o apoio de eleitorado evangélico.

Agora, visando manter o apoio desse mesmo publico, Dilma mandou sua equipe tomar distância da polêmica em torno do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, p deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a orientação dada pela presidente é de que as críticas, se forem inevitáveis, devem ser feitas unicamente ao deputado, jamais aos evangélicos.

Líderes do governo consideram particularmente delicada a relação do Planalto Central com as denominações pentecostais e neopentecostais que, inclusive, possuem representantes em altos cargos do governo, como Ministério da Pesca que é liderado desde 2012 por Marcelo Crivella, que é ligado à igreja Universal. O diálogo é melhor com as denominações protestantes tradicionais, como luterana, metodista e presbiteriana.

De acordo com o jornal, Crivella tem sido um dos interlocutores, ao lado do colega Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), responsável formal pela ponte entre Planalto e igrejas em geral.

A preocupação do governo estaria no fato de que, no legislativo, a bancada evangélica costuma se unir em torno de temas caros à religião, como casamento gay e aborto; atraindo, com isso, alas católicas e congressistas de linha mais conservadora.

Esses são temas que Palácio do Planalto espera que não sejam centrais na disputa por 2014, o que diminuiria o peso das demandas evangélicas na corrida eleitoral. Na última eleição, Dilma contou com o apoio de um líder evangélico para se esquivar da polêmica em torno desses temas. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da Igreja Sara Nossa Terra, foi um dos que ajudou Dilma a desarmar boatos de que a petista liberaria, se eleita, o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, discussão explorada à época por seu adversário, José Serra.

Por Dan Martins, Gospel+

15 abril 2013

Caetano Veloso diz que pastor Marco Feliciano mentiu quando falou sobre sua carreira: “Ele está dominado pela soberba”. Leia na íntegra


Personagem de um dos sermões polêmicos e recentes do pastor Marco Feliciano, o cantor Caetano Veloso publicou um artigo rebatendo as afirmações feitas contra ele de que teria consagrado músicas ao diabo para obter sucesso.

Em seu texto, Veloso afirma que “as pessoas religiosas deveriam observar o quanto ele está dominado pela soberba”, e que para fazer seu discurso soar verdadeiro, “aferra-se à mentira”.

Caetano Veloso critica a postura adotada pelo pastor Feliciano dizendo que “’levantar falso testemunho’ é condenado pelo Deus de Moisés” e pergunta: “Como pode falar em nome de Deus quem mente com tão evidente consciência de que está mentindo?”.

A indignação do cantor baiano é evidenciada em sua narrativa a respeito da música citada pelo pastor durante sua pregação: “Como pode ele, sem piedade daqueles que com tanta confiança o ouvem em seu templo, afirmar que eu disse em entrevista coisa que nunca disse e nunca diria, ou seja, que o êxito inesperado de minha versão de ‘Sozinho’ se deveu a eu ter mostrado a faixa a Mãe Menininha e esta ter-lhe posto uma bênção que, para Feliciano, seria trabalho do diabo? Mãe Menininha, figura importante da história cultural brasileira, já tinha morrido fazia cerca de dez anos quando gravei a canção”, relata.

De acordo com Caetano Veloso, nenhuma de suas músicas compostas ou gravadas foram levadas a Mãe Menininha, e que seu sucesso se dá apenas por seus méritos: “Feliciano sabe que eu nunca dei tal entrevista. Mas não se peja de impressionar seus ouvintes gritando que eu o fiz. Ele, no entanto, não sabe que eu jamais sequer mostrei qualquer canção minha à famosa ialorixá. Nem a Nossa Senhora da Purificação eu peço sucesso na carreira. Nunca pedi. Nem a Deus, nem aos deuses, e muito menos ao diabo”, escreveu o cantor, que complementou dizendo: “Decepciono muitos amigos por não ser religioso. Mas respeito cada vez mais as religiões. Vejo mesmo no cristianismo algo fundamental do mundo moderno, algo inescapável, que é pano de fundo de nossas vidas. Mas não sou ligado a nenhuma instituição religiosa”, pontuou.

Veloso pede, em seu texto, uma punição ao pastor Marco Feliciano, no âmbito religioso: “Os homens crentes devem tomar atitude mais séria em relação a episódios como esse. O que menos desejo é ver o Brasil dividido por uma polaridade idiota, em que, de um lado, se unem os que querem avanços nos costumes, e de outro, os que necessitam fundamentos de fé, ambos gritando mais do que o conveniente, e alguns, como Feliciano, saindo dos limites do respeito humano”.

Com ironia, Caetano Veloso afirma que gostaria de dialogar com representantes da religião sobre o atual embate social envolvendo ativistas diversos e religiosos: “Eu preferiria dialogar com crentes honestos (ou ao menos lúcidos). Não aqueles que já se põem a uma distância segura da onda neopentecostal. Eu gostaria de dialogar com um Silas Malafaia, de quem tanto discordo, mas que respeita regras da retórica e da lógica. Marina Silva seria ideal, mas poupemo-la”, afirmou, antes de finalizar com um novo ataque ao pastor: “Se Feliciano precisa, para afirmar sua postura religiosa, criar uma caricatura caluniosa dos baianos e da Bahia, algo é muito frágil em sua fé. A maré montante do evangelismo não dá direito à soberba irrefreada. O boneco tem pés de barro. E cairá. Eu creio na justiça e na verdade. Esses valores atribuídos a Deus têm minha adesão irrestrita. Não sei que Deus sustenta a injustiça e a mentira. Ou será que é aí que o diabo está?”.

Confira abaixo, a íntegra do artigo “Ainda Feliciano?”, de Caetano Veloso, em sua coluna no site do jornal O Globo:

Nem estou acreditando que volto ao assunto do pastor/deputado/presidente da CDHM. Mas, como muitos devem ter visto, ele mentiu reiterada e estridentemente sobre mim. Há um vídeo no YouTube em que Feliciano, esbravejando de modo descontrolado, diz-se com Deus contra o diabo e, para provar isso, mente e mente mais. As pessoas religiosas deveriam observar o quanto ele está dominado pela soberba. Faz pouco, ele se sentiu no direito de julgar os vivos e os mortos, explicando por meio de uma teologia grotesca a morte dos garotos dos Mamonas e sagrando-se justiçador de John Lennon. Agora, aferra-se à mentira. Meu colega Wanderlino Nogueira notava, com ironia histórica sobre as espertezas da igreja católica, que a mentira não está entre os sete pecados capitais. Mas sabemos que “levantar falso testemunho” é condenado pelo Deus de Moisés. Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos? Será que minha calma observação, aqui neste espaço, de que sua persona pública é inadequada ao cargo para o qual foi escolhido (matizada pela esperança no papel das igrejas evangélicas) o ameaça tão fortemente? Eu diria a pastores, padres, rabinos ou imãs — sem falar em pais de santo e médiuns espíritas, que são diretamente agredidos por ele — que atentassem para o comportamento de Feliciano: como pode falar em nome de Deus quem mente com tão evidente consciência de que está mentindo?
Sim, porque não há, dentre aqueles que prestam atenção no meu trabalho, quem não saiba que, ao cantar a genial canção de Peninha “Sozinho” num show, eu indefectivelmente dizia não apenas que me apaixonara por ela através das gravações de Sandra de Sá e de Tim Maia: eu afirmava que cantá-la ao violão era só um modo de chamar a atenção para aquelas gravações. Como pode Feliciano dizer que “a imprensa foi rastrear” e descobriu que a música já tinha sido gravada por Sandra e Tim? Essas duas gravações eram sucessos radiofônicos. E como pode ele, sem piedade daqueles que com tanta confiança o ouvem em seu templo, afirmar que eu disse em entrevista coisa que nunca disse e nunca diria, ou seja, que o êxito inesperado de minha versão de “Sozinho” se deveu a eu ter mostrado a faixa a Mãe Menininha e esta ter-lhe posto uma bênção que, para Feliciano, seria trabalho do diabo? Mãe Menininha, figura importante da história cultural brasileira, já tinha morrido fazia cerca de dez anos quando gravei a canção.
É muita loucura demais. E muita desonestidade. Aprendi com meu pai os gestos da honestidade — e tomei o ensinamento de modo radical. Me enoja ver a improbidade. Feliciano sabe que eu nunca dei tal entrevista. Mas não se peja de impressionar seus ouvintes gritando que eu o fiz. Ele, no entanto, não sabe que eu jamais sequer mostrei qualquer canção minha à famosa ialorixá. Nem a Nossa Senhora da Purificação eu peço sucesso na carreira. Nunca pedi. Nem a Deus, nem aos deuses, e muito menos ao diabo. Decepciono muitos amigos por não ser religioso. Mas respeito cada vez mais as religiões. Vejo mesmo no cristianismo algo fundamental do mundo moderno, algo inescapável, que é pano de fundo de nossas vidas. Mas não sou ligado a nenhuma instituição religiosa. Eu me dirigiria aqui àqueles que o são.
Os homens crentes devem tomar atitude mais séria em relação a episódios como esse. O que menos desejo é ver o Brasil dividido por uma polaridade idiota, em que, de um lado, se unem os que querem avanços nos costumes, e de outro, os que necessitam fundamentos de fé, ambos gritando mais do que o conveniente, e alguns, como Feliciano, saindo dos limites do respeito humano. Eu preferiria dialogar com crentes honestos (ou ao menos lúcidos). Não aqueles que já se põem a uma distância segura da onda neopentecostal. Eu gostaria de dialogar com um Silas Malafaia, de quem tanto discordo, mas que respeita regras da retórica e da lógica. Marina Silva seria ideal, mas poupemo-la. Não é preocupante, eu perguntaria a alguém assim, que um dos seus minta de modo tão escancarado? É fácil provar que nunca fiz aquelas declarações e é fácil provar que Sandra e Tim tiveram êxito com a obra-prima de Peninha. E que eu louvei esse êxito ao cantar a canção. Foram dezenas de milhares de brasileiros que ouviram. Se Feliciano precisa, para afirmar sua postura religiosa, criar uma caricatura caluniosa dos baianos e da Bahia, algo é muito frágil em sua fé. A maré montante do evangelismo não dá direito à soberba irrefreada. O boneco tem pés de barro. E cairá. Eu creio na justiça e na verdade. Esses valores atribuídos a Deus têm minha adesão irrestrita. Não sei que Deus sustenta a injustiça e a mentira. Ou será que é aí que o diabo está?

Por Tiago Chagas, Gospel+

10 abril 2013

Marco Feliciano diz que só Renuncia se Petistas renunciarem


O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta terça (9), após participar da reunião de líderes partidários na Câmara, que não renunciará à presidência da Comissão de Direitos Humanos, mas reabrirá para o público as sessões do órgão.

Os líderes convidaram Feliciano para a reunião a fim de tentar convencê-lo a renunciar à presidência da comissão, em razão das manifestações de protesto pelo país, motivadas por declarações do deputado consideradas homofóbicas e racistas.

Feliciano aceitou somente reabrir para o público as sessões da comissão, fechadas após aprovação de requerimento de autoria do próprio deputado. O argumento usado para restringir o acesso às reuniões tinham sido os tumultos provocados pela presença nas sessões de manifestantes pró e contra o deputado.

"Amanhã [quarta], nós vamos reabrir a sessão. Sessão aberta. Se houver manifestação, vamos ao artigo 272 do regimento", afirmou Feliciano. O artigo citado pelo deputado diz que cabe ao presidente de comissão zelar pela "ordem" das reuniões do colegiado.

Indagado sobre a decisão de não renunciar, o parlamentar do PSC afirmou: "Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Me dêem uma chance de trabalhar."

De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, na reunião, Feliciano reagiu ao apelo dos líderes dizendo que só renunciaria se os deputados João Paulo Cinha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, também renunciassem aos postos que ocupam na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Feliciano afirmou que tem tentado viver "um dia de cada vez" e que perdeu muito peso desde que assumiu o posto de presidente da Comissão de Direitos Humanos.

"Eu estou tentando viver. Cada dia é um dia. Estou com seis quilos a menos. Olha como eu estou. Quero uma chance de trabalhar", disse.

A reunião

Na abertura da reunião na presidência da Câmara, o líder do PSC, André Moura (SE), sugeriu que as lideranças da Casa falassem primeiro.
Feliciano ouviu em silêncio apelos para que renunciasse e discursos de apoio. Quando os líderes encerraram as falas, ele disse que não sairia.

Os líderes de PSB, PC do B, PSOL, PDT e PPS foram os mais enfáticos nas críticas a Feliciano. Dos grandes partidos, apenas os líderes de PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e PSD, Eduardo Sciarra (PR), minimizaram as manifestações de protesto e disseram que, regimentalmente, o deputado tem o direito de permanecer à frente da comissão.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), advertiu Feliciano, segundo relatos dos líderes, que era antirregimental a decisão de limitar o acesso do público às sessões da comissão.

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), relatou que, diante das cobranças, Feliciano pediu que os colegas de Legislativo tivessem “misericórdia” com ele. Ainda de acordo com Valente, o deputado, que é pastor, se disse “perseguido” em razão de suas posições religiosas e que prometia, daquele momento em diante, não protagonizar mais nenhum episódio polêmico.

08 abril 2013

Conselho de igrejas volta a pedir a saída de Feliciano


O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) reúne representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil , Igreja Siria Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.

Um mês após emitir uma “moção de repúdio” por conta da eleição de Marco Feliciano para liderar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, na tarde de domingo (7), o Conic voltou a pedir a saída dele do cargo. Para a entidade, Feliciano não teria “legitimidade” para ocupar o cargo. Ele é acusado de paralisar os trabalhos da comissão e censurar manifestantes após determinar que as reuniões sejam fechadas. O objetivo era fugir dos constantes protestos.

Dia 10 de março, o Conic fez sua primeira manifestação pela saída do deputado. “Considerando o corolário de nossa missão, à luz dos valores que a inspiram, e as manifestações de diversos segmentos da sociedade brasileira, expressamos nosso repúdio ao processo que levou à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC), o qual, por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias, pelas quais responde a processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal”.

“Quem perdeu até agora foi a sociedade brasileira”, diz  a nova nota do Conic. Contudo, o grupo avalia que o deputado não quer deixar o cargo por ter gostado de toda “exposição midiática” do caso. Mas o Conselho acredita que as atitudes do deputado abririam um “precedente perigoso” e remeteriam a “tempos obscuros e arbitrários” da história política do país, durante a ditadura é que os direitos humanos somente podiam ser discutidos “a portas fechadas”.

“Uma CDHM presidida por alguém que pratica a censura de manifestantes, que buscou realizar reuniões a portas fechadas, constitui um ataque à própria natureza e essência desta comissão. Como Conic, reafirmamos nosso repúdio a esta conjuntura que compromete a legitimidade da representação política da sociedade civil”, finaliza o material publicado pela entidade neste domingo.
Curiosamente, a ação do órgão que representa um segmento das igrejas surge pouco tempo após o pastor Feliciano pedir ajuda às igrejas do Brasil.

03 abril 2013

Cúpula da Câmara quer me achincalhar, diz Marco Feliciano


O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) concedeu entrevistas para a Folha e UOL comentando sobre as críticas que tem recebido em Brasília quando líderes partidários tentam encontrar uma forma para fazê-lo renunciar da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

A reunião marcada para a segunda-feira (1) foi adiada para a próxima semana, mas o deputado evangélico não decidiu se irá participar. “Ir ali para ser oprimido e achincalhado por um grupo de pessoas que, na verdade, deveria defender o Parlamento – e não abrir um precedente como está sendo feito. Acho muito perigoso”.

Feliciano segue afirmando que não irá renunciar e diz que está se sentindo como o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que assumiu o cargo diante de muita polêmica, já que ele estava sendo acusado de manter dinheiro no exterior sem declarar.

“Todos nós sabemos que o deputado Henrique Alves chegou à presidência debaixo de muita pressão, debaixo de muita luta. Eu me espelho nele. Esse vigor que eu estou tendo de suportar essa pressão se inspira nele”, disse.

Funcionários da comissão serão demitidos

De acordo com o Blog do Noblat o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) estará demitindo 17 funcionários da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) por desconfiar de sabotagem.

Doze desses trabalhadores são concursados, outros cinco ocupam cargos de confiança e não prestarão mais serviços para a comissão.

O blog afirma que não há provas de que esses funcionários estariam de fato sabotando o novo presidente da CDHM, mas em um vídeo o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) já havia alertado Feliciano de que os servidores estavam contra ele.

O aviso foi feito na primeira sessão da comissão sob presidência do deputado evangélico, Bolsonaro sentiu falta da placa de identificação do presidente que já deveria ter sido confeccionada e afirmou: “Vossa excelência está em um campo minado, pois a secretaria se quer providenciou a plaquinha com o nome de vossa excelência”, disse.

Bolsonaro também aconselhou Feliciano a fazer uma limpa na comissão. “Tem que fazer uma operação de limpa nessa comissão aqui”, disse ele dizendo que havia ali muitas pessoas que eram contra a família e contra o cristianismo.

Jean Wyllys e deputados pró-gays protocolam ação criminal contra Silas Malafaia e Marco Feliciano por formação de quadrilha e outros supostos crimes; Entenda


Os deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ), Érika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA) encaminharam uma ação criminal por calúnia, difamação, formação de quadrilha e outros supostos crimes contra os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano (PSC-SP).

Em seu site, Jean Wyllys divulgou nota afirmando que o processo contra Malafaia e Feliciano se deve à produção de “vídeos, notas, postagens em redes sociais, ou [...] propagação destas, atribuindo aos deputados, entre outros, a defesa da pedofilia como bandeira política”.

Wyllys, Kokay e Dutra (ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias- CDHM) tem sido os principais adversários políticos do pastor Marco Feliciano desde sua eleição para a CDHM. Os atritos entre Wyllys e Malafaia são antigos, com episódios diversos que incluem até bate-boca público através do Twitter.

A nota de Jean Wyllys lista os supostos crimes cometidos contra eles e inclui os nomes de assessores parlamentares do pastor Feliciano no processo.

“Alvos recentes de uma pesada campanha difamatória e caluniosa por sua firme oposição à eleição e permanência do deputado Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, dadas as suas declarações públicas de teor racista, homofóbico e misógino em redes sociais e fora delas, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Domingos Dutra (PT-MA) decidiram representar criminalmente – por calúnia, difamação, falsificação de documento público, injúria, falsidade ideológica, formação de quadrilha e improbidade administrativa – o deputado Pastor Marco Feliciano, o pastor Silas Malafaia, e os assessores parlamentares Rafael Octávio, Joelson Tenório, André Luis de Oliveira, Roseli Octávio e Wellington de Oliveira”, comunica a nota.

O documento de representação criminal enviado ao procurador-geral da República Roberto Gurgel inclui transcrições de postagens nas redes sociais, texto de vídeos publicados no Youtube e até, tweets publicados pela psicóloga Marisa Lobo em apoio a Marco Feliciano.

O documento pode ser lido na íntegra aqui.

Por Tiago Chagas, 

27 março 2013

Permanência de Feliciano na Comissão: saiba sobre os bastidores da decisão, gritos e o sorriso do pastor


A longa novela em torno da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) parece caminhar para um final em que o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) será mantido no cargo de presidente.

Após reunião com a liderança de seu partido, Feliciano concedeu entrevista à imprensa com sorriso no rosto (foto), e voltou a reafirmar que não renunciará ao cargo e que tomará “cautelas” para a próxima reunião da CDHM, que acontece hoje, 27 de março.

“Amanhã [quarta, 27] vai ser uma agenda normal. Vamos tomar cautelas que da última vez não tivemos. Teve todo um ‘sabotamento’. Tem um aparelhamento”, afirmou o pastor, em entrevista coletiva.

O deputado federal André Moura (SE), líder da bancada do PSC na Câmara dos Deputados, afirmou que nada convenceu o pastor Marco Feliciano a sair do cargo: “Ele se manteve, apesar de todos os nossos apelos, o tempo todo na posição de não renunciar. Não cabe mais a mim, como líder, nem à bancada nem ao presidente da Câmara destituí-lo. E nós não conseguimos em nenhum momento demovê-lo da convicção de não renunciar”, revelou.

Com a divulgação da decisão do PSC, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou que era necessário aceitar a escolha do partido: “Não era esta a indicação da semana passada. Era a de buscar uma posição que harmonizasse a Casa e a sua Comissão de Direitos Humanos. Mas, como presidente, tenho que respeitar e acatar a decisão do partido [...]Não posso [destituí-lo]. O regimento não permite”, afirmou, segundo o G1.

Preocupado com as pressões políticas e ameaças de tumulto por parte de manifestantes, Alves prometeu uma reunião com as lideranças dos partidos para que os trabalhos da CDHM possam ir em frente: “Vamos reunir os líderes para fazer funcionar a comissão”, definiu.

Esse acordo com os partidos pode ser essencial para que os trabalhos da CDHM possam ser realizados. Ontem, após o anúncio de que Feliciano permaneceria no cargo de presidente da comissão, um manifestante subiu em uma mesa de uma das salas do Congresso e gritou palavras de ordem pedindo a saída do pastor do cargo: “Fora Feliciano, nós não vamos desistir enquanto não sair”. O ativista foi vaiado pelos demais espectadores que estavam no recinto.

Marco Feliciano anunciou que irá dar andamento a questões que precisam de seu envolvimento, como a situação de brasileiros presos no exterior, por exemplo.

“Amanhã [quarta] tenho reunião com o embaixador da Indonésia sobre dois brasileiros presos e condenados lá e quero saber se eles estão na lista que a BBC divulgou de nove  pessoas que vão ser executadas até 2014. Estando na lista, estou levando uma carta pedindo clemência para que tenham prisão flexibilizada, prisão perpétua, menos a pena de morte”, afirmou, completando ainda que pretende dar atenção ao caso dos torcedores corintianos presos na Bolívia pela morte do torcedor boliviano Kevin Spada: “Tive reunião com embaixador da Bolívia. Ele foi muito querido, abriu as portas e disse que, através do caminho diplomático, é possível fazer alguma coisa. Me convidou para ir até lá. Vou tentar conversar com a família para ver o que é possível fazer para tentar tirar aqueles 12 corintianos”, disse.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) voltou a fazer declarações contra Marco Feliciano, classificando-o como “machista, homofóbico e racista”, e afirmando que não aceitava o pedido de desculpas feito pelo pastor, pois não era sincero: “Ele acredita naquilo”, afirmou, referindo-se às frases consideradas homofóbicas e racistas.

Por Tiago Chagas, Gospel+

25 março 2013

Pastor Marco Feliciano concede entrevista a Sabrina Sato, do Pânico na Band, e fala sobre as polêmicas em torno da Comissão de Direitos Humanos, vida e família. Assista na íntegra


Ontem, 24 de março, o programa Pânico na Band apresentou uma entrevista do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) à repórter e apresentadora Sabrina Sato.

No bate-papo, descontraído, o pastor respondeu às perguntas sobre as polêmicas em que tem se envolvido e também sobre outras questões políticas que envolvem as disputas no Congresso Nacional.

Sabrina iniciou a entrevista perguntando a Feliciano se ele havia se casado virgem: “Eu posso não responder essa pergunta? É constrangedora… Eu sou um ser humano normal, tenho minhas necessidades, tenho a minha vida. Nem toda vida eu fui evangélico. Eu sou ortodoxo nesse assunto… Pra mim, sexo [é] depois do casamento.

Sobre o ex-deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que ocupou o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) antes dele, o pastor Marco Feliciano voltou a reforçar sua postura expressa na entrevista à revista Veja. “No dia anterior, ele conversou comigo, e tava tudo bem. No dia seguinte, deu aquele espetáculo. A pessoa que age assim tem duas caras”.

Questionado sobre sua interpretação para os direitos humanos, Feliciano lembrou de sua atuação no caso do pastor iraniano Yousef Nadarkhani: “Você não sabe, mas foi eu que provoquei uma notícia sobre um iraniano que estava preso no corredor da morte. Ele havia sido acusado do crime de apostasia. Havia deixado o islã, e havia se transformado em cristão. Eu lutei por ele aqui dentro, fui até o Itamaray, tiramos ele do corredor da morte, o Irã perdoou ele, não morreu. Isso é direitos humanos”.

O pastor foi perguntado sobre os dois segmentos sociais que mais estão rendendo polêmicas em torno de seu mandato à frente da CDHM, e repetiu o discurso que vem apresentando desde sua eleição para o cargo: “Qualquer direito que eles tenham roubados, e procurarem a comissão, serão ouvidos da mesma forma. Qual é o poder da Comissão de Direitos Humanos? Ouvir, e encaminhar para o Ministério da Justiça, para os departamentos necessários”, pontuou o pastor, que foi além na questão dos cidadãos de etnia negra: “Existem comunidades no Brasil que são negros herdeiros da época da escravidão, e algumas terras deles estão sendo tomadas. Temos aqui, duas audiências públicas programadas para isso”.

Sobre sua publicação no Twitter em que abordou a maldição proferida por Noé a seu neto, Canaã, Feliciano voltou a negar as acusações de racismo: “Eu nunca disse que negro é amaldiçoado. 70% dos membros da igreja evangélica brasileira são afrodescendentes. Eu sou afrodescendente”. O pastor foi ainda perguntado hipoteticamente sobre como reagiria caso descobrisse que uma de suas filhas se relaciona com um negro: “Se minha filha amasse uma pessoa, de qualquer cor que fosse, eu ia respeitá-la porque é a vida dela”.

Sabrina optou por perguntar diretamente sobre a publicação da maldição ao descendente de Noé: “A Bíblia é um livro muito complexo. Quando eu estava dando esse ensino pelo Twitter, uma das vertentes intelectuais que eu citei foi essa: de que há um pensamento que o continente africano foi formado por um dos descendentes de Noé, e esse foi amaldiçoado. Eu nunca disse que essa era minha posição. O Twitter tem 140 caracteres só. Não se pode falar isso ou aquilo por causa de 140 caracteres. Pra pessoa ser racista, ela tem que ter um histórico racista”.

A repórter e apresentadora do programa Pânico na Band perguntou a Feliciano sobre sua relação com o pastor Silas Malafaia, que recentemente saiu em sua defesa, apesar de ressaltar que possuem “diferenças públicas”. Marco Feliciano foi sucinto: “É um amigo, grande líder”. Sabrina perguntou sobre a relação dele com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), outra figura polêmica da Câmara dos Deputados, e o pastor respondeu: “Gente boa também”. A entrevistadora então perguntou se eles formariam o trio parada dura, e Feliciano respondeu prontamente: “Eu sou um pouquinho diferente, sou mais tranquilo, não sou tão briguento”.

As manifestações públicas e contrárias de artistas e outros ativistas sobre o pastor foram abordadas pela repórter, que perguntou se não seria melhor que Feliciano divulgasse o amor. O pastor respondeu à pergunta contextualizando a fonte de boa parte das críticas: “Meu pessoal me apresentou uma página no Facebook, com minha foto e mais de cem frases racistas. E na verdade, era falso. O brasileiro tem uma cultura de ir pela cabeça dos outros, e não procura saber a fonte”.

Sabrina voltou à questão da homossexualidade, e perguntou ao pastor qual havia sido a verdadeira declaração dele contra a prática que havia causado tanta repercussão: “Como deputado, eu sou um guardião da Constituição. No artigo 226, parágrafo 13, diz assim: ‘Só é reconhecido como casamento civil, aquele que se tornou depois de uma união estável, a união entre um homem e uma mulher. Isso é o que está escrito na Constituição. Qualquer luta para que isso seja ao contrário, é preciso que seja apresentado no Congresso Nacional um projeto de emenda constitucional”, disse, interrompido pela repórter que questionou se Feliciano não concordava que era um direito dos homossexuais: “Direitos sim, privilégios não. Se você quebra uma lei estabelecida aqui dentro [Constituição Federal], você abre o presságio e quebra todas as outras”.

“Você acredita que eles têm que continuar lutando?”, perguntou Sabrina Sato. O pastor respondeu contra-atacando: “Sim. Mas eles têm que lutar com um pouco mais de inteligência. Tragam o projeto, coloquemos em votação. Isso é votado pelo colegiado, e que vença o melhor argumento. Porque esses ativistas nunca fizeram isso? Eles tem que mudar a Constituição, para depois serem votadas as outras coisas”.

A respeito da PL 122, que prevê a criminalização da homofobia, e que enfrenta resistência da bancada evangélica por não especificar o que caracterizaria o crime e por ser, ao entender da maioria dos líderes cristãos, uma tipificação de cidadão privilegiado, Feliciano afirmou que “do jeito que está, não [pode ser votada]”, e explicou um pouco sobre os bastidores do Congresso: “Nós já tentamos sentar com o pessoal da PL 122 para apresentar uma coisa que chegue ao bem comum de todas as pessoas. O deputado Jean Wyllys, antes da votação, eu chamei ele ali no cafezinho do Plenário e falei: ‘Jean, vamos tentar um diálogo?’”.

Marco Feliciano disse ainda que tenta manter um relacionamento no âmbito parlamentar com o ativista gay e deputado federal Jean Wyllys, e posicionou-se sobre a ameaça de processo feita por ele: “Meu relacionamento com o Jean aqui dentro, nós sempre conversamos amigavelmente. Mesmo ele me alfinetando sempre no Twitter. A diferença é que o povo dele vem pra briga, e o meu povo só ora. Os evangélicos não são contra gays, eu não sou [...] O problema não são os gays, [eles] são gente boa. Tem um menino que mora na minha cidade, é ele que faz o aniversário das minhas filhas, mobília minha casa, enfeita minha casa, almoça comigo e com a minha esposa e é homossexual [...] O problema são os ativistas. Eles recebem pra isso, e vem pra tumultuar, não vem para o diálogo”, explicou Marco Feliciano.

O pastor revelou ainda que os ativistas que tem tumultuado as sessões da CDHM impediram que fosse votada uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, que tenta a reeleição e que já fez declarações homofóbicas. “Pergunta se a militância deixou a gente votar? Eles não queriam saber o que estava fazendo. Me rotularam como homofóbico porque eu luto pelos votos que eu represento. 212 mil fiéis evangélicos que pensam como eu”.

Perguntado sobre uma eventual renúncia ao cargo de presidente da CDHM, Feliciano frisou que não pensa nessa opção: “Uma coisa é você dialogar como adulto. Uma coisa é você chegar em casa e ter que explicar para uma criança de dez anos porque que na escola falam que seu pai é racista. Isso dói, isso machuca. Então uma renúncia minha agora, é como se eu assinasse um atestado de confissão. ‘Eu sou mesmo, então eu estou abandonando’. Então, eu não sou, e estou aqui para provar isso”.

Confira abaixo, a íntegra da entrevista, em que o pastor Marco Feliciano falou ainda sobre questões teológicas a respeito do dízimo e explicou novamente o episódio do cartão de débito:



Corintianos presos na Bolívia

Marco Feliciano afirmou que irá à Bolívia conversar com a família do adolescente Kevin Espada, torcedor do San José e que acabou morto numa partida contra o Corinthians, pela Libertadores da América.

O embaixador da Bolívia facilitará o encontro do deputado com os familiares do torcedor, para que o deputado solicite à família a retirada da queixa contra os 12 torcedores corintianos que são mantidos presos sob a acusação de assassinato.

De acordo com a RedeTV!, o presidente da CDHM justificou a iniciativa afirmando que a defesa de brasileiros presos no exterior sempre foi uma prerrogativa do Congresso Nacional.

Por Tiago Chagas, Gospel+

18 março 2013

Feliciano e Jean Wyllys negam autoria de frases que circulam na internet


Diversas imagens com frases racistas supostamente ditas pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) circulam pelo Facebook desde que ele foi indicado e eleito como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Não demorou muito para que frases com dizeres contra o cristianismo fossem atribuídas ao também deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

As frases chocam os leitores que prontamente compartilham estes conteúdos para seus amigos e isso acaba alcançando milhares de pessoas. Com tanta visibilidade os deputados usam suas assessorias para negarem tais frases e acusam “a oposição” de plantar tais inverdades.

A oposição no caso de Feliciano seriam os partidos PT, PCdoB e PSOL, do qual Jean Wyllys faz parte. Desde que o pastor evangélico foi indicado a CDHM ele tem sido acusado de racismo e homofobia por pessoas desses partidos, que também lideraram protestos contra o deputado evangélico em diversas cidades brasileiras.

A frase interpretada como racismo fala de uma interpretação teológica que diz que os africanos são descentes de Canaã, o neto de Noé que foi amaldiçoado. Feliciano já explicou seu ponto de vista e deixa claro que na mensagem ele não fala sobre negros, até por ser um afro-descendente.

Já suas declarações sobre a união de pessoas sobre o mesmo sexo também são explicadas por ele que se baseia na Bíblia para não ser a favor dessas relações. Até mesmo o jornalista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, saiu em defesa do deputado evangélico para dizer que o simples fato de não concordar com tais práticas não quer dizer que ele seja homofóbico.

O deputado federal Jean Wyllys, o primeiro parlamentar assumidamente homossexual e defensor das causas da comunidade LGBT, também explica que não falou contra cristãos e tão pouco defendeu a pedofilia.

Pesquisas rápidas no Google nos levam a blogs como o Mídia Sem Máscara que publicou em 2011 um e-mail supostamente escrito pelo recém empossado deputado se dirigindo a Olavo de Carvalho e fazendo a afirmação exposta nas imagens que estão sendo compartilhadas no Facebook sobre a liberdade sexual das crianças.

O mesmo blog conseguiu explicar, isso em julho de 2012, que o e-mail não partiu de Jean Wyllys e que fora falsificado, precisando então haver uma retificação para negar as primeiras matérias que foram feitas sobre este caso.

Danos de imagem

Os usuários das redes sociais talvez não saibam, mas as leis brasileiras punem quem pratica o crime de injúria e difamação. Em seu Twitter Jean Wyllys chega a comentar que pretende colocar na cadeia quem tem espalhado tais boatos sobre sua pessoa.

“Assim como conseguimos pôr na cadeia os criminosos que alimentavam o site fascista e ameaçador ‘Silvio Koerich’, colocaremos esses também!”

Wyllys também postou uma nota explicando de onde partem tais acusações em sua coluna no portal IG dizendo que elas partem de evangélicos.

Feliciano também está certo de que querem desmoralizá-lo junto à sociedade brasileira já que ele assumiu a comissão que tinha ligações diretas com o movimento LGBT. Os últimos 16 anos a CDHM foi usada para repassar verbas para ONGs e aprovar leis e emendas que oferecem direitos civis para homossexuais.

O deputado evangélico afirmou em entrevista que está disposto a debater esses temas, mas que também estará incluindo na pauta da comissão outros assuntos também pertinentes aos Direitos Humanos e Minorias.

11 março 2013

Ativistas gays tumultuam culto e tentam agredir Marco Feliciano


Neste domingo (10) o Pastor Marco Feliciano, deputado federal pelo Partido Social Cristão (PSC) que tem enfrentado duras críticas de movimentos gays por assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM) denunciou através de seu site pessoal uma tentativa de agressão durante um evento na igreja Catedral do Avivamento em Franca, interior de São Paulo.

Movimentos LGBT organizaram uma manifestação na igreja ao qual Feliciano preside e tentaram invadir o local para constranger o parlamentar a desistir de sua vaga como presidente da CDHM. De acordo com relatos os ativistas tentaram agredir o pastor e pronunciavam palavras de baixo calão.

“Não se contentando o movimento começou a ofender com palavras de baixo calão, ameaças de violência e depredação. Feliciano estava acompanhado de sua família, inclusive com suas filhas pequenas que choraram muito quando os manifestantes atacaram o carro onde estavam”, relatou a assessoria.

Após o tumulto o pastor teve que ser escoltado até seu carro, devido às tentativas de agressões por parte dos ativistas que são contra sua liderança no colegiado. Feliciano disse que denunciará as ameaças a Polícia Federal e solicitará proteção policial ao Governo.

“Já estou com um dossiê pra entregar a policia Federal com dezenas de páginas impressas com ameaças de morte. Me ajudem em oração!”, publicou o parlamentar em sua conta no Twitter.

Hackers tentam invadir site e redes sociais

Feliciano também denunciou as diversas tentativas de invadir seu site e suas contas nas redes sociais. O parlamentar afirmou que apresentará um dossiê a PF pedindo investigação, além de denunciar as tentativas de retirar sua fanpage do Facebook do ar. O deputado quer saber quem esta por trás desta mobilização e de onde saíram os recursos financeiros.

20 fevereiro 2013

Marco Feliciano critica programa do SBT com acusações a Marcos Pereira


Nesta terça-feira (19), o pastor Marco Feliciano postou um texto em seu blog, defendendo o pastor Marcos Pereira que na quinta-feira (14), foi alvo de uma reportagem do programa “Conexão Repórter” do SBT.

Na reportagem foi ressaltado que o pastor Marcos Pereira é acusado de promover encenações, cometer estupros dentro da sua própria igreja, manipular e ordenar atos criminosos, coordenar execuções e torturar crianças.

Para Marco Feliciano a narrativa usada pelo apresentador do programa demonstra “preconceito com a forma de manifestação pentecostal”.

“É no mínimo estranho que pessoas com acesso a meios de comunicação em rede nacional envolvendo valores altíssimos, usem de todo esse potencial para denegrir a imagem de um religioso que nada mais faz do que atuar em favor de pessoas marginalizadas pela sociedade.

Jovens envolvidos pela criminalidade onde depois de certo tempo só tem duas opções a prisão ou a morte, sim colocado dessa forma pode parecer cruel, mas é o que se vê, pois na maioria dos casos não resta outra opção ao jovem recrutado pelo crime com promessas de vantagens imediatas que tardiamente enxergam a realidade”, afirma Marco Feliciano.

Feliciano também falou sobre as ONGs, que sobrevivem com verbas públicas que: “vendo seu poder de influencia prejudicados pela atuação da Igreja usam dos mais sórdidos ardis a fim de denegrir a imagem de quem ousa cruzar seu caminho”. O pastor afirma que por este motivo a direção da emissora decidiu reprisar a reportagem que já havia sido exibida anteriormente.

“Esse desagravo se faz necessário porque tem o tom da discriminação religiosa, que começa de forma subliminar, mas se nenhuma voz se manifestar se alastra e pode causar muitos males à livre manifestação das coisas de Deus em nosso País. Estamos atentos”, afirmou o pastor que finalizou o texto dizendo que irá encaminhar um pedido a Polícia Federal para que analise o conteúdo da reportagem.

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